Histórias Antigas
É melhor conhecer uma pessoa através de suas atitudes, não pelas suas histórias.
Histórias qualquer um conta.
Pessoas boas ainda existem, entretanto não são citadas em histórias e conversas entre amigos e família.
O Espelho do Amor
Por Diane Leite
Vivemos criando histórias: imaginamos finais perfeitos como nos livros e filmes. Mas quem já experimentou o amor genuíno sabe que ele não é apenas uma emoção passageira; é um espelho. Ele reflete nossas luzes e sombras, convidando-nos a enxergar quem realmente somos.
Descobri que tudo o que amamos em alguém já existe em nós. Da mesma forma, o que nos incomoda nos outros frequentemente expõe feridas ou inseguranças que ainda não resolvemos. A psicanálise chama isso de projeção: transferimos inconscientemente nossas qualidades ou defeitos para o outro. Amar, portanto, não é apenas sentir; é despertar, é confrontar a si mesmo.
Quando resistimos ao amor, seja por medo ou rejeição, estamos, na verdade, resistindo a nos amar. Não porque não sejamos dignos, mas porque, em algum momento da vida, deixamos que outros determinassem nosso valor. Talvez tenham nos dito que éramos insuficientes, incapazes ou indignos de amor. Mas essas palavras revelavam mais sobre quem as dizia do que sobre nós.
O inconsciente é um cofre de memórias e feridas antigas, muitas vezes esquecidas. Cada rejeição que enfrentamos toca nessas feridas, mas também nos oferece uma oportunidade única de cura. Se alguém escolhe não caminhar ao nosso lado, isso não diminui quem somos. É apenas um reflexo de suas próprias escolhas, de sua própria jornada.
A psicologia nos lembra que nosso controle é limitado. Não podemos mudar como os outros nos veem ou nos tratam, mas podemos decidir como reagir. Escolher o equilíbrio, ao invés da reatividade, é libertador. Muitas vezes, o que chamamos de rejeição é simplesmente a expressão do livre-arbítrio do outro.
Você já parou para se ouvir? A psicologia fala sobre o “eu interior”, aquela parte mais sábia e silenciosa de nós mesmos. Ele conhece nossas falhas e forças, nossos medos e esperanças. E mesmo com todas as imperfeições, ele nos acolhe. Quando paramos de buscar aprovação externa e nos conectamos com esse “eu interior”, algo transformador acontece: começamos a nos aceitar verdadeiramente.
Se alguém o magoou, lembre-se: a mágoa reflete as feridas dessa pessoa. Reagir com raiva apenas alimenta o ciclo de dor. Mas a compaixão – não como submissão, mas como força – liberta. O perdão não valida o erro; ele nos liberta do peso de carregar o que não nos pertence.
Estar presente é um presente. Quantas vezes deixamos de aproveitar um momento por estarmos distraídos, buscando respostas no exterior? O agora é tudo o que temos, e ele é precioso. É no agora que encontramos a vida em sua plenitude.
Apaixone-se por si mesmo – pelo que você é, pelo que ainda pode ser. Quando você escolhe se amar, cuida do corpo, da mente e do espírito. Descobre que o amor genuíno não vem de fora; ele começa dentro. E quando ele existe em você, transborda para o mundo.
O amor verdadeiro não é um destino, mas um reflexo da forma como tratamos a nós mesmos. Ame-se, perdoe-se, cuide de si. Pois quando você faz isso, está pronto para amar o outro – sem medo, sem ego, sem apego.
E então, você já olhou para dentro hoje?
PREFÁCIO
Crônicas de Diane Leite
O Chamado para a Transformação
Há histórias que nascem no silêncio.
Como aquela tarde em que me sentei à beira do rio, observando as folhas caírem na água, e percebi que elas não lutavam contra a correnteza – apenas seguiam. Assim como eu, anos atrás, quando a vida me levou a lugares que jamais imaginei pisar.
Este livro não é sobre respostas.
É sobre perguntas que ecoam no escuro do seu quarto, quando o mundo dorme e só resta o bater do seu coração. Aquela dúvida que você não ousa compartilhar, a saudade que não tem nome, o vazio que insiste em sussurrar: "E se houver mais?"
Escrevi essas palavras não como autora, mas como alguém que já se perdeu no próprio labirinto.
Como a mulher que carregou 35 quilos de dor nas costas e descobriu que leveza não está no corpo, mas na forma como olhamos para o espelho da alma. Você sabe do que falo. Todos temos nossos 35 quilos.
Aqui, não há lições.
Há espelhos.
Frases que vão se infiltrar em você como a luz da manhã entra pela fresta da janela – sem pedir licença, sem fazer barulho. Até que, de repente, você percebe: está vendo partes de si que nem sabia existirem.
Não me importo se você acredita em destino, ciência ou magia.
Importa-me apenas que, ao virar estas páginas, você sinta.
Como sente o cheiro da chuva antes da tempestade.
Como reconhece o gosto amargo da despedida antes mesmo de ela chegar.
Isso é o que importa: o que habita nas entrelinhas da sua existência.
Se algo aqui tocar você, não fui eu quem escreveu.
Foi a parte sua que ainda lembra como é ouvir a própria voz em meio ao ruído do mundo.
Com fé e autenticidade,
Diane Leite
Das histórias bíblicas sobre amor e compromisso. A que eu mais gosto é a de Jacó por Raquel. Ele esperou 7 anos por ela é depois mais 7, pelo tanto que a amava. Esse é o ideal de amor da minha vida. E Jacó amou Raquel por toda a sua vida.
Os nossos sonhos, histórias e perspectivas, são a repetição de fatos infindáveis já tentados e consolidados ao longo da história. Haverá algo de novo?
A biblioteca
Na sala de leitura,
onde o tempo descansa sua mão pesada,
as histórias se recolhem em silêncio,
como crianças que adormecem
no colo da noite.
Ali, entre as capas puídas,
os livros se tornam confissões veladas,
guardando, em seu respirar sereno,
a memória de quem os tocou.
As prateleiras
sustentam o peso das palavras que nunca gritaram,
mas que se entrelaçam,
tecendo uma trama de vida sem alarde.
É ali que os segredos se desnudam,
quando as sombras das capas desenham
linhas suaves,
mapas de histórias esquecidas
que apenas os olhos do coração podem decifrar.
Há uma paz que nasce
do silêncio das salas,
uma leveza que se acomoda no espaço
entre o livro e o leitor.
É preciso sentir o chão,
como quem se entrega à terra,
para compreender o abraço do tempo
que se revela nas páginas que esperam.
No simples, no pequeno gesto de olhar,
a vida sussurra seus mistérios,
e então a estante floresce.
Ator
Sou um ator, poeta, sempre no tempo,
que representa as várias histórias da vida,
histórias de alegria e de muita tristeza vinda.
Falo de sentimentos muitas vezes, não os tendo.
Falo de paz, que por vezes não existe em mim
que eu queria que existisse desse modo assim.
Exalto a alegria, que não está nada em mim,
sou poeta, como tal, só existe mesmo, dor enfim.
Como do meu falar, eu posso alegria fazer?
O alma humana sebe e entende para isso ter,
é preciso a Deus sempre eu o receber...
Por isso clamo ainda por erros meus saírem,
de ser meu, sem nada eles resistirem,
e felicidade eu vir sempre a ter...!
HelderDuarte
Tem os que vivem de histórias.
Tem os que contam histórias.
Tem os que ouvem histórias.
Tem os que fazem histórias.
Em todos os casos, sempre é você que vai decidir sua posição.
"O mundo é uma biblioteca. Pois cada ser é um livro. Com histórias desencadeadas conforme o ninho."
Enquanto um faz tudo pra dar certo, o outro faz tudo pra dar errado. Já vi algumas histórias assim, tome cuidado!
**Cicatrizes de Alma**
Nossas almas são como pergaminhos,
Escritos com histórias de dor e desafio.
As feridas abertas, profundas e cruas,
Nos lembram que somos humanos, afinal.
Erguemos nossas cabeças, enfrentando o vento,
Com lágrimas secas e corações resistentes.
A força reside em nós, como um fogo ardente,
Para curar a nós mesmos, sem hesitar.
Somos os curadores de nossas próprias feridas,
Carregando o bálsamo da compreensão e empatia.
Não brandimos espadas, mas sim palavras de perdão,
Transformando cicatrizes em histórias de superação.
Às vezes, a jornada é solitária e escura,
Mas encontramos luz nas estrelas que perduram.
A cada passo, aprendemos a perdoar,
A nos libertar do peso que não precisamos carregar.
Erguemos nossas cabeças, enfrentando o vento,
Com lágrimas secas e corações resistentes.
A força reside em nós, como um fogo ardente,
Para curar a nós mesmos, sem hesitar.
Somos os curadores de nossas próprias feridas,
Carregando o bálsamo da compreensão e empatia.
Não brandimos espadas, mas sim palavras de perdão,
Transformando cicatrizes em histórias de superação.
E quando a noite se torna insuportável,
Lembramos que a vulnerabilidade é inabalável.
A força não está em esconder nossas marcas,
Mas em abraçá-las como parte de quem somos.
Somos os curadores de nossas próprias feridas,
Carregando o bálsamo da compreensão e empatia.
Não brandimos espadas, mas sim palavras de perdão,
Transformando cicatrizes em histórias de superação.
Assim, seguimos adiante, com coragem e graça,
Com as mãos cheias de bálsamo, prontos para abraçar.
Nossas feridas são testemunhas silenciosas,
De que somos mais fortes do que jamais imaginamos.
Tempo, tentativas, outras histórias, outros erros, outras permissões e uma permanência que me incomoda e inquieta. Não consigo normalizar tudo isso, fazer recortes do agora, pois, em um instante, tudo se mistura, ludibria, fica estranho.
Atemporal demais para ser compreendido.
Por trás das histórias de superação, há caminhos de pedras e obstáculos percorridos, sofrimentos e angústia vividos; e uma fé inabalável! Portanto... Não desista nunca! (JuanGalvez)Rio09122017
DUAS HISTÓRIAS
Muitos anos atrás,
ainda nos bons tempos de colégio,
li, num belo poema de Leoni,
que “todos os pastares são ingênuos”
e que “os sábios são muito tristes”.
Não sabia a intenção do poeta,
mas, na condição de adolescente curioso
e preso ao encanto das “Duas Histórias”,
comecei a pensar naquelas assertivas,
chegando a conclusões
que toda a minha experiência
posterior de vida
jamais me convidou a alterar.
Assim, tenho mantido e velho entendimento
de que a ingenuidade do pastor
reflete a satisfação da alma simples
em poder enxergar a beleza e a poesia
que o mundo e a vida lhe mostram,
sem questionamentos sobre as ocorrências,
sem necessidade de saber o que é poesia
e sem precisar sair de seu universo.
Quanto à tristeza do sábio
deduzi não se tratar de mera decorrência
da multiplicação de dúvidas
em torno das verdades descobertas;
sim, da consciência que ele tem
de ser capaz de descobrir verdades
que não deviam existir...
Lamentavelmente,
Não sei contar histórias,
Nunca aprendi.
A narrativa que me perdoe,
Mas foi na rima que me perdi.
