Instante
Rap amizade
. [Verso 1]
Queria nesse instante poder te abraçar,
mas meus braços curtos não conseguem alcançar,
a distância machuca, tenta enfraquecer,
mas quem mora na mente nunca deixa de viver.
Me desculpa se a vida me afastou de você,
se o silêncio por vezes não deixou transparecer,
mas amizade verdadeira não desaparece assim,
ela cria raiz forte dentro de nós até o fim.
[Pré-Refrão]
O tempo passa, o mundo gira sem parar,
mas existem sentimentos que não sabem acabar,
cada lembrança guardada dentro do coração,
é prova que amizade não conhece solidão.helaine Machado
O tempo passa sem avisar, cada instante é um novo lugar. Faça do hoje a sua canção, guardando esperança no coração.
Calce meus sapatos por um instante.
Caminhe pelos caminhos que percorri.
Enfrente as noites que enfrentei.
Carregue os pesos que carreguei.
Depois me diga se ainda acha fácil julgar minhas escolhas. ..
Você conhece apenas uma parte da minha história, mas acredita conhecer o livro inteiro. ..
Antes de apontar meus erros, experimente viver minhas batalhas.
Talvez, ao sentir o cansaço dos meus passos, você descubra que a compaixão vale muito mais do que qualquer julgamento..
Eu canto de alegria pelo instante que me completa, não sou feliz também triste eu não sou.
Sou um poeta em tormento com meu coração devido ao ato dos meus sentimentos.
Atravesso um caminho de obstáculos e desmorono-me em lagrimas pensando em você.
Penso em ti a todo instante com malicias e loucuras incabíveis em um só coração, no qual não me faça mentir com as minhas verdades;
E insinuantemente o teu olhar que quer me despir sem o mínimo pudor aparente, também deseja me arrancar tudo que te dê prazer corporal;
Ah mulher quão cheia de malicias e intenções... Descubra-me, me desvende para juntos alcançarmos o melhor dos sentimentos;
Não use das dúvidas para se esconder, mas sim para se encontrar e se permitir... Deixe-me viver o teu mundo saliente e um tanto indecente...
Em minhas doces loucuras
Sem culpas de me transbordar
No instante indecente
Que acalmassem
Meu jeito louco de amar
Perpetuei
Os nossos momentos
E censurei os nossos receios
Para viajarmos com os nossos desejos
Sem culpa de se entregar
No livramento a perguntar
Ah... O que seria
Do amor sem a sacanagem?
Gozaremos a vida
Esperando
Em um período
Longo para um dia
Casar;
Sobre o que diríamos se o silêncio finalmente falasse
Imagine o instante em que o ar se despede de você. Não o ar que entra e sai distraído, mas aquele último fôlego, o que carrega o peso de todos os outros. Quando o corpo entende que já contou sua história e a linha tênue entre o que fomos e o que seremos começa a se romper, o que escapa dos lábios? Não vale o discurso ensaiado, a teologia decorada, a pose de cético blindado pela vida inteira. No último suspiro, a alma fica nua. E ela reza. Mesmo quem nunca rezou, reza, ainda que seja com o gemido mudo de um coração parando. A pergunta não é se, mas o quê.
Qual seria a sua última oração?
Você pediria salvação a um Deus que passou a existência rejeitando? Daria as costas para a coerência de uma vida construída sobre a ausência d'Ele, só para sussurrar, no breu do fim, um "me acolhe" que contradiz cada debate vencido, cada altar derrubado, cada "não preciso" repetido como mantra? Há um tipo raro de coragem que só o desespero concede, ou seria apenas medo cru, disfarçado de fé tardia? Seria justo com você mesmo, com suas certezas cultivadas em terrenos de orgulho, implorar por um colo divino que a vida inteira jurou não existir? Mas quem, na iminência do apagar das luzes, consegue se importar com a justiça poética do próprio orgulho?
E se a prece não fosse por você? Se, na fronteira derradeira, o ego, esse animal ferido que urrava por atenção, finalmente se calasse, e o amor falasse mais alto que o instinto de preservação? Você pediria que Deus cuidasse de quem fica? Abriria mão de qualquer súplica por si mesmo para que o luto da sua partida não os destruísse? "Protege meus filhos. Aquece o colo da minha mãe. Coloca alguém bom no caminho do meu amor. Não deixa que a minha ausência seja um buraco negro na vida deles." Que poder estranho é esse, que transforma o último fio de voz em escudo alheio? A morte, dizem, é o ato mais solitário. Mas a última oração talvez seja o gesto mais coletivo que um ser humano pode ensaiar, o eco de quem finalmente entendeu que o amor é a única posse que não se perde quando se perde tudo.
A pergunta dói porque ela nos despe. Não há como respondê-la da plateia, assistindo à peça do lado de fora. É preciso sentir o ar rareando, o palco vazio, a luz diminuindo. É quando descobrimos se amamos alguém a ponto de fazer da despedida uma entrega. Se a nossa vaidade teológica ou ateísta é maior que a saudade antecipada de um rosto. Se a ideia que fazíamos de Deus era apenas uma roupa que podíamos despir na hora da verdade, revelando uma súplica crua, sem nome, sem forma, mas pulsante como o próprio sangue que está indo embora.
No seu último suspiro, não haverá plateia. Não haverá testemunhas para aplaudir a coerência ou vaiar a contradição. Haverá apenas o silêncio que antecede o mergulho. E, dentro dele, uma pergunta que você mesmo fará, não com palavras, mas com o sumo da sua existência inteira se derramando em um único pedido.
Então, eu lhe devolvo a faca com a lâmina voltada para o peito da alma: qual seria a sua última oração? Não a resposta bonita para postar. Mas o murmúrio que brotaria da rachadura mais íntima do seu ser, quando até o tempo pedisse licença para sair. Pense. Porque a resposta não cabe no agora, mas define tudo o que você está adiando sentir.
O arrebatamento não desfaz a gravidade do corpo, mas o peso da ausência; não é o instante em que deixamos a Terra, mas o momento em que a eternidade percebe que já não cabemos nela.
Reno Fioraso
Nem toda queda nasce da ignorância do limite. Algumas começam justamente no instante em que ele é tocado — porque há uma vertigem própria em aproximar-se do extremo. O homem não se perde apenas por não conhecer a medida, mas também pela embriaguez de sentir-se acima dela. E é nesse excesso de confiança, nessa fascinação pelo próprio alcance, que muitos abismos deixam de parecer ameaça e passam a parecer convite.
A eternidade não é o tempo sem fim, mas o instante em que o coração se dissolve na presença; nesse breve clarão, o universo inteiro cabe no sopro de um ser que se reconhece parte da mesma fonte que o criou.
O homem que busca a eternidade esquece que cada instante é já infinito em si; é na intensidade da queda e na doçura da perda que a alma sente seu próprio voo.
Que a cada instante você observe os detalhes da vida e valorize cada momento. Porque o presente realmente é um presente, uma dádiva de Deus concedida a cada um de nós.
Que a obscuridade de certos momentos da vida, não tire de você a sensibilidade de ver o belo da vida em cada detalhe e que a sua essência faça você lembrar quem realmente você é.
**O Momento que Não Foi**
Guardei em silêncio
um instante que ainda não existia,
mas já tinha forma dentro de mim.
Não era pressa,
nem era urgência —
era cuidado com o sentir.
Eu sabia exatamente
como seria o primeiro toque,
o primeiro olhar,
o primeiro respirar daquele espaço.
Mas o tempo…
ah, o tempo não pediu licença.
Quando eu cheguei,
o momento já tinha passado por ali,
já tinha sido vivido,
já não era mais começo.
E o mais estranho é que, por fora,
nada faltava.
Mas por dentro,
ficou um vazio manso,
daqueles que não gritam,
só permanecem.
Não é sobre quem esteve,
nunca foi.
É sobre o significado
que morava ali antes de tudo.
Sobre o que eu esperei sentir
e não coube mais naquele instante.
Ainda assim, eu sigo.
Com o que restou,
com o que é,
com o que ficou em mim.
Porque nem todo começo
a gente consegue viver…
mas todo sentimento verdadeiro
a gente aprende a carregar.
O ser humano condenou o mundo no instante em que surgiu
nele. Pessoas distantes de qualquer pureza; suas mentes são
uma recriação constante do pecado.
A dor de um braço quebrando não termina no instante em que o osso cede.
Existe o estalo.
Existe a carne tentando entender o que aconteceu.
Existe o corpo inteiro procurando uma posição onde a dor diminua, mesmo sabendo que nenhuma posição resolve.
Mas existe uma outra dor.
Aquela que ninguém vê no raio-X.
Aquela que fica quando você percebe que alguém foi capaz de olhar para você e escolher a violência.
E então não é mais só o braço.
Quebra alguma coisa por dentro.
Quebra a sensação de segurança.
Quebra a confiança.
Quebra aquela parte ingênua que ainda acreditava que certas pessoas simplesmente não seriam capazes de atravessar determinados limites.
E existe a humilhação.
Aquela sensação miserável de estar ali, machucada, vulnerável, tentando juntar os pedaços enquanto quem fez aquilo talvez siga respirando como se tivesse apenas atravessado mais uma esquina.
Você se sente pequena.
Sozinha.
Às vezes, até suja de uma culpa que não é sua.
Como se o corpo violentado carregasse também a vergonha da violência.
Mas não.
A vergonha não é minha.
Nunca foi.
O lixo não sou eu.
Lixo é quem precisa destruir o corpo de outra pessoa para se sentir grande.
Lixo é quem transforma força em covardia.
Lixo é quem levanta a mão porque não possui argumento, caráter ou humanidade suficientes para permanecer de pé diante de alguém.
Eu estava sozinha quando a dor chegou.
E talvez essa tenha sido uma das partes mais cruéis.
Porque há momentos em que a gente gostaria de ter alguém segurando nossa mão, dizendo que vai passar, dizendo que aquilo não aconteceu porque merecíamos.
Mas ninguém deveria precisar de uma testemunha para provar a própria dor.
Eu sei o que senti.
Eu sei o que ouvi.
Eu sei o que meu corpo suportou.
Eu sei o que quebrou.
E sei também que existem ossos que médicos conseguem colocar no lugar, mesmo que demore.
A alma é mais complicada.
Ela não recebe gesso.
Não existe cirurgia para devolver imediatamente a confiança.
Não existe remédio capaz de apagar a imagem da covardia.
Então eu vou ter que reconstruir.
Devagar.
Com raiva, talvez.
Com lágrimas também.
Com dias em que vou me sentir forte e outros em que vou me sentir um lixo por uma violência que nunca foi minha.
Mas vou reconstruir.
Porque aquele homem conseguiu quebrar meu braço.
Não conseguiu decidir quem eu sou.
E talvez essa seja a primeira coisa que eu precise aprender novamente:
eu não sou o que fizeram comigo.
Eu sou a mulher que sobreviveu ao que fizeram comigo.
E isso muda tudo.
A Cartografia do Instante
Perguntaram-me qual seria a jornada mais incrível;
eu, que ando pelos caminhos da insciência absoluta,
recusei os mapas grandiosos e os destinos barulhentos.
A verdadeira aventura não desafia os abismos do mundo;
ela reside no milagre de desarmar o tempo,
ao lado da companhia que escolhi para dividir o silêncio.
Caminhar sem rumo por um solo belo e desconhecido,
onde os relógios não têm poder sobre os nossos passos;
viver sem a pressa que adoece o espírito,
sem o peso das expectativas que inventam miragens.
Apenas a vivência pura, o instante que se faz carne,
seja no sabor de um prato simples,
seja no contorno manso de uma paisagem que se descobre.
Há uma melancolia mansa em saber que tudo passa;
as lembranças que construímos são a nossa única âncora.
Mas quando cada gesto é desenhado pela verdade,
e cada olhar carrega a pureza da sinceridade,
o mundo imenso e ruidoso deixa de importar.
O horizonte inteiro se resume àquele espaço calmo...
onde a vida acontece sem precisar de explicação.
O WhatsApp, esse néctar digital que adoça o instante com um toque, revela-se veneno lento quando as mensagens não lidas se acumulam como fantasmas no bolso. Elas piscam como promessas de conexão, liberando dopamina — o prazer fugaz do cérebro viciado em recompensas instantâneas. No Brasil, onde quase todos os smartphones trocam mensagens diárias, esse ciclo vira prisão: ansiedade explode ao ver o "visto" sem resposta, corroendo laços que pareciam eternos. É o doce que paralisa, transformando amigos em sombras acusadoras. Acumular "não lidas" sinaliza esgotamento ou fobia digital — medo de más notícias, cobranças ou o peso de responder. Em relacionamentos, vira abismo: brigas por áudios longos ou silêncios interpretados como rejeição esfriam o afeto, piorando o que o app prometia aproximar. O veneno infiltra-se devagar, isolando na multidão conectada. Estabeleça limites: desative notificações à noite, priorize conversas reais. Psicólogos tratam isso como vício, ecoando dependência de smartphones. Viva além da tela.
- Relacionados
- 88 frases de viver a vida intensamente e aproveitar cada momento
- Frases sobre ser feliz e querer aproveitar cada instante
- 49 frases de curtir a vida para quem aproveita cada instante
- Celebrar a vida: frases para cultivar a alegria em cada instante
- Canto porque o Instante Existe
- Melhor fase da vida: frases para valorizar cada instante
- A vida é um sopro: frases e reflexões para valorizar cada instante
