Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
Pode-se até ser dono de casulos, no entanto, borboletas nascem livres, ou não são borboletas, mas sim, casulos com asas.
Amanheceu...
As flores estão a desabrochar...
Borboletas bailam a festejar o novo dia.
Há perfume no ar...
Que faz bem respirar...
Pura magia. .
.
Deixa a janela da alma aberta.
Permita-se florir...
__Sophia Vargas ♥
01/01/2010
Ver borboletas voando nos da uma sensação de liberdade, mas o que realmente é liberdade? Talvez algo que nunca vamos entender, pois vivemos presos na realidade que tanto nos machuca, presos ao trabalho e diversos outros problemas... Estive pensando em como ter a liberdade que as borboletas tem...Libertando minha alma para voar livremente para o céu sem ter que voltar a essa carne e terra de tanto desprezo e dor!
DESTARTE, ESCARLATE
Borboletas por toda a parte,
Um exército e seu estandarte,
Um manancial oriundo
De um poço profundo.
Um caudaloso jardim
Exacerbou-se sobre mim
Levando-me cativo
Por algo presente, vivo,
Um sentimento
E um pensamento.
Destarte, como o escarlate,
Impossível não perceber
Uma cor forte, vivaz,
Os olhos é capaz
De render.
Libertar-me-ia se outrora
Não tivesse, numa hora,
Sido arrestado por ti,
Pela beleza que carregas.
Virtudes não lhe faltam,
Aos olhos fazes saltar.
Fim.
Ivan F. Calori
As borboletas nem se lembram de quando eram lagartas. Saíram da crisálida e ganharam a liberdade. Analogamente, para quem assimila a Verdade Maior, já não há mais volta à condição anterior: vive uma nova realidade.
Sinto saudades do tempo que você me causava borboletas na barriga, hoje te vejo passa, nos olhamos por baixos como dois estranhos despercebidos e cada um segue seu caminho, eu tentei entender o porquê de tudo ser assim, mas foi tolice minha tentar, eu já superei nos dois, foi difícil mas conseguir, eu não quis mas saber de você e também não fui lhe procurar, não pense que desistir de nos dois porque não sabemos ao certo quem desistiu de quem apenas seguimos nossa vida e nos deixamos de ser querer, talvez seremos uma interrogação sem explicação.
Mundo este, mundo cáustico...
corrói sem dó e sem piedade
faz desaparecer dos campos as borboletas
debilita as cores, tudo esmorece.
Mundo esse em que estou engajado
cinza como fumaça, opaco como um céu sem estrelas...
nas veias frias como gelo estagnado fica os meus coágulos.
Mundo meu, mundo teu, vosso demasiado mundo...
Se tu és pegue em flagrante delito de vivacidade, sabeis, serás jugado.
Me olho no espelho e ali não encontro o que tanto pedia... Minha face, ali estava evanescida. Jogado ao chão fico quando suplico a vida, tento sair deste mundo, mas este já está implantado dentro de mim.
E o tempo se esvai com celeridade, já não consigo mas me controlar...
Mergulhando nesta umbra me desconheço por inteiro, pior do que o abismo e dentro de si mesmo, vagarosamente vou esmorecendo sabendo que não a jeito.
[Demasiado pessimismo - Igor Fontes]
Nêmesis I
Mata a dor
Mato e faço borboletas das cinzas
Viro pó na fornalha do seu pensamento
Mato e espalho átomos pelos espaços
Criando novos agravos em um novo descompasso
Mato mesmo é a morte da palavra maldita
Essa navalha que raspa sua ternura
E aos poucos mata em mim o quase tudo que é desejo Sobrando dúbios poemas imperfeitos
Toda vez que eu olho em seus olhos meu estômago fica com borboletas, tudo o que eu quero é ser você e eu.
Borboletas!
Sempre que posso, paro e fico a admirá-las ...
Voam sem compromisso por entre as flores ...
e pousam onde querem, com uma leveza sem igual!
Quando eu era criança colecionava borboletas, hoje coleciono delicadezas, dessas que a gente só encontra em pequenos gestos de ternura.
Muitos anseiam pela liberdade das borboletas, porém poucos escolhem tecer seu próprio casulo e permanecer firme até que a metamorfose acabe.
Borboletas
Borboletas voam em torno de um belo viver
Acordar olhando o céu onde
Nada mas posso querer
O doces borboletas
Que enfeitam as mas belas
Tornaste minha vida toda coberta
Cobertas estas borboletas amarelas.
Saudades de sentir borboletas no estômago. Arrepios desvairados. Beijos desconcertantes. Abraços recheados de calor. Palavras doces. Saudades de sentir aquela ansiedade que antecede àquela hora. Aquela ligeira inquietação. Aquele suor nas mãos. Aquele tremor que se sente tomar o corpo inteiro e que não se doma, nem se monta, mas nos desmonta. Ultimamente tem sido tudo tão mórbido e morno. Sempre a mesma coisa. Figurinhas repetidas. Amores irônicos e cômicos. Paixões passageiras e superficiais. Corações vazios, mas vazios de sentimentos. Corações que erguem muros ao seu redor. Saudades dessa tal felicidade!
