Nas alturas do tempo, um pequeno estado... Celso roberto nadilo
Nas alturas do tempo, um pequeno estado no horizonte massivo: palavras prepostas pela realidade observada.
Nas nuvens, vemos aglomerados de convergência de estruturas envelhecidas pelo tempo. Vemos experimentos científicos buscando a compreensão dessas mesmas estruturas — a convergência cognitiva responsável pelo olhar crítico e cirúrgico sobre a entropia humana, congelada no descanso da análise.
Velhos pertences esquecidos na caverna das limitações humanas, pois os limites lineares da mente projetam imagens sob medida sobre o real. As ruínas envelhecidas e a continuidade relativa da probabilidade desenham, a cada dia, formas carregadas pelo vento. No espaço, ondas massivas e reações de colisão dominante dobram o tempo e a gravidade ao longo de milênios para transformar cada matéria em tempestade estelar, convergência gama e os tecritons da radiação cósmica infinita.
Compreender o que vemos exige traduções complexas: cálculos infinitos para dar forma, cor e qualidade aceitável ao inacreditável, convertendo o invisível na inata compreensão humana. No fim, dados congelados em preto e branco ou digitalizados por infravermelho revelam apenas tons de vermelho e borrões preenchidos — embalados por músicas impactantes de forte apelo psicológico para justificar investimentos de bilhões.
Enquanto trilionários e bilionários brincam com foguetes que explodem e jogam milhões no ralo — sem preocupação, pois há seguro —, o contraste se escancara: multidões enfrentam a fome e sangram em guerras por recursos básicos. A fumaça das florestas em chamas e o aquecimento global intensificam o El Niño e a La Niña. Observamos o planeta nos dar seus alertas enquanto acumulamos adversidades expostas.
