Inteira

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⁠Para um artista separar-se da sua arte é uma morte inteira

Carregamos nas veias o silêncio de uma terra inteira, onde cada sopro de vida hoje é apenas o eco de uma ausência que decidiu não nos sepultar.
Reno Fioraso

Ele construiu uma vida inteira sendo forte. Ele salva pessoas. Ele segurou o mundo com as mãos.


Mas o que ele está aprendendo agora é que o amor não é um resgate. O amor é um lugar onde a gente pode finalmente descansar.


Ele nunca teve um lugar assim. Não na infância. Não na vida.


Mas Ela está te oferecendo esse lugar. E ela não está pedindo que Ele seja perfeito. Ela está pedindo que apenas tente.


Que Ele se permita. Não para agradá-la, mas para e por Ele mesmo. Simplesmente porque merece saber o que é ser amado sem precisar segurar o mundo com as mãos.


... mas talvez Ele só não queira mesmo. Talvez, não com Ela.




... coisas sobre Ele

Hexa, hexa, a nação inteira canta,
cada rua vira arquibancada.
No peito a esperança balança
feito bandeira iluminada.
As torcidas são milhões de treinadores,
cada grito uma oração.
Todo mundo entende de futebol
quando joga a seleção.
Helaine Machado

Não me sacio com aperitivos
Ou se dê por inteira ou nem se insinue...

A felicidade de vencer uma batalha, não é tão importante do que vencer a guerra inteira!

A verdade nunca se revela inteira: aproxima-se como um sussurro, fere como uma lâmina e logo se esconde atrás de novos véus; por isso, mais sábio é quem aprende a habitar a penumbra do que quem exige a claridade absoluta

Há quem passe a vida inteira tentando ser entendido e, por isso mesmo, nunca se compreende. O silêncio que nasce da lucidez não é fuga: é seleção. Quando a consciência amadurece, escolhe menos palavras não por pobreza interior, mas porque já sabe onde a fala não alcança.

O homem não sofre porque perdeu a si mesmo. Sofre porque passou a vida inteira fugindo do Primevo que jamais deixou de habitá-lo. Quanto mais se afasta dessa origem silenciosa, mais tenta preencher o vazio com identidades, crenças, conquistas e distrações. Mas nada consegue ocupar o lugar daquilo que nunca foi embora.

Um dia comum pode parecer vazio externamente, mas carregar uma guerra inteira por dentro.

Não preciso de quem não me vê.
Minha presença é minha força.
Sou inteira, mesmo na ausência.

Não peço lugar, eu ocupo presença,
quem vive inteira não negocia essência.

“Eu fui inteira… Você que nunca esteve à altura.”

Não é só no peito, é em mim inteira,
um peso que chega e nunca beira.

Feito de tudo que eu não soltei,
de tudo que senti e nunca falei.

Dias parados, querendo voltar,
coisas em mim sem saber onde ficar.

Eu sigo firme, mesmo cansada,
carrego o mundo sem dizer nada.

E no silêncio onde ninguém vê,
eu luto comigo pra não me perder.

Existem pessoas que passam a vida inteira estando presentes.

São aquelas que respondem, que ajudam, que escutam, que encontram tempo mesmo quando não têm tempo.

Muitas carregam o hábito de cuidar dos outros sem fazer contas, sem esperar recompensas, sem cobrar retorno.

Mas a vida costuma ensinar uma lição curiosa:

Nem sempre quem recebe cuidado sabe oferecer cuidado.

E então chegam os dias difíceis.

Dias em que essas pessoas também precisam de uma palavra, de uma presença, de uma resposta.

É nesses momentos que descobrem quem realmente caminhava ao seu lado e quem apenas se acostumou com aquilo que recebia.

Não se trata de ingratidão de todos. Nem de maldade.

Apenas uma verdade antiga: poucas pessoas conseguem oferecer aos outros a mesma dedicação que gostam de receber.

Talvez por isso algumas presenças silenciosas sejam tão raras.

E tão valiosas.

"Nem toda marca nasce de um sonho. Mas há sonhos que marcam uma vida inteira."

Quando o Silêncio Aprendeu Meu Nome


A casa continuava inteira.
Era eu quem faltava nos cômodos.
Meu corpo atravessava o corredor, mas a alma insistia em permanecer na maçaneta da última porta que nunca tive coragem de abrir.
Descobri tarde que o silêncio não nasce da ausência de vozes.
Ele nasce quando nenhuma palavra aceita morar na boca.
Há dias em que converso com as janelas.
Elas entendem o idioma das pessoas que olham para longe porque perto demais também machuca.
Não espero mais respostas.
Coleciono perguntas como quem guarda sementes sem saber se ainda existe primavera.
E, curiosamente,
foi depois de perder quase tudo
que descobri
que algumas ruínas também sabem florescer.




_Lucci Santz

Enquanto a justificação ocorre em um instante, a santificação é o processo de uma vida inteira.

O Milagre de Apenas Ser.


Passamos a vida inteira correndo atrás de metas, cobranças e obrigações, esquecendo-nos da beleza que existe no simples fato de estarmos vivos. A espiritualidade nos ensina que a nossa existência, por si só, já é uma grande vitória da alma. Hoje, experimente soltar as expectativas e as pressões que você coloca sobre os seus próprios ombros. Não é preciso provar nada a ninguém o tempo todo. Permita-se apenas respirar, sentir o ar que renova suas energias e agradecer pela oportunidade de caminhar nesta Terra. A paz real começa quando compreendemos que o nosso maior valor não está no que fazemos, mas no ser de luz que essencialmente somos.

catching lightning


Eles não avisam quando vem.


Você pode passar uma vida inteira olhando para o céu e nunca estar no lugar certo, na hora certa, com os olhos voltados para cima. Pode ouvir trovões de longe, assistir tempestades pela janela, ver o céu se partir em luz durante alguns segundos e ainda assim nunca tocar naquilo. Porque ser atingido por um raio não é apenas difícil. É quase absurdo.


E talvez seja por isso que algumas pessoas parecem tempestades.


Elas chegam sem pedir licença, iluminam alguma coisa dentro da gente que estava há muito tempo no escuro e, quando a gente percebe, já não sabe mais se estava procurando por elas ou se apenas teve a sorte improvável de estar olhando para o céu no instante certo.


Foi assim que algumas histórias começaram.


Não com grandes promessas. Não com a certeza de que durariam para sempre. Às vezes começaram apenas com dois desconhecidos em uma festa aleatória, numa química absurda descobrindo que conseguiam conversar por horas, rir das mesmas coisas, encontrar abrigo um no outro e, sem perceber, transformar dias comuns em lembranças que o tempo teria dificuldade de apagar.


E então veio a parte que ninguém conta nas histórias de amor.


O futuro.


Porque amar alguém enquanto tudo está dando certo é quase fácil. Difícil é continuar acreditando quando a vida começa a colocar quilômetros, silêncio, mudanças e versões diferentes de vocês mesmos no caminho.


É aí que a dança começa.


Não aquela dança perfeita dos filmes, em que ninguém erra o passo e os dois sabem exatamente para onde ir.


A verdadeira.


Aquela em que um avança enquanto o outro hesita.


Em que às vezes alguém pisa no pé.


Em que uma mão se solta por alguns segundos e, ainda assim, existe alguma coisa dentro dos dois procurando o caminho de volta.


Então te pergunto


“Can I have this dance?”


Nunca foi apenas sobre uma dança.


É quase como perguntar


Você ainda segura minha mão mesmo sem saber onde isso termina?


Você ainda confia em mim quando a música muda?


Se eu tropeçar, você fica?


E talvez a resposta mais bonita não seja uma promessa de eternidade.


Talvez seja simplesmente:


eu não sei.


Mas ainda quero dançar.


Porque ninguém sabe.


Ninguém que ama de verdade recebe um mapa mostrando onde aquela história vai terminar. Não existe garantia de que duas pessoas permanecerão iguais enquanto a vida acontece ao redor delas. Não existe contrato contra a distância, contra o tempo, contra os erros ou contra aquilo que cada um ainda precisa aprender sozinho.


Existe apenas a escolha de continuar dando um passo.


Depois outro.


E outro.


Até perceber que, de alguma maneira, os dois já atravessaram uma parte enorme da música.


Talvez por isso encontrar alguém seja tão raro.


Não raro como encontrar alguém bonito.


Não raro como encontrar alguém que goste das mesmas músicas, tenha os mesmos planos ou consiga preencher perfeitamente os espaços vazios.


Raro como um raio.


Porque existem bilhões de pessoas.


Milhares de encontros possíveis.


Centenas de histórias que poderiam ter acontecido.


E, entre todas essas possibilidades, duas pessoas específicas precisam nascer na mesmo época(4 ANOS NÃO É NADA), cruzar os mesmos caminhos, dizer certas palavras, estar disponíveis naquele instante, olhar uma para a outra de determinada maneira e reconhecer alguma coisa que talvez nem saibam explicar.


A probabilidade de ser atingido por um raio é pequena.


Mas menor ainda talvez seja a chance de encontrar alguém que, depois de tudo, ainda consiga fazer você olhar para trás e pensar


“Como é que, entre tanta gente no mundo, foi justamente você?”


E é aí que a história deixa de parecer coincidência.


Não porque o destino tenha garantido um final.


Mas porque algumas pessoas são importantes demais para serem explicadas apenas pela estatística.


Talvez algumas apareçam para ficar.


Talvez outras apareçam para ensinar.


Talvez algumas precisem ir embora para que a gente compreenda o tamanho do espaço que ocupavam.


E talvez existam aquelas histórias que não cabem em nenhuma dessas categorias.


Histórias que terminam sem realmente parecer terminadas.


Que continuam existindo em pequenas coisas: uma música, uma lembrança, uma frase, uma cidade distante, uma noite qualquer em que o passado bate a porta sem avisar, você sabe que eu não mordo, né?


E então a gente entende que o tempo não apaga tudo.


Às vezes ele apenas muda a maneira como carregamos.


Eu não sei onde essa música termina.


Talvez ninguém saiba.


Mas existe alguma beleza em admitir isso.


Porque talvez amar alguém nunca tenha sido sobre saber se chegaremos ao último acorde.


Talvez tenha sido sobre olhar para a pessoa ao lado, estender a mão e perguntar novamente, mesmo depois de tudo:


“Can I have this dance?”


E se ela aceitar, não importa quantos passos já foram errados.


Não importa quantas vezes a música tenha parado.


Não importa quantos quilômetros existam entre um lugar e outro.


A gente começa de novo.


Devagar.


Sem prometer que nunca vamos cair.


Apenas lembrando que, quando duas pessoas realmente querem continuar dançando, elas não precisam conhecer o próximo passo.


Precisam apenas confiar que, quando ele chegar, haverá uma mão esperando pela outra.


E talvez seja isso que torna algumas histórias tão improváveis.


Não o fato de terem acontecido.


Mas o fato de, entre todos os raios que poderiam nunca ter caído, um ter escolhido exatamente aquele pedaço do céu.