Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

"Suga-me como um livro de romance e re/façamo-los diariamente a Ășltima pĂĄgina. AtĂ© que o 'sempre' permaneça, rodopiando duas vidas em uma..."

"Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluĂ­do em arco-Ă­ris. Elucida minha procura lesiva..."

Inserida por risomarsilva

'2017'

Sorri bastante.
Sorrisos sinceros,
outros faz-de-contas.
Chorei lĂĄgrimas,
daquelas que roem por dentro,
disfarçadas...

Peguei alguns sonhos com as mĂŁos,
e subscrevi textos com a alma.
Me doei,
nĂŁo tanto o quanto deveria.
Dei Ă  mĂŁo Ă  labuta,
equilibrei alegrias.
As somas foram maiores.
Abracei o que pudia...

Sem ser rude nas escaladas,
fui alma gĂȘmea,.
Despenquei espantufado..
Subi montanhas,
nevoeiros.
Sempre simples,
como a relva e seus orvalhos,
crescendo intermitente...

Inserida por risomarsilva

"Nascemos com o choro e morremos agonizando. Precisamos aprender a viver e a morrer pacificamente"

--- Risomar Silva ---

Inserida por risomarsilva

'FÉRIAS AMAZÔNIDA'

O vento sopra o inferno. O calor amazĂŽnico flutua sob o rio, deixando as pessoas em flamas, desnutrindo-as nos barcos calorentos...

O rio amazonas engole leitos e o abstrato. Os ribeirinhas se aproximam ainda mais das matas, com seus filhos, pescando nos barcos que passam...

As crianças gritam, sons abafados pedindo comida dos céus. De repente a correnteza os ouvem e algumas migalhas vão ficando para trås, flutuandos ao léu...

A Capital tem Ăłcio, tem casas penduradas, como a violĂȘncia Ă­ngreme e diĂĄria. O ribeirinha tem sonhos: passar as fĂ©rias na capital...

Mal sabe do dragão atormentando pessoas, sem ågua tratada, sem alegria no rosto. Férias tem mais sabor nos córregos, no vento balançando a casa simples de palha...

No paladar arejado, comendo o peixe sem sal. No mergulho diĂĄrio lavando a alma. Na ausĂȘncia de tormento e do barulho da cidade grande...

O cosmopolita tem sonhos: passar férias nas terras do ribeirinha...

Inserida por risomarsilva

'RIBEIRINHA'

Vejo o infinito passear nas ĂĄguas.
À minha frente há paraísos.
Escurece.
É hora de ascender lamparinas ou olhar vaga-lumes,
desmitificando a escuridĂŁo...

O peixe estĂĄ na brasa.
Crianças alegres estão a brincar,
sem ter pressa de chegada.
Sou morada a ver navios,
com suas guloseimas distantes...

Sou acenos,
canoas cortando rios,
a caçula trouxe um pote de doce.
A mesa estĂĄ farta.
Cantaremos mĂșsicas populares para agradecer.
E para que o amanhĂŁ seja feliz como o hoje...

Inserida por risomarsilva

LAR DOCE LAR

Nas ruas,
o barulho tardio.
Pessoas atĂŽnitas,
andando de um lado para o outro.
Hå crianças perdidas.
Observa-se penumbras.
PĂĄssaros voando sob telhados...

Tudo à céu aberto,
cheiros triviais,
desses sentidos no aconchego do lar.
Em flash back,
as feridas vĂŁo se abrindo,
uma a uma...

A percurso serĂĄ longo,
como a acre canção que não finda.
A chegada cortante,
como o rio e seus talha-mares.
Lentamente,
tudo fica longĂ­nquo...

Ventos formam alusÔes,
e o infinito distorcido aparece.
A metrĂłpole dĂĄ lugar a paisagens exuberantes.
A cidade vai encolhendo com seus arranha-céus.
O coração distante,
bate descompassado...

Os olhos molhados agradecem,
na esperança que as telas se reiterem,
e os quebra-cabeças regressem um a um como antes.
A saudade vai sendo esquecida.
E o doce lar vai abraçando seu tirano,
serenamente...

Inserida por risomarsilva

TRABALHA A DOR

A TV na vitrine
Casa emprestada
O operĂĄrio Ă© um cisne no lago
Asas quebradas
Vendendo força de trabalho

Poder na produção
NĂŁo pode cansar [de domingo a domingo]
Manufatura em excesso
Recebe migalhas
Declínio no preço...

Ideologia de igualdades
Sutilizados pelo empregador
O sofisma Ă© aparente
O empregador abastece cidades
Com o suor do trabalha a dor...

Monta todas as TV's
Sem descanso no trabalho
Tem suas aparentes metas
Acorda no alvorecer
Assim como borboletas...

Tentando voar com amarras
Sonhando com a imensidĂŁo sem limites
Almejando casulo melhor
Mas Ă© apenas robĂŽ mecĂąnico
Mero historiador sem histĂłria....

Metamorfose agridoce
O capitalismo é uma sucessão da miséria
Mas permanece como se nĂŁo fosse
Eis a sorte do trabalha a dor:
Explorado por bactérias...

E eis que o trabalha a dor
Continua sem a TV que tanto sonhara
Sem seu feudo para apaziguar o suor
Utopizando a vida genuĂ­na
FalĂĄcias de quem vence a dor...

Inserida por risomarsilva

'MEU COLEGA DE QUARTO'

Ele sempre chora.
E perde as estribeiras.
Clama pelas razÔes que lhe sustentam.
Tem o coração do tamanho de um trem,
viajando por vilarejos,
perfeccionado o amanhĂŁ,
diferente do hoje...

Sonha com os pretextos,
esquecidos nas janelas.
Tem o coração remendado de razÔes banais.
Ele sofre,
como o copo quebrado,
perfurando a pele,
fragmentando abraços...

Tolo,
esquece bicicleta nas ruas,
fotografias no chĂŁo.
Espera sorrisos que nĂŁo vem.
E aguarda esperança nos diålogos trazidos pelos ventos.
O presente fez-se maré,
e todos nĂŁo entendem...

Ele Ă© reflexo,
vidro polido.
Com suas lĂĄgrimas intermitentes e diĂĄrias.
O quarto estĂĄ escuro e nĂŁo se pode vĂȘ-lo.
Queria nĂŁo sĂȘ-lo,
e nĂŁo desejar-lhe imagens diĂĄrias.
Meu colega de quarto,
o espelho,
tĂŁo singular,
transparente,
sempre foge de mim...

Inserida por risomarsilva

'PALHAÇO'

Seu universo,
controverso.
Alegria de palco.
Levando alegria,
sinestesia.
Exteriorizado...

Escondido,
nos seus malabarismos,
absorvendo aplausos.
A comédia terminou,
a face congelou,
vida real...

Falta elementos,
tudo fingimento!
O cĂŽmico nĂŁo Ă© angelical.
Ego indignado,
tudo abarrotado,
Ele transformara-se...

Comédia da vida sem alma,
sem calmas,
ParticĂ­pio.
Sem séries,
nas suas imterpéries.
Sem gesticulaçÔes no espelho.
O palco Ă© agora colinas,
e as tantas neblinas,
fez do palhaço homem...

Inserida por risomarsilva

'ESSA SEMANA'

Vi um rosto que nĂŁo via hĂĄ anos e bateu uma saudade no peito rasgando todo o tempo perdido.
Pitada de esperança em revĂȘ-lo,
abraçar-lhe e falar dos anos escorregadios na qual passamos juntos...

Presenciei uma idosa correndo atrĂĄs de dinheiro desesperadamente,
igual a uma criança, correndo atrås de pipas, sem conseguir ter paradeiro para suas refeiçÔes diårias.
Fiquei meio intrigado com isso...

Abracei um problema que nĂŁo era meu.
Mas o fiz por entender que o próximo é a nossa mais fiel semelhança.
Temos muito de congĂȘnere,
comportamentos parecidos,
mas anĂĄlises e ponto de vista diferentes...

Era para ser uma semana normal.
Mas atrasei-me ao buscar o filho na escola.
NĂŁo conversei habitualmente com algumas pessoas como de costume.
Fui 'duro' com algumas pessoas e nĂŁo abracei meu cĂŁo...

A semana passa rĂĄpido apĂłs os quarenta.
Essa foi de nostalgia,
algumas pessoas 'partiram' de sĂșbito,
NĂŁo tiveram oportunidade de pedir perdĂŁo,
ou despedir-se carinhosamente da mĂŁe,
dos irmĂŁos,
amigos...

A semana finda,
e com ela,
tantas desesperanças...

Inserida por risomarsilva

'CORAÇÃO III'

Coração
mar de indecisÔes
DescompreensÔes e outras cifras
Debilitado nas condiçÔes de amar
Relutante como as pedras nas cachoeiras
caindo lentamente
Avistando abismos
Preservando sequelas
enxurradas
Conflitante ao extremo
Sangrando feridas vĂŁs
MĂłrbido nos limbos
Desencorajador de almas
IncĂłgnita conclamando o futuro
vivendo migalhas a cada manhĂŁ
Eco sem respostas
Existo?
NĂŁo sei!
Talvez!
IndecisĂŁo causando confusĂŁo
NĂŁo sendo o que me pedem
Coração
nasceu mĂłrbido
Conflitante consigo
Tenta ser diferente
escalar penhasco
Verdade seja dita!
É semelhante aos outros
Deixa ser abatido
Morrendo mas ainda pulsando
Às vezes sorrindo
chorando
Tudo imaginação!
Com suas brechas e espaços
Coração
vida e morte!
Pulsar estranho
TarĂąntula escorregadia nos olhos
Desprendendo veneno e revivendo leucĂłcitos
Tem flechas
ceifando sonhos
A vida a cada pulsar diminui
Tintas em papiros
sem muita razĂŁo e sombreado
Coisas do coração!
Tudo soa tĂŁo banal
Que truculento esse meu amigĂŁo
Artista sem intenção
E a decisĂŁo Ă© nĂŁo mais tĂȘ-lo
Coração
Ă© chegada a hora!
NĂŁo se precisa de ĂłrgĂŁo
Somos perecĂ­veis
Para quĂȘ sequelas?
Costelas nĂŁo abrasam a dor
Se quer um coração de verdade
Desses que se joga no rio
esperando ele fazer o percurso sozinho
ProvisĂłrio
como respirar outras intençÔes
fotografando imagens diferentes
reais
Coração sem pretextos...

Inserida por risomarsilva

'PERCURSO...'

Ele sempre caminhava pelas ruas observando a crueldade.
Numa de suas andanças,
percebeu uma pobre criança,
a pedir comida a um senhor que o rejeitou.
Mas Ă  frente,
um vetusto de idade,
jĂĄ sem conhecer a cidade,
tentando atravessar a rua sem que ninguém o ajudasse.
Mas Ă  frente,
observou um nasocĂŽmio,
Ali presenciou pessoas enfermas!
Outras truculentas.
Pessoas sofrendo nas filas ali formadas.
Olhares abatidos,
desesperadas...

Voando pelos lados,
viu pessoas jogadas ao chĂŁo.
Cheiro de fome e frio,
sem brio perdidas no vĂ­cio.
Amotinação de carne humana,
sem ação.
Céleres andando de um lugar para o outro,
andar sem direção.
Caminhando em volta da pequena praça,
ninhos de celeiros à céu aberto...

Cidade metropolitana com seus metropolitanos fantasmas.
Passou na igreja e presenciou uma porção de tristezas espalhadas.
RefĂșgio de ludibriados,
pensando ser desanuviados.
E a nuvem de truculĂȘncias e idolatrias estavam seguidas juntas.
A partir de entĂŁo,
o homem resolveu ser triste por excelĂȘncia.
Um mundo triste,
cheio de pessoas tristes.
Tristeza refletindo adolescentes contemporĂąneos.
As tantas guerras entre si,
sementes cultivadas pelo esboço humano...

O homem triste sempre chora ao perceber que os milagres nĂŁo mais existem.
E que as enfermidades escurecem o amanhecer.
Toda sua tristeza percorre-lhe novamente Ă  alma como um menino nascendo.
E lembra do pequeno parto que Ă© a vida,
dos pequenos verbetes que lhe atingem a alma olhando fotografias antigas.
Pequenas descobertas parecem tĂŁo reais,
triviais,
fortalecendo o percurso.
Ele toma seu café da manhã como se fosse o primeiro,
talvez o Ășltimo.
Cheiro de 'novo'.
Mas novamente faz o mesmo decurso,
cheio de atalhos,
sem pĂĄssaros para mostrar-lhe as melodias.
Percursos que ainda podem reviram um coração cheio de dor...

Inserida por risomarsilva

E quando eu ficar mais velho, que minhas dores sejam acalmadas pelo verde e o ar puro que ainda restam...

Inserida por risomarsilva

'VETUSTO'

Aprendi tanto.
Borboleta voando em lugares.
Ubiquidade avistando publicaçÔes do paraíso,
juntando amontoados de aprendizados.
Plantei dores,
sem jamais esquecer das pitadas de esperanças no olhar.
A fé cultivada virou bonança em plena tempestade...

Sonhei tanto.
Sonhos imperceptíveis que ainda alegram a alma e o coração.
HĂĄ um tempo em que os sonhos chegam ao fim,
perpetuando a linha azul do horizonte,
e as estrelas perdem o brilho.
Tudo fica sem sabor...

Sorri tanto.
[Sorrisos verdadeiros,
outros faz de conta.]
Se o amanhĂŁ nĂŁo mais abrir as cortinas,
e as lĂĄgrimas caĂ­rem,
lembre do sorriso que lavava o coração,
e deixava o dia mais colorido...

Vivi tanto.
Mas as estaçÔes são passageiras aos oitenta.
Outras vezes demora na dor.
Vi netos,
bisnetos.
Filhos agarrados na compaixĂŁo,
mågoas em tantos coraçÔes...

JĂĄ esqueci quase tudo.
Agora só abstraçÔes,
os flashes veem para apaziguar a dor.
Quarto escuro e seus muros.
Perdido não apenas no cansaço,
esperando a hora de um abraço ou do sono infernal,
sem tantas crenças no por do sol...

Inserida por risomarsilva

GRAMÁTICA

Fi-lo obliqua,
substantivada.
Substitui-lhe pronomes.
Ei-la agora objeto indireto,
intransitiva.
Complemento nominal.
Verbo sem ligação.
Voz passiva...

Inserida por risomarsilva

NAS NUVENS [PRAÇAS]

Um dia ficara adulto e percebeu não ser criança.
Semelhante aos demais,
a vida lĂșgubre.
Passou a andar rude nas praças.
A olhar para o céu,
'bestiado' porque as nuvens nunca caem...

Talvez elas declinem nas suas formas vĂĄrias - pensara!
Exuberantes e tĂŁo tempestuosas.
Nuvens de poeira e algodĂŁo doce ficadas para trĂĄs.
Como a vida metaforizada,
nuvens levadas ao ermo...

A praça estar vazia.
Nos céus,
nuvens de oraçÔes e tecnologias.
Sem perceber,
as praças caíra no esquecimento,
surrupiadas e expostas nos ventos,
sem ar...

Tudo perde a graça ao olhar para o céu sem granizos.
E todo o tempo as nuvens sempre caem em chuviscos.
Das praças mirando ao alto,
as nuvens jĂĄ sĂŁo tĂŁo repetitivas.
Menos as células abaixo,
enferrujadas envelhecendo sorrisos...

As pessoas só veem aqui [praça] por algum tempo,
quando tem a liberdade de fitar os olhos nas suas tempestades.
ApĂłs,
se aprisionam em outros espaços caóticos,
nuvens de areia impactando-se...

Na praça hå multidÔes,
chuvas ĂĄcidas.
Nas nuvens,
simplórios coraçÔes dualistas.
Seres matando expectativas sem antes abraçå-las...
Sempre se olha para as nuvens asfixiando conquistas.
E as praças em preto e branco,
jĂĄ nĂŁo tĂŁo mais otimista,
lembra saudade e solidĂŁo...

Inserida por risomarsilva

A vida dĂĄ voltas,
e o tempo nos ensina maravilhas....

Inserida por risomarsilva

'O ÚLTIMO SUSPIRO'

Serei perfume
Ardentes fragrĂąncias
O tudo bagunçando esperanças
O Ășltimo suspiro...

A vida no leito
Tantas dores cĂ­clicas
E eu só quisera abraçar desconhecidos
Remisso nos sonhos...

Olhares ao redor
Substantivando o vil futuro
Tudo prematuro!
deleite acabado...

Inserida por risomarsilva

'REESCREVER'

LĂĄpis Ă  mĂŁo caĂ­do
Folhas supérfluas penduradas
Roteiro no ar
Suspiros de incĂłgnitas...

Mãos entrelaçadas
Alma apertada sob a escrivaninha
Desesperada Ă  procura
Pauta desvairada...

Linhas tortas gritam desespero
Reescreve-se erros
Versos nada explĂ­cito,
gritam calados...

Como as cançÔes caídas
Navegando janelas
Percorrendo ruas desertas
Ausentes de sentidos...

Deserto estå o coração
reescrevendo destinos
Sem saber para onde os caminhos se vĂŁo
Poemas reescritos ao chĂŁo...

Inserida por risomarsilva

'BEIJOS ESPERANÇOSOS'

JĂĄ estamos cansados
E olhando um para o outro
Ainda tento segurar suas mĂŁos como antes...

Sentindo sua respiração
Lembro dos tempos tenros de outrora
A juventude ainda vive aqui dentro...

Vencemos tantas barreiras
Sempre tentando ver a vida e os dias com bons olhos
Decerto - tudo ficou mais violento...

Ruas sem ponteiros
RelĂłgio e tormento
Tudo passa: coisas boas e ruins...

Mas seus olhos ainda sĂŁo os mesmos
A mesma luminosidade
Cabelos e sorriso esbanjador...

Quando nos vimos
NĂŁo havia dor
Quando ninguém mais acreditava...

MolhĂĄvamos os olhos em ascensĂŁo
E dĂĄvamos a cada dia mais risadas
Risos no tempo ficados para trĂĄs...

A histĂłria nunca morre
Quando mantemos viva a esperança
Quando voltamos a ser criança...

Precisamos apagar as luzes
E dormir para enfrentar mais um dia
Um ao lado do outro...

Beijos esperançosos
Como antes
Vividos no hoje...

Inserida por risomarsilva