Homem e Igual Lata uma Chuta a outra Cata
Calhambeque...
Lata furada. E pneu vazio.
Este é o meu carro cozido,
Enlutado por um vazio brio,
Com o qual o sorriso é lido.
Sou o teu velho calhambeque,
Apenas tenho um centavo,
Nem gasolina, nem leque-leque,
Apenas conheço esta cruz. Este cravo.
Ouço a voz de um carona,
Será que acertei na mega?
Será que esta pessoa é cega?
Quase me atropelou na quinta com a nona,
A mulher que passou é bonita,
Nenhuma carona ofereceu. Calhambeque, me evita!?
Tenho vontade de gritar com ele cara a cara. As vezes vou em sua casa pra falar na lata tudo o que eu resmungo sobre a gente sozinha. Mas nunca falei. Sabe Fulano, ele não é desses caras que consegue me manter brava. Ele faz cara de choro e eu corro pra enxugar as suas lágrimas. Ele me diz pra não ir mais além e eu não consigo tirar as mãos do rosto dele. Sabe Fulano, ele uma vez me disse que não era bom em palavras, mas me escreve toda vez que quer me fazer sentir amada. Mas ele tem o dom de me deixar triste depois e eu nunca entendo o motivo de tudo isso. Pra quê ele me escreve coisas tão bonitas se depois suas atitudes não vão corresponder ao que ele me diz sentir? Ele faz cara de durão e passa horas me explicando o quanto ele é diferente dos outros caras e blábláblá. Eu fico calada porque disso eu já sei decorado. Repito essas falas em minha mente todas as vezes que tento esquecer tudo o que ele me fez. Mas ele faz questão de me falar que é único e eu sinto vontade de me esconder no cantinho da sala da minha mãe e chorar até secar. Porque ter a certeza disso me doí a cabeça as vezes. Sabe Fulano, ele dorme e eu sinto vontade de acorda-lo todos os dias. Fico acordada, olhando o quanto ele dorme tão engraçadinho. As vezes coloco a mão sobre o rosto dele e encosto os nossos lábios devagar, mas eu não falo nada do que eu queria falar. Tá tudo engasgado. Tenho medo de que um dia desses, ele acorde e me ache maluca, embora eu seja completamente louca por ele. Eu tenho medo de que um dia desses, ele esqueça de vir me visitar e esqueça de me falar sobre o quanto ele não gosta de me dar flores. E sabe Fulano, um dia desses eu pensei que eu realmente merecia que um dia ele chegasse com um buque de flores pra mim. Um dia eu sonhei que ele atravessava a esquina da minha casa e sorria com um milhão de rosas que estavam guardadas em sua casa pra me entregar. E nesse sonho, em vez de desculpas, ele me abraçava e me dizia que preferia ficar. E ele me dizia o quanto gostava de me balançar de um lado para o outro. Ele me balançava e eu me sentia uma criança em seus braços. Ele me dizia que eu era muito mais do que pensava e eu me achava demais. E sorria demais como eu nunca mais sorri. Ele me explicava que as outras mulheres não eram nada perto de mim. E então, eu acordei, lembrando de quantas mulheres correm atrás dele e do quanto eu me sinto só mais uma. E do quanto queria que elas sumissem de uma vez. Tudo bem, não tem nada de errado nisso. Ele é esperto, inteligente, bonito e bem sucedido. Gosta de história e fala muito bem sobre as energias que transmitimos. Estranho seria se alguém não se importasse com ele. Queria não me importar assim. Queria não me perder enquanto escrevo e me achar demais pra ele. Queria também me achar cada vez mais dentro dele, mas aos poucos ele se vai. E sabe Fulano, eu te digo: é difícil olhar ele ir embora na parada de ônibus, com os olhos cheios de lágrimas. É difícil explicar pra ele o quanto ele merece alguém que queira quebrar o ônibus com os braços pra que ele se assuste e se sinta mais seguro aqui. Ah, Fulano! Se pelo menos você entendesse... Mas você não entende nada e nem ele. Ele pelo menos tenta entender, mas não consegue porque cara a cara eu não falo mais nada. E eu volto pra casa sem graça toda vez. Faço cara de durona na frente dele e desmancho a cara toda vez que ele vira pro lado. Jogo as minhas armas no chão e sinto vontade de prender os meus braços envolta dos braços dele. Mas num segundo ele olha pra mim e eu já me sinto armada com medo de um dia me desarmar sem querer de uma vez. Mas sabe de uma coisa, Fulano? Bem que eu queria. Bem que eu poderia dizer tudo o que eu tenho pra dizer cara a cara. Ah Fulano, um dia ele vai entender. Mas eu quebro a cabeça pra saber Quando ele vai entender, Fulano. Quando?
vira-lata
mesmo sem carne,
roo o osso —
rosno
para mim.
mostro os dentes —
ninguém encosta.
curvo, cavo,
te enterro.
quebra os dentes,
não enche estômago.
tutano egóico,
só por ser meu.
Em te quero me perder
E no teu coração lata quero bater
O teu ar quero sempre levar,
E o meu fôlego contigo partilhar ,
Onde quer que pisas ali... Quero caminhar
No vento ei de pisar
Para o teu amor no céu poder levar
Pois não há melhor alegria
Do que contigo estar
“Aceitas casar com migo”
SEDE DE VIDA!
Essa terra não é ingrata
não é pobre o nosso chão
chega de água na lata
água cara em caminhão
a seca fere e maltrata
mas aqui o que mais mata
é a sede da corrupção.
Impetuosidade é tão bacana de se vê! Sabe aquela pessoa impetuosa, que fala tudo na lata, sem medo, sem medir as palavras? Ela não fala mal de ninguém pelas costas, o que tem para falar, fala na cara mesmo, é super sincera. É bacana de se vê, né? Sim... mas só de se vê mesmo! E bem distante da gente! Porque conviver com gente assim, é passar 24 horas desviando - se de espinhos. Ser insensível, descuidado com as palavras, não é ser sincero. Ser sincero, não é ser mal educado, e inconsequente!
HUMILDE AMANHECER
Se o café requentado
Vem em caneca de lata
O pão velho sem manteiga
Num prato meio quebrado,
Ache graça, faça graça,
O sorriso tudo arremata!
Põe um solzinho no rosto
Deixa o dia iluminado,
Bota flores sobre a mesa
Colhidas pelas estradas
Das pequenas, mirradinhas
- estas são flores de fadas!
Abre a janela confiante,
e em prece bendiz o mundo
E tuas dores, num segundo
Serão pouco, quase nada!
Bota um sonho no alpendre
E uma esperança na porta
Faça um jardim bem na frente
Nos fundos plante uma horta...
E deixe Deus povoar tua casa
De amor e de alegria
Pois maior que o alimento,
A magia do bom pensamento
Enriquece o café aguado,
Faz de teu pão iguaria!
Ama contente o que tens,
Muito além da adversidade
E mesmo na triste pobreza
Viverás em doce nobreza
No seio da felicidade!...
FELICIDADE É UM ESTADO DE ESPÍRITO
De certa forma, feliz é o cachorrinho vira-lata de rua que quando ele recebe um carinho, aproveita o instante, pois é quase certo que será um carinho de momento e provavelmente a pessoa está de passagem e se encantou com o olhar doce e alguma atitude amigável. Então ele abana o rabinho, coloca a língua de fora,as vezes até se expõe colocando-se de costas e com a barriguinha para cima, mas quando levanta a pata é só pra dar um tchauzinho, pois não tem nenhuma esperança que a passageira da calçada, irá segura a sua patinha.
Somos arrogantes ao extremo, quando somos ninguém, quando somos como um cão vira-lata que avança contra os outros por medo, quando somos mendigos da nossa alma. Quando novo, eu era crítico, fundamentalista, detentor de verdades subjetivas que universalizavam em meu discurso hipócrita contra os contrários. Eu não os conhecia, mas os criticava, talvez por culpa da carga religiosa que me impedia de pensar e que me fazia rejeitar em meu ser tudo o que era contrário ao que eu tinha como certo. E assim é você! E assim somos iguais: Ateus, Agnósticos, Católicos, Protestantes, Evangélicos, Budistas, Judeus, Muçulmanos, Espíritas, Umbandistas. Somos todos iguais, idólatras, criadores de falsas religiões, de falsas doutrinas, de falsas ideologias, de falsos deuses, de falsas falsidades, e inimigos da verdade do respeito ao próximo.
Vai a pessoa pelo seu caminho, metida com os seus pensamentos, e sai-lhe um vira-lata atrás, mordendo-lhe o calcanhar
A FÚRIA DE CALIBÃ
Anvisa
para o mundo abri minha lata de sardinha.
amor e ódio são filhos da mesma placenta,
de forma lenta
se separam,
se preparam,
se confrontam,
têm a mesma carga genética,
mesmo sexo,
mesmas características emocionais.
escrevi estes versos à meia-noite,
são as palavras treva e luz...
a garça eleva o pescoço por amor ou por ódio.
há bicadas amorosas e agressivas,
ambas elevam às alturas.
escrevi por amor
e por ódio.
a Anvisa permite um percentual
de impureza no poema.
É de noite que
a solidão dilacera
meu peito e minha pupila
dilata e o meu coração de lata
começa a enferrujar.
- nenhuma fé ruge.
Pingo na Lata
Barulhim
Gostoso
De gotera
De chuva
Lata
De banha
18 litros?
Pra panhá
Água
Nas primeiras
Chuvas não
Tinha
Q’uesperá
Lavá
As telha
Água
De chuva
Pra bebê
Que é
Água
De Deus
Cava-te covas covarde que arde na lata do lixo.
Chama-te largo profundo , faz-te isca pro bicho do mato.
Deita-te em cama de espinhos pontudo, fere-te em fogo gelado,mas grite calado .
Manda-te pra outro lado da vida sem passagem de volta.
Faça-te de gato e sapato bicudo que mata barata no canto, morda-te sua língua traíra.
Enterra com terra a cova cavada.
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