Incognita
Eu sou uma incógnita, um muro, uma parede onde você nunca me entendeu, na verdade eu sou um oco por dentro, sou um solitário de mim mesmo.
O cerebro é indecifrável
Uma Incógnita
E quando ele pensa,
O coração fica a deriva.
_Eliani Borges_
20/06/2013.
inclina-se o decadente tempo
para o ir das frias águas
onde misteriosa
e incógnita
é a sorte.
nessas fontes enigmáticas
a luz, antes intensa, deixa de o ser
e cai no esvaziamento.
é o tempo do inverno!
ali, nesse tempo, a matéria se nomeia
MORTE.
nessa permanência intemporal
permanecemos esquecidos
mas, em essência, somos.
*
desse tempo etéreo
pulsando
um halo se evola,
quando
a lucidez em indizível ciência
estremecida
traz da essência o ímpeto
que ressumbra desse húmus,
até aí ignorado.
ilumina-se a uma luz
intensa
essa penumbra crepuscular;
como na árvore,
que do cálamo em sono mergulhado
se acendem em flor os gomos
essenciais à VIDA.
in "O Retorno ao Princípio", Editora Calçada das Letras, 2014
A beleza é uma incógnita que está nos olhos de quem a vê, as vezes ela destaca-se para muitos, outras para poucos, mas o importante é que sempre se destacará para alguém.
Incógnita
Sou uma incógnita
de uma simples
equação de vida.
Não passo de uma
variável complexa,
no espaço de um coração
eternamente vazio.
Minha felicidade não existe:
é imaginária no campo real.
Transposto ao presente esta o futuro, é uma incógnita, mas se tudo é consequência de nossos atos, aí esta a razão.
“ – Na melhor das hipóteses, eu não te esperava
O entardecer era sempre uma incógnita. As horas passavam, sucediam-se perdidas em milhões de pensamentos que não eram, nem poderiam ser traduzidos para o real. O sol declinava lentamente, acompanhando a espera. Querendo presenciar o encontro, as nuvens passavam rápidas, uma empurrando a outra. Todos queriam ver.
O encontro não se deu.
Não ri. Nem chorei. Senti um vazio imenso, como se alguém absorvesse tudo de bom que eu tinha.
Na melhor das hipóteses, eu não te esperava.
Sentia-me leve, caindo sem ter um apoio, um chão, um fim para a descida.
A casa tornou-se grande e a minha solidão ecoou em cada canto dela. Ouvia. Conseguia perceber os lamentos que por ali perambulavam. As paredes estavam impregnadas de desilusões, alimentando-se das alegrias que antecederam ao encontro.
Que não se deu.
Andei de lá pra cá levando a solidão e a amargura. Foi então que minha amargura contida de repente explodiu em fases distintas e desconexas. Era um riso escabroso, um choro enfurecido, imprecações injustas. Briga com tudo e todos. Pisei na flor que se abria cálida para o orvalho. Desabafei em prolongadas falas, gestos carregados que denotavam tudo o que tinha de você em mim. Senti desejos arrasadores, explosão de ser o que não era. Desejei transpor o invisível que, aos meus olhos, eram enormes e insuperáveis. Eu sinto falta do inexistente. Do sonho que não consegui sonhar. Do amor que nunca tive. De um passado ausente.
A espera que virou espera.
Na melhor das hipóteses, eu não te esperava.”
Incógnita
Onde ela mora?
No absurdo
No medo
No escuro
De onde vem sua força?
Do luto
Do túmulo
Do tudo
Quando vai, e quando volta?
Não sei...
Já estou morta!
Enide Santos 26/04/14
Há uma grande incógnita que permeia o tempo. Onde ele está? Pra onde foi? Pra onde nos levará? Quando nos levará? Quanto tempo resta, para aqueles que não podem ou não querem? Quanto tempo o tempo faz e se expande para benefício dos superdispostos? Tempo cura ou apenas ameniza?
Aquela situação não me permitiu raciocinar claramente sobre os fatos.A razão no ápice do confronto com a emoção. Tudo que acreditei, construí, fiz e refiz, naufragou. Perda de tempo. Tempo que não há como recuperar. Pronto, tudo se foi. Fim.
Sobrevivi ao naufrágio, conquistei um barco novo e por isso hoje estou aqui. Ancorado. Aprendendo, mesmo meio ao tempo agitado, a navegar com tranquilidade. Não poderia ter julgado tudo aquilo, como perda de tempo, pelo menos não, até que aquela interna disputa se acabasse. Fui impulsivo. Toda experiência que trago atualmente na bagagem é de minha serventia.
Tempo, você logo virá. Traga-me apenas um final feliz.
Incógnita.
Tão perfeita e sinistra
De mecanismo circular
Tudo é independente
Das mãos humanas, a trabalhar
Natureza misteriosa...
Tu me fazes pensar
Que o mais sábio
É o nosso Deus
Que a este mundo tenebroso
Veio embelezar
Quando do verbo fez real
E a ti, se pôs a desenhar
Matemáticos eficientes
E cientistas inteligentes
Ainda procuram...
Tua formula desvendar.
Nem em sonho pensei um dia viver de pesadelos.
Mas a vida é uma incógnita, e o ser humano e um mistério que nem na mais profunda convivência se faz conhecer.
Toda razão tem um porquê, e todo sonho te mostra uma cruel realidade.
Sou uma mulher que apesar de tentar me fazer sensível dentro de mim mora um monstro, se o alimento ele sobrepõe mostrantando sua ira e sua total ferocidade.
Despertar anjos e demônios faz de mim um ser humano desmerecedor de minha real capacidade.
Duas faces que não conhecem a verdadeira realidade.
Culpas e desculpas partes de uma grande fatalidade.
Será ?
Antiopiniõesalheias
Eu me tornei uma incógnita
Pros outros é como se eu fosse um pedacinho de luz misteriosa na escuridão
Mas que não se sabe de onde provém
Tornei-me um porto seguro de mim mesma
Enseada calada em noite de maré turbulenta
De mim não se espera nada
E quando sai algo, isso há de muito surpreender
Porque me tornei o que eu mais temi
Mas hoje vejo que temi só por desconhecer
Ouço meus pensamentos com mais naturalidade
Enfim não tenho de suportar atenções inconvenientes mais
Sou meu sentido único e direto sem olhar pros lados, sem ver nenhum cruzamento infeliz
Quem quis sair, a porta estava aberta
Pela mesma porta entra quem quiser contemplar minha escuridão
Mas pra mim, importa mesmo é quem permanece
Quem é em si mesmo uma lanterna
E não achou em meu ser escuro uma torpe decepção!
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