Horizonte
Ao amanhecer olhe o horizonte veja a maravilha que está a clarear, observe os pássaros cantando e veja o quão bom é cada criação de Deus.
Agosto sopra suas últimas brisas, desfazendo-se no horizonte como quem cumpre em silêncio o seu papel. Leva consigo o peso dos dias cinzentos e abre espaço para a serenidade de um novo amanhecer.
Setembro chega devagar, no ritmo suave do tempo que sabe a hora exata de recomeçar. Traz nas mãos o prenúncio da primavera, bordando a terra com cores que adormeciam no chão. É o mês em que a vida rompe o casulo: a seiva volta a correr forte nos galhos, as pétalas se desdobram ao sol e um aroma fresco perfuma o ar, lembrando-nos de que a beleza sempre encontra um jeito de florescer.
Que tenhamos a sabedoria das flores para deixar ir o que já passou, a leveza da brisa para acolher o novo e a sensibilidade de perceber que, a cada ciclo, a vida se renova em poesia.
O mistério não é uma derrota do conhecimento; é o horizonte que impede o conhecimento de confundir lucidez com onisciência.
A informação liberta quando amplia o horizonte da escolha; aprisiona quando estreita o horizonte sem revelar que o fez.
A comunicação pode ampliar o horizonte humano ou construir uma realidade suficientemente estreita para que nenhum horizonte seja percebido.
O intelecto possui uma tentação perigosa: transformar sua própria janela em horizonte e acreditar que aquilo que não consegue compreender simplesmente não existe.
O homem procura a verdade como quem procura um horizonte: quanto mais avança, mais descobre que o horizonte também avançou.
O conhecimento científico transforma o horizonte do possível; o Direito transforma esse horizonte em um espaço de permissões, proibições, responsabilidades e direitos.
Novo Horizonte
Como é lindo ver o Sol
nascer em Novo Horizonte,
E lembrar tudo o que fez
a gente na vida crescer,
Com a chegada dos alemães
e italianos pela rota
do amado Rio Grande do Sul,
A nossa cidade surgiu
em meio ao verde, canções
e devoção por Santa Lúcia.
Quando você chegar vou
te levar para ver de perto
o Salto do Rio Bonito,
Verás que Novo Horizonte
pode te surpreender
como destino escolhido,
Em noite de céu aberto
tocarás estrelas comigo.
O nosso lugar acolhedor
no Oeste de Santa Catarina,
Tem na mesa herança e sabor,
Por esta terra nós temos
muita gratidão e infinito amor.
A Ilusão Agradável do Horizonte
As nuvens lindas e grandiosas lá no horizonte, bem distribuídas, alvas como a neve e de várias formas diante dos meus olhos, algo muito fascinante, tanto que interagiu com o meu imaginário criativo.
Seguramente, então, afirmo: naquela tarde, o reino celeste veio ao meu encontro devido à influência da perspectiva — que agora se reúne com a minha imaginação — foi uma interação profunda e muito expressiva.
Dentro de um daqueles momentos: quando posso sentir aquela sensação emocionante de que o céu não está assim tão distante, até parecendo que é tangível — uma ilusão cativante com o tom de realismo.
“Cada olhar para o horizonte é motivo para um suspiro infinito.” (Rangel, Nelci- Simpatia e Ética. Ed Literíssima. 2026)
Não adianta reclamar do horizonte quando você passou a vida inteira olhando para o chão. Há mundos que só aparecem quando levantamos os olhos.
O viajante
Viaja intensamente
Abraçando aventuras
Ampliando horizonte
Norte do navegar
Tem um alma extensa por envolver de maresias.
(Cap. I: O Reino do Imaginário)
Era uma vez, num reino cujas terras se perdiam no horizonte, vivia príncipe sonhador. Tinha ideias muito estranhas, buscava um tesouro. Há pessoa que vivem para seus tesouros, eram acumuladores de moedas. Porém o tesouro que o príncipe almejava era muito diferente do brilho dos metais preciosos e inertes.O Príncipe buscava um outro tipo de felicidade.
(Cap. I: O Reino do Imaginário)
Era uma vez, num reino cujas terras se perdiam no horizonte, vivia um príncipe sonhador. Tinha ideias muito estranhas, buscava um tesouro. Há pessoas que vivem para seus tesouros, eram acumuladores de moedas. Porém, o tesouro que o príncipe almejava era muito diferente do brilho dos metais preciosos e inertes. O Príncipe buscava um outro tipo de felicidade.
(Cap. II: O Príncipe)
Num incerto dia, o príncipe resolve cavalgar para ver se o seu povo realmente era feliz. Percebeu que todos tinham tudo que queriam ou quase tudo. As pessoas não brigavam pelo Não Tinham. Há muito tempo brigaram pelo Não Tinham. Passaram assim... Brigaram pelo Não Tinham e pouco a pouco foram perdendo o que tinham.
(Cap. III: Eis o que dizem de Floral)
O príncipe percebeu que reinava num reino sem almas. Lembrou-se de que, num bosque, residia uma bruxa, a qual diziam ser muito poderosa e, por isso, era temida. Chamavam-na de Floral. Apesar de ninguém nunca tê-la visto, boatos diziam que ela era tão medonha que até o Bicho-Papão era mais bonito. Porém, vocês sabem como são os boatos: eles carregam a fama de serem quase sempre mentirosos.
(Cap. IV: Aparece Rubi)
O príncipe, disposto a salvar o seu povo, partiu para o bosque para pedir uma poção a Floral. Todavia, a entrada do local era protegida por Rubi, o monstro rosáceo da bruxa. Os boatos diziam que ele tinha cara de uma fera brutal; outros, porém, afirmavam que não. O príncipe seguiu seu caminho… e eu, Crianças, o autor desta história, também caminharei ao seu lado para descobrir, com vocês, o encanto deste conto de fadas.
(Cap. V: O Grimório Roseiral)
E, por falar em encanto, há um livro de páginas amareladas, feito de pétalas de rosa, no qual a bruxa Floral lia poções e segredos tão vivos e sentidos que parecia que o mundo parava por um instante de girar para ouvi-los. No entanto, segredos são para ser segredos, e o mundo prometeu a si mesmo que não os contaria a ninguém, a não ser a mim, o narrador. O que posso assegurar a vocês, amigos leitores, é que não sei onde o Grimório Roseira foi escondido. Dizem que ele está em algum lugar esperando ser encontrado, mas, nas bibliotecas vivem tantos livros perdidos que desejam o mesmo destino.
Esta história é de autoria do Prof. Cidiclei Medeiros. Para fins de comprovação de anterioridade documental, esta obra além de publicadas em plataformas de circulação, está salvaguarda sob custódia permanente no Internet Archive através do link: https://archive.org/details/Imagismo
