Inquieta
São coisas simples e não complicadas.Que tocam ou não... As vezes nem eu sei. Mas ando inquieta. Procurando o que deixei de saber de mim. Como se eu mesma tentasse entender o que ainda não me veio , ou que ainda não sou. Talvez eu esteja em busca dos momentos, que não me vejo só. Mesmo sabendo que a solidão me completa, nas horas que decido conversar com ela. E ela fala , as vezes dói. Então desfaleço e espero o tempo para desabrochar novamente. Lene Dantas. ( Conto :Um Pouco de Mim )
Penso em ti
Perco o sono
Queima me a carne
Inquieta me a alma ...
Tudo me agita
O mar que açoita os corais
Os ventos nos coqueirais
O cão moribundo que uiva nas ruas. ..
Desejo com ardor a tua presença
Meu coração pena em saudades
Quem me dera, agora, ser tua!
E enquanto as horas rastejam, lentas
Busco palavras para exprimir no poema
Toda loucura desta paixão que por ti confesso.
Elisa Salles
Direitos reservados
A SOLIDÃO QUE INQUIETA (soneto)
A solidão que inquieta, pesar repicado
Da distância, que a lamentar me vejo
Não basta o choro por estar separado
São infortúnios do fado que lacrimejo
Tão pouco é saber que sou amado
Nem só querer o teu olhar: o quero
Muito. Este sentimento tão delicado
Onde os versos rimam no teu beijo
São saudades que no peito, consomem
Que não me acanham, e é tal pobreza
Do vazio, por eu não ao teu lado estar
Mas eleva o afeto dum piegas homem
Ser de erros sempre e, na maior pureza
Existir no amador e humanamente amar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
OS SESSENTA (soneto)
Os sessenta anos duma alma inquieta
Cabelos brancos, a face vivida, poente
Os olhos no qual se trova inteiramente
Bagatelas, onde mora a emoção poeta
Um sonhador de sentimento profeta
De palavras que falam, inda inocente
Versos que do peito saem de repente
Docemente, em uma parição secreta
Uma determinação tão só, tão largada
Que o silêncio urge, no invento venta
A sorrir, e ou a chorar, lhe é camarada
E se na parada se senta, pouco tenta
Aquieta, numa má sorte da derrocada.
São os encantos de se ter os sessenta...
TRANSFORMAÇÃO
Está no espaço
sai de dentro
ramifica por fora
inquieta minha mente
toma forma
isso é metamorfose ou mutação
que se esvai por todo canto
em busca de uma direção
um processo de reprogramar e aprender
o que eu ainda não sou
mas quem irá saber
pode ser boa, talvez contrário
mas que tenha o pensamento
que seja visionário
transforma sem entender
pois a mudança só é falida
pra quem sabe vencer
Notas sobre ela
Ela é inquieta e ansiosa
E apesar desse turbilhão de emoções
Ela se sente em paz
E acredita que pode conquistar tudo o que quiser
Tendo determinação e fé
Deixando as coisas negativas pra trás
E permitindo somente a permanência das boas vibrações.
Um dia mudo a poesia não cala
Ela é assim.
Alegoria sem fim.
Poesia inquieta.
Sempre repleta.
Fala se da amada.
Da vida conturbada.
Fala se esporte e carnavais.
Política e seus currais.
E quando o dia se cala.
Lá vem ela toda prosa.
Rima e fala.
Mais um filme com pipoca.
Mais um crime dessa sociedade torta.
O funeral emblemático da profecia.
O povo que sofre todo dia.
Também a nostalgia.
Criança de outro dia.
Tudo bem, tudo não.
Uma risada, um beijo na aflição.
Tristonho cenário animador.
Em época de caos.
Talvez se conheça o amor.
Ou se conforma com a dor.
Giovane Silva Santos
Despertador
Ah, maldito despertador!
Quando quer me desperta
Quando não me inquieta
Mas quer e não me desperta…
Ah, maldito!
Pra que tu presta senão pra isso?
Perdi a hora do ofício
Como haveria de saber,
Um despertador que não vê,
Que perdi a hora?
Que não vou achá-la na gaveta,
Debaixo da cama
Ou na caderneta?
Despertador besta!
Trabalha toda hora
Se não trabalha te jogam fora
Hoje vai ficar a toa
Ninguém se importa ou sente dó
Desperta cedo e vive só
Quando atrasa vai pra sarjeta
Não importa qual motivo
Seu atraso ofereça
Se não tá bem mandam funcionar:
“Te vira, vá trabalhar.”
Vai indo dando tranco
Encolhido como sempre
Tão em si e engrenado
Tão coitado e tão quebrado
Despertador danado!
mais do que isso não existe, é impossível
acalma, alma inquieta,
cheia de orgulho infantil.
nem todas as estradas têm pontes.
basta esse momento.
nem precisa de futuro,
tudo está aqui. nosso futuro mora do lado de dentro
nem todos os ventos vão acariciar seu rosto como o daqui.
nossa terra acalenta as raízes das nossas vidas.
fica mais um momento, o amanhã é quase ali./I
Desesperança
Tenho que assossegar essa chama
Que insiste em flamejar
Dói no peito inquieta a alma
Esse não teu me olhar
E se me cercas de pouco caso
Ai, minha sandice em muito fantasiar
E já não sei mais o que faço
Pra que em meu peito deixes de morar.
Eu já entendi que neste espaço
Tu não me corresponderás
Mas fazer meu coração entender teus passos
É coisa por ruim demais
Porque ele teima em se alegrar no teu gosto
Quando de outra luz já devia ter ido atrás.
Eu já não sei mais o que faço
Já admitir meu fundo de poço
Já admiti minha derrota
O que falta admitir mais?
E não é por falta de pé no chão
Que das nuvens caí há tempo atrás
Mas é por um querer mais que não querer-te
O qual Neruda escreveu por mim sem uma linha errar.
É tão saltante o que quero expelir do peito
Que esse desabafo se constitui em segundos a pensar
Mas quem me dera ser essa a mesma velocidade
Que de ti eu deixasse de gostar
Mas esse é um processo que há muito tempo comecei
E quero que minha única esperança seja o seu findar .
Já não me resta atitude ou palavra
Se o teu peito a mim nunca se abrirá
Eu só peço não servir de tapa-buraco
Para as dores e solidão que te acercar
Eu te gosto não sei em que medida
Mas sei que a mim mais tenho que amar
Então, vou fingir que só quero tua amizade
Até meu coração se acostumar
E que ele (coração) aceite esse destino
Porque o outro não escolhestes e
Pela minha análise, nunca o farás
Ao menos da mesma forma que meu coração escolheu pra te presentear.
Essa minha tristeza, hei de superar
E não a trocarei pela alegria da tua presença experimentar
Pois não querem mais ilusão
Os meu olhos lagrimar
E assim ofereço somente amizade
Com muito esforço de ser só amizade
Àquele que o destino só de amizade em seu peito me deixou morar.
TEMPOS
tempo que conforta
me inquieta
me faz pensar
sentir
acreditar
hoje é a razão
que foi ontem
é pra existir
viver
sem desistir
para onde
vou chegar
será esse
o meu lugar
"Eu queria ser o stop da voz que esta inquieta dentro do quarto profundo me induzindo a optar por ser livre em condenação ou um liberto aprisionado "
💜lobos💜
Bom o olhar dessa loba
Me deixou inquieta
Com os pelos eiricados
O coração acelerou
O sangue correu veloz
Mas preciso me concentrar
Temos muitos lobos
Feridos, o cheiro do éter anestesia
Chega a dar ânsia
Deve ser por conta da gravidez
Chego na loba
Vejo seus machucados
Limpo novamente
Ela sente dor
Meu lobo chega perto
Explica que ela fazia parte
Da nossa alcatéia
Mas havia debandada
Vou saber os motivos
Ela mesmo me conta
Era apaixonada pelo meu lobo
Mas quando ele se juntou a mim
A regra do grupo mudou
Ele só tem olhos para mim
E permitiu que no nossa família
Cada lobo macho
Tenha a sua fêmea
Quebrando regras de milênios
Mas ela não aceitou e fugiu
E foi capturada pelos humanos
Para lutar, ser gladiadora
Foi fundamental para sobreviver
Mas hoje está muito fraca
Essa última luta foi quase
Que fatal
Mas ainda vejo nos seus olhos
Todo amor pelo meu lobo
A noite passa
A manhã chega
Junto com. Jornalistas
Mas a maioria é comprada
Não vão nos defender
Vamos aguardar
Tenho problemas
Seus olhos costumavam mostrar uma expressão inquieta, como se esperasse que uma catástrofe se abatesse sobre ela a qualquer momento. Eva desconfiava que aquilo assustava os homens.
Ela vem
Quieta, discreta
Surge, logo inquieta
Sobe, enfurece
Irrita, obscurece
A verdade, a clareza
De pressa, viro preza
Cega a visão
Responde o coração
Ela é incontrolável
Um animal indomável
Segura, aperta
Prende ou liberta?
Escapa, um furacão
Onde olho, destruição
A calmaria que vem
Não cura o desdém
Se sente melhor?
Ela escapou, fez o pior
Salvar o que foi quebrado
Não muda oq já foi marcado
Qual é o problema que inquieta teu coração?
Te vi olhando para o céu, agora sei porque brilham as estrelas!
