Instante
No frasco da memória
Esperança inatingível surge em cada instante,
Como estrelas que bailam no céu da memória...
no silêncio partilhado, na risada contagiante...
E, em cada lembrança, nosso amor... nossa história.
Um amor que perdura há anos, mais forte que o mais intenso luar...
um elo invisível, que insiste em querer provar que o melhor do mundo é nunca acabar de amar.
No frasco da memória, guardo carinhosamente esse amor...
Um néctar doce cujo sabor, da minha boca, nunca desaparece,
As horas passam lentamente... acompanhadas da mais sofrível dor,
A esperança brilha, eterna, e se entrega vagarosa, esperançosa... inutilmente... busca nos espaços em branco o que foi o nosso amor.
Entre sombras do passado, nossos olhares se encontram,
A fragrância do que um dia foi se renova...
Um laço indelével que nunca se desponta,
Como estrelas no céu, que nunca se movem.
O tempo é um artista que nada destrói...
Em cada lembrança, um toque divino...
O amor perdura, um hino feroz.
Inatingível, em cada destino... que ousa fazer ouvir sua voz.
“O orvalho repousa sobre a manhã em silêncio, lembrando que cada instante, por mais leve, carrega o peso de uma eternidade invisível.”
"A maturidade não é o acúmulo de invernos, mas a arquitetura do silêncio; é o instante em que você descobre que o oceano não precisa provar sua força para a tempestade — ele apenas permanece, enquanto ela se cansa."
MOLDURA HUMANA
É ilusório pensar que ás adversidades da vida, nalgum instante não moldar-nos-á. Seres mutáveis estão susceptíveis a serem moldados, logo, a nossa sanidade estará em constante teste.
Eu tinha tanta inocência.
E, não havia um instante, em que momentos ruins, me faziam entristecer por completo.
Cada gota de orvalho que se dissolve no chão não busca o fim; celebra, enfim, o instante em que o céu e a terra, no silêncio da floresta, conversam em segredo.
Reno Fioraso
Outro dia me perguntaram o que era o bem-viver.
E eu pensei que talvez fosse isso:
um instante em que a alma desaperta,
o momento em que o mundo já não tem tanta força
e o amanhã já não grita tão alto.
Meu segredo não habita na equação do átomo, mas no instante em que a decifra; pois até o próprio tempo curva-se diante das linhas invisíveis que moldam o inevitável.
Reno Fioraso
"Desde que você entrou já minha vida, meus dias ganharam significado e cada instante ao seu lado tem sido único e apaixonante! Então o amor sorrio para mim"
A dor de um braço quebrando não termina no instante em que o osso cede.
Existe o estalo.
Existe a carne tentando entender o que aconteceu.
Existe o corpo inteiro procurando uma posição onde a dor diminua, mesmo sabendo que nenhuma posição resolve.
Mas existe uma outra dor.
Aquela que ninguém vê no raio-X.
Aquela que fica quando você percebe que alguém foi capaz de olhar para você e escolher a violência.
E então não é mais só o braço.
Quebra alguma coisa por dentro.
Quebra a sensação de segurança.
Quebra a confiança.
Quebra aquela parte ingênua que ainda acreditava que certas pessoas simplesmente não seriam capazes de atravessar determinados limites.
E existe a humilhação.
Aquela sensação miserável de estar ali, machucada, vulnerável, tentando juntar os pedaços enquanto quem fez aquilo talvez siga respirando como se tivesse apenas atravessado mais uma esquina.
Você se sente pequena.
Sozinha.
Às vezes, até suja de uma culpa que não é sua.
Como se o corpo violentado carregasse também a vergonha da violência.
Mas não.
A vergonha não é minha.
Nunca foi.
O lixo não sou eu.
Lixo é quem precisa destruir o corpo de outra pessoa para se sentir grande.
Lixo é quem transforma força em covardia.
Lixo é quem levanta a mão porque não possui argumento, caráter ou humanidade suficientes para permanecer de pé diante de alguém.
Eu estava sozinha quando a dor chegou.
E talvez essa tenha sido uma das partes mais cruéis.
Porque há momentos em que a gente gostaria de ter alguém segurando nossa mão, dizendo que vai passar, dizendo que aquilo não aconteceu porque merecíamos.
Mas ninguém deveria precisar de uma testemunha para provar a própria dor.
Eu sei o que senti.
Eu sei o que ouvi.
Eu sei o que meu corpo suportou.
Eu sei o que quebrou.
E sei também que existem ossos que médicos conseguem colocar no lugar, mesmo que demore.
A alma é mais complicada.
Ela não recebe gesso.
Não existe cirurgia para devolver imediatamente a confiança.
Não existe remédio capaz de apagar a imagem da covardia.
Então eu vou ter que reconstruir.
Devagar.
Com raiva, talvez.
Com lágrimas também.
Com dias em que vou me sentir forte e outros em que vou me sentir um lixo por uma violência que nunca foi minha.
Mas vou reconstruir.
Porque aquele homem conseguiu quebrar meu braço.
Não conseguiu decidir quem eu sou.
E talvez essa seja a primeira coisa que eu precise aprender novamente:
eu não sou o que fizeram comigo.
Eu sou a mulher que sobreviveu ao que fizeram comigo.
E isso muda tudo.
“Se qualquer ser vivo fosse condenado a sentir, por um breve instante, apenas um terço da dor que habita em mim, talvez finalmente compreendesse que existem sofrimentos que não cabem em palavras, lágrimas ou gritos. Uma dor que não sangra por fora, mas apodrece lentamente tudo aquilo que ainda insiste em permanecer vivo por dentro.
O que carrego não é apenas tristeza. É um abismo sem fundo, uma escuridão que aprendeu meu nome e fez morada na minha essência. É acordar todos os dias carregando dentro do peito algo que, para qualquer outro, seria insuportável até por alguns minutos.
Talvez, depois de sentir apenas uma fração dessa dor, qualquer ser implorasse por um instante de silêncio dentro da própria existência. E então compreenderia que há sofrimentos tão profundos que não pedem compreensão — apenas o fim daquilo que os faz doer.”
Tiago Scheimann
O dia mais feliz da minha vida foi aquele em que o teu olhar encontrou o meu. Naquele instante, sem que uma única palavra fosse necessária, algo em mim reconheceu o que o coração ainda não sabia explicar.
O segundo dia mais feliz foi quando regressamos da nossa viagem pela cura. Depois de atravessarmos dores, silêncios e recomeços, pudemos enfim nos reencontrar fisicamente. Era como se nossas almas já caminhassem juntas muito antes de nossos passos voltarem a se cruzar.
Há encontros que pertencem ao tempo. Outros pertencem à eternidade. O nosso sempre me pareceu dos dois.
#JaniaraDeLimaMedeiros
Há afetos que não se repetem.
Sentimentos que só vestem um nome, uma memória,
um instante eterno.
É quando o coração sussurra o que nenhuma palavra
explica.
Pai!
Ah, se eu pudesse voltar no tempo...
Só mais um pouco. Só mais um instante.
Para aquelas conversas que não tinham relógio, que não tinham fim.
Ah, se eu pudesse te dizer o tamanho do vazio que ficou.
Da falta que me faz ter pra quem contar - minhas alegrias bobas e minhas tristezas mais fundas.
Eu nunca imaginei, nem por um segundo,
que tudo aquilo ia virar passado.
Que um dia eu ficaria só eu, a lembrança e essa saudade que não me deixa.
Porque eu aprendi que tudo passa.
Menos você.
Sua falta não passa. Seu conselho não passa. Seu jeito de brincar com a vida ainda mora em mim.
Em meio ao turbilhão da vida, conceder-se o precioso instante de contemplação é um ato sublime. Que, ao olhar para o horizonte infinito, possamos redescobrir a arte de simplesmente existir, com a alma leve e o coração em paz, imersos na grandiosidade deste mundo que, com sua beleza serena, nos ensina a arte de viver.
'Quando penso que não consigo mais suportar, quando os problemas tentam a todo instante me paralisar, então recordo o que Ele me disse:
-Filha, Estou contigo, todos os dias, prossiga.'
Wanessa Guimarães Z96
