Janela
Olhando pela janela,
Eu percebo a profundidade na sombra dela
Fica sempre na minha cabeça, não sai dos meus olhos
Eu sinto no vento toda hora que ela sai com seus fogos
Voando pra longe, como um pássaro
Escurecendo as minhas íris, fazendo-me lembrar do passado
Mesmo que eu tenha tentado ignorá-lo
Ele sempre vai estar ali, seja ou não o meu aliado
Então, eu irei sentir essa angústia
Sem saber como extinguir essa fúria
Esse peso horroroso, essa derrota
É um ciclo que se repete, com a mesma rota
E eu vou sentir isso de novo, esse vazio
Apenas por você, dona do meus rios
Você me odeia tanto e eu vejo o motivo
Eu não consegui sorrir o bastante? É o que eu tenho ouvido
Sempre tento voar, mas eu falho
E eu falho e falho.
Eu sempre cometo tantos erros
Que eu tenho vontade de dar tantos berros
Até a rouquidão da minha voz aparecer
Acho que assim vou poder merecer
O seu prestígio.
Ser calmaria enquanto o sol brilha em nossa janela é fácil, difícil é manter a calma com o barulho da tempestade.
Izete Reis
“Olhando pela janela do meu quarto me bateu uma sensação de um ciclo que se fechou e de repente uma tristeza toma conta do meu ser fazendo com que meus olhos se enchessem de lágrimas… Estranha sensação de sentir que você nunca mais irá pertencer a um lugar que um dia tanto pertenceu… Estranha e difícil sensação de que alguém guiou e guia seus passos para que você estivesse exatamente aonde você está e por quê?
- Para que pudéssemos nos encontrar. Mas aonde você está que meus olhos não conseguem te enxergar? Será um delírio meu? Ou um amor que ainda está para chegar ou que já chegou, porém, os meus olhos ainda não te encontrou?
Respostas de infinitas perguntas que, talvez, um dia será respondida. Por agora o que me resta é levantar de mais uma noite de sono e ir tomar o meu café.”
Hoje o sol entrou aqui, veio me visitar. Ele entrou pela janela e ficou até a hora de aquecer outro coração.
Tocou meu rosto e sussurrou ao pé do meu ouvido: Vamos lá fora brilhar!.
Nada dura para sempre, inclusive o sol, porque ele passa.
[23:06, 20/05/2020]
Eu cansei de esperar
Olhei na janela e você não tava lá
Uma ferida aberta que não pode sarar
Te vi ir embora e não pude voltar
Pra te amar
Onde eu vou te encontrar?
Na minha lembrança pra se martirizar
Talvez realmente eu tenha que aceitar
Saudades vai matar
A gente não vai dá
Eu deixei pra depois
Perdi minha alma lá
Sucumbi ao desespero
não me reconheço
Me vejo confuso na frente do espelho
DE-FEITO
Te olhar e lembrar
Que você se tornou
Algo que não possa me orgulhar
Sigo em frente sem rumo
Eu te dei o mundo
E hoje eu o que te dei
Pra mim lamentei
Porque os seus defeitos foram nosso apocalipse
essa foi a nossa vez
foi nosso momento
Não estraga isso
Ou tiro os sentimentos
Frio como vento
Livre ao relento
Longe do tormento
Ainda posso voar
Hoje eu não vou voltar
Você pode anotar
Se a porta para sua habilidade não abre!
Tente abrir a janela em outro conhecimento como rota de fuga.
Permaneci Deitado
Era um dia claro, iluminado, deitado, abrindo meus olhos, olhei pela janela e vi aquele dia aclarado, era manhã e o dia principiava, deitado permaneci; esperando que a força do corpo viesse para me levantar, mas era lânguido, como uma raiz eu permaneci deitado, olhei para o lado, olhei para o outro não vi ninguém, mas somente paredes com os olhos brancos e manchas escuras me observavam naquela manhã; deitado permaneci; senti que a brisa fresca daquele vento calmo invadia aquele lugar; permaneci deitado; percebi que as cortinas daquela janela se balançavam lentamente conforme o bafejar daquela brisa; deitado permaneci; sentia que as forças do meu corpo começavam a aparecer, mas permaneci deitado; ainda sem estímulo para levantar comecei a pensar, lembrei-me daquela há qual um dia me fez chorar; meu coração começou a doer, a dor iniciava pelo peito, e aos poucos tolhia todo o meu corpo; deitado permaneci; mas lembrei-me que precisava levantar, tentei esquecer aquela que me fez chorar, e como uma grande e pesada pedra sendo empurrada por dez homens era aquela que me fez lembrar, a força que tinha encetado começou a dissipar; permaneci deitado; olhei mais uma vez em minha volta e vi que a grande esfera de luz refletia em um espelho e clareava os olhos brancos daquelas paredes; deitado permaneci; percebi que a grande e pesada pedra começou a rescindir e a força em meu corpo começou raiar, e como quelônio, movimentei os braços, as pernas e todo o corpo, mas permaneci deitado; tirando a manta sobre meu pesado corpo, deitado permaneci; olhei novamente as paredes, mas o reflexo da grande esfera sobre o espelho já tinha desvanecido, levantei fiquei sentado, como testudíneo entesei meus braços para o alto e morosamente movimentei o pescoço, olhei para o solo, procurei e coloquei meus calçados, levantei, e como um raio caindo sobre um terreno, as forças do meu corpo deliu e ruiu no chão, abrindo meus olhos vi que continuava na cama, era tudo um sonho e permaneci deitado.
Abro a janela,
tento respirar um ar puro
mas a noite é um soco no estômago
dos loucos apaixonados.
Tuas coisas ainda estão no meu quarto,
me encarando como se quisesse ouvir
meus relatos de saudades
e teus livros ainda estão na estante,
contando a nossa própria história em outros enredos e épo#2;cas.
Já não sei mais como faz para você ir embora,
já não sei mais como calar um coração
de eternos barulhos.
Sinceramente eu não gosto de pensar na morte como se fosse o fim.
Eu venho a espiar da janela e só vejo um mar e as ondas a me soprar.
Coisas do pensamento, a essa loucura já me entreguei!
Você abriu a janela do meu coração e na sua grandeza despertou o sentir do amor na sua máxima extensão
Alegrias.
.
Abri minha janela e um sorriso
De quem vê nela o meu destino.
Como d’antes eu a vi...
Eu sempre ali
No brilho farto de um sorriso.
.
Teus olhos não me buscam
E nem mais tenho o que lhe dei
Nos caminhos largos do teu riso,
Mas não destoa em mim
As cores vivas de quem vive
Um instante desse brilho.
.
O sonho é sempre um sonho
De uma alma adormecida
Que não perde a companhia...
Um viva a vida de alegrias já vivida
Que traga nela mais um dia.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Esperar
Olhando a janela da vida
Vi o preço do esperar
Será que vale a pena,
Tudo que se deixa passar?
Cada um, uma resposta tem
Se importa, se te custa, se faz bem
Daí cabe uma reflexão
A vida é rápida, sem demora
Quando penso que vem, já foi embora
Esperar é perda de tempo ou não?
Gotas de lágrimas
Olhando através da janela vi a chuva cair,
sobrancelhas levantadas ao te ver passar,
olhastes para cima e me vistes, não sei afirmar se eram gotas de chuva ou gotas de lágrimas no teu olhar,
as minhas lágrimas tinham razão, inato aos sentimentos e atemporal.
QUEM DEFINE É VOCÊ...
Uma tarde de chuva, as gotas escorrem pela janela e tudo que você tem é um bom livro e uma xícara de café quentinho.
Nada mais que isso importa, apenas você e seus pensamentos.
E por falar em pensamentos, eles te remetem a um encontro com o passado e com isso a lembranças de momentos em que você sofreu por coisas que não valiam a pena.
Quantas lágrimas derramadas, promessas não cumpridas e quantas ilusões de uma vida feliz e perfeita.
Então você olha pela janela, janela essa que ampara as gotas da chuva, mas que reflete também o rosto e com isso você percebe que o seu olhar não é mais de tristeza, com isso enxerga o quão importante você é, pois não precisa de ninguém para ser feliz a não ser você mesma (o).
Você respira fundo, olha em volta, senta na poltrona em sua sala olhando para a janela.
A chuva cai, você toma o seu café com o livro em seu colo...
Se o momento é de liberdade ou solidão ?
Você Define.
Renatto Oliveira
Aqui tem vento fresco que eu me alento , pela janela eu me invento e sento aqui de dentro, contemplo a natureza que eu criei a tempos , para poder curti ao longo do meu tempo .
Sou o tempo,
Sou o vento,
Posso ser a lenta brisa da sua janela em tarde ensolarada de primavera,
Posso ser o tempestuoso,
O céu mais azul de Floripa,
O mais cinza de Curitiba,
Meus relâmpagos,
São a marca do cronológico,
Entre dores e amores,
Minha dualidade me distrai,
Corrói como ácido das entranhas do meu ventre,
Ultrapassa,
Leva tudo embora,
Ciclone extra tropical,
Frangalhos,
Retalhos,
Do não sei quem sou,
Mas, sei quem quero ser,
Sua,
Em teus braços de mar do sul,
No verde dos teus olhos de lagoa da conceição,
Meu coração se expande,
Amantes,
Amadas,
Reciprocidade,
Água em fogo,
Furacão,
Isso é,
Câncer e Escorpião.
Letícia Del Rio.
