História
Quando sentamos para escrever uma história,ou mesmo um simples verso, a nossa melhor recompensa é tocar a alma do leitor. É chegar até o seu coração, é voar na certeza e na incerteza de que alguém, em algum lugar, se identificou e pensou: Poxa! Isso foi escrito para mim.
Autoria Irá Rodrigues.
Todo gole amargo de cerveja carrega a triste história de um trigo que poderia ter sido um doce e delicioso pão...
Exploram nossa imagem, exploram nosso nome, exploram nossa história, exploram nosso povo, dizem que não somos índios, nos chamam de supostos índios, essa é a função da maioria do Agronegócio, dos garimpeiros, Criaram o movimento invasão zero, frente parlamentar invasão Zero para tentar nos extinguir de uma vez. Mataram covardemente minha irmã Nega Pataxó, feriram a mim e Cacique Aritanan com feridas de morte, balearam e espancaram vários de nosso povo e estão impunes andando por aí.
"Em cada garrafa de vinho, há uma história líquida que aguarda para ser desvendada, sorvida e celebrada." 🍷
Das terras antigas, das sesmarias herdeiras,
À lei de terras que moldou o destino,
A história se tece com fios de luta,
Por um pedaço de chão, um pedaço divino.
A história se entrelaça em uma teia de luta, desde as terras ancestrais até as leis que moldaram nosso destino, revelando a batalha por cada pedaço de chão, cada parcela divina.
Você ficou no passado... Pra sempre... Nossa história ficou lá atrás numa gaveta bagunçada da alma .. onde guardo tudo que sonhei viver um dia e não vivi...
Você ficou num cantinho quieto por todos esses anos.. um cantinho do grito, do escuro, das paredes cinzas e das noites vazias e sombrias... O grito no peito tá agarrado até hoje e o choro preso me sufocando... Eu não esperava por isso... Aliás nunca esperei por aquele adeus ...aquela partida... Eu queria ser feliz e mal sabia que pagaria o preço pra sempre te vendo feliz com outra...
A vida passou e pra mim os dias nublados e cinzentos moram em mim até hoje... Eu quero esquecer, virar a página mas tá difícil são mais de 20 anos te guardando aqui dentro..mesmo tudo revirado, mesmo passando um tsunami em mim .. eu esqueci como te esquece pra sempre...
Sob o manto do céu, na vastidão da lavoura, O MAPA desenha sonhos, tece a história que se prova. Entre sulcos e montanhas, nascer de sol a pino, É o ministério que floresce, é o guia do destino.
Como páginas esquecidas da história, as terras devolutas e da União aguardam serem desvendadas, enquanto a sombra das sesmarias e a memória da Lei das Terras ecoam lembranças de um passado não compreendido, revelando que a verdadeira reforma agrária começa com o conhecimento e a justiça sobre qual solo é de todos, não apenas de alguns.
"Almas infladas podem ler absolutamente toda a história da filosofia, mas nunca passarão de cães que vivem a ladrar.
Eu fui
Não olhe para traz pois lá está nossa história e agora ela só existe na nossa memória.
Não olhe para trás pois foi lá que nos perdemos nesse eterno desencontro.
Não procure respostas, a verdade pode machucar
Agora olhe para mim e veja o que somos
O hoje existe por consequência do ontem, e convenhamos foi lindo.
Agora olhe, mas não muito, ainda tenho problema com meus olhos
os meus malditos olhos que me expõem de maneira cruel
Agora eu olho pra você e pergunto como vai sua vida e tudo não passará de “estou bem e você”
me deseje, mostre que sua alma ainda precisa da minha alma para sobreviver
mostre que ainda existe amor.
O amor nunca acaba, então você ainda me ama?
Marx e o comunismo morreram na queda do muro de Berlim. O que resta desta história são políticos oportunistas que continuam instrumentalizando coletivos para proveito político pessoal.
Linhas desoladas -
Se a vida tivesse sido outra
outra teria sido a nossa história,
agora, a memória é tão pouca,
triste, permanente, obrigatória.
Meus olhos de mágoa e leite
cheios de chuva, silêncios e cansaços
e a sombra do teu corpo num tapete
aconchegada nos meus braços.
A solidão ardendo ao pé do lume
o espelho sem reflexo nem paisagem
e a vontade de subir, chegar ao cume,
contemplando a tua imagem.
Que saudade de estarmos sempre assim
vestidos de paixão - doce, intacta,
hoje, escrevo versos sobre ti
nas linhas desoladas de uma carta.
O Brand envolve a história, ícones, discurso próprio, rituais, design, haters e a coragem de ser pioneiro.
O que nos salva todos os dias é a certeza que não somos resultados de uma única história.
Ainda há outras para viver e contar.
Felizmente o livro da vida é anárquico e tem muitas páginas…
A escrita continua, com todas as nossas (ir)responsabilidades.
"Voce Diz Que Sou o Vilão da Sua Historia, Então Eu Vou Te Mostrar Que Nem Sempre Os Herois Vencem No final".
Mar, luar e canção
(uma história em versos)
Assim, como para anunciar a chegada de alguém,
O mar cantava um hino.
Ambos sozinhos – eu e o mar,
Unimo-nos e esperamos que sua preferida
Se enfeitasse para nos ver.
Você fazia das ondas lindos saltos...
Estava contente, feliz!
Trazia algumas pérolas que tomara para si.
Estavam ali, na superfície, vindas de suas profundezas
Para ofertá-las à sua amada.
Enfeitava-se e compunha hinos,
Hinos ora alegres, ora tristes, serenos ou enfurecidos.
Estava impaciente, nem tudo preparado
Pois faltavam os pássaros...
Mas eis que surgem, assim, em bandos
De tenras nuvens calmas, diferentes do mar.
O sol se foi e seus raios vermelhos beijavam os céus,
Abraçavam as águas...
Então, ela se fez surgir!
Não era pura, mas singela...
Seu manto rosa dourado reluzia...
Tomando para si as pérolas
Que horas depois vestiu!
De seu rosa feminino tornou-se mais pura, prateada...
Surgindo sua imagem trepidante por entre as ondas do mar.
E o mar, apaixonado, tomou-a, beijando-a...
Mas não era ela... Somente seu reflexo, sua luz!
E mesmo assim ele se fez feliz!
Nisso, como num encanto,
Uma canção saltitante se fez ouvir...
Mais pássaros, eram eles, brancos... calmos.
Um grande bando...
Rezavam, como em prece suplicante
Para os que ali, embaixo de suas asas, descansavam...
Outros, brincalhões, trocando encontros com as águas,
Inspiravam-se naqueles que ali foram felizes,
Aos que ali admiraram o mar!
Ainda não era noite...
As estrelas não se faziam todas presentes
Para constituir o grupo daquelas
Que, antes da amada do mar chegar,
Enfeitavam-na com vestes simples, femininas
Para, na terra, os seres se apaixonarem.
As nuvens estavam ligeiras, douradas,
Cobrindo muitos desses mitos infantis.
O mar, então, repleto de esplendores, deixou soltar um suspiro,
Suspiro de namorado que ama realmente alguém.
Cada vez mais se fazia noite...
A lua, muito mais feliz, atirou, de modo admirável,
Uma luz que se fez voar pelo espaço...
O seu prateado, às vezes modesto,
Deixava o mar louco e este se enfurecia.
Chegava, então, às praias com suas ondas de censuras amargas,
Amargas por não poder tê-la.
E foi assim que se fez noite.
Noite encantadora, repleta de esplendores.
Fiquei triste... tinha que partir.
Não podia ficar ali eternamente...
Lágrimas começaram a rolar.
Fiquei triste, tão triste que mal podia caminhar por entre a imensidão da noite.
Suas espumas, tão suaves, estavam sempre a me beijar...
Eu ia sorrindo, enquanto a tristeza me invadia.
Pensei:
E quando tudo terminar? O que será do mar?
Irá se enfurecer e com toda a sua força crescer para aos céus implorar
Por outras noites, assim, lhe acompanhar!
Mar, com suas canções...
Canções saltitantes e felizes
Acabará por chorar eternamente por não poder rever a lua novamente!
Não, você não tem um coração!
Não tem olhos, nem ilusões.
O amor pela lua acabará, pois tem outras coisas para amar...
Esta noite não mais se fará...
Foi a primeira e única; aproveitem-na.
Não se esqueçam de se amarem,
De se amarem a todo custo.
Então, deixei-os a sós.
E mesmo que meu coração doesse, eu já havia assistido ao espetáculo.
Sabia que iria ficar assim, noite adentro,
O mar cantando suas canções para se declarar à lua,
A lua, cheia de emoção, amaria por toda a noite o mar!
(junho de 1967)
