História
Em um pântano longe, vivia um ogro
A todos temido, grande e gordo
Chamava atenção sua cor colossal
Verde como grama, diferente afinal
O seu coração era como uma cebola
Com muitas camadas, não se via parte boa
Um dia apareceu um burro falante
Animado e tagarela, não se calava um instante!
Então com o ogro, uma amizade criou
Entre as diferenças prevaleceu o amor
Até que a dupla, uma missão embarcou
Ir atrás da princesa que o rei ordenou
Chegando na torre, uma ponte suspensa
O burro temeu e chorou por dispensa
O pior os aguardava dentro da torre
Um dragão feroz que ao ver se-corre
Muito valente, o ogro encarou
E a bela princesa ele resgatou
Mas o dragão, contou uma boa
Se apaixonou pelo burro, pois era Dragoa!
Com muito esforço
A fera foi presa
A princesa liberta
E o burro em defesa
Chegando ao Palácio
Descobriu-se um segredo inteiro
A noite de um jeito
De dia de outro
Assim sera a regra até o beijo do amor verdadeiro
Ao Palácio chegar, seu noivo conheceu
Mas a todos chocou quando o sol desapareceu
Causou-lhes espanto
Pois ogra ela era
O rei ordenou que prendessem a fera
Ao som das portas, o ogro entrou
Buscando conquistar, seu verdadeiro amor
O beijo entre os dois a maldição quebrou
Então sua forma, a princesa tomou
Ao fim das contas
Beleza não importa
Quando temos ao lado
Quem a gente gosta.
A memória não se restringe apenas àquilo que lembramos, mas a tudo aquilo que o tempo nos permitiu preservar como legado. Ela nem sempre nasce do afeto, do consenso, como afirma Halbwachs, mas das relações de poder que atribuem a memória novos significados. Já a história, que figura no tempo como antítese da memória, sujeita-se à vontade de quem a seleciona, de quem a escreve. Assim, nessa relação dialógica entre a memória e a história, cabe ao espírito inquieto do pesquisador penetrar os silêncios, questionar os vestígios e avaliar tudo aquilo que a história legitimou como digno de permanecer em arquivos, bibliotecas e museus nacionais.
O frio e a paisagem.
Entre névoas e neblinas que dançam no frio, e um vento que conta segredos ao léu, há um pedaço do mundo perdido, um sul europeu sob o céu fronteiriço.
Ponta Porã e Pedro Juan, irmãs, separadas apenas por linha imaginária e discreta, misturam-se línguas, misturam-se danças, e as vozes do tempo ecoam inquietas.
Vieram tropeiros, vieram guerreiros, os guaranis, os espanhóis distantes, os portugueses bandeirantes, gaúchos e correntinos sonharam, nesta terra de vida vibrante.
O mate aquece, o tereré refresca, bebida que cruza as eras e laços, um ritual sem começo ou fim, que une estradas, povos que cresceram entre os ervais da região.
O frio borda a paisagem em prata, mistura emblemática sob o verde dos campos e matas a névoa esconde o que o tempo deixou, lamentos perdidos no vento antigo, memórias que a alma soprou.
Mas há calor nos rostos, nas mãos, na fronteira que nunca se encerra, onde o passado caminha presente, escrito nos traços desta terra.
Que, ao respirar fundo frente a uma adversidade, possamos nos lembrar que quem nos deu o sopro de vida já escreveu a história toda e, no final, tudo o que é de melhor já aconteceu.
Nem todo dia será fácil, mas todo dia pode ser abençoado.
Você é mais forte do que imagina.
Sua história está sendo cuidada por um Amor que não falha.
E mesmo quando nada muda por fora, algo já começa a renascer por dentro...
(Jorge Tolim)
É necessário um razoável letramento filosófico, sociológico, econômico e político, e também sofisticação cognitiva, para compreender a real dimensão da desgraça petista para o Brasil
Por muito tempo fugi da realidade lendo ou imaginando jornadas heroicas para mim e isso me ajudou a ver o mundo real melhor a cada dia, hoje busco parar de viver no imaginário e viver no real, tirando o melhor das histórias que li e buscando ser como as histórias foram para mim um guia aos demais.
Mais do que palavras ou aparências, são as ações coerentes que definem quem somos e o legado que deixamos. Viver com firmeza, respeitando a si e aos outros, é o caminho mais difícil, mas também o mais nobre.
Não sei se tu sabes, mas as melhores histórias não estão nos livros, nem nos arquivos… As melhores histórias foram vividas tão intensamente que não deu nem tempo de registrar
O fotógrafo e o escritor são dois protagonistas ocultos da história do mundo... Um registra através de imagens e o outro descreve os detalhes da história.
"Herança de fé não salva. Histórias inspiram, mas só arrependimento transforma... só Cristo salva."
"A verdadeira beleza se revela na simplicidade das coisas e na autenticidade das pessoas, onde cada sorriso e cada objeto cotidiano contam uma história única."
Tudo que vivenciamos nos propicia aprendizado, e com ele podemos reescrever uma nova história com versões diferentes porque já conhecemos a trajetória percorrida.
Criar uma imagem é colocar cada sentimento nela; é como imaginar um quadro, imaginar os traços, tudo. Imagine uma tela branca. Nessa tela, você pensa no personagem, faz de acordo com as características. Pensa na essência, na personalidade, em tudo... Fecho os olhos e imagino.
Pai...
Pai, o tempo já passou
Mas irei sempre guardar
No arquivo da nossa história
Que outrora me faz sonhar
Como é doce recordar
- Os momentos bem vividos
Tu eras o herói da vez
E eu interpretava o bandido
Corria de um lado para
O outro fingindo te atacar
E como um herói verdadeiro
Que sempre venceu o mal
- Você erguia a sua espada
Fingindo um golpe fatal
Mas o tempo foi passando
E tudo se modificou
Seus cabelos ficaram grisalhos
Mas continuas o mesmo Pai
Que de mim sempre cuidou
E como um bravo guerreiro
- Um amigo um companheiro
Aprendi contigo este feito
E hoje eu posso dizer
Que tenho um Pai, um amigo
Que me ensinou a vencer.
