Inteira
Muitos passam a vida inteira esperando o momento perfeito, o sinal perfeito, a oportunidade perfeita… enquanto o tempo escorre silenciosamente entre os dedos.
Ter a visão desperta justamente para isso: a consciência de que o agora é o único lugar onde o poder realmente existe.
Viver o agora não significa agir por impulso. Significa assumir responsabilidade pela própria existência. Decidir agora. Mudar agora. Evoluir agora. Tudo aquilo que depender de mim, será feito por mim. Sem terceirizar culpas, sem esperar validação, sem viver anestesiado pelos padrões inconscientes da sociedade.
A constância vale mais do que a motivação passageira.
A dedicação constrói o que o discurso jamais sustentará.
O comprometimento revela quem realmente está disposto a transcender a própria limitação.
Não é sobre pertencer a este mundo e seguir cegamente suas programações, máscaras e ilusões. É sobre viver consciente dentro dele. Observar sem ser consumido. Caminhar sem perder a própria essência. Aprender a dominar a si mesmo antes de querer dominar qualquer coisa ao redor.
A verdadeira revolução começa quando o indivíduo desperta para o próprio potencial e entende que sua mente pode ser prisão… ou libertação.
Cada escolha molda teu destino.
Cada hábito fortalece tua consciência ou alimenta tua escravidão interna.
E no fim, a maior batalha nunca foi contra o mundo… mas contra a versão inconsciente de si mesmo.
A vida não se revela inteira.
Ela se mostra aos poucos, entre pausas e abalos.
Há dias de chão firme
e há dias em que tudo treme por dentro.
Algumas mudanças chegam sem pedir licença.
Desorganizam planos, deslocam certezas,
nos obrigam a encarar aquilo que pensávamos dominar.
Depois do impacto, nasce uma escolha silenciosa:
o que fazer com o que sobrou.
Há quem endureça.
Há quem se feche.
E há quem, com o que restou,
reconstrua sentido.
Porque nem toda dor precisa virar morada.
Às vezes, ela pode virar passagem.
E do que parecia ruína,
a gente aprende, devagar,
a criar algo novo.
Edna de Andrade
Volto como quem soma a vida inteira
A todos os outonos. Volto novíssima, incoerente
Cógnita
Como quem vê e escuta o cerne da semente
E da altura de dentro já lhe sabe o nome.
E reverdeço
No rosa de umas tangerinas
E nos azuis de todos os começos.
Existe fragrância que perfuma o ambiente…
mas existe você, que perfuma a minha vida inteira.
Seu jeito deixa tudo mais leve, mais bonito, mais vivo.
É como se a sua presença tivesse o dom de transformar dias comuns em momentos inesquecíveis.
Porque enquanto alguns perfumes marcam a pele,
você marcou a minha alma.
Ian N.T
A finitude da vida..... não é só a perda da presença; é uma pessoa inteira que vira silêncio e matéria. Isso faz todas as renúncias sem sentido parecerem gritantes.
Isto leva a uma reflexão: a de identificar o que já está morto dentro da sua rotina e o que ainda pulsa.
Pare e pense: do que você sente mais falta em você? Quem era você antes de virar só sustentação? Então não é sobre um sonho isolado. É sobre sentir que a sua existência inteira virou manutenção.
Você trabalha. Aguenta. Resolve. Entrega. Sustenta. Segura os outros.
Mas internamente existe um ser olhando para a própria vida e pensando: “em que momento eu vou começar a viver para mim?”
Há momentos em que passamos uma vida inteira pedindo por mudanças, como quem suplica ao universo por um sopro novo. E, ainda assim, elas chegam devagar — silenciosas, quase imperceptíveis — porque o devir não tem pressa; ele apenas acompanha a vibração dos nossos pensamentos. O querer é a prova de que estamos vivos, de que uma centelha ainda se move dentro de nós. O problema nunca foi desejar. O problema é não estar preparado para receber aquilo que pedimos.
Foda-se a Mídia
Foda-se o que o governo diz
Foda-se a cidade inteira
Eu só vou fazer o que me faz feliz
Muda
A serpente não pede desculpa pela pele que largou.
Ela deixa no caminho, inteira, e segue.
Quem encontra acha que ela morreu ali.
Eu também deixei peles pelo caminho.
Algumas ainda têm meu nome, meu veneno.
Mas veneno na dose certa é remédio.
Aprendi a medir.
Não me procure na pele velha.
Há pessoas que dizem me conhecer por conviverem comigo a vida inteira, mas nem eu mesmo me conheço. Sinto que sou uma metamorfose que nunca encontrou um fim, uma transformação final.
Hoje a tristeza não é passageira, hoje fiquei com dor a tarde inteira.
“A mulher não precisa provar que pode ser como o homem; precisa ser livre para ser inteira como ela mesma.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A mulher real não é santa, nem pecado, nem propriedade, nem símbolo; é existência inteira.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O TAG não é uma preocupação comum; é a vida inteira sendo atravessada pela sensação de que algo ruim está sempre prestes a acontecer.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A criança não é o transtorno; ela é uma vida inteira tentando se organizar dentro de um funcionamento que precisa ser acolhido.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A inferioridade fala baixo, mas pode governar uma vida inteira quando o sujeito aprende a se medir pelo olhar do outro.”
Do livro Entre o Silêncio da Inferioridade e o Ruído da Superioridade — Entre a Sombra e o Espelho: A Psicodinâmica dos Complexos de Inferioridade e Superioridade, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Entre o bisturi que corta e a palavra que acolhe, existe uma medicina mais inteira: aquela que vê o ser humano por completo.”
Do livro Espiritualidade e Medicina — O Papel da Fé na Saúde Emocional, Intelectual e Física, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O ego teme o inconsciente porque sabe que, diante da alma inteira, nenhuma máscara permanece soberana.”
Do livro O Livro Vermelho da Alma — Jung, o Inconsciente e a Alquimia Simbólica da Sombra à Individuação, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
O sujeito pode passar a vida inteira dizendo que é racional demais pra essas coisas, que religião é invenção humana, que tudo se explica pela ciência. Mas basta o elevador balançar, o telefone tocar de madrugada ou o coração apertar numa rua vazia depois da meia-noite… e o homem procura alguma proteção invisível. Nem que seja dentro dele mesmo.
