Inverno
"Eu quis"
Eu quis me aquietar na primavera
Florescer no inverno
Esfriar os desejos no verão
No outono segurar as folhas que eu escrevi,
na minha mão
Tão diferente eu fui e sou
Que me apaixonei na primavera
Morri no inverno
No verão fiquei incandescente, me abrasei!
E as folhas escritas por mim;
eu queimei, queimei!
Lua cheia de inverno
Chega toda irradiante
Com seu brilho prateado
Que nos faz ficar parado
Por sua beleza exuberante.
Simples! Simples?
Simples como o abrir das rosas na primavera
Como o frio do inverno que nos congela
Como o calor nas tardes de verão
Como o amor que chega sem mais nem menos
e inunda o nosso coração
Seria tão simples assim?
Na falta de um ou de outro,
me surge uma tristeza sem fim...
Que no frio do inverno eu procure o calor humano
não só nos outros,
mas também em mim!
Que nunca me falte às rosas
a enfeitar os canteiros da minha vida!
Que no verão o meu coração esteja aquecido de amor
e mesmo que aja uma despedida,
que eu seja forte para suportar as lágrimas da partida!
Que uma força interior me impulsione
e faça com que eu suporte qualquer dor!
Isto é viver, entre primavera e invernos;
que eu sempre prossiga semeando o amor!
É fácil perceber que não existe simplicidade
quando nós nos doamos por inteiro
Quando este amor é supremo e verdadeiro
Amar é para os que são corajosos!
Odiar é covardia,
é desistir dos outros ou de si mesmo!
A distancia, o tempo e o contexto sempre nos representaram uma noite fria e escura de inverno, num universo sem amanhecer e sem vida !
SOLIDAO
Na noite fria do inverno
que nada tem a nos dar
uma falta vem nos assombrar...
Falta mesquinha!
Nos faz sofrer
Nos faz sofrer
Nos faz aprender
a viver com você...
legitima e unica
para sempre solidão.
“Porque a primavera foi tão curta e esse inverno tá sendo tão longo? já não tenho onde recostar minha cabeça...todos foram embora e só restou eu e minha saudade...a inútil saudade de tudo que ainda não vivi...”
"Me leve daqui, me tire dessa estação, eu vejo o sol brilhar, mais aqui dentro o inverno insiste em ficar"
Eu fui a flor de alguma primavera eu fui o frio de algum inverno , fui o calor de algum verão e hoje eu sou só vento de alguma estação ...
Me encontro em um rigoroso inverno interior. O frio , meu coração congelou. Não há ninguém para me aquecer. Sem nada poder fazer , vi meus bons sentimentos indo embora como pássaros que voando se vão em busca de verão.
Atravessei o verão para te encontrar em meus outonos,
e no inverno quero você meu cobertor para despertar na primavera...
Um estranho Inverno permanece sobre o meu corpo, esperando que um insuportável Verão chegue e que consiga apenas viver no meu coração.
Senhor, nesta noite fria de Inverno.
Queremos-te apresentar..as nossas dores,
as nossas preocupações,
trazendo-te as nossas ânsias.....as nossas angústias.
Pedir-te pelos que são vitimas da guerra,
da chantagem.
Tem compaixão daqueles que,
têm alguma deficiência ou anomarlidade,
pelo os instáveis, os mutilados,
os doentes incuráveis,
Os que são obrigados a viver na injustiça.
Os que não querem acreditar em ti.....ou no bem.
Porque estão desiludidos nesta sociedade,
que é tantas vezes desumana e cruel.
Ajuda-os a eles e a nós,
a descobrir que são úteis,
que também têm a desempenhar um papel no mundo.
Faz com que a nossa casa seja aconchegada...
Onde somos todos irmãos...sobre a tua proteção.
Inverno Meu
Sei lá se quero que o inverno se converta em primavera,
A vida pode ser bonita assim mesmo
Gelada,
Sem cor, sem flores, fria,
Quem sabe isso não seja o melhor?
Ou talvez não,
Ela pode ser confusa, cor morta, feita de amor,
Amargura a amar, sei lá.
Quem sabe.
Se os opostos se atraem, eu quero ser o vento de inverno
Para seguir em buscar dela, descobrindo o amor na imperfeição
E naquele verde jardim, encontra-la, tão diferente de mim
A brisa de verão
Senhor.
Hoje quero louvar-te!
Noites de inverno,bendizei o Senhor.
Familias de todo mundo bendizei o Senhor.
Homens e mulheres bendizei o Senhor.
Grávidas e crianças bendizei o Senher!
Pelos desempregados, bendizei o Senhor.
Pelo nosso sofrimento bendizei o Senhor.
Pela paz no mundo, bendizei o Senher.
Pela neve que cobre os campos,bendizei o Senhor
Pelos necessitados, bendizei o Senhor.
Pelos que têm fome, bendizei o Senhor.
Pelos que não têm paz, em casa bendizei o Senhor.
Pelos injustiçados, bendizei o Senhor.
Pela chuva que rega as hortas,bendizei o Senhor.
Pela agua que mata a nossa sede,bendizei o Senhor!
Pelo pão de cada dia,bendizei o Senhor.
Por nós amares tanto, bendizemos-te o Senhor.!
Era uma vez, tempos atrás, eu. Poderia começar dizendo que era inverno, e que mesmo assim, minha vida nunca esteve tão quente. Meus cabelos tinham uma mania irritante de cair em cima do meu rosto, e eu tinha uma mania mais irritante ainda de reclamar sobre eles e mesmo assim recusar até o fim a cortar. Sim, eu era esse tipo de pessoa, o tipo que amava problema. Então não foi nenhuma surpresa pro meu subconsciente quando eu comecei a cada vez mais permanecer ao lado dele. Eu negava até a morte qualquer tipo de envolvimento com uma pessoa que nem ao menos ligava para algo. Eu negava que ele me intrigava, e que passava horas tentando entender suas palavras, que ele jogava em forma de enigmas para mim. E estava ficando tarde, estava escurecendo, e eu não conseguia olhar mais adiante. Ele me dizia coisas que ninguém nunca teve coragem de dizer, e muitas vezes me fazia me sentir como se eu não prestasse para nada. Mas segundos depois lá estava ele me olhando como se eu fosse tudo. O que mais me surpreendia é que, eu sempre quis alguém que ouvisse tudo além do que eu sempre dizia. E ele ouvia o que eu nunca disse… O que minha alma não tinha coragem de dizer. Ele me ouvia, e eu nem precisava gritar… Com o passar dos tempos comecei a achar que ele tinha entendido minha fissura com o problemas. Porque ele vinha se tornando cada vez mais um problema para minha sanidade mental. “O que eu estou fazendo?” – Eu sussurrava, em quase todas as vezes que estávamos juntos. “O que eu estou fazendo?”– Eu gritava, em todas as vezes que estávamos separados. Eu não entendia o que estava acontecendo, eu não sabia nada sobre o amor, ou sobre ele. E eu lembro de que alguém naquela época me disse: “Arrisque-se, você não tem nada mesmo a perder…” E foi aí. Eu me arrisquei, e foi logo depois que eu perdi. Perdi, ele. E me perdi, tentando encontra-lo. Era uma vez, tempos atrás, eu. Tinha umas obsessões por problemas, um sorriso estampado na cara, um cabelo que sempre insistia em me desafiar e por mais incrível que pareça era inverno, e que mesmo assim, minha vida nunca esteve tão quente.
