Instante
Acabar
Quando o meu tempo acabar
quando meu ultimo instante chegar
quando mais nada me restar
que me reste tudo o que pude amar !
Que me venham as lembranças de quem eu pude fazer feliz
que me venham os sentimentos de quando fui aprendiz
o da surpresa, descobrimento, de coisa novas e novos acontecimentos
e que eu possa me lembrar de todos, mas todos os bons momentos
Meus grandes amigos, meus amores
meus abrigos e meus bem feitores
que eu me esqueça de cada vez que eu esqueci dos meus valores
que me perdoe quem eu causei algumas ou muitas dores
E claro, que esse momento não seja frio, cara como eu odeio o frio !
e nem mesmo que esteja eu careta, sóbrio
ah sei lá, eu vou tentar, vou pedir
vai que da certo, e quem sabe o que há de vir?
que este fim seja no verão, calor
sabe como é, no verão tudo é mais legal, menos dor
cerveja gelada, reduz qualquer problema
qualquer coisa chata, vira rima, vira tema
Eu sei que não tem jeito, esse momento vai acontecer
só torço, que ele demore, fica lá bem distante
porque se tem uma coisa que quero muito, ah isso é viver
e não só ser um vaga lembrança, um foto qualquer, numa prateleira da estante !
Fabinho
24/05/2020
Beija minha boca com loucura,
faz desse instante o mundo calar,
teu toque acende a minha pele,
como chama que insiste em ficar.
Helaine Machado
Deixa eu morrer…
só por um instante de silêncio,
onde o mundo não me cobre,
onde a dor não grite meu nome.
Rap amizade
. [Verso 1]
Queria nesse instante poder te abraçar,
mas meus braços curtos não conseguem alcançar,
a distância machuca, tenta enfraquecer,
mas quem mora na mente nunca deixa de viver.
Me desculpa se a vida me afastou de você,
se o silêncio por vezes não deixou transparecer,
mas amizade verdadeira não desaparece assim,
ela cria raiz forte dentro de nós até o fim.
[Pré-Refrão]
O tempo passa, o mundo gira sem parar,
mas existem sentimentos que não sabem acabar,
cada lembrança guardada dentro do coração,
é prova que amizade não conhece solidão.helaine Machado
O tempo passa sem avisar, cada instante é um novo lugar. Faça do hoje a sua canção, guardando esperança no coração.
Calce meus sapatos por um instante.
Caminhe pelos caminhos que percorri.
Enfrente as noites que enfrentei.
Carregue os pesos que carreguei.
Depois me diga se ainda acha fácil julgar minhas escolhas. ..
Você conhece apenas uma parte da minha história, mas acredita conhecer o livro inteiro. ..
Antes de apontar meus erros, experimente viver minhas batalhas.
Talvez, ao sentir o cansaço dos meus passos, você descubra que a compaixão vale muito mais do que qualquer julgamento..
Não podemos mudar o mundo, pois o mundo já muda a todo momento, a todo instante. O que podemos fazer é participar dessa mudança. E para participar dessa mudança, basta viver para nós mesmos. Ao viver para nós, já estamos contribuindo para a transformação do mundo.
Eu canto de alegria pelo instante que me completa, não sou feliz também triste eu não sou.
Sou um poeta em tormento com meu coração devido ao ato dos meus sentimentos.
Atravesso um caminho de obstáculos e desmorono-me em lagrimas pensando em você.
Penso em ti a todo instante com malicias e loucuras incabíveis em um só coração, no qual não me faça mentir com as minhas verdades;
E insinuantemente o teu olhar que quer me despir sem o mínimo pudor aparente, também deseja me arrancar tudo que te dê prazer corporal;
Ah mulher quão cheia de malicias e intenções... Descubra-me, me desvende para juntos alcançarmos o melhor dos sentimentos;
Não use das dúvidas para se esconder, mas sim para se encontrar e se permitir... Deixe-me viver o teu mundo saliente e um tanto indecente...
Em minhas doces loucuras
Sem culpas de me transbordar
No instante indecente
Que acalmassem
Meu jeito louco de amar
Perpetuei
Os nossos momentos
E censurei os nossos receios
Para viajarmos com os nossos desejos
Sem culpa de se entregar
No livramento a perguntar
Ah... O que seria
Do amor sem a sacanagem?
Gozaremos a vida
Esperando
Em um período
Longo para um dia
Casar;
Sobre o que diríamos se o silêncio finalmente falasse
Imagine o instante em que o ar se despede de você. Não o ar que entra e sai distraído, mas aquele último fôlego, o que carrega o peso de todos os outros. Quando o corpo entende que já contou sua história e a linha tênue entre o que fomos e o que seremos começa a se romper, o que escapa dos lábios? Não vale o discurso ensaiado, a teologia decorada, a pose de cético blindado pela vida inteira. No último suspiro, a alma fica nua. E ela reza. Mesmo quem nunca rezou, reza, ainda que seja com o gemido mudo de um coração parando. A pergunta não é se, mas o quê.
Qual seria a sua última oração?
Você pediria salvação a um Deus que passou a existência rejeitando? Daria as costas para a coerência de uma vida construída sobre a ausência d'Ele, só para sussurrar, no breu do fim, um "me acolhe" que contradiz cada debate vencido, cada altar derrubado, cada "não preciso" repetido como mantra? Há um tipo raro de coragem que só o desespero concede, ou seria apenas medo cru, disfarçado de fé tardia? Seria justo com você mesmo, com suas certezas cultivadas em terrenos de orgulho, implorar por um colo divino que a vida inteira jurou não existir? Mas quem, na iminência do apagar das luzes, consegue se importar com a justiça poética do próprio orgulho?
E se a prece não fosse por você? Se, na fronteira derradeira, o ego, esse animal ferido que urrava por atenção, finalmente se calasse, e o amor falasse mais alto que o instinto de preservação? Você pediria que Deus cuidasse de quem fica? Abriria mão de qualquer súplica por si mesmo para que o luto da sua partida não os destruísse? "Protege meus filhos. Aquece o colo da minha mãe. Coloca alguém bom no caminho do meu amor. Não deixa que a minha ausência seja um buraco negro na vida deles." Que poder estranho é esse, que transforma o último fio de voz em escudo alheio? A morte, dizem, é o ato mais solitário. Mas a última oração talvez seja o gesto mais coletivo que um ser humano pode ensaiar, o eco de quem finalmente entendeu que o amor é a única posse que não se perde quando se perde tudo.
A pergunta dói porque ela nos despe. Não há como respondê-la da plateia, assistindo à peça do lado de fora. É preciso sentir o ar rareando, o palco vazio, a luz diminuindo. É quando descobrimos se amamos alguém a ponto de fazer da despedida uma entrega. Se a nossa vaidade teológica ou ateísta é maior que a saudade antecipada de um rosto. Se a ideia que fazíamos de Deus era apenas uma roupa que podíamos despir na hora da verdade, revelando uma súplica crua, sem nome, sem forma, mas pulsante como o próprio sangue que está indo embora.
No seu último suspiro, não haverá plateia. Não haverá testemunhas para aplaudir a coerência ou vaiar a contradição. Haverá apenas o silêncio que antecede o mergulho. E, dentro dele, uma pergunta que você mesmo fará, não com palavras, mas com o sumo da sua existência inteira se derramando em um único pedido.
Então, eu lhe devolvo a faca com a lâmina voltada para o peito da alma: qual seria a sua última oração? Não a resposta bonita para postar. Mas o murmúrio que brotaria da rachadura mais íntima do seu ser, quando até o tempo pedisse licença para sair. Pense. Porque a resposta não cabe no agora, mas define tudo o que você está adiando sentir.
O arrebatamento não desfaz a gravidade do corpo, mas o peso da ausência; não é o instante em que deixamos a Terra, mas o momento em que a eternidade percebe que já não cabemos nela.
Reno Fioraso
Nem toda queda nasce da ignorância do limite. Algumas começam justamente no instante em que ele é tocado — porque há uma vertigem própria em aproximar-se do extremo. O homem não se perde apenas por não conhecer a medida, mas também pela embriaguez de sentir-se acima dela. E é nesse excesso de confiança, nessa fascinação pelo próprio alcance, que muitos abismos deixam de parecer ameaça e passam a parecer convite.
A eternidade não é o tempo sem fim, mas o instante em que o coração se dissolve na presença; nesse breve clarão, o universo inteiro cabe no sopro de um ser que se reconhece parte da mesma fonte que o criou.
O homem que busca a eternidade esquece que cada instante é já infinito em si; é na intensidade da queda e na doçura da perda que a alma sente seu próprio voo.
Que a cada instante você observe os detalhes da vida e valorize cada momento. Porque o presente realmente é um presente, uma dádiva de Deus concedida a cada um de nós.
Que a obscuridade de certos momentos da vida, não tire de você a sensibilidade de ver o belo da vida em cada detalhe e que a sua essência faça você lembrar quem realmente você é.
Viver cada instante como se fosse o último;
Admirar cada detalhe como se fosse único;
Apreciar cada momento como se fosse efêmero;
Esta é a lei da vida...nada se leva, tudo se deixa!
