Insana
O imigrante libanês.
Um dia...
Cansados da luta insana,
da fúria dos elementos,
Da escassez de comida,
da falta de trabalho,
de tantas guerras.
Um dia então...
Já cansados....
de ver as necessidades dos filhos pequenos,
de ver o cruel e insano sofrimento de todos,
tanto os pequenos como os velhos, indefesos.
Foi quando então decidiram no desespero
fazer uso das minguadas economias,
juntadas nos extremos de suas agonias,
e partir, o coração lacerado pela dor...partir...
para onde o vento melhor sorte tivesse
espalharam-se pelo mundo inteiro,
para buscar para si e para os seus um melhor porvir.
Muitos vieram ao nosso Brasil,
imenso e desconhecido pais,
e aqui chegando,
com muita luta e com muita garra
com imenso sacrifício,
aprenderam precariamente a fala
e foram criando suas famílias,
e foram pouco a pouco prosperando
nem tanto pelo que ganhavam..
mas pelo tanto que poupavam,
negando tudo a si próprios
tudo que podiam
e aos filhos tudo ofereciam,
que cresceram em um mundo novo,
sem guerras e perseguições,
essa é a história do povo libanês,
povo guerreiro e altaneiro,
que decidiu um dia, humildemente..
a sua tão bela, inclemente
e sofrida terra deixar.
Essa é a história,
sintetizada em meus humildes versos,
de milhares de imigrantes,
para melhor explicar aos hoje
milhões de descendentes
desse povo heroico e humilde:
O povo Libanês.
Essa entrega insana e total de si mesmo à imagem, à opinião alheia, ao virtual... esvaziou a humanidade da essencialidade do seu "eu" e do viver bem coletivamente! O que resta, é este vazio existencial contemporâneo, os altos índices de depressão e esta escassez de valores e indivíduos sadios!
Estamos cada vez mais perdidos em nós mesmos e inaptos para a coletividade?
Um dia... Não mais que um dia tua mente insana e putrefata será consumida pela mais pura dor da melancolia. E então nesse dia tua alma se resumirá a nada. - Um dia... Não mais que um dia! Um dia... Não mais que um dia tua face pálida e doente será consumida pela tirania da morte fria e imponente. - Um dia... Não mais que um dia! Um dia... Não mais que um dia tua tua boca amarga e fria irá silenciar-se . E nesse dia sem haver mais alegria tu irás me procurar. - Um dia... Não mais que um dia!
Ah, essa noite.
Grande noite, longa noite, noite insana. Hoje chorei, hoje sofro, me debato mesmo morto.
Sim, morto. Morto inúmeras vezes, vítima de atrocidades inimagináveis.
Mas não me julgue inocente, pois eu matei.
Diversas vidas eu tirei, gostei.
Uma sensação de prazer e satisfação me tomou, em meio a tanta dor, corpos e sangue.
Ah, sangue.
Belo como nunca, sua cor vermelha, seu cheiro ferroso.
Que satisfação.
Mas sofri, repito. Eu sofri, em meio a tantos testes de sanidade, carnificina e maldade.
Criaturas inimagináveis, malignas e amedrontáveis.
Acordei diversas vezes durante a noite, me debati, me revirei.
A paz não encontrei, então chorei.
Chorei por medo, por desespero.
Medo das criaturas, medo de gostar de matar, medo da insanidade.
Mas tudo bem, não vou ficar me lamentando.
Vou voltar para meus pesadelos, pois a noite vai ser longa, e mesmo que seja difícil de lidar preciso enfrentar, pois o amanhã quero alcançar.
Ficaram confinados um no outro por horas
Ela era pura, insana e juvenil ...
Perfeita para ele
Então, abriram a porta
Ela encontrou calor no seu rosto
Os corpos se fundiram em apenas um
Ele se sentiu tão grande como o universo e o tempo parou
Ele explodiu como estrelas dentro dela
A morte foi enganada
Com a esperança e nova vida
E, agora, como apenas um se calaram, enquanto todas as crianças que os observavam faziam festa
Eles sorriram e não juraram amor ...
Pois o amor era tão grande que não precisava de juras
O amor eles é a única verdade e tudo que eles queriam
A estupidez humana é tão cruel e insana que não há comparação. Em vez de pedir perdão por alguma desavença, dia a dia o homem pensa na própria aniquilação.
Um olhar perdido.
Um olhar perdido
Uma mente insana
Um suspiro fundo
Um sorriso que engana
Muitos não percebem
Na verdade não vêem
Por fora tá lindo
Mas dentro explodindo
A destruição se fez
O semblante engana
O cabelo arrumado
A roupa deslumbrante
O perfume abstrato
O batom vermelho
Cabelo chapiado
Unhas feitas
No pé um salto
Mas por dentro um caos
Tudo acabado
Uma desolação
Um verdadeiro trapo.
Insana, profana, avulsa, turbilhão, sensação, criação da mente, mente. Sem direção...
Sente, sem rumo nem chão na Matrix da imensidão. Externo, externo e o interno?
Angústia, dor, medo... Loucura?
Não! Somente fagulha da vastidão do coração.
Despertar, desperta, iniciação, fácil? Não!
Somente o sentir, o interno a reconexão da vibração. Uau! Egocentrismo, sombras, ilusão trazidos a tona para a libertação.
Desconstrução para construção, jornada infinita. Julgamentos, culpa, ilusão... Transmutação, autognose.
Divino emergindo. União, comunhão, igualdade, permissão, confissão, libertação.
Olhar Divino supra egocentrismo, interrogação infinita da consciência do "eu".
_KM_
O teu silêncio
Quando não estás..
Sinto a tua ternura
Mesmo no silêncio...
Oh! Insana loucura
Despertaste a paixão
E de mansinho
Muito ternamente
Invadiste o meu coração
Eu nunca tive a insana pretensão de ser perfeita, mas lutarei até o fim para chegar o mais perto possível disso.
Nildinha Freitas
Pode me chamar de louca ,sei lá debochada..pode me chamar de atrevida , de insana ..mas eu tenho coragem dou minha cara a tapa ..gosto , gosto e não escondo ... minha vida é um livro aberto ...um conto..quando quero eu quero deixo estampado na cara ...
GUERRA INSANA
A guerra foi declarada
De um lado a força desenfreada
Exterminando inocentes
Alegando emboscada.
Do outro lado a resistência
Suportando a guerra armada
Sonhando com a paz
Na guerra não desejada.
Muitos jovens se alistando
Pra defender a pátria amada
De armas não entendem
Mas se jogam de almas lavadas
Se espalhando pelos campos
Com armas empunhadas.
As crianças assistindo
Toda aquela confusão
Teus pais fugindo
Para dar-lhes proteção
Atravessando as fronteiras
Em busca de outro chão.
Enquanto isso acontece
O agressor reaparece
Comendo frutas no salão
Sorrindo ele anuncia
Diante da televisão
Que o ataque continua
Até que haja rendição.
O mundo todo assistindo
De ataduras nas mãos
Pois não pode interferir
Sem que haja retaliação
Nova guerra pode surgir
E exterminar a população.
O agressor enlouquecido
Pode apertar o botão
E lançar bombas de grande destruição
Para a guerra se espalhar
Jogando nação contra nação.
O agressor não é humano
Não tem alma
Nem coração
Deve ser interditado
Tirar de circulação
Resgatando assim a paz
Trazendo mais união.
Há dias em que a tristeza
Se funde à depressão
Numa batalha insana e descomunal
Ambas, com a única intensão
De roubar-me a alma e destruir o que restou de meu coração.
Esquecem-se que não há nada mais
Com que eu possa me preocupar
O que havia em mim vc já levou
Coração pra quê?
Se só sobrou dor.
Alma pra quê?
Se vc era o sopro de paz
Que enchia meu espírito.
Que levem logo coração e alma sem cerimônia.
O vazio, o nada, ainda é melhor
Do que este sentimento de impotência
De nada poder fazer
Esta ausência, esta ânsia que não pode ser suprimida
Desejo... De sentir o ar que exalas me preencher
E sentir-me "vivo" de novamente...
"Insana "
Eu sou a fúria que arranca a pele
A sede que queima
Rasgando a garganta
A dor fervente , abrindo a ferida
Eu sou inevitável
Aos corações quebrados
Eu me parto a pele sangrenta
Eu esfolo
A dor corroída insípida
Cuspida , escarnecida
Aos cacos de vidro
Mastigados engolidos
A fome negra , a fúria intermitente
A tempestade regida
A chuva de mim
Que sai pra fora
De que não ver a hora
De derramar espinhos
Em te , desapareça
Desapareça
De mim
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