Instante
A eternidade cabe num olhar.
Um instante de encontro verdadeiro é suficiente para marcar uma vida inteira.
Há olhares que seguram o tempo e o transformam em sempre.
Tem olhares que prendem sem corda, sem esforço, um instante que não solta.
Tem risos que encantam altos, livres, que enchem o ar e deixam eco mesmo quando param.
Tem cheiro que grava teu cheiro de pele e de dia, que entra na pele e fica morando.
E tem você.
Você que carrega os três sem saber, sem querer.
Encanta. Prende.
Fica gravado na mente, nos ossos, no coração sem nome, sem explicação.
E basta.
A felicidade está naquele breve instante, na troca de olhar, no sorriso maroto e no tremer do corpo quando te vejo passar.
Minha linha do tempo é atemporal...nela há futuros, passados, e presentes no mesmo instante. Correlacionados, entrelaçados, e dependentes de si próprios. Meu hoje é a reação que fiz ontem, e meu futuro viverá a ação do meu agora. Quando olho para trás, vejo o que terei na frente. E assim sigo meus dias...buscando no ontem, para melhorar meu hoje e garantir meu amanhã! Plantando e colhendo!
G.M.
As tuas linhas magnéticas
Me capturam a todo instante.
O teu abraço, de amor imantado,
Atrai todo o ferro de meu sangue,
Todo o sangue de meu corpo,
E todo o corpo do meu ser.
O que me atravessa?
Atravessa-me a vida neste instante,
o sentir tão cru,
tão profundo,
sem nenhum molde…
Atravessam-me imagens:
dias que se foram,
dias que chegam,
dias que ainda se vão…
Atravessam-me histórias reais,
livros vivos,
prontos para serem decifrados…
Atravessa-me o amor,
o desconhecido,
a conexão,
um olhar…
Atravessa-me o caos,
o incerto —
e então, a calmaria.
Atravessa-me o intenso,
o orgulho,
o medo
e a plenitude…
Atravessa-me a vida no todo:
o que pertence,
e o que vai passar…
Atravessa-me o pensamento,
com ardor,
com cura
e com despertar…
Atravessa-me o interior,
o silêncio —
onde muito se é dito.
Atravessa-me o inteiro,
o existir,
o acolher…
Atravessa-me o peito,
com uma dor
que já não sei se dói…
Atravessa-me como nunca atravessou —
e me transformou.
E hoje sei:
Tudo que me atravessou
me libertou.
Me fez viver.
Atravessa-me a alma.
Atravessa-me tudo.
Atravessa-me sempre…
Na infinitude desse atravessar:
no tempo,
na vida
e no agora.
Me perguntaram se ainda dói.
Não respondi na hora. Fiquei ali, por um instante, sentindo a pergunta atravessar um lugar que não tem nome. Meus olhos se encheram, como sempre acontece quando algo toca fundo demais.
Respirei. Não para me acalmar, mas para não desmoronar. E então, com uma sinceridade que pesa, eu disse: dói.
Acho que estou aprendendo a conviver com isso, embora conviver não seja exatamente a palavra. É mais como carregar. Às vezes mais leve, às vezes insuportável.
Quando a dor vem, eu paro. Fecho os olhos. Falo comigo em silêncio, como quem tenta se segurar por dentro. Digo que vai passar, digo que amanhã será diferente.
Eu digo, mesmo sabendo.
Porque há algo de cruel nisso tudo que não se resolve. Não passa. Apenas muda de lugar, de intensidade, de forma.
E ainda assim, eu continuo.
Sobrevivo a mais um dia.
A eternidade não está no tempo que passa, mas no instante em que somos plenamente conscientes de existir.
Quem é do bem não tem necessidade de ficar provando isso, já quem é do mal fica a todo instante fazendo demonstrações de bondade!!!
"Às vezes é preciso parar por um instante e admirar as coisas simples da vida... Nossa inconstância surge da maneira exagerada de buscar aquilo que não quer ser atingido."
-Aline Lopes
No instante em que nossos olhares se encontraram,
Um sentimento raro e profundo se despertou,
Eudaimonia, como um raio de luz, me tocou,
A felicidade genuína, em meu peito, se instalou.
Teu sorriso era um reflexo do sol da manhã,
E naquela conexão, o coração acelerou, a mente acalmou,
Eudaimonia, sussurrou o vento, um encanto me envolveu,
Um estado de graça, um momento que nunca se apagou.
A alegria transbordava como um rio em cheia,
Eudaimonia fluiu como uma melodia serena,
Cada palavra trocada, um tesouro, uma joia rara,
Naquela primeira vez, a vida ganhou nova cena.
Eudaimonia, um sorriso verdadeiro no canto dos lábios,
Um sentimento de plenitude, como a dança das águas,
Na lembrança desse encontro, um brilho persiste,
A primeira vez que te vi, a Eudaimonia se fez morada.
“Para cada gota de chuva, me pego a pensar:
Onde será que você está?
Nesse instante meus olhos se voltam para a chuva a cair lá fora e meu coração te sente intensamente. Me questiono:
O que fazer agora?
Fecho os meus olhos e entendo que agora não é a hora. Então, termino o meu café e vou-me embora.”
Entre o Tempo e o Silêncio
Ninguém percebeu quando começou. Talvez tenha sido no instante em que o relógio parou, ou quando o último som se dissolveu no ar como névoa. A cidade, antes pulsante, agora parecia suspensa, como se aguardasse algo que ninguém ousava nomear.
As ruas estavam intactas, mas havia uma ausência que doía. Não era medo. Era expectativa. Como se o mundo tivesse prendido a respiração.
E então, veio o sussurro.
Não pelas bocas, mas pelas paredes. Pelos espelhos. Pelos sonhos. Uma mensagem codificada em memórias esquecidas, em gestos repetidos, em olhares desviados. Algo estava voltando. Ou talvez nunca tivesse ido embora.
A pergunta não era "o que é isso?", mas "por que agora?"
Evans Araújo.
Me desculpe, estou partindo, não consigo amar você.
Meu silêncio te incomoda a cada instante, não consigo mais te ver.
Não falamos, nenhuma palavra, não quero me despedir...
Meu silêncio te incomoda e não me sinto bem...
Não consigo amar você.
Me desculpe estou partindo...
Não podemos mais viver assim...
Me desculpe estou partindo dessa história, não consigo mais te ver.
Estranha história essa nossa...
Não consigo mais te olhar...
Meu silêncio te incomoda a cada instante, não consigo mais te ver, já te amei muito e gostei tanto de você...
Me desculpe estou partindo, eu não quero amar você.
