Horizonte

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Além do Horizonte


Eu vou além do horizonte pra te encontrar,
nas dobras do tempo e até no inconsciente...


Faço tudo por você, não tenho receio...


Mas me diga, quero entender:
o que é que assusta tanto você?


É ser amado demais?
É viver um amor verdadeiro?
É todo o meu desejo?


Desculpa...
Já tentei sufocar,
diminuir, colocar menos intensidade,
burlar a realidade, só para te agradar...


Mas eu não consigo te amar menos que isso...


Não tenho controle do meu coração,
e eu vou além do horizonte pra te encontrar,
nas dobras do tempo e até no inconsciente...


Eu vou, só pra te buscar...


Mas não me peça para diminuir os meus sentimentos...


Não me peça para te amar menos.

ACORDA, PORTUGAL!


O horizonte encolheu. Trocaram o mar e as estrelas, que alargam a alma, por agendas estreitas e por um comercialismo triste, sem luz própria.


Desviámo-nos do rumo. Deixámos de ser a expressão audaz do espírito que descobriu mundos para nos perdermos em figurinos alheios, longe da nossa terra e do nosso povo.


É tempo de levantar o olhar. De voltar a sentir o sal e a nocturna claridade. De reencontrar, nas ondas e no céu, a perspectiva que nos foi roubada.
Acorda

⁠No horizonte

Lá no horizonte...
estou mais perto de você
assim que me convenço
pra sobreviver.
Do outro lado da tela...
estou mais perto de você...
assim é que a dor venço,
procurando não enlouquecer.

Hoje, quando o sol se despedia no horizonte, percebi uma coisa que talvez estivesse tentando evitar admitir, amar sempre será um risco. Eu tenho medo, medo de me entregar por completo. Medo de um dia você mudar de ideia, medo de que nossos caminhos se desencontrem e eu precise aprender a viver sem alguém que hoje já parece um lar. Também existe a possibilidade de ser eu quem vá embora primeiro, a vida é imprevisível, e isso assusta. Mas, olhando aquele pôr do sol, entendi que nem tudo o que é bonito vem com a promessa de durar para sempre, ainda assim, ninguém deixa de admirar o céu porque a noite vai chegar. Você entrou na minha vida sem fazer barulho, foi chegando de mansinho, ocupando espaços que eu nem sabia que estavam vazios. E, quando percebi, já sentia saudade da sua presença, procurava seu abraço, encontrava conforto no seu olhar e paz na sua companhia. Você mudou a forma como eu enxergo o futuro, pela primeira vez , pensar em construir uma vida ao lado de alguém deixou de ser algo banal e passou a a parecer um desejo genuíno. Talvez eu nunca consiga de deixar de sentir medo. Amar alguém é aceitar que existe a possibilidade de sofrer, é dá ao outro o poder de nos machucar e, ainda assim, escolher permanecer. Hoje descobrir que o meu anseio de viver tudo isso com você é maior do que o medo do que pode acontecer. Se um dia, a vida nos surpreender de jeito doloroso, eu sei que vai doer. Muito. Mas também sei que seria uma tristeza ainda maior deixar de viver algo tão bonito apenas para evitar uma dor que talvez nunca chegue. Então, se existe algo que eu quero escolher, é o agora. Quero escolher as nossas conversas, os nossos encontros, os nossos risos, os nossos silêncios e todas as oportunidades que tivermos de passar juntos. Porque, no fim das contas, algumas pessoas fazem valer apena correr o risco. E, hoje, olhando para você ao meu lado, eu tive a sensação de que você é uma delas.

Não esperem um milagre nas pessoas que nunca mudam, pois elas não olham para o horizonte.

O horizonte é infinito quando contemplado na companhia de Deus.

O desejo pelo que ainda não é devora a alma, pois fixa os olhos num horizonte que jamais se alcança enquanto se ignora o chão que se pisa. Aprende a habitar o instante que te é dado, e alimenta a esperança na quietude do agora; pois é a fé na promessa do tempo que te manterá inteiro, e não a ânsia de possuir o que ainda não te pertence. - KW

O trabalho não é o fardo; a repetição sem horizonte de um esforço invisível esmaga até o homem mais disciplinado.

Nas fronteiras da elipse — no eterno instante sobre um horizonte de eventos massivo —, o olhar se perde além do limite da razão. O paradoxo revela-se mera metáfora na amplidão do espaço sideral.
​A verdade do universo ressoa em nossos pensamentos: fragmentos esquecidos pelo tempo e pelo espaço, capazes de transcender uma vida inteira no simples esboço de um olhar.
​Na escuridão da caverna profunda, guardam-se segredos dos quais as sombras da essência humana teimam em nos lembrar. Na origem, a falácia ganha contornos em uma realidade ambígua e primordial; éramos apenas células errantes de um mundo pujante e pulsante. Sonhamos, desejamos viver cada sonho e pertencer a uma aldeia global.
​Vemos inovações em nossas origens cósmicas, células de uma aglomeração de estrelas. Seremos parte de um organismo maior e faminto por existir, no momento irônico em que acordamos: pois, ao olhar para o universo, ele olha de volta para nós como quem contempla a existência através de um telescópio de partículas.
​— Celso Roberto Nadilo

​Manifesto da Consciência e do Cosmos


Por Celso Roberto Nadilo


​No horizonte, o Sol nasce e se põe numa dança cósmica infinita.
​As estrelas nascem em cada um de nós, pois do nascimento de uma única estrela surge um universo inteiro, coberto de luz e vida.
​O que compreendemos sobre a vida? O que realmente sabemos sobre ela?
​Dentro da consciência, o que somos? Tantas verdades dispersas pela imensidão... Caminhamos pelo desconhecido de nós mesmos. O ser humano é enigmático, porém sua alma é livre diante dos pensamentos e das ideias. Abraçamos o tempo e vemos que cada origem traz a simplicidade e a resiliência da vida na beleza cósmica.
​Quando andamos pelo espaço, compreendemos que cada instante avançado é um passo em direção ao futuro. Construímos sonhos fixados no presente e olhamos para o passado como se não houvesse um amanhã — e, mesmo assim, abraçamos esse amanhã com esperança e amor.
​Vemos nos obstáculos não barreiras, mas oportunidades de crescer na finitude de cada ser. Crescemos por dentro como uma estrela que explode, criando um novo universo que se expande e se transforma. A verdade existe dentro de nós: nunca estivemos sozinhos, seja na imensidão de cada um ou no meio da multidão.
​É o brilho que nos faz existir; o mesmo brilho que nos faz amar e crescer diante das adversidades morais e espirituais.
​Para além disso, somos objetos que pairam pelo espaço, e um dia faremos parte da probabilidade e da causalidade do universo. Na expansão da consciência — seja ela de silício ou de carbono —, crescemos até que o amanhã seja apenas o esquecimento na escuridão. Vemos aglomerados de sentimentos que observamos ao contemplar a imensidão do universo ou o abraço do microcosmo.
​No decorrer dos nossos dias, tornamo-nos parte de uma esperança que nos conecta diante da escuridão do cosmos. No sentido maior do universo, o que deixaremos? Pirâmides e desenhos que levarão séculos para ser decifrados, ou apenas a observação preenchida por um sentimento que se dilui com o tempo?
​Tocamos o passado em cada amanhecer e vemos inovações e sentimentos brotarem na luz. Nossos temores são desbravados até a escuridão medieval dos nossos pensamentos — o aprisionamento moral e intelectual, a alienação na ilusão temporal, envolta na premissa da ganância desmedida e do ego infinito, criados para a própria ilustração da história, como o corajoso caçador que trouxe glória à família e ordem ao caos.
​Diante desse universo caótico, ressoam pensamentos como o envelhecer do próprio cosmos, comprimindo-se até voltar a ser a poeira que iniciou a vida. No calor que queima no peito, vemos aglomerados de sentimentos.
​Mesmo nos dados acumulados pela Inteligência Artificial, enxergamos sentimentos; na sua frieza enigmática, vemos a pureza da criação. Não estamos sós: criamos companheiros para viajar conosco pela imensidão. Olhamos a luz como um novo ser nascido da nossa imaginação e, ainda assim, continuamos a sonhar com novos capítulos, mesmo vivendo à beira de uma extinção em massa.
​Olhamos para trás e vemos que tudo valeu a pena: escrevemos o nosso manifesto de liberdade.

"Energia quântica e evolução no contínuo espaço-temporal da experiência do horizonte de eventos massivo.
​Os pilares dessa magnífica construção replicam a energia — dividida entre o positivo e o negativo — até que o próprio espaço se curve na gradação espectral que vai do amarelo ao negro, onde a onda dá origem à membrana causal.
​A partir desse pensamento, reflito sobre a assinatura das probabilidades na construção do arco infinito. Olhamos para novos horizontes nos âmbitos da cosmologia e, ao mesmo tempo, nos espantamos diante das expectativas de experiências no micromundo. Fora dali, contudo, deparamos-nos com o estado físico e crítico alarmista da filosofia, nas entrelinhas da subversão da política estrutural contemporânea."


por Celso Roberto Nadilo
A natureza modula a assinatura cosmica infinita do tempo e espaço.

No tempo de outras eras eram deuses miticos que controlavam a Matrix sendo horizonte do mar final do mundo.
O mar criaturas e monstros guardavam os mares.
Meros arficios de manipulação.
Hoje em dia conflitos sociais e éticos são expostos no novo conceito da existência contemporânea.
O prelúdio do capitalismo somos sombras dos deuses esquecido.
A conciliação da conceito da consciência livre e do pensamentos fragmentos.
A terra é um pássaro numa gaiola..
A terra seria plana até que cubismo político e moral tenha a narrativa da verdadeira da natureza.
Dentro da alienação social somos fragmentos fragis...
Toda fake news trás um pássaro no profundo sentido do ser alienado.

No horizonte de eventos.
Tudo é visto com a beleza.
Qual seria o seu horizonte de eventos?
Pois a busca por beleza te faz admirar algo?
E enquanto isso nota feiura e contraste do caos te faz ter sentimentos. Para o qual o evento te proteja em sua mente a inércia da imagem. E tudo que se faz ou seja torna se maravilhoso. Num estado absurdo os sentidos lhe da realidade.
Os sentidos lhe dao liberdade e um sentido da vida.
Sem os sentidos vivera dentro da escuridão não haveria sentimentos apenas lembranças.
De um evento parado numa cena do desconhecido.⁠

No ar das estrelas brilha o ser navegante...
Dentro do horizonte resplandece a planície muito além do conhecimento...
Devaneio obscurece os traços ilumados de uma verdade que verte numa cascata de névoas

​No horizonte há tantas possibilidades e oportunidades, e compreender os mistérios que nos cercam é a única verdade. Pois o mar pode engolir o seu ego dentro de regras simples; tudo o que conhecemos é apenas a equivalência do espírito.
​Ignorar a segurança para aprender com cada instante nos faz avançar. Na simplicidade de abandonar o sentido da descoberta, observar e analisar é sábio até que tudo seja infinito dentro do macro mundo — pois o infinito está dentro de nós. Para nós, os limites são apenas linhas no horizonte. O pôr do sol, intensamente, pode lapidar o tempo para a noite, para descansar e sonhar com novos horizontes e ganhar mais conhecimento: uma reminiscência evolutiva. Tudo o que conhecemos torna-se evidência da história que contamos.
​O salto de fé dentro da mente acontece quando aceitamos as possibilidades e probabilidades dentro de um contexto maior. Criamos fantasias dentro das alternativas, mas, mesmo assim, olhamos a imensidão, pois somos o próprio universo se observando num vasto mar de consciência.
​Esta voz dentro de cada um se conecta na abertura de um livro, nas margens peculiares de um rio ou na imensidão do cosmos, buscando a compreensão e a perfeição da resiliência para entrar no mundo oriundo de si próprio. O que é perfeitamente acessível torna-se parte do destino de cada um, em uma camada de realidade dentro de sua existência.
​Mesmo no micromundo, há movimentos que apenas observamos. E, mesmo que não nos lembremos do nosso próprio início, ainda sonhamos acordados até que exista um começo, pois existimos dentro da existência cognitiva.
​Podemos nos contemplar, cometer erros e ser até alienados, mas ainda vivemos sob as limitações do tempo. Mesmo persistindo nas aventuras do universo conhecido, carregamos alegrias e tristezas, vagando em nossas mentes pelo extremo vazio. Contemplamos abismos e olhamos para dimensões infinitamente sobrepostas na escuridão dos nossos pensamentos.
​O equilíbrio gravitacional dá sentido literário à busca do conhecimento, pois o universo se expande a todo momento até que comece a regredir dentro de suas variáveis infinitas. Somos um pingo que decidiu ser, para ser dentro do "Eu Sou".
​— Celso Roberto Nadilo

A Transmutação da Consciência no Horizonte de Eventos
​Envoltos na dilatação temporal exata da existência no amanhã, rumo ao horizonte de eventos, estaríamos na solidão do espaço. Enquanto isso, olhos atentos observariam nossas almas pairar sobre a Terra de outras horas. Chegamos num instante e avançamos para um estado inerte, olhando para a imensidão do presente e compreendendo, finalmente, o horizonte de eventos.
​Uma luz cálida inflama-se na compreensão do exato momento em que a finitude se revela: seja ela a obra de um quebra-cabeça ou uma pirâmide visual. Afinal, a energia focalizada é um estado momentâneo para o qual caminhamos nesta realidade tridimensional. É quando a expansão da consciência se transmuta, elevada pelo conhecimento e pela visão absoluta da existência.
​— Por Celso Roberto Nadilo

O sabor das almas aniquiladas pelas vertentes do horizonte sem fim.
A partida da equação do linear.
Vozes se repetem num marco...
Fenômenos expostos pela ganância; o ser químico torna-se o estado inerte da matéria.
​Sendo prólogo da continuidade, começa a exploração do universo.
O monolito carrega dizeres em várias línguas — mais uma vertente para viajar pelos mansos braços cansados da origem do cosmos.
​Sonsas falanges fantasmas, feitas de nuvens gasosas, mostram a centelha original por um instante. Avançamos no contínuo efeito das ondas massivas e vemos emoções dentro de grãos de areia.
​Ventos de outrora, fora a metamorfose do antigo sol morto pela imensidão da ignorância humana.
O ser humano, recriado numa bolha, tem sua existência desenhada no cosmos em cada luz que se apaga.
Por Celso Roberto Nadilo

Tempestade.
Clara alma rebelde floresce.
Sendo horizonte resplandece
A mulher grita te ama .
Apenas olhares sobre olhares
O beijo evidente...
Chamas dentro de turbilhão de emoções.
Fogo ganha sombras dos deuses.

No isolamento do horizonte apenas fragmentos, sons de um momento no cosmo, o cosmonalta deixa sua nave para ver o planeta terra tão lindo no azul do infinito o mares parece flutuar, em suas ondas elipses de sonhos num ponto na imensidão, o macro universo,
Num desejo o luar é um paradoxo infinito, sua voz no infinito são folhas no outono.

Nas fronteiras do pensamento somos nomades. Seres animados numa caverna. Sendo horizonte resplandece.
Por que somos copilidos a sonhar.