Instante

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EPIGRAFE...


"Em meio a meu aparente silêncio fiz de
cada instante oração. Sem que você
notasse fiz do meu corpo tua guarda.
Refúgio e proteção. Levei-te em meus
pensamentos. Proclamei teu nome aos
quatros ventos. Bebi da tua essência.
Descansei no teu pecado. Hoje estou
gravada, cravada. Enraizada na tua
espinha dorsal."


Nayara Fernandes..

A vida é uma fruta.
Saboreie!
Morda o instante,
deixe o suco correr,
não economize doçura...


A vida é uma fruta.
Saboreie!
Morda o instante
e deixe o suco doce do agora
tocar seu paladar...


A vida é uma fruta madura
que escorre pelos dedos
antes mesmo da gente perceber.
Saboreie sem pudor,
rasgue a casca,
morda com fome,
deixe o caldo manchar tudo,
pois viver é essa lambança bela
que não se lava nunca...


A vida é uma fruta que repousa
entre as mãos que a acolhem.
Saboreie devagar,
como quem escuta o silêncio
do próprio coração.
Cada mordida é um instante que se abre,
um perfume que se desprende,
um gesto de ternura com o tempo...
✍©️@MiriamDaCosta

Os sonhos não dormem e nem morrem,
apenas aguardam, em silêncio,
o instante em que a tua alma desperte
e teus passos os chamem para dançar...


Eles se escondem nas frestas do tempo,
respiram dentro do teu peito,
sussurram na tua sombra,
esperando que a tua coragem
lhes devolva o corpo da vida...


Porque sonhos são sementes eternas,
que mesmo soterrados e esquecidos,
guardam em si a fúria da primavera....


✍©️@MiriamDaCosta

“Quase toda a vida é comum — até o instante em que o comum se revela cinematográfico.”

“O orvalho repousa sobre a manhã em silêncio, lembrando que cada instante, por mais leve, carrega o peso de uma eternidade invisível.”

“A verdadeira alegria não vem de fora — ela começa no instante em que você para de se abandonar.”

​"A maturidade não é o acúmulo de invernos, mas a arquitetura do silêncio; é o instante em que você descobre que o oceano não precisa provar sua força para a tempestade — ele apenas permanece, enquanto ela se cansa."

Dê uma chance a você...
Permita-se por um instante ser feliz e não importa o tempo que durar!

A vida fica mais leve quando você tem a certeza de ter tomado a decisão correta no instante certo!

Permita-se por um instante esquecer tudo.
Seja somente você!
Liberte-se, coloque o seu EU em foco, sinta o pulsar do teu coração e a emoção te dominar.
Não tenha MEDO, veja ousada e libere a MULHER linda que existe em VOCÊ!

⁠Você é o detalhe que vira encanto,
O instante que vira eternidade,
O suspiro que vira história.

Sei que contigo o tempo se faz leve,
e cada instante é lar que se eterniza.
Pekenah, contigo a vida se escreve,
teu coração gigante é minha brisa.

Amor que rejeitaste



Carrego comigo este amor que rejeitaste,
Desde o instante em que partiste,
Deixando um vazio profundo
E o silêncio onde antes éramos nós.


Preservei cada sentimento sincero e puro,
Amei-te sem medidas, sem reservas,
Enquanto tu, impassível, deixaste escapar tudo.


E ainda assim, mesmo quebrado e sozinho,
Meu coração insiste em te buscar
Entre memórias sussurrantes
E sonhos que o tempo quase apagou.

até que o tempo esqueça de passar,
e tudo o que fomos, somos e tememos
se resuma a esse instante em que fico inteiro em teus braços.

Sussurros ao Vento


No instante em que o outono toca a pele, aprendi contigo a leveza do desapego, como se cada queda fosse voo silencioso rumo a ti.


Teu amor me ensinou a me abrir,
a não temer o chão que insiste em vir, pois há beleza em se entregar ao vento, e em cada revoada, sinto teu abraço me sustentar.


E mesmo que a vida me derrube aos poucos, sei que ao teu lado posso renascer, descobrindo que a queda não é perda, mas a arte delicada de me encontrar contigo.

Teixo antigo, arqueiro do tempo:
aprendeu a suportar o vento por anos para, em um único instante,
ensinar à flecha o caminho do destino.

A Delicadeza do Agora


Existe um instante raro em que tudo silencia,
um lugar secreto entre nós,
onde o sentir é mais forte que a pressa,
e o presente aprende a respirar.


É ali que acontece a delicadeza do agora,
quando o tempo aprende a amar,
despido de urgência, sem cobranças,
apenas ficando.


Nesse espaço invisível, onde o tempo se curva,
os gestos falam mais que promessas,
e cada olhar é uma escolha calma
de permanecer.


Então fazemos uma pausa,
não para fugir do mundo,
mas para existir juntos,
como se o amor fosse exatamente isso.

Te vejo no silêncio de um instante roubado, e meus olhos
— antes comuns
— agora brilham como quem descobriu o infinito em
um reflexo teu.
Há algo em você que não se explica, só se sente… um encanto calmo,
desses que chegam devagar e ficam para sempre.


E quando você aparece,
um calafrio percorre meu ser,
como se o tempo hesitasse em continuar sem antes te admirar também.
Meu mundo, tão certo antes,
se perde bonito no teu olhar,
e eu me encontro exatamente onde nunca soube que queria estar:
em você.


Teus beijos…
ah, teus beijos são como a maré —
vêm e vão, mas sempre me levam junto, sem resistência, sem volta.
E eu, que pensei entender de sentimentos, me rendo ao teu jeito de amar, como quem aceita que o coração agora tem outro nome:
o teu.

Hoje é dia do beijo…
engraçado, né?


Porque tudo que eu queria
era te ter por um instante —
nem que fosse só pra sentir
se ainda é igual aqui dentro.


Queria te beijar
como um beija-flor encontra sua flor…
não só de leve,
mas com aquela pressa silenciosa
de quem sabe que o tempo é curto.


Mas a verdade é que a gente virou distância.


E mesmo assim…
tem algo em mim que não mudou.


Porque se um dia nossos lábios se encontrassem de novo,
não seria só um beijo —
seria tudo aquilo
que a gente não viveu
tentando existir de uma vez só.

A beleza da simplicidade repousa na ascese do instante, onde o despojamento da forma revela a integridade do ser, livre das simulações exaustivas da hipermodernidade. É o fascínio de um horizonte limpo, uma espécie de redução fenomenológica que nos devolve ao essencial, permitindo que a "coisa em si" brilhe sem o ruído do consumo. Contudo, essa mesma clareza é o espelho de uma crueza ontológica: a simplicidade é, muitas vezes, a face estética de uma sobrevivência despida de artifícios, onde a vida se manifesta em sua vulnerabilidade sistêmica. Sob o sol que doura o campo, reside o peso do esforço repetido e a inércia das estruturas sociais que confinam o indivíduo ao rés do chão; a pureza do pão sobre a mesa é tanto um triunfo da natureza quanto o lembrete silencioso da luta pela vida. Assim, o simples não é apenas o belo, mas o testemunho de que a existência, em sua raiz mais nua, é um equilíbrio trágico entre a harmonia do pouco e o fardo inevitável da matéria.