Jardim
Sempre quis ter uma filha. Um dia sonhei com um jardim, contemplei os lírios, suas pétalas, como são belas e perfumadas. Hoje entendo, era o prenúncio que Deus me presentearia com a Suzana, que no hebraico significa pura como os lírios.Filha, você é a menina do meu jardim. Te amo!
Não deixe que o verde da grama do seu vizinho te deslumbre te colocando as cegas quanto ao jardim que esta em sua casa, debaixo dos seus pés .
Trilhas do Destino
Dois nascimentos, destinos divergentes,
Um em solo árido, o outro em jardim florido,
Ambos buscam, nas correntes,
Um propósito, um sentido perdido.
Em um lar disfuncional, a criança cresce,
Envolta em sombras, desafios constantes,
Mas uma chama interna permanece,
Uma força oculta, a guia avante.
O outro em berço de ouro, têm amor e cuidado,
Rodeado de afeto, segurança e luz,
Mas o coração, às vezes, inquietado,
Busca um significado que nada traduz.
Caminham ambos, por sendas variadas,
Na solidão, encontram seu poder,
Refletem, meditam, almas desveladas,
Descobrem o caminho do verdadeiro ser.
A resiliência forja o primeiro viajante,
Como pedra que resiste ao vento e ao mar,
A espiritualidade, luz incessante,
Que a ajuda, dia a dia, a avançar.
O segundo, em sua jornada confortável,
Percebe que o luxo não preenche o vazio,
Busca no simples, no essencial, o amável,
Encontra na essência um novo caminho.
No fim da trilha, seus olhares se encontram,
Não mais estranhos, mas almas irmãs,
A vida, com suas dores, os confrontam,
Mas revelam a beleza das manhãs.
Dois destinos, uma busca contínua,
A evolução do ser, a paz interior,
Descobrem que a vida é sempre oportuna,
Quando se encontra, na dor, o amor.
E assim, ao final, em sintonia profunda,
Alcançam juntos o que sempre almejaram,
De trilhas distintas, a alma fecunda,
No propósito divino, enfim se acharam.
Borboletas no Jardim da Vida
Por Diane Leite
Aos 18, ao me tornar mãe, imaginava como seria aos 40. Pensava se estaria velha, se teria conquistado meus sonhos. Hoje, percebo-me como uma fusão de dois mundos: uma parte serena e outra que renasceu das cinzas, sonhando e lutando.
Aprendi que a vida é feita de escolhas. Durante anos, priorizei os outros, mas descobri que o amor mais puro vem da reciprocidade. Sei dizer "não" sem culpa, pois respeito a energia que ofereço. Cada amor moldou minha alma, mas a mulher que sou hoje sabe o que merece.
Mereço o melhor, pois plantei com amor e colhi com resiliência. Acredito na prosperidade divina. Deus testa, mas também honra. Fé é seguir de pé mesmo quando o mundo desaba.
Hoje, meu jardim é minha maior obra. Nele, plantei sonhos, nutrição e amor-próprio. Com mãos sujas de terra e coração cheio de esperança, reguei cada semente. Agora, posso admirar as borboletas ou escolher uma para ficar.
O futuro é incerto, mas não me assusta. Enquanto plantar e regar com amor, terei sempre o jardim mais lindo para admirar e me orgulhar. No fim, a maior beleza está na jornada – nas mãos cheias de terra e no coração cheio de vida.
Sigo plena, grata e em paz.
Texto pensador Diane Leite
Autoria: Diane Leite
Borboletas no Jardim da Vida
Por Diane Leite
Quando eu era muito jovem, olhava para o futuro com olhos curiosos e cheios de expectativas. Aos 18 anos, ao me tornar mãe, comecei a imaginar como seria chegar aos 40. Pensava se estaria velha, se já seria avó, se teria conquistado meus sonhos. Lembro-me da avó do meu filho, que com apenas 33 anos se tornou avó. Ela era deslumbrante, uma mulher que desafiava o tempo, e eu a admirava profundamente. Pensava: "Será que serei assim um dia? Maravilhosa aos 40?".
Hoje, aos 40 anos, me percebo como uma mistura de dois mundos. Uma parte de mim gosta de dormir cedo, acordar ao nascer do sol, e encontrar nos primeiros raios de luz a serenidade para iniciar o dia. Outra parte, aquela que renasceu das cinzas, sonha, luta e busca mais. Redescobri minha força e meus desejos, não apenas como mulher, mas como uma centelha divina que entende seu propósito.
Aos 40, compreendi que a vida é feita de escolhas e prioridades. Passei anos colocando as necessidades de outros acima das minhas: amigos, namorados, familiares. Sempre dei o meu melhor, mas aprendi que o amor mais puro vem da reciprocidade. Hoje, eu sei dizer "não" sem culpa. Não porque eu ame menos, mas porque respeito a energia que ofereço a quem também me nutre.
Os relacionamentos que vivi foram capítulos essenciais do meu livro da vida. Cada amor me moldou de uma forma única. Com um, aprendi a me arrumar impecavelmente; com outro, entendi o valor da estabilidade financeira e emocional; e com aquele que talvez tenha sido o grande amor da minha vida, descobri a beleza do amor sem reservas. Esses homens, cada um ao seu modo, deixaram marcas em mim, e sou grata por isso. Não os vejo como ex-namorados, mas como professores da alma.
No entanto, a mulher que sou hoje sabe o que merece. Mereço o melhor porque plantei com amor e colhi com resiliência. Acredito na prosperidade divina, em um universo que nutre, não que castiga. Deus nos testa, mas também nos honra. Fé, para mim, é seguir de pé mesmo quando o mundo desaba ao redor. É amar mesmo na perda, é construir mesmo no vazio.
Aos 40, sei que sou multifacetada. Posso ser princesa, guerreira ou salvadora de príncipes. Posso escrever finais felizes ou reinventar histórias. Somos assim, mulheres: capazes de ser tudo, mas também dignas de cuidado e amor. Reconheço que minha jornada foi marcada por luzes e sombras, mas ambas me ensinaram a integrar meu ser.
E o jardim? Ah, esse jardim que cultivo hoje é minha maior obra-prima. Nele, plantei sementes de sonhos, nutrição e amor-próprio enquanto muitos estavam ocupados demais com a vida alheia. Com as mãos sujas de terra e o coração repleto de esperança, reguei cada semente com fé. Hoje, ao olhar para as borboletas que habitam meu jardim, posso escolher se quero admirá-las ou se desejo que uma delas permaneça.
O futuro? Ele é incerto, mas não me assusta. Sei que, enquanto plantar e regar com amor, terei sempre o jardim mais lindo para admirar e me orgulhar. E talvez, no fim das contas, a maior beleza esteja na jornada – nas mãos cheias de terra e no coração cheio de vida.
Assim sigo, plena, grata e em paz.
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Autoria: Diane Leite
Como um jardim é a nossa alma: só cresce o que você rega com sua gentileza. O tempo de florescer vai depender do quanto a sua alma enraizou.
Silêncio, escute a beleza da vida em tua volta. Milhares de borboletas coloridas e um jardim imenso, uma orquestra executa a nona sinfonia de Deus, entre flores de todas as matizes. Não vês? Não escutas? Então estás morto. Deve-se morrer pela beleza, contudo só vê beleza externa quem a possui na alma
"Todos nós ", nós os que já saímos do jardim da infância, sabemos que a vida é uma bela e trágica ilusão, contudo, para que discutir o assunto, com poesia, política ou religião, se argumentos contraditórios não podem mudar os fatos nem o Status quo...!?"
A vida é como um jardim, cheio de cores e belezas diversas. E assim como as flores, somos seres únicos e especiais, cada um com seus próprios talentos e peculiaridades. Porém, quando nos unimos, algo mágico acontece: juntos florescemos.
No jardim da vida, cada um de nós é uma flor diferente. Há aqueles que são fortes e resistentes, capazes de enfrentar as adversidades da vida sem perder sua beleza e vitalidade. Outros são delicados e sensíveis, transmitindo paz e tranquilidade a quem está ao seu redor. Há também aqueles que são exuberantes e chamativos, despertando a atenção por onde passam. Cada flor possui sua própria essência, mas todas são importantes para tornar o jardim completo e harmonioso.
Quando florescemos juntos, somos capazes de superar desafios e alcançar resultados incríveis. Nos momentos de dificuldades, a união nos fortalece e nos dá coragem para enfrentar qualquer obstáculo que surgir em nosso caminho. Amizades sinceras, parcerias sólidas e relacionamentos afetivos saudáveis são fundamentais para que cada um de nós possa alcançar seu potencial máximo e viver uma vida plena e feliz.
No jardim da vida, as estações do ano também nos ensinam uma valiosa lição. Assim como as flores que murcham no outono, passamos por momentos de tristeza e desânimo. No entanto, sabemos que a primavera sempre chega, trazendo consigo novas esperanças e oportunidades. É nesse momento que a união se torna ainda mais vital, pois juntos podemos nos fortalecer e ajudar uns aos outros a renascer.
Que possamos florescer, individual e coletivamente, espalhando amor, compaixão e solidariedade por onde formos. Pois é através da união que encontramos forças para superar todas as tempestades e desfrutar da verdadeira plenitude da vida.
As flores do meu Jardim!
Meu jardim tem flores, poucas flores, coloridas, especiais e cheias de vida.
Sementinhas que plantei com muita dedicação, um presente do divino que preenchem a minha vida com a paz e emoção.
Estes versos são tão simples e eu estou aqui para agradecer pelo carinho e amizade que entre nós só faz crescer.
Minhas flores tem um nome e qualidades infinitas, tem na beleza sua essência e a alma mais bonita.
São muito diferentes em seu jeitinho de ser, mas é isso que completa e alegra o meu viver.
Estas flores são presentes no jardim do meu coração: Ana Paula e Natali a vocês dedico o meu amor, amizade e gratidão.
Raquel Gusmão Bertuccio
Depende da gente embelezar o nosso jardim com as mais belas e cheirosas flores, sem ervas daninhas.
Depende só da gente trazer para perto os pássaros, as borboletas, as libélulas e as joaninhas.
Depende de nós, onde há Paz e o Bem a vida se aninha.
Silente
A fala é tempestade e o escutar, um jardim esquecido — onde floresce a ausência do sentido.
No seu jardim era sempre outono
Mas a folha seca não quer tombar,
E vive em uma eterna dança com uma borboleta amarela.
Flores de um jardim.
Quão bela é a visão das flores de um jardim.
Você consegue parar e se deleitar com tal beleza?
Você consegue sentir a delicadeza das pétalas, o perfume exalado e, com carinho tocar seus espinhos?
Ou você, ao ver uma bela flor, a arranca e a guarda para si, condenando-a a morte, somente pelo prazer de tê-la?
As flores, tal qual a vida, é cheia de graça, beleza e desafios.
Da mesma forma que você não colherá uma flor pegando-a pelas pétalas. Na vida, toda experiência e processo de aprendizagem diz que você não começará pelo topo, mas, pela base.
No caminhar você encontrará espinhos, se tiver cuidado, estes espinhos não lhe machucarão, antes entenderá que eles existem para lhe ensinar a proteger das agruras que você encontrará em sua vida.
As flores trazem beleza ao mundo, como tudo que existe nesta vida e, não há nada que não seja humano, que não seja belo.
Sim, de toda criação, somente o ser humano, pelas suas ações, não é perfeito. Somos dominadores através da destruição e, não conseguimos viver sem uma classificação para todas as coisas.
Classificamos: raça, gênero, classes sociais, animais, plantas, e até o universo.
E após esta classificação, coisificamos.
Tudo é transformado em coisas, e tudo perde o real valor.
Se queres ser um jardim florido, cultive a beleza, esparrame perfumes e, o mais importante, não arranque as flores do jardim alheio, aprenda a tão somente a admirá-las.
Pense e reflita.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
A Libélula Voadora e o Espelho Encantado
Era uma vez, em um jardim repleto de flores coloridas e árvores que dançavam ao vento, uma libélula muito especial chamada Lili. Ela tinha asas brilhantes, que mudavam de cor conforme o sol a tocava, e adorava voar entre as plantas, espalhando alegria por onde passava. Mas Lili tinha um segredo: ela amava olhar-se no espelho.
Não era um espelho qualquer. Era um espelho mágico que morava em um cantinho escondido do jardim, envolto por flores que se abriam apenas para quem realmente acreditasse na magia. O espelho não refletia só a aparência de quem olhasse para ele, mas também mostrava o coração da pessoa, o que ela sentia por dentro.
Lili, com suas asas brilhantes e seu voo gracioso, sempre se admirava diante do espelho. Quando se via, as cores de suas asas ficavam ainda mais intensas, e ela sentia uma alegria profunda dentro de si. “Eu sou linda!”, pensava, feliz com o reflexo que via.
Mas um dia, enquanto voava ao redor do espelho, Lili percebeu algo diferente. Ela não estava mais sozinha. Uma borboleta tímida se aproximou e, com as asas um pouco desbotadas, olhou para o espelho. “Será que sou bonita?”, perguntou a borboleta, com uma voz baixa.
Lili, com seu coração cheio de gentileza, voou até a borboleta e lhe disse: “Venha, olhe o espelho! Ele mostra mais do que você pode ver com os olhos. Ele mostra a sua essência, a beleza que só o coração pode sentir.” Juntas, as duas pequenas amigas olharam para o espelho.
Ao fazer isso, a borboleta viu, não apenas suas asas desbotadas, mas a luz que brilhava em seu coração, uma luz que emanava coragem e gentileza. Suas asas ganharam novas cores, como se a magia do espelho tivesse tocado sua alma.
“Agora vejo! Eu sou bonita de um jeito único!” disse a borboleta, radiante.
Lili sorriu e, com suas asas brilhando ainda mais intensamente, explicou: “A verdadeira beleza vem de dentro, do que somos, do que sentimos. E todos nós temos algo especial, algo que só nós podemos mostrar ao mundo.”
Desde então, Lili e a borboleta se tornaram grandes amigas. Elas passaram a voar juntas, espalhando a mensagem do espelho encantado: que a verdadeira beleza é aquela que vem do coração, que todos têm algo único e especial, e que, com um pouco de magia, podemos ver a verdadeira essência das coisas.
E o espelho? Ele continuou a brilhar no jardim, esperando por quem estivesse pronto para olhar além da superfície e descobrir a magia que morava dentro de si.
Fim.
