Instante

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⁠⁠⁠“Para cada gota de chuva, me pego a pensar:
Onde será que você está?
Nesse instante meus olhos se voltam para a chuva a cair lá fora e meu coração te sente intensamente. Me questiono:
O que fazer agora?
Fecho os meus olhos e entendo que agora não é a hora. Então, termino o meu café e vou-me embora.”

Entre o Tempo e o Silêncio


Ninguém percebeu quando começou. Talvez tenha sido no instante em que o relógio parou, ou quando o último som se dissolveu no ar como névoa. A cidade, antes pulsante, agora parecia suspensa, como se aguardasse algo que ninguém ousava nomear.


As ruas estavam intactas, mas havia uma ausência que doía. Não era medo. Era expectativa. Como se o mundo tivesse prendido a respiração.


E então, veio o sussurro.


Não pelas bocas, mas pelas paredes. Pelos espelhos. Pelos sonhos. Uma mensagem codificada em memórias esquecidas, em gestos repetidos, em olhares desviados. Algo estava voltando. Ou talvez nunca tivesse ido embora.


A pergunta não era "o que é isso?", mas "por que agora?"


Evans Araújo.

Me desculpe, estou partindo, não consigo amar você.


Meu silêncio te incomoda a cada instante, não consigo mais te ver.


Não falamos, nenhuma palavra, não quero me despedir...


Meu silêncio te incomoda e não me sinto bem...


Não consigo amar você.


Me desculpe estou partindo...


Não podemos mais viver assim...


Me desculpe estou partindo dessa história, não consigo mais te ver.


Estranha história essa nossa...


Não consigo mais te olhar...


Meu silêncio te incomoda a cada instante, não consigo mais te ver, já te amei muito e gostei tanto de você...


Me desculpe estou partindo, eu não quero amar você.

“amar é fazer do instante uma permanência”

Certa vez eu li que:
Eu não sou o que eu faço,
Eu sou o que sinto no instante que estou fazendo.

Há uma sabedoria que não se deixa aprisionar em frases — ela escorre pelas frestas do instante, habita o que não se explica, apenas se percebe.
O silêncio não é vazio — é linguagem sem pressa.
O vento não é apenas movimento — é recado em passagem.
A folha que cai não morre — ensina o tempo a desprender.
Entre uma palavra e outra, há um mundo inteiro acontecendo — e quase sempre é ali que a verdade se revela.
Aprender a perceber — é mais do que ouvir — é afinar a alma para aquilo que não grita.
Porque há, sim, muito sendo dito —
e o essencial… quase nunca faz som.
— Paulo Tondella

Há corações que pedem validação a cada instante, como se o amor fosse um espelho que precisa refletir segurança o tempo todo. Mas quando o sentimento precisa ser confirmado a cada hora, ele deixa de ser encontro e se torna cobrança.
A insegurança veste a relação com correntes invisíveis, fazendo do outro não um companheiro, mas um guardião de certezas. E o amor, que deveria ser liberdade, se transforma em prisão de expectativas.
Quem exige presença constante esquece que maturidade é saber suportar o silêncio, é confiar mesmo quando o outro não está ao alcance da mão. Sem essa maturidade, o vínculo se desgasta, porque nenhum coração pode carregar sozinho o peso da insegurança alheia.
O estranho sentimento que nasce é o reflexo da desarmonia: um lado sufocado pela cobrança, o outro perdido na própria carência. E assim, o amor se torna frágil, não por falta de afeto, mas por excesso de exigência.
Amar não é pedir validação a cada segundo, é aprender a confiar naquilo que já foi dito, naquilo que já foi mostrado, naquilo que pulsa mesmo na ausência.
Que o amor seja chama que aquece, não fogo que consome. Que a presença seja escolha, não obrigação. Que a maturidade seja o solo onde o vínculo cresce, e não a insegurança que o corrói.


Tatianne Ernesto S. Passaes

O Silêncio da Vida Autêntica
Viver é, antes de tudo, um ato íntimo. Cada instante, cada viagem, cada encontro com o mundo carrega em si uma plenitude que não necessita de testemunhas. A vida não é espetáculo, não é vitrine, não é palco. É presença.
Escolher não se expor é escolher a liberdade. É recusar o olhar que julga, o aplauso que condiciona, a aprovação que aprisiona. É compreender que a experiência só se torna verdadeira quando não é fragmentada em imagens, nem transformada em mercadoria de consumo social.
Há quem precise da plateia para sentir-se vivo. Mas essa dependência revela uma carência: a busca incessante por confirmação externa, como se o valor da existência estivesse fora de si. Quem vive para ser visto, vive para os outros. Quem vive para si, encontra no silêncio a sua fortaleza.
Não se trata de inspirar, convencer ou ensinar. Isso também seria uma forma de exposição. Trata-se apenas de existir — intensamente, discretamente, plenamente. A vida que não se publica é a vida que se guarda, e justamente por isso, é a vida que se preserva.


Tatianne Ernesto S. Passaes

⁠


Se em determinado instante
De um mero dia qualquer
Dentro da velocidade discreta
Da minha breve vida inquieta
Eu aprender,
Tornar-me-ei poeta.

⁠Felicidade é um instante da vida que gostaríamos de repetir. É estar em sintonia com seus valores, decisões e atitudes, com o que você pensa, fala e faz. É onde o amor vale mais que a própria vitória .

No raro instante em que conseguimos despir o olhar, tudo se revela. A folha caída não é apenas botânica, é tempo que se dobra; a água que escorre não é apenas física, é eternidade em movimento. Nesse momento, não pensamos — vemos. E ver, assim, é transcender.

EPIGRAFE...


"Em meio a meu aparente silêncio fiz de
cada instante oração. Sem que você
notasse fiz do meu corpo tua guarda.
Refúgio e proteção. Levei-te em meus
pensamentos. Proclamei teu nome aos
quatros ventos. Bebi da tua essência.
Descansei no teu pecado. Hoje estou
gravada, cravada. Enraizada na tua
espinha dorsal."


Nayara Fernandes..

Dê uma chance a você...
Permita-se por um instante ser feliz e não importa o tempo que durar!

A vida fica mais leve quando você tem a certeza de ter tomado a decisão correta no instante certo!

Permita-se por um instante esquecer tudo.
Seja somente você!
Liberte-se, coloque o seu EU em foco, sinta o pulsar do teu coração e a emoção te dominar.
Não tenha MEDO, veja ousada e libere a MULHER linda que existe em VOCÊ!

A beleza da simplicidade repousa na ascese do instante, onde o despojamento da forma revela a integridade do ser, livre das simulações exaustivas da hipermodernidade. É o fascínio de um horizonte limpo, uma espécie de redução fenomenológica que nos devolve ao essencial, permitindo que a "coisa em si" brilhe sem o ruído do consumo. Contudo, essa mesma clareza é o espelho de uma crueza ontológica: a simplicidade é, muitas vezes, a face estética de uma sobrevivência despida de artifícios, onde a vida se manifesta em sua vulnerabilidade sistêmica. Sob o sol que doura o campo, reside o peso do esforço repetido e a inércia das estruturas sociais que confinam o indivíduo ao rés do chão; a pureza do pão sobre a mesa é tanto um triunfo da natureza quanto o lembrete silencioso da luta pela vida. Assim, o simples não é apenas o belo, mas o testemunho de que a existência, em sua raiz mais nua, é um equilíbrio trágico entre a harmonia do pouco e o fardo inevitável da matéria.

“Um dia sendo um dia... até o instante em que eu permito fazer desse meu dia, o início de todos os que me levaram à liberdade de ser, ter e estar em presença.”

Não precisamos de muitos recursos para viver momentos prazerosos.
Todo instante, em qualquer tempo ou lugar, já é e pode ser eterno. São as boas memórias, imagens inesquecíveis, experiências realmente vividas, histórias de um livro, relatos de um amigo, o riso dos filhos e a companhia de quem amamos.
A verdadeira plenitude está em contemplar o infinito com sabedoria, com a paz de Deus e com a paz que nasce do simples.
Isso é um eterno momento feliz.
Rosinei Nascimento Alves.
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!

“A fotografia não captura o instante; ela preserva o sentido que o olhar soube reconhecer antes que o tempo o dissolvesse.” - Leonardo Azevedo.

Solidão ou Solitude?

Há um instante em que o silêncio pesa,
como se o mundo tivesse esquecido o meu nome.
A casa respira devagar,
e cada canto guarda um eco que não responde.
Chamavam isso de solidão.
Mas o tempo, esse artesão invisível,
foi mudando a textura dos dias.
O vazio deixou de ser ausência
e virou espaço.
Aprendi a ouvir o que antes doía:
o som do vento na janela,
o compasso tranquilo do meu próprio existir,
a leveza de não precisar ser para ninguém além de mim.
E então, quase sem perceber,
a solidão se desfez em outra coisa—
mais mansa, mais inteira.
Virou solitude.
Agora, o silêncio não pesa: acolhe.
Não cobra: oferece.
É um lugar onde me encontro
sem pressa, sem ruído, sem máscara.
E nesse encontro sereno,
descubro que nunca estive só—
apenas não tinha ainda aprendido
a me fazer companhia.