Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
Esses sentimentos ingênuos de amor devem ser um dos monstros que cercam minha imaginação, meu passado. É por isso que tento não me apegar tanto a pessoas do agora, se der vontade de me atirar em alguém, eu me atiro, e amo. E sim, meus silêncios fazem parte da minha vida, eu grito à saudade quando achar convincente. Enquanto alguns desapegos fazem um bem tremendo, algumas lembranças torturam.
Vejo o espelho e encontro eu mesmo. Nesta jaula mental eu permaneço aprisionado. Olho para minha criança interior e sussurro: cuidado com os sonhos. E eu seguro ela para ela não chorar, diante de olhos que se tornaram geleiras. Minha fraca respiração guia o vento, enquanto eu destruo o inquebrável. Liberdade, para um coração que é um oceano e pensamentos que são uma galáxia. Apenas observo os imbecis, porque é assim que me sinto: perdido, nessa selva sádica onde todos falam, mas ninguém entende nada.
Minha vida está no silêncio. Não tenho problema algum em falar com pessoas ou ouvir músicas com letras agitadas, mas eu sei que em determinado momento a faixa perde a graça e a humanidade torna-se um grande poço de chatice. Quero estar só, sem ninguém para me perturbar. O sol só se esconde de verdade quando eu o transformo numa sombra.
Se eu for para outro pais, que seja por trabalho, passeio ou conhecimento, nunca por diversão. Minha diversão é ler, e lendo posso ir a Paris, viajar da Alemanha a Holanda, vou até o monte Everest e volto; não preciso ir a outro lugar para ser feliz, sou feliz aqui e agora.
Aos meus inimigos ofereço em taça de fino cristal o que de melhor posso oferecer-lhes: Minha felicidade.
►Minha Utopia
Um lugar tão simples, que se torna incrível
Um lugar tão frágil, que se torna invencível
Um lugar diferente de qualquer outro, vale mais que ouro
Valor inimaginável, é um bruto tesouro
Minha fortaleza dos meus sonhos, antigos e atuais
Neste lugar haveria bastante espaço para meus pais
Dormiria sobre as nuvens, sem críticas que poluem
Neste lugar, distância seria apenas uma palavra do Aurélio
Que não seria levada à sério
A casa com a porta aberta, sem a cerca elétrica
Janelas sem grades, ficar acordado até mais tarde
Sem se preocupar com crimes pela cidade
Isso sim seria uma bela felicidade
Neste lugar não existiria o termo "saudade"
Todos que amo seriam alvos de minha hospitalidade
Um lugar tão humilde, que não me deixaria triste
De alegria ele consiste
O lugar que sonho em viver algum dia
Talvez ele possa existir, não importa o que diga.
Uma imaginação fértil? Talvez
Transformarei em versos outra vez
O começo de mais um mês
Parabenizo-me, devo logo dizer
Isto fará sentido, no final vão entender
Agora continuarei a escrever o lugar que sonho.
Poder vivem bem
Acompanhado de alguém, viver
Zen.
"O lugar ideal para eu viver
O mundo ideal que sonho em ter
Lá estará tudo que posso querer
Poder dormir sabendo que estou naquele lugar
Em um coxão de nuvens me deitar
A tranquilidade e felicidade serão instaladas
Neste lugar minhas palavras serão escutadas
Poderei formar rimas despreocupadas
As minhas rimas amadas."
"O Mundo que Sonho" se assemelha
Mas creio que exista uma diferença
Hoje me refiro a um lugar, não tão grande
Onde minhas rimas estariam organizadas em uma estante
Sem telefone, sem internet, nada que me prenda
Talvez uma ou duas pessoas me compreenda
A tecnologia tem se tornado uma algema
Um lugar que, de tão simples, se torna precioso
Ele seria meu tesouro, não teria competidores
Creio que os autores já sonharam
Em morar em um lugar perfeito, um lugar "do seu jeito"
Lá, não seria criticado meus defeitos
Não seria criticado pelos meus espelhos
Lá eu me sentiria com vida
Agora escrevo minha centésima rima
Quem diria que enfim ela chegaria?
Por fim, aqui termina
Essa é a minha utopia!
Eu escrevo e, escrevo e, escrevo. Eu escrevo até doer os dedos e, queimar minha alma. A sensação de asfixia é grande, é exorbitante. A garganta pigarreia e o corpo desmorona. Eu tento, eu tento, mas eu não consigo libertar minhas dores. De escritora amadora, passei a ser o buda no caminho do nirvana. A minha cabeça pede trégua, meus músculos pedem trégua, meu coração pede trégua. Tudo em mim levanta a bandeira branca, mas só consigo ouvir o sopro do vento lá fora, não tem ninguém para responder. Não tem ninguém com vontade o bastante para fazer com que eu pare com isso. E, eu escrevo e, escrevo e, escrevo, mas o nó continua entalado em mim. Eu escuto músicas reflexivas que me ajudam, naquele dó escravo do piano, eu me sinto um pouco melhor, mas volto a escrever. Não me falta inspiração, me falta dedicação. Me falta ser viva assim fora do papel, fora dos meus textos. Todos os dias a caminho do trabalho, pegando o transporte público, eu me transporto dentro da bolha e, fico lá. Fico lá, observando as pessoas a minha volta, escuto suas conversas, eu rio em silêncio, tiro minhas conclusões e, as vejo partir. E, é assim que me sinto, uma espectadora observando a vida das pessoas, observando o resquício de vida que parte, sem eu me dar conta. A cada dia, um dos meus suspiros leva mais um sopro da minha vida. E, eu continuo a escrever e, escrever, para que assim me sobre alguma coisa. Eu não queria ser lembrada, não queria marcar a vida de ninguém, não queria me tornar passado ou futuro, sempre quis ser presente, quis ser vida, quis ser alegria, quis ser luz, mas acontece que escritores deixam sua marca no mundo. Escritores são lembrados depois de suas mortes, depois de terem vivido suas vidas mesquinhas. E, eles escrevem e, escrevem. E, eu não paro de escrever e; escrever, porque minha vida se tornou um labirinto cheio de caminhos que me carregam de volta para o ponto de partida. De todas as minhas escolhas, nada parecer mudar, nada parece dar certo, nada parece seguir o rumo do mundo. Me arde o peito correr e, perceber que corri em círculos, apenas. Minha cabeça me arrebenta os neurônios. E, eu quero chorar para isso acabar, mas o sofrimento é insistente. Se ao menos alguém lesse meus textos, a dor seria menor, mas não é. E, os meus temores começam a se tornar realidade, porque as coisas nunca mudam. O meu relógio biológico estagnou no tempo e, agora eu me sinto presa. Eu estou presa. E, eu continuo a escrever; eu continuo, porque isso é a única coisa que não acaba, porque é a única coisa em mim que é capaz de mudar o curso natural das coisas.
viva para que..
...Nunca entristeças, pois sua alegria é minha vida, logo faz-me feliz, faz o Mundo ser bom e viver ser a coisa mais gostosa dele.
Me inspira e me encanta tua presença na minha vida!
São nove anos de muito amor e carinho...
Tanto tempo assim e ainda sento a chama da paixão arder dentro de mim intensamente...
A maior alegria que posso sentir é acordar ao seu lado e a minha felicidade mora em seu sorriso... #muitoapaixonada
"Te amo... Não porque vc precisa ser amado... Mas porque minha vida não teria sentido, se não pudesse olhar em teus olhos e ver meu mundo neles. Sim, eu te amo, porque eu preciso. E eu preciso porque não existiria minha vida sem você!”
A minha geração está confusa...
São pessoas alegres no sorriso, mas com tristeza no olhar.
Todos procuram a felicidade no amor, mas poucos estão realmente dispostos a amar.
Posso até me pintar com maquiagem que veste minha aura,mas a mesma nunca irá camuflar a origem de um belo sorriso.
Quando olho para os seus olhos, em meus lábios brota um grande sorriso
e minha voz desaparece, as palavras saem correndo, criam pernas...
Eu quero dizer tudo, enquanto na verdade não digo nada
Eu fico parada, estática, mergulhada em seu olhar e com o coração flutuando...
A sua alegre tristeza e a minha triste felicidadr, assim continuamos insistindo nos nossos erros e orgulhos
Autorretrato
De minha mesa vejo um homem escrevendo ansioso, ocioso e melancólico. Seu semblante lúgubre e sem harmonia é de uma criatura alheia a seu próprio universo. Com mãos trêmulas, traça seu drama pessoal sobre uma pequena toalha de papel. Sua escrita é serena e seu gesto tem a cor e forma da tragédia. A sensação que me ocorre no momento, é que estou diante de uma pessoa profundamente deprimida. De onde estou é possível perceber seu vacilante destilar e o advento de uma lágrima a rolar. O momento é delicado, por um mísero instante ele parece hesitar, olha para o horizonte, um olhar perdido, talvez esteja preso a um passado distante, quiçá deseja-o esquecer. Em súbito volta a rabiscar, como se algo o puxasse de volta a sua atividade febril. Através da sombra que se faz à meia luz, consigo visualizar a silhueta de sua mão a escrever, agora mais calmamente, como se estivesse tecendo cada verbo de uma composição. Talvez esteja construindo uma escrita subliminar, rabiscando seu tormento, sinto-me tocado por sua aflição. Proponho-me a imaginar sua amargura, o que realmente o move a agir daquela maneira? Não obstante, calmamente o homem se levanta, olha para o horizonte e pensa por um momento, em um gesto hesitante, gesticula uma súplica. Ele olha para trás, olha para sua mesa e permanece estático, logo, se vira e vem em minha direção. O homem passa então a meu lado, segue seu caminho a passos calmos, sem pressa e desaparece. Com tremenda sensação de euforia não resisti ao desejo sublime da curiosidade, e calmamente fui à sua mesa, ocasião em que pude ver o pequeno pedaço de papel e me deparei com o esboço de um homem extremamente triste, e a baixo uma descrição: "eis-me aqui; assim me sinto no momento"!
Saudade é um pote cheio d'água
Que transborda a pureza do meu ser
subestima minha rima, minha alma
e me deixas, só pensando em você
Caramba, será que eu fui feito pra errar?
Minha mente uma hora parece estar certo, e depois não tá.
Isso prejudica só a mim?
Por quê eu sou assim?
Um poema que mais parece um interrogatório,
Feito de eu pra eu mesmo, peço ajuda. Não, eu imploro!
Pois não aguento mais essa indecisão,
Uma hora é "sim" noutra é "não".
Talvez eu seja doente,
Ou não esteja passando por uma fase boa.
E por mais que eu tente,
A minha mente continua louca,
Sem muita coerência,
Isso tem a ver com inteligência?
Não sei até quando vão ter paciência,
Se eu fosse empresário, já estava em falência.
Pensei nisso como se o mundo eu não temesse.
Mas uma coisa, dúvida gera desinteresse.
Então eu sou desinteressante,
Pois minha vida é uma incógnita não é de agora, mas desde antes.
Essa fase que eu tô passando não desejo a ninguém,
Muito menos a você, que eu faço de tudo pra te ver bem.
Vou dormir, acho que não tô bem
Mas escrever pra não chorar, esse dom poucos têm.
