Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

As mazelas da vida nos fazem mais romùnticos, patéticos, poéticos.

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Que eu seja gigante, alma soberana igual as das mulheres.

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'POEMA DESESPERADO...'

Cada um de nós, uma vertente nos punhos. Exceto o desespero, tal qual a proliferação do amanhã, sem cortina de cores...

Canto palavras ao chão sem sentidos. Jogo vogais nas cortinas, falando das desesperanças do amanhã. Tenho sílabas, proparoxítonas. Não quero o olhar dos que tem idade de oitenta...

Quero crianças nas calçadas soltando borboletas. Sem criação de desesperos. Espreitando no peito calçadas de nuvens em meio à multidão. Poema desesperado, cantando cançÔes de ninar...

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⁠A desconexão entre nós cria uma sensação de calor que só pode ser extinto com um beijo enlouquecido de paixão...

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⁠IMAGEM

As velhas imagens guardadas no escuro sótão, respiram o pó de memórias que nunca morrem. O rosto fixado na percepção jå amarelado, revelam histórias escondidas em olhares e pixels desbotados no tempo...

Caminhos e pensamentos estreitos do passado sĂŁo palavras em ecos longĂ­nquos. Corre-se despreocupado nos campos, em tardes douradas que o tempo esqueceu engavetado. A brisa ressoa saudade..

As representaçÔes é um portal de lembranças, um reflexo de instantes cristalizados. Os anseios nos rostos familiares, contam sagas de amores que se foram e desafios presentes, hoje, são apenas folclore...

Na velha casa de palha, a mesa Ă© sempre posta para o jantar, onde o aroma de pratos esquecidos ainda pairam. As risadas ao redor, agora sussurros, sĂŁo a prova de que o passado estĂĄ presente em formatos absortos...

E assim, diante dos apocalipses que se guardam, rever-se o obsoleto que nunca se apaga. As lembranças, como estrelas no céu noturno, iluminam o presente com sua imitação quase eterna...

Em cada rabisco, uma vida se desenha, traçadas por sonhos, lågrimas e gracejos. O tempo, senhor de todas as coisas, é vencido pela eternidade do instante capturado...

As imagens nunca morrem, subversivas trocando sonhos. E o encontro Ă© sempre afĂĄvel, numa trilha que nĂŁo finda. E assim caminha-se, perpetuando imagens criadas...

--- Risomar Sirley da Silva ---

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QUANDO PENSO EM TI...

⁠"Quando penso em ti, descubro o quanto a 'falta' estar presente nos meus dias incompletos..."

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⁠Minhas respostas lembram um filĂłsofo desencantado que ainda guarda um resto de esperança — como se a lucidez sobre as amarras do mundo nĂŁo apagasse completamente a chama da minha prĂłpria essĂȘncia.

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⁠Às vezes, os laços mais profundos sĂŁo aqueles tingidos pela sombra. porque a verdade, mesmo dura, Ă© o Ășnico terreno onde o amor pode fincar raĂ­zes reais.

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⁠⁠O espírito, quando exausto, torna-se um rio sem correnteza. E que água parada pode saciar a sede alheia? É duro estender as mãos aos outros quando a própria alma carrega o peso dos oceanos...

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'A DOR DA FELICIDADE'

EssĂȘncia e suor diĂĄrio no rosto. À medida que o tempo passa, a magia da mĂĄgoa vai aumentando. Arraigando na alma como germe. Pouco a pouco ele perde origens, coisa que outrora nunca ganhou. Tempo devastador. E as dores da felicidade sĂł exacerba seus dias...

Ele gastou dĂ©cadas para um emprego promĂ­scuo, sufocador. Derramando condolĂȘncias tijolo a tijolo. Para que prĂ©dios ou uma casinha de papel com seus odores? A felicidade tem um preço: busca incessante. Seja lĂĄ onde for, seja lĂĄ com quem for. O peso serĂĄ sempre intenso, talvez o mesmo, balanceador. SĂł temos que minimizĂĄ-lo e colocĂĄ-lo no bolso e andar sorrindo como se nĂŁo tivĂ©ssemos...

Não adianta mais parar o tempo. Parar no tempo e olhar bobo para o passado/futuro. Ficar obeso, fazer academia, ter mais tempo com os amigos/família. A felicidade estarå trazendo suas dores, cultivando seu preço. Misturado a compaixão e um punhado de tragédia, cada pessoa sufoca-se na felicidade que tem ou morre na infelicidade...

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Misturado a compaixão e um punhado de tragédia, cada pessoa sufoca-se na felicidade que tem ou morre na infelicidade...

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'CÂMARA DE GÁS'

O trem caminha lentamente fazendo sempre o mesmo decurso. Gelos sob os trilhos são esmagados, Não tão qual semelhante a sua carga inóspita revelando sentimentos futuros. A cùmara de gås espera suavemente todas as pessoas. Abraçando sintomas apåticos o tempo todo. Como piscinas, Pessoas entram nela diariamente. Cantarolando. Balbuciando martírios. Existencialismos...

O gĂĄs Ă© artificial. Nunca existira! NĂŁo hĂĄ ares sufocantes. Mas hĂĄ armas de todos os tipos espalhadas sobre o chĂŁo. É preciso determinação para encontrar as suas. Seleciona-se as melhores. As mais significativas e necessĂĄrias. NĂŁo precisas apertar os gatilhos. O gĂĄs Ă© extremo psicolĂłgico. Aprisiona, Derruba. Faminto forjando janelas no fim do tĂșnel. Estar-se prĂłximo a um colapso anĂ­mico. Guerras internas, apocalĂ­pticas...

O campo de concentração Ă© extenso. A sopa rala estĂĄ sobre a mesa sempre farta [de escrĂșpulos]. Sentados, expele-se ar de prisioneiros. Todos livres Ă s suas escolhas. Libertos no sofĂĄ da sala assistindo seus programas preferidos. O luxo e o lixo abruptam-se nessas cĂąmaras que, Em pouco espaço de tempo, Tornam-se sapatos molhados. Camisas listradas. Todos com suas escolhas jĂĄ prontas, escolhas sem sentidos. Desejos de significados...

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⁠'EU SÓ QUERO VIVER...'

Eu só quero viver. Esquecer a solidão que enche à alma de esperanças vãs. Aprender a chutar as amaldiçoadas sequelas da vida. Amanhecer e não ver as feridas nessas paisagens. Nem passagens medonhas cristalizando a alma a cada dia. O rio calmo definhando o coração espera-nos silenciosamente...

Eis de pĂŽr as mĂŁos nesse solo sagrado devastador. Deitar ao lado da escuridĂŁo e agradecer pela dores da vida. Por mais que sobrevivamos, quero agradecer os despenhadeiros trilhados, clĂŁs vagando dolorosamente. Que a dormĂȘncia acabe com os pesadelos periĂłdicos, paradisĂ­acos...

Quero abrir olhos e avassalar vaga-lumes alumiando os vernåculos. Adentrar a casa de palha que tanto sonha-se. Voltar a ser criança por um fio. Deixar o frio da madrugada percorrer a espinha nas horas incertas. Lembrar do filme que passa em segundos afugentando a trilha percorrida...

Vou respirar ares refutados. Esquecer as tristezas inesperadas que afagam o coração em formigamentos. Ter como sentimento a liberdade para ir e vir. Sonhar ao ver os olhos da esperança balançando bonança...

Só se quer alguns passos para abraçar pai e mãe infinitamente. Ver filhos brincando fazendo jardinagens. Olhar para a sinceridade cercando os dias felizes. Jå tem-se outras vidas plantadas ao lado esbanjando Jovialidade. Pegar a imortalidade que aflige håbitos e costumes, fazer deles perfumes dos mais elaborados. Eu só quero a liberdade, de lado, suspirando outra vida...

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⁠'AMNÉSIA'

Recentemente, encontrei uma das minhas irmãs e dei-lhe um forte e longo abraço. Desses que nunca mais esquecemos. Eu não sabia onde morava. Tinha esquecido quem eu era. Para onde ia. Estava andando ao léu, talvez perdido como sempre. De repente, emocionado, falei-lhe:
- Sabia que eu sinto falta de todos vocĂȘs?

Naquele exato momento, o coração jorrava uma saudade repentina de tudo e de todos. Talvez do tempo perdido. Das conversas jogadas que nunca tivemos. Nós choramos por algum tempo abraçados...
Sua casa estava bem diferente da Ășltima lembrança. Tinha uma ĂĄrea bem simples na frente. AtrĂĄs, um lago enorme, onde dava para ver meninos pescando o almoço. Alguns peixes em fieiras estavam Ă  mostra, ditando abundĂąncias. - O que vocĂȘ faz aqui?
- Estou meio perdido - Falei!

Os olhos dela estavam abatidos, mas por trås da retina consegui ver o brilho que tinha quando éramos crianças. Tomando banho na chuva. Fazendo traquinas. Vendo o pÎr-do-sol em outra perspectiva...
Eu tinha uma lembrança e ela estava ali à minha frente, viva, pouco sorridente. Falando das coisas diårias e banais, outras surreais. de repente perguntei-lhe: - quem eu sou, onde moro?
- VocĂȘ nĂŁo lembra? Sua casa fica algumas quadras daqui. VĂĄ direto e vire Ă  esquerda, na terceira quadra.
- Quem vocĂȘ Ă©? É uma pergunta difĂ­cil de responder. VocĂȘ Ă© o que Ă©! E ninguĂ©m vai tirar isso de vocĂȘ! É um homem bom, com seus erros e acertos. Logo apĂłs, despedi-me e fui embora. A memĂłria meio confusa, expressando a saudade de uma vida toda...

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⁠'RODADA'

Desesperançados pelas madrugadas
O olhar veemente [de todos] pede rodadas de IlusĂŁo nas veias
Sem ceias de profusĂŁo Ă  mostra
Sem respostas imediatas
Algumas pitadas de desilusĂŁo nos fins de semana
Vai deixando a vida menos ÂŽmonĂłtona...

Fardos de subterfĂșgios nas costas replicando visĂ”es decaĂ­das
É disso que todos precisam: viver menos!
Mais uma rodada de ilusĂŁo por favor!
- Sem pedaços de percepção
Precisamos cair no chĂŁo como sempre
Pois foi de lĂĄ [sem querer] que todos viemos...

Rodeados de amigos nas horas incertas
As rodadas sempre acabam uma apĂłs uma
Os camaradas também [se vão]
Espalhando confusĂŁo para quem assiste ao lado de fora
Talvez alguns nĂŁo voltem
- Quem se importa?...

Tentamos aniquilar a vida tediosa
Pouco importa a aparĂȘncia de zumbi
Somos guaranis nas selvas esquecidas
Homicidas nas rodadas diĂĄrias que nos mantĂȘm vivos
Intrusivos
Tal qual espécies isoladas
SinÎnimos de extinção...

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⁠'A ŽÁRVORE'

À minha frente uma árvore
FrĂĄgil
Porém
Jorrando vida e ar fresco
Caule submerso sob o pequeno rio
Sugando seus nutrientes para a vida...

Ressentida com alguns galhos quebrados
Ela nunca serĂĄ mais a mesma
Os ventos vindos dos quatros cantos nĂŁo sĂŁo amigos
Porém
Ela resiste por um tempo...

Ainda estå no começo
Pequenina em meio Ă  tantas
Sufocada
Sua pequena sombra irĂĄ fazer falta nos dias de sol
FaltarĂĄ seus dias trazendo felicidades pelas manhĂŁs...

Seu caule precisa vencer a sujeira das ĂĄguas
Sugar apenas o que Ă© bom
Seus galhos secos caem um a um
A ĂĄrvore estĂĄ morrendo
NĂŁo hĂĄ nada a fazer...

Apenas esperar o improvĂĄvel
Frutos que nunca virĂŁo
Outras ĂĄrvores suspiram a infelicidade da pequena
JĂĄ sem vida
Cair no esquecimento...

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⁠'TRAJETO II...'

O trajeto sempre oblĂ­quo, faz da caminhada aceitação, mistĂ©rios. Para que esperanças nos sonhos? As pedras sempre afundam quando jogadas nas ĂĄguas. Para quĂȘ admiração/espanto? Que diferença isso faz?...

Ele joga suas pedras demonstrando confiança. Mas o inĂłspito acerta-lhe o coração. Contratempos triviais e pontiagudos atingi-lhe diariamente e as pedras afundam: uma a uma. LĂĄgrimas tĂȘm poucos significados nessas horas...

Ele viaja nos vagÔes. Sem passado ou futuro. Tudo sem sentido. DicotÎmico e åspero. Percorrendo muros como sempre. Abrindo a geladeira pelas manhãs. Jogando petecas. Fingindo liberdade...

A viagem não é nada acolhedora. Algumas pedras flutuam fazendo mero acaso, como se o tempo fosse gentil. As cortinas são as mesmas. Início e fim são os mesmos. O trajeto continua, até que a esperança aconteça. Demarcando um novo ciclo...

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⁠O corpo treme, quando o seu exprime convulsÔes que enraízam nossas almas. No fundo, no fundo, só queremos ficar abraçados por algum tempo. Terra prometida. Ilha sem rastros...

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⁠imaginem um mundo de loucos. Mas loucos felizes...

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E quando minha loucura acabar. Que eu volte à realidade. Assim como uma criança perdida, voltando aos braços de um pai...

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