Horizonte
Lapidário.....
No horizonte da vida...
Penso eu...
Talvez muitos não concordam...
Mas mesmo assim...
Aqui grafarei....
("Lapidação"...)
Palavra simples neh..
Pois é....
Aos olhos de muitos...
E apenas uma modelagem em uma simples pedra qualquer...
Ou até em uma pepita de ouro...
Ainda posso até citar uma pedra bruta de diamante....
Mais aí...
Muitos podem perguntar...
É possível lapidar almas...?
É possível lapidar um parceiro(a)???
Filhos...?
Pessoas...?
Funcionarios...?
Etc....?
Vou deixar curto...
E finalizar desse Poema....
Porque não posso esticar....
Eu escrevo aqui..
Na esperança de Tatuar aí....
Pedra nenhuma se lapida martelando até moer...
Pedra nenhuma se lapida jogando explosivos....
Então...
Alma nenhuma se lapida...
Com palavras que só venha ainda mais ferir...
Se tatuei aí....
Que seja então...
Uma tatuagem em seu pensamento......
Agora...
E só refletir...
Pois o Lapidário que está oculto em você...
Está aí...
É você que irá decidir...
Qual você quer...?
Pedra com brilho...?
Ou pó de pedra moida....?
Autor:José Ricardo
Da minha janela....
Vejo um horizonte....
E ilegivel aos olhos de quem filma....
Lar....
Doce Lar....
Um horizonte moldado....
Um vasto campo não explorado....
Pra definir o que está oculto....
É impossivel decifrar o Amanhã....
Expresso aqui...
Uma visão da alma...
Ou a visão carnal....
A da alma....?
Só Criador é capaz de nos dizer...
A visão da carne....?
Dividem em milhares de opiniões....
Daquilo que aprendi quando criança....
Familia e amigos....
Um convivio diferente....
A reciprocidade.....
Procede e concede....
Ao Espirito do Saber....
Amor e suas essências.....
Acompanham o perfume no ar....
Que faz chegar aos pensamentos humanos.....
E é decifrado em bilhões de opiniões....
Nosso cerebro.....
É um lugar onde se constrói o molde do nosso Amanhã.....
Cada coração tem sua porta....
Dando passagem daquilo quem vem a cada momento....
Fazendo de cada um seu próprio caminho.....
Nesse convívio....
Muitos acham impossivel.....
Mas por trás das coxias teatrais...
Existe no fundo...
Um mundo oculto....
E por trás dessas coxias...
Um mundo Real...
E ao mesmo tempo irreal....
Onde vive...
A razâo..
A ilusão...
A emoçâo....
E lágrimas que descem....
Molhando sem molhar...
Que após algum tempo....
As cortinas se abrem....
E do lado de fora....
Cada opinião vai criando sua ilusão...
Muitos não sabem.....
Mas como proceder com tudo isso....?
A infância vivida....?
Uma educação adequada...?
Um caminho moldado pelo tempo....?
Onde a decência ou a indecência falará...?
Trago um afeto dos meus pais...
Que deixo Grifado nesse Poema....
O que eu vivi até aqui....
Foi apenas uma personalidade construida por um calor de corpos....
Papai e mamâe....
São os únicos a quem devo daquilo que sou hoje....
E com minhas proprias pernas...
Fiz minha estrada....
Que pelo tempo...
Os ventos trouxe a mim aquilo que sou...
E arquitetei ao passar dos anos meu teatro...
Agora pela janela....
Vejo um mundo transformado.....
Se fui um excluso....
Ou embutido nessa sociedade de desigualdade.....
Eu tive a liberdde de escolher...
Ou escolheram por mim e eu não percebi....
Sem dando liberdade....
A invasão de maus intrusos.....
Causando-me sufoco sem eu sentir...
Mas com o Espirito da sabedoria....
O que era Elos....
Formando uma corrente do mal...
Ou cordas atadas tentando-me aprisionar...
Arrebentei uma a uma....
O significado de estar livre....
No lar....
Na rua....
Ou preso....
Mesmo estando lá fora....
Dessa verdade....
Ainda sou um aprendiz
Apesar da opressão.....
Me atrevo a cada dia.....
Ser mais que atrevido....
E não permito jamais....
Que vem alguém tirar-me a visão do horizonte....
Que esta janela....
É apenas minha....
E dela...
Tudo posso ver....
Buscando no âmago da minha alma....
O Espirito do Saber....
Autor :José Ricardo
(Direitos reservados)
"Respeitem a autoria"
Fogo no horizonte, Sol no poente, caminhos errantes, Lua nascente, num só instante incendiando o Ar;
Fuga pra Natureza, magia, beleza da criação;
Na Mata as pedras aveludadas de musgo verde, esmeralda,
Noites despertas sentadas na Areia, ao pé da fogueira, centelhas;
A vida tecia loucas melodias, canções de momento perdidas no tempo;
O Céu não se gaba de sua altura, e a Terra não fica falando o quanto ela é espessa;
Que sua felicidade seja tão imensa quanto o Mar do Leste,
e sua longevidade tão infinita quanto o Monte Sul.
Que você siga a direção do Vento até a chegada, e o Vento soprando a seu favor , vendo o futuro como o voo alto da águia.
Olhando no meu horizonte,
Vejo minha alma flutuar,
Nesse espaço
Busco uma fonte inesgotável pra minha sede saciar;
Sede de apenas amar.
Buscando estrelas no meu infinito,
No sentimento mais nobre,
Encontro um cristal radiante,
E nele vejo brilhar.
Catando as estrelas,
Tornan-se sublime todas as cores,
Na beleza do meu céu,
Posso até oferecer o sol,
No meu imenso universo,
Fazer muitos versos.
Vaguear no espaço sem fim,
Mergulhar nas profundezas,
Rabiscar em cada linha escondida,
Sintir um impacto profundo,
Do amor a exalar
Na altura do meu voar.
Ver a sensibilidade nos olhares,
Ver pálpebras dilatar,
Observando os sentimentos á florar,
Nesses olhares,
Que sejam os mais fascinantes de todos.
Mesmo com lágrimas,
Faze-los arrepirar,
E jamais ve-los sofrer,
Na lembrança,
Ficar somente a esperança
Pra jamais esquecer.
Mesmo assim
Quero surgir,
Nas lagrimas de alguém,
Inúndar muitas emoções,
Palpitar varios coraçôes.
Quero ver sair dos olhos,
Prantos no rosto a rolar.
Descendo até chegar ao châo,
Só para causar em vc quer ler isso,
A mais pura emoção.
Autor :José Ricardo
ZIG-ZAG
No zig-zag da vida....
Um horizonte incerto....
Assim ficou minha alma....
Me deixando no deserto....
Troco as roupas de cama...
Mas ela insiste em estampar...
Nesse ZIG-ZAG do amar...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
A lua e o Sol
Nessa poesia...
Dou a ela um horizonte único...
Nessa viagem....
Paradas obrigatórias serão necessárias....
Inspirado e senti um raio surgindo dentro de mim...
Para depois separar as vírgulas e pontos...
Então...
Falei com a lua...
Pedi licença a ela e a mim foi concedido...
Perguntei para lua....
Se eu posso usar todas as estrelas e
multiplicar pela grandeza que ela tem...
E com o resultado...
Dar á minha família e amigos em forma de bênçãos....
Mesmo com o meu pedido atendido...
Insatisfeito falei com o Sol...
E rasguei minha voz para com ele...
Curioso é esse Sol....
Nem esperou eu abrir a boca...
Ele simplesmente em gargalhadas...
Disse -me...
Oh Poeta Voador...
Ja sei em detalhes o desejo teu...
Deixe comigo...
Tudo que teus olhos vê...
Será mais que abençoado...
Pelo brilho meu...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
A guerra do ego
O Deus sol já deixa escapar fagulhas de seu brilho no horizonte nascente; avisto ao longe nuvens de poeira dourada erguendo-se do solo árido. Tropas se movem ao nosso encontro, confronto! Corvos sobrevoam o espaço do tempo entre a corrida, a batalha e a morte. Lenços nos alpendres pairam ao vento brando de uma manhã dos Alpes, é quase inverno. Quantos são?
Pequenas flores coloridas servirão de tapete para algozes famintos de riqueza e luxúria. Serão envenenados homens de ambição e desprovidos de compaixão. Cansados então, mas motivados pela esperança da paz material e carnal com desafetos ao chão, não há perdão, vai ser o que a natureza provocar em cada um, a luta então!
Belo Horizonte 1 de Dezembro de 2019.
Boa Noite,
-O que falar desta turma,mais que isso uma família que se preocupa e cuida um dos outros.No início tinhamos apenas um objetivo em comum,mas com o passar dos semestres vieram os compromissos,as amizades,as diferenças,mas soubemos conviver é respeitarnos.
-Colegas,muitos desafios nós esperam,temos ainda muito a conquistar,e hoje juntos comemoramos nossa primeira conquista,que abre a porta de nossa mais nova importante etapa de nossas vidas.
-Ao longo desta caminhada convivemos com muitas pessoas,professores e colegas,vieram e se foram e deles levamos apenas boas lembranças conosco.Talvez amanhã ainda nos falaremos,mas é daqui a uma semana?Ou quem sabe daqui a um mês?Será que daqui 1,2,5 ou quem sabe 10 anos?
-Pois é ,a vida nós separa,mas as memórias permanecem,os bons momentos que passamos juntos não nos abandonaram,e daqui a alguns anos nós iremos olhar para trás é iremos pensar "Onde está minha turma"?E será neste momento que os corações irão apertar e as unicas coisas que teremos para nós agarrar serão nossas lembranças e saudade.
Não há horizonte viável em um país em que os jovens não sabem nada de ciência, matemática e leitura".
"No início é como um aliado, aponta para um horizonte que parece existir somente no olhar. Convida a caminhar, mostra sonhos e faz promessas. Após percorrida alguma distância, se percebe que a caminhada até que foi breve, que o horizonte é alcançável e está logo ali. A sensação é de engano (desengano), pois o que antes permanecia oculto, se revela e então se contempla a face do tempo."
Cantarolando
Tudo me cerca,
alegria, dor,
junto a tristeza
á me assombrar.
No horizonte
avisto o luar
sorrir chorando
ao me ver cantar.
Canto aqui e ali,
afugentado
o medo e o desejo,
com o luar a me paquerar.
intagram: @poemas_da_vida_sao_fantasia
Na curva do horizonte
o infinito deságua
e caímos nos braços da ilusão
vestida de nuvens e imensidão.
Na reta da tarde
a noite se aproxima
incendeia o céu
e se veste de paixão e dor.
No silêncio da aurora
a alma descansa e sonha
com mares mais azuis
com o sorriso da eternidade.
Pedi a São Paulo que me indicasse um bom caminho e descobri que existe um Belo Horizonte em minha vida.
DICÍPULO
Não anelo o alvorecer do cerrado, belo
Quero a inspiração do horizonte divino
Talhando verso, ferino, donzelo e singelo
Que outro, não eu! O faz tão cristalino
Invejo o magarefe, na lida de seu cutelo
Com ele, harmoniza a carne em traço fino
Benino, na retidão e um esmero paralelo
Que reputa, tal o ouvido ao som do violino
Mais que bardo, um eminente extraordinário
Enfeita, desenha, ressona num campanário
A poesia, em alto relevo, em divinal destaque
Por isso, escolto, imito-o, com meu pincel
Meus rabiscos, sobre o branco dum papel
Cingindo honraria, ao maior - Olavo Bilac!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/12/2019 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
A vastidão do horizonte impede de medir o tamanho de uma dor, onde se mistura junto com uma saudade.
A Taça
Lá bem longe, onde o horizonte descansa e o vento faz a curva e a vista nunca alcança e imaginação descreve, tem uma cidade e no seio dela há um mercado que vende todas as intenções.
Há cheiros saborosos, paladares indescritíveis e ideias nunca despidas e negócios sem questão de pendências.
As portas se abriam ao último vento frio das madrugadas e se encerravam ao findar e ao tremular a última questão.
Junto ao burburinho ela adentrou a procurar algo mais que o destino guardara e o desejo não lhe proporcionara. Revirou não encontrou e na saída viu uma velha maltrapilha com uma taça cravejada de pedras preciosas, bordada com filigranas de ouro.
Teve piedade e se condoeu por ela, velha, sozinha e na sua bagagem somente a taça.
Foi depositar uma moeda em seu xale esparramado pelo chão e a velha sussurrou.
— Não preciso de esmola.
— Então me vende esta taça quanto custa? Quero ajudá-la.
— Quero uma morte digna, um teto cheio de palavras amorosas, ouvidos curiosos para que eu possa contar minha viagem e mentes sem julgamento para desdobrar minha bagagem.
— Mas o que esta taça guarda em segredo para que eu possa levá-la e a você em minha história?
— Se beber o que ela contém, terá a solução de todas as suas perguntas.
Respostas que nunca achará em livros e a inteligência de ninguém vai verbalizar para acalmar seu coração.
— Vou pensar, consultar as entrelinhas, volto logo.
— Estarei aqui, pode ir à diversidade desse mercado que não vai preencher seu coração.
Caminhou lentamente de coração vazio entre as sedas macias e esvoaçantes do mercado. Não se encantou com as suas cores alucinantes.
Colocou nos dedos anéis fabulosos de pedras facetadas e lapidadas mas que não contornavam nem de longe as curvas de sua insatisfação.
Observou os mágicos, mas sabia de todos os seus truques. Comeu quando o estômago desejou, mas não houve surpresa no seu paladar.
Sentiu o perfume absorvido de toda a ciência e alquimia, mas seus cheiros não descortinam nenhuma lembrança.
Ficou cansada, tinha que voltar, sua ausência estava expirando, voltou à velha:
— Eu compro esta questão.
E foram para casa e a viagem apenas começou.
Todas as manhãs, em sua cama profundamente macia em sua tenda com tudo o que era sua conquista, abarrotada de troféus dependurados e perfumados e os dedos cheios de anéis diplomados, bebia da taça e sua mente se abria, clareava e tinha a solução de todas as questões.
Mas o tempo soprou e as dunas mudavam de paisagem e o que era ontem, hoje tinha outra face e o que era absoluto ontem, hoje de nada valia e as questões iam e vinham, passavam mas não encontravam repouso, resolução não terminavam, caiam feito goteiras, cada dia em lugar diferente.
Ela se irritou; tudo tinha que acabar. Queria um mundo soprando fresco em sua face, absoluto, sem discussão de nada.
Foi à velha reclamar.
— Bebo da taça velha, todos os dias e quanto mais bebo mais goteiras perturbam minha calma, você iludiu meus pensamentos e minhas melhores intenções, onde mora a solução finita de todas as minhas angústias?
— Você tem que beber da outra taça.
— Onde está a outra taça?
— Eu bebi tudo o que nela continha e a manuseei tanto que ficou gasta, fina, transparente, trincou as bordas e a haste
esfarelou e virou areia que o vento do deserto sopra.
— Velha você me enganou e me vendeu ilusão. Qual a verdade que mora nesta taça ou vai me vender à prestações? Vá ao deserto agora e diga ao vento para juntar todos os fragmentos e monte outra taça porque eu quero beber dela.
— Isto é impossível! Não posso recolher palavras de uma vida, não posso relembrar de todos detalhes. Na verdade tudo que bebi habita comigo, me escute.
— Não tenho tempo.
— Então não tem sabedoria, "o saber” leva tempo saber: é uma consulta longa e o diagnóstico, a conclusão, é sem tempo exato.
— E o que faço com a senhora, a jogo nas esquinas?
— Eu sou taça, a sabedoria que você tanto procura não vai acalmar suas decisões e não vai ser taça se não me escutar. Vai ser areia triturada do deserto e nem vai saber onde ficar quando envelhecer: vai vagar, perambulando, rodopiando feito areia sem dar a ninguém o seu recado.
Tem que reescrever e solucionar todos os dias. Todas as horas. E o mundo vem, pisa em cima de suas intenções e você novamente reescreve. Deixa seu rastro. Sua Verdade. Sua Sabedoria. Sua persistência.
Por que quem vive muito, rejuvenesce nos ouvidos de quem escuta.
E o ou vinte amadurece.
Alcança cheiros, sabores, paladares indescritíveis, amadurece na procura e aprende que além dessa taça existe outra e esta não está à venda mas dela todos podem beber se você tiver fé na sua sabedoria.
Dentro dela há a esperança que encurta todos os caminhos.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
