Quando falei de saudade, não era de um... ATILANEGRI
Quando falei de saudade,
não era de um tempo qualquer,
nem de um instante perdido —
era de alguém especial.
A pessoa mais linda que já conheci,
não apenas no rosto,
mas na essência que não se explica:
alma pura,
coração iluminado,
luz que não se apaga.
Há em teu olhar
um brilho que me atravessa,
que derrete o meu eu,
desfaz minhas defesas
e me reconstrói em silêncio.
A saudade…
ah, essa companheira discreta,
é paciente como o amor.
Ela não grita — ela espera.
Espera como a finitude da vida
contrasta com a eternidade do espírito,
sabendo que o que é verdadeiro
não se perde no tempo.
Teu doce sorriso
preenche vazios antigos,
lugares em mim
que eu nem sabia que existiam.
E ainda assim,
a espera…
essa espera inquieta,
me faz sentir, a cada minuto,
a saudade crescer.
E eu sigo,
entre o agora e o porvir,
esperando por você —
como quem sabe
que o amor verdadeiro
sempre encontra o caminho de volta.
Atila Negri
