Horizonte
O amor entre um homem e uma mulher é como o encontro do sol com a lua no horizonte: duas forças distintas que, ao se tocarem, desenham o eclipse perfeito de uma única alma.
Sombras do sol: à distância, nuvens escuras pairam acima do horizonte sob os ventos mornos do verão. Em breve, o sol dará passagem à noite e, com ela, virá o silêncio que passa sobre tudo.
Reno Fioraso
A Força da Natureza
Olhando para o horizonte,
Por entre vales e montes,
Pude com alegria observar,
A água clara que saia da fonte,
Descendo lentamente pela cordilheira,
Como se não houvesse pressa,
Entre folhagens e pedras a deslizar,
Formando a mais linda paisagem,
Para que o homem pudesse contemplar,
Seguindo mansamente uma direção,
Designada pela própria natureza,
Sulcando a terra criando um leito,
Utilizando a força da correnteza,
Onde a água mansamente se moverá,
Como se desfilasse a sua beleza,
Com a água pura e cristalina,
Muitas vidas podendo auxiliar,
Peixes, flores, matas e plantações,
Até mesmo utilizada em irrigações,
De hortas, pastos e até pomar,
Com as suas mais gostosas frutas,
Que o ser humano possa saborear,
Talvez pela falta de amor no peito,
A água está se tornando escassa,
E para a surpresa da humanidade,
A natureza resolveu nos cobrar.
Du’Art 22 /04 / 2013
O Luar
Às vezes fico a observar o horizonte,
Vejo o sol se despedindo ao entardecer,
E a lua cheia surgindo atrás do monte,
Colorindo com o seu brilho o anoitecer.
Consigo muitas estrelas vão surgindo,
Formando uma lindíssima constelação,
Com um forte brilho prateado refletindo,
Por um imenso universo de escuridão.
Trafegando pelo espaço lentamente,
Como o flutuar de um lindo balão,
Trazendo inspiração em nossa mente,
Deitando sobre a terra um lindo clarão,
Refletindo sobre os rios como um manto,
Bordando nas águas a sua imagem,
Deixando em nosso coração o seu encanto,
E em nossa mente uma bela mensagem.
Du’Art 17/02/2015
O cume de uma montanha de aprendizado revela um horizonte infinito de dúvidas que não conseguíamos enxergar durante a escalada.
Haicais para Brasília
Neste horizonte,
há curvas do arquiteto:
planalto em versos
_____________________
Concreto e verde,
tesourinhas que dão nó,
céu e cobogó
_____________________
Planos em recorte:
seu lindo abrir de asas
em sul ou norte
(Fernanda Santoro)
O poeta é um ser múltiplo,
amorfo como a névoa
antes de ganhar forma no horizonte.
Vive em permanente desintegração,
como estrela antiga
que se desfaz em luz.
E, no entanto,
recompõe-se em silêncio
num outro organismo,
um corpo de palavras
que respira além da carne,
um corpo poético
que transcende
a breve matéria do seu criador.
✍©️@MiriamDaCosta
As paisagens abraçam
a minh’alma,
com seus braços
de vento e horizonte,
acolhem meus silêncios,
acariciam minhas feridas,
e bordam em mim
um descanso antigo....
As montanhas
me erguem,
os rios
me devolvem movimento,
as árvores
me vestem de sombra e calma,
e o céu, vasto,
me devolve a memória
de ser infinita...
Tudo respira em mim,
tudo me recolhe,
tudo me pertence
quando me deixo ser
apenas paisagem
também...
✍©️@MiriamDaCosta
Quando o horizonte se dissolve na noite mais escura, descubro que a verdadeira força nasce da decisão de não parar de se mover. O medo pode acompanhar a jornada, mas jamais determinará o meu destino, enquanto houver força para agir!
Adoro contemplar o horizonte, imaginar todos os lugares que existem no mundo e todas as possibilidades.
Mirar o azul do céu, e na linha do horizonte encontrar os tons do mar... inspira intensamente o sentir da minha alma que só sabe amar.
O Templo do Silêncio
O mundo lá fora exige o horizonte:
a praia aberta, o vento na montanha,
o verde antigo que a fazenda guarda,
a luz que em campos distantes se espanha.
Mas há um mistério que a chuva ensina
quando cai fria sobre a telha e o chão:
a poesia não pede paisagem,
pede apenas a pausa e o coração.
Deitada no escuro, o corpo descansa
da lida pesada de mais um dia;
as mãos que cuidam, que erguem e sustentam,
encontram na noite a sua alforria.
Não é preciso o mar para ser imenso,
nem a altura do monte para ver direito:
o verso mais nobre e mais profundo
nasce do silêncio guardado no peito.
Conhecer novas paisagens nunca foi apenas mudar de horizonte. É permitir que os olhos aprendam um vocabulário que ainda não conheciam.
"A ansiedade mostra o tamanho do horizonte que a alma contempla; a coragem é o passo que a conduz através dele."
Venço a dor
Lá no horizonte...
estou mais perto de você
assim que me convenço
pra sobreviver.
Do outro lado da tela...
estou mais perto de você...
assim é que a dor venço,
procurando não enlouquecer.
Do outro lado da tela,
estou mais perto de você;
entre pixels, suspiros e estrelas,
meu coração aprende a te ver.
Assim é que a dor venço,
costurando a noite em clarão,
transformando o silêncio imenso
em abrigo para a solidão.
Procuro não enlouquecer
quando a saudade bate à porta,
quando a distância insiste em dizer
que toda esperança está morta.
Mas seu nome acende a madrugada,
feito farol sobre o mar;
e, mesmo estando tão distante,
sinto sua presença chegar.
Talvez o amor seja isso:
uma ponte invisível, inteira,
ligando dois mundos feridos
pela luz de uma tela passageira.
DÁDIVAS DA VIDA - LOUCO QUE FUI...!
O sol buscava a linha do horizonte e o manto escuro da noite já se espalhava pelos campos, quando o trabalhador deixou a lavoura e tomou o caminho de volta para casa.
Caminhava a passos largos com a colheita do dia às costas, quando notou que, em sentido contrário, vinha luxuosa carruagem revestida de estrelas.
Contemplando-a fascinado, viu-a parar junto dele e, quase assustado, reconheceu a presença do Senhor do Mundo, que saiu dela e estendeu-lhe a mão a pedir-lhe esmolas...
O quê? Refletiu espantado. O Senhor da Vida a rogar auxílio a mim, que nunca passei de mísero escravo na aspereza do solo?
Mas, como o Senhor continuava esperando, mergulhou a mão no alforje de trigo que trazia e entregou ao Divino Pedinte apenas um grão da preciosa carga.
O Senhor agradeceu e partiu.
Quando, porém, o pobre homem do campo voltou a si do próprio assombro, observou que doce claridade vinha do alforje poeirento...
O grão de trigo, do qual fizera sua dádiva, tornara à sacola transformado em uma pedra de ouro luminescente...
Deslumbrado gritou:
Louco que fui!... Por que não dei tudo o que tenho ao Senhor da Vida?
* * *
O apólogo retrata um pouco da atual realidade da Terra.
Quando o materialismo compromete edificações veneráveis da fé, no caminho dos homens, o Cristo pede cooperação para a sementeira do Seu Evangelho, junto ao Seu rebanho sofrido.
No entanto, nós costumamos agir como o lavrador.
Não estamos dispostos a ofertar a nossa dádiva em benefício do bem comum. E quando fazemos, damos apenas uma pequena migalha.
O Senhor da Vida não necessita das coisas materiais porque todas lhe pertencem, no entanto, solicita a nossa autodoação em prol da edificação de um mundo moralmente melhor.
Assim como o verme executa sua tarefa embaixo do solo, a chuva e o vento fazem seu papel no contexto da natureza.
Assim como o sol, a lua e os demais astros trabalham para que haja harmonia no Universo...
Assim como as abelhas e outros insetos fazem a tarefa da polinização, possibilitando a fecundação da vida... assim também o Senhor da Vida espera de nós a dádiva da polinização do Seu amor junto aos Seus filhos.
A pequena dádiva da paciência e da tolerância...
A esmola convertida em salário justo, dignificando o homem...
Uma migalha de afeto doada com sinceridade...
O sorriso capaz de despertar a alegria em alguém....
Um minuto de atenção a um enfermo solitário...
A palavra sincera capaz de esclarecer e consolar...
Uma semente de esperança plantada no coração de alguém que sofre... São nossas pequenas dádivas que se converterão em luz a iluminar nossa própria caminhada.
* * *
O Senhor da Vida está sempre a solicitar a nossa colaboração para que Seus objetivos nobres se concretizem na face da Terra.
Sabedores de que nossas pequenas dádivas se converterão em tesouros eternos, não as economizemos como o lavrador. Agindo assim não teremos que dizer:
Louco que fui!... Por que não dei tudo o que tenho ao Senhor da Vida?
Redação do Momento Espírita com base no cap. Dedicatória,
do livro Cartas e crônicas, pelo Espírito Irmão X,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 9.7.2020.
