Inocente Preso
Cárcere -
Sinto-me preso a uma estranha inquietação
que marca no silêncio um compasso lento e mortal,
horas frias a que chamo, cansaço e solidão,
herdadas dos Poetas deste chão de Portugal.
Espirais de assombro, tuneis negros
adentram repentinamente aos olhos meus
e palavras tocam no meu corpo como beijos
na procura incessante de um adeus.
Senhor que ser Poeta é meu cárcere,
meu chão, minha tábua, meu punhal,
meu prato de ansiedade nas mesas de Ninguém
servido de amargura, pó e cinza, dor e sal ...
Morto...
assim acontece.
Preso, condenado
ao infinito do mesmo.
Infância corroída,
manifesto interior.
Colo, cuidado, carinho:
abandono, desdém, deboche.
Ilha sem mar,
incompleta natureza.
Pouco riso, e por dentro.
Cego de chances...
Envenenado por crer.
Quebra-cabeça de vento.
Seu olhar era vazio e não estava preso em lugar algum, típico das pessoas que já presenciaram mais segredos do que os olhos são capazes de ver.
(Klaus)
Não sou quem menos quero, estou ventando preso na frente entre a solidão arbitraria e impune de qualquer sentimento vago. Não quero ser o sinal e o símbolo da coca e dos gira-sois, quero limpar-me no serrado ventilando a ocasião querendo vaga na contramão e sol de verão nas contas não pagas.
A precaução da mente e das lentes que vagam pela velha esquina podre de sentimentos.
Hoje o que vejo é mera coincidência do murmúrio, das lâmpadas escurecidas nas velas esmaecidas, montanhas erradas em frente a porta dos fundos quem não vejo.
Soldado de ferro de gelo malicioso e horroroso modo se sentir alguma coisa.
Eu sou o véu da espuma quente, da luneta enfraquecida, das siluetas envolvidas do mal.
Sou falsa ocasião, falsa profissão, falsa conclusão, falsa idéia...sou as pílulas entaladas na garganta depressiva e audaciosa que esquiva a corrompida reunião festeira.
Me encontro nos desejos acalmado pela palavra, me metamorfoseio na bipolaridade, nas ilícitas recaídas que me envolve ao avesso de ave...estou por mim, pois meu maior medo o deserto explica.
"Sinto-me preso, amarrado, completamente sem ação. Sinto até uma dor por tanta coisa que estou guardando em mim, em não poder expressar o que quero mostrar, viver o que quero viver, desabafar o tenho a desabafar, chorar o que as minhas lágrimas precisam limpar e me tranquilizar. É tanto gosto, desejo, vontade que há em mim por algo que não poderei ter jamais, talvez, que não estou dando conta mais de segurar, estou desesperado, prestes a explodir, explosão essa que pode me destruir e a única maneira que poderá evitar essa minha autodestruição é você. Você sendo alvo da minha explosão me tornando liberto, de me deixar libertar tudo de mim sobre ti, porém tens de estar preparada para receber todo o meu amor que há bastante tempo está guardado. Eu sei que estou repetitivo demais, mas só que pensando no que pensarias, tu não me aceitaria, não aguentaria todo o amor exagerado que tenho por ti, por isso que escrevo, escrevo para amenizar os meus pensamentos, sentimentos que tranquilizariam essa bomba dentro de mim que está prestes a explodir."
— Quero explodir tudo em mim em você.
Chorar não traz de volta, mas quem disse que choro para isso? Chorar tira tudo aquilo que está preso, incomodando por dentro. Se chorar trouxesse de volta, não existiriam sorrisos, e pode ter certeza, eu teria tudo de volta. E olha que meu estoque de lágrima é infinito.
Nasci nesse ciclo que nunca se quebra,
Estou preso há um padrão sinistro que liga todas as coisas.
Sinto que estou perdendo a ilusão do controle sobre meus atos.Acredito que seja um jogo muito perigoso e não estou disposto a perder novamente.Minha alma se parte a cada manhã.
Entenda, quando mais queremos dizer algo as palavras nos faltam, algo fica preso na garganta temos que nos conter com um silêncio que grita na mente e ecoa no coração, essa vontade não nos deixa dormir direito e sempre ao acordar, fica a impressão de que o dia não está completo.
Nosso ser está tão preso na matéria que simples ato de caridade e amor se torna uma tarefa extremamente penosa. Lembra-se que nem tudo que é bom é fácil.
Com Amor, Eu
Eu preciso te contar,
isso está preso em meu peito,
então pergunto,
posso te contar um segredo?
Tenho sentido coisas estranhas,
sinto borboletas em meu estômago,
quando escuto sua voz o mundo para
e as cores se tornam tocáveis.
Mas isso não torna as coisas fáceis,
o medo me acompanha,
a ansiedade me conforta,
e a distância me ignora.
Posso me confessar?
Já estou dependente,
de amor estou doente,
e não sei se vou aguentar...
Sou como
um pássaro
preso em uma gaiola.
E, quando estou perto da liberdade,
eles cortam minhas asas de novo
e me colocam novamente na gaiola,
onde só há
silêncio
e
vazio.
Fazem questão de lembrar
que sou um pássaro que não pode voar,
que também não pode ser livre.
Não me alimento mais do que colocam na gaiola.
Não faz sentido querer continuar insistindo
naquilo que nunca vai acontecer.
Sou um pássaro perdido em um sonho impossível:
o de um dia ser livre para voar
para o mais alto
e mais longe possível.
Dueto
Ingenuamente apaixonada
Igualmente tão preso a ti estou
Por esse sentimento me sinto guiada
pois ao seu lado sempre sei onde vou
tal qual sem nunca ter percorrido esse caminho
parece saber exatamente onde ir
estive muito tempo sozinho , sem motivos pra sorrir
e no primeiro abrir dos labios, nunca mais sorriu sozinho
isso porque o destino se cansou do meu sofrer, te cruzou no meu caminho
como poderia salvar o tao grande cavalheiro?
eu, a que nao ousava imaginar qualquer outro caminho a seguir
agora que viu minhas feridas , de me mais motivos pra sorrir
mas eu quem nem se quer sabia por onde andava meus proprios pedacos
vim ajudar a encontrar, seguro sua mao, estou ao seu lado
confesso que nem sei me sentir assim
sinta e olhe pra mim
ate minha seguranca faz que tenha medo
deixa eu te ajudar a virar a pagina do passado, para que feliz possas seguir sem segredos.
Sentir muito, sentir tudo, mas não ter palavras para explicar...
A sensação do grito preso na garganta, lágrimas que brigam entre si, mas que no fim apenas ameaçam marejar as janelas da alma.
No peito o palpitar do coração, ecoa reforçando o vazio existente.
Em sútil desespero, puxo o ar, mas não consigo sentir.
Eu sei que a vida muda, passa e se renova. Não faz sentido viver preso a um passado que não acrescenta, que não soma, que não faz crescer.”
