Insana
" Como versar a dor que provém de você
Que loucamente insana minha loucura
A ponto de ver em seus olhos
A dor de sua mente que é pura
Nessa eterna tentativa de manter-se aqui
Enquanto todos querem fugir
Tal qual a minha se pergunta
Fugir de quem, onde ou porquê
Há momentos que a dor é inevitável
Mas o sofrimento é opcional
Porque todas as respostas estão no mesmo lugar
Ou na mesma pessoa
O que versar sobre a dor
Ou sobre o que pode acontecer
Quando a insanidade se encontra com a loucura
Porque insanamente me sinto louco
E louco me sinto insano
Quando sinto a dor que provém de você..."
"" Nasce ousada resistência
Onde pudera, emergiu insana dor
E esvai ardente, sangrando ainda,
Nos confins da alma os grilhões do amor..""
Duvidas...
“” O que será o amor?
Seria uma magia, bela e insana.
Ou apenas um sorriso pela manhã
Seria talvez o encontro de corpos
Ou a ressonância de desejos
Quem sabe água cristalina a descer a montanha
Ou a ave a migrar em céu azul
O que será o amor?
Seria esse momento que penso em ti
Ou a ausência de possibilidades de te possuir e ainda querer
Seria o beijo,
Um anjo
O mel
O que será o amor?
Entre tantos amores
Seriam flores
Cores
Licores
Sabores
Ou uma sensação
Coração noutro coração
Emoção noutra emoção
Qual palavra definiria o amor?
Vem
Quero
Espero
Penso que se for tudo isso e um pouco mais
Seria esperar demais
Ou viver para acontecer?
Não sei ... Ou sei
Mas vai, responde ai...
O que é o amor (?) ””
PAIXÃO INSANA...
Vejo emoções coloridas entrando pelas frestas
do meu corpo fechado que orbita num mundo
cinzento…
Penso em voce…
E aí?
- sensações insanas e libidinosas
despertam-me e estremeço nesse momento…
PAIXÃO PETRIFICADA...
Insana nessa aventura fugaz e transitória sigo nessa trilha desventurada…
Vejo revérberos de tua imagem desfragmentando toda nossa história já sepultada…
Lágrimas que borbulham dessa alucinação caótica e sinto que vai se deteriorando essa minha capa tormentória carnal… e febril ouço murmúrios deletérios e sussurros inaudíveis em minha memória…desfigurada sinto frio…
Minha alma por segundos levita ébria perene manchada em gotículas no sangue rubro que corta e congela… Num transe anímico é feito o registro e o coração intangível e ao mesmo sinistro pulsa descompassado uno em nossos corpos pesados como pedra.
Minha Presunção
Na poesia e na escrita,
Se acaso eu tivesse uma meta,
Uma ambição insana,
Não seria superar Homero,
Nem Shakespeare, nem Cervantes.
São mitos e lendas,
E há sempre uma sombra de dúvida
Quanto a se existiram de fato.
Mas há um espírito,
Um poeta maior que Dante,
Que não se alcança facilmente.
Seu eco de loucura fascinante
Ecoa além dos sonhos ou delírios,
Um poeta que é a soma de todos eles.
Eu, se fosse poeta,
Ou quem sabe um louco,
Em meus devaneios,
Só almejaria uma coisa:
Escrever como um tal Fernando,
Um esquizofrênico consciente,
Que, em meio à solidão,
Se superou e deu vida a tanta gente.
Um homem que, fragmentado,
Se multiplicou em vozes e versos,
Fez de sua dor uma constelação,
E do vazio, um universo.
Se eu fosse poeta,
Ou então um sonhador perdido,
Minha presunção seria esta:
Ser digno de ser chamado
Uma sombra,
Um eco de Pessoa.
O ponteiro das horas
Parece andar pra trás
Começa a tortura
de mais uma madrugada insana
Onde o tempo
parece ser diferente
chego a pensar
Que esta escuridão me adora
E por isso não se vai
Ou será que meu relógio
está doente?
mesmo para aquela gente
Que reclama que o tempo demora
Aqui é pior
Eu olho pro Céu
E parece até que a lua chora
de vontade de ir embora
A minha esperança
ainda que utópica
a ponto de ser insana
ainda acha que pode
acabar com a guerra
na Terra Santa
e por outros lugares,
mesmo sabendo que o pior
todos os dias corrói as liberdades,
e eu seja o camelo passando
pelo buraco de uma agulha
que são as mentes convencidas
dos governantes pelo Mal supremo,
Não vou pelo lado supérfluo
porque acredito que nada é eterno.
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