História
Eu só estou tentando contar uma boa história, fazer filmes de entretenimento. Eu me inspiro no povo, na música, nas novelas e nas ruas.
Todos os diretores são contadores de histórias, por isso a motivação é contar a história que eu quero contar. Isso é o que eu amo.
minha história
cabe num livro
num prefácio apenas
nas infinitas páginas
numa folha
só na capa
nas páginas arrancadas
naquelas que não foram lidas
nas referências da minha vida
no rodapé
sem índice
só com indícios
utilizo de muitos artifícios
pra viver e sobreviver
e sobre viver
neste mundo fictício
pulo ou não pulo
do edifício
fico a beira
do precipício
faço da mente
um hospício
e volto ao início
de uma existência inesperada
sou demente
atordoada
cheia de malefício
imperfeita
incoerente
são os ossos do ofício
crio expectativas
não acho muito propício
remexer no passado
volver os resquícios
e com grande sofrimento
vivo de sacrifícios
não aceito da vida
o desperdício
com tanto vício
então pratico o exercício
do benefício
do contrário se torna
o mártir do meu suplício!!!
Se soubessem da minha história, talvez paracem de me julgar,mais também por outro lado, ninguém se importa, ninguém tá nem ai,se estou viva ou morta,se preciso desabafar, ninguém se importa com ninguém além deles mesmos!
CONTO DE NINGUEM
Essa história poderia ser a minha, mas é conto de ninguém.
- Uai sinhá Ineizinha!
- Ninguém se não é nenhuma pessoa é quem?
- Uê!
- Poderia ser vosmecê ou alguém, mas é conto de ninguém.
- Ah! Sinhá! Alguém eu não identifico quem. É ninguém?
- É!
- É ninguém com alguém, como eu e vosmecê. Slave and mistress. Black and white.
Bem assim: num vocábulo do tempo da senzala em tempo de se cuidar do linguajar. Onde toda palavra que se diz tem outra interpretação e pela conotação reação mediática.
Num?
- É! No interior de... Tá tudo mudado.
- Tá, Sinhá?
- Alto lá, tá é tá e basta!
Pré conceito é agressão aos novos conceitos. E armar o povo, não é mais instruir e ofertar conhecimento. Voltou ser outro tempo. O tempo do Lord of slave! Até açoite tão dando. Outros mandando. Éh! Vosmecê precisa entender. Tão é tão.
E alguém evoluiu mesmo sem saber quem! E ninguém regrediu, só se descobriu!
- Sinhá, ninguém ficou nu com dorso de fora como outrora?
- Não!
- Ah! Sim! Parece bem assim.
E agora é hora de black on white como a sinhazinha que ouviu ser ninguém, e que chegou na idade que ela se dá ao direito de usar o suporte que lhe convier com a palheta da sua vivência e se colorir como quiser.
E hoje quer ser Black! Mas é white! E é Indigenous! E all the people of the land.
E a tal que ouviu ser ninguém, sabe. Criar é de graça. Só pode alguém que entende ser não a graça do nada que custa ninguém. E sim a graça da superioridade que dons lhe concedeu. E ninguém sabe o quanto estes dons muito lhe custa. Money não compra dom e money ninguém tem. E se money não têm para alguém é ninguém.
E se vosmecê ouve bem entenda, sinhá compreende que se tudo que alguém tem é money, não compra o saber de ninguém. E ninguém vale nesta vida mais que alguém!
E bom evitar contenda de alguém com ninguém por vintém. E conserva o money que é tudo que tem.
E ninguém, que money não tem, conquista com seus dons mais que vintém ou money de alguém.
Falo por falar, vosmecê deve saber, Conselho igual ninguém nada deve valer.
Autoral: Cleuta Paixão
Todos os direitos reservados a autora protegidos por lei específica até que alguém lhe tire esse direito também.
De hoje em diante fica decretado a morte do passado ou de qualquer história proveniente dele. Quem ousar reviver ou pensar no passado será condenado ao amor eterno e a todo o sofrimento que ele lhe trará. Não haverá perdão. Então, que o passado fique no passado e para sempre caia no esquecimento.
Sonhos grandes trazem grandes desafios. Escutei a história de uma mulher que foi obrigada a se casar. No dia do casamento, ela tirou o salto e correu por nove quilômetros para escapar. Se essas pessoas não perderam a esperança, por que nós vamos perder? É dessas histórias que tiro a minha esperança.
E se em outro verso eu falar de outro amor?
Se lembre que a nossa história já passou.
Não feche esse livro continue lendo,
Se orgulhe de fazer parte desse momento.
O vinho é uma arte,
É uma história contada dentro de uma garrafa,
E uma história a ser contada em cada taça.
A MORTE DAS LENDAS
Todo povo tem sua história,
Seu conhecimento popular,
Suas crendices manifestadas
Nos costumes ou no pensar.
O povo urandiense
Tem mentes fertilizadas,
Criaram muitas lendas
E vou deixar imortalizadas.
Quando tinha muita mata,
Muitos rios pra pescar;
Ainda andava a pé,
Aparecia coisa pra assustar.
Quando pescava à noite
E não soubesse agradar,
Não pegava nenhum peixe
Porque a sereia ia atrapalhar.
Em tempo de quaresma
Aparecia lobisomem
Ou bruxa cavalgava;
Trançava crina igual homem.
Passava bicho correndo,
Só escutava a pisada.
Era mula sem cabeça;
Tinha medo da patada.
Ninguém matava nada
Se não agradasse a caipora;
Levava pinga e fumo
E deixava em cima da tora.
Aparecia muita alma
Dando pote de ouro.
Tinha muita assombração
Que fazia medo e puxava couro.
Acabaram todos os encantos,
Até a rama que fazia perder.
Quando destruíram a natureza,
Os encantos vieram a falecer.
Não é que a África não tenha uma história, escritores ou inventores, tu é que não lê nem investiga sobre ela.
Na constituição da subjetividade no inconsciente no texto de Garcia Rosa narrando a história da psicanalise de Freud sobre o inconsciente.
Há a crítica que o cogito cartesiano de Descarte penso logo existo parte da concepção de uma verdade na consciência pensante.
A declaração de Descartes é a representação base da verdade;
O crítico de Freud Garcia Rosa parte da subjetividade do texto inconsciente.
Ao criticar o auto pensamento de Descartes, sua consciência rapidamente pensou: "Existo porque penso que sou."
Na teoria de Descartes, a subjetividade do sujeito começa por acreditar que as coisas se baseiam em sua crença de que tudo é possível ser lógico.
A crença estar no valor de uma coisa ou no princípio de uma fantasia ser real.
Há um sujeito que não sabe nem deseja saber. Onde ha um fenômeno que faz pensar na sua paixão por um objeto que é seu.
Nele há um enigima comparado a um objeto de terror que surge do pensar sobre a sua a angustia. Com uma narrativa subjetiva.
Meus desejos são castrados e eu sou torturado! Portanto, tenho medo de banir esse prazer. Eu sei que você odeia pensar que é o lugar perfeito, mas dói porque você não pode tê-lo. Então sofro porque penso e desejo.
Ah, clube de regatas Vasco da Gama!!
Que em pouco mais de cem anos de história conquistou quatro brasileiros, uma libertadores e uma Mercosul colocando o clube entre os gigantes do Brasil e da América.
Ah, Vasco da Gama que lutou tanto até chegar no auge com títulos em campo e conquistas sociais tão importantes fora dele para em menos de doze anos amargar seu quarto rebaixamento.
Ah, Vasco da Gama, cujo o hino diz: "sua imensa torcida é bem feliz", feliz há anos atrás sim, porém hoje anda mais cabisbaixa, humilhada, desnorteada e até muito sem esperança de um futuro melhor.
Ah, clube de regatas Vasco da Gama que luta contra tudo e contra todos terá mais uma vez que tirar forças, principalmente de sua amada e fantástica torcida que há dois anos fez um feito extraordinário tornando-se o clube com mais sócios torcedores do mundo mostrando a sua força.
Ah, Vasco essa sua torcida já demostrou que estará sempre ao seu lado seja em tempo bom ou ruim amando, incondicionalmente. Como em uma canção entoada de sua torcida: "e quem me conhece me pergunta por que te segui, eu levo a cruz de malta (mátea), no meu peito desde que eu nasci."
Ah, grandioso Vasco essa temporada pode parecer melancólica e tristonha, mas sua torcida mesmo de longe das arquibancadas jogará mais do que nunca com o time mostrando o quão grande é, dando a volta por cima para a reestruturação do clube, e jamais deixando o navio naufragará.
A angústia da maldição
Adão e Eva, a serpente, o triviato da história.
O fruto proibido, paladar maldito.
Assim é o registro, livro da memória.
Caim, a grande tribulação.
Sete à nova geração.
Can, Canaã, o peso da escravidão.
Abraão, transcendência, uma guerra na sua constelação.
Ciúmes, inveja, ódio.
Algumas brilhantes.
Outras estrelas sangrentas gerações.
Gigante Roma, os grandes ditadores.
Guerras, estupros, escravidão.
Sangue, rumores, horrores.
Os segredos, o oculto baú milenar.
A alma de Nero, o mundo está em fogo.
A terra santa, o homem judia.
O homem querendo construir o homem.
Ciência e tecnologia.
A teologia, costumes, adoração.
Cultura, deuses e suas formas.
Cada nariz, cada raiz, normas.
A vida moderna, a informação de oriente a ocidente.
O homem correio, leitura, informação inserida na mente.
Mas, porém, contudo, muito oculto.
O escritório do homem.
O laboratório do luto.
Segura, rouba, desvia todo ouro.
O grande devorador devolve lixo.
Eu aqui, um calouro.
Entendo que a cruz foi, é o capricho.
Pois os gigantes, chifres, basã, os touros.
Giovane Silva Santos
Eu queria escrever uma história
Daquelas jamais imaginadas
Mas quanto mais leio
Mais percebo
Que as melhores já foram contadas
Me resta parar e sonhar
Vai que de lá nasçam palavras?
De repente chegam quatro ou cinco parágrafos
Para outra aventura inacabada.
Quando, em toda a história de seu país, o governante mais justo foi um autocrata, o povo perde seu interesse pela liberdade.
