Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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A expressão genuína e o direito de escolha florescem onde há decência e limites morais, nunca na desordem e na destruição promovidas pela libertinagem.

Santos para a Plateia




Há pessoas que passam a vida vestindo máscaras tão bem ajustadas que já não sabem mais quem são quando estão sozinhas. Diante dos outros, pregam bondade, compaixão e humildade, mas, quando chega a hora de transformar palavras em atitudes, nada existe além do discurso. Falam sobre fazer o bem como se fossem exemplos, embora raramente tenham estendido a mão quando alguém realmente precisou.


E ainda encontram tempo para julgar aqueles que escolheram caminhar por uma estrada diferente. Chamam de perdidos os que não seguem suas regras, de distantes de Deus os que questionam, de sem fé os que procuram respostas por outro caminho. Dizem que falta oração quando, talvez, o que realmente falte seja respeito pelo livre-arbítrio e humildade para aceitar que ninguém é obrigado a enxergar o mundo através dos mesmos olhos.


É curioso como algumas pessoas acreditam que conhecer o caminho certo lhes dá o direito de condenar quem escolheu outro. Esquecem que fé sem bondade é apenas aparência, oração sem compaixão é apenas palavra, e um discurso sobre amor perde todo o sentido quando é usado para diminuir alguém.


No fim, a máscara pode enganar uma multidão, mas não transforma uma pessoa naquilo que ela finge ser. Porque caráter não se veste para uma ocasião, bondade não precisa de plateia e quem realmente carrega luz não precisa apagar o caminho de ninguém para provar que o seu é o certo.

Estou cansada de transformar o meu cansaço em sorriso para que ninguém perceba o que há por trás dele. Aprendi a medir palavras, esconder sentimentos e vestir máscaras até dentro de casa. Às vezes, o sorriso não é felicidade — é apenas a forma que encontrei de esconder tudo aquilo que não consigo mostrar.

⁠Há algo nele que foi feito para alguém como eu.

Ariana Grande

Nota: Trecho da música The Boy is Mine.

“Há respostas que, se tivessem chegado a tempo, poderiam ter mudado nossa história. Quando chegam tarde, porém, revelam algo ainda mais profundo: a história já havia mudado, não por causa delas, mas apesar de sua ausência.”

Há dias em que a saudade do passado aperta o peito como se quisesse me arrancar do presente; e tudo o que eu mais desejo é voltar para algum lugar no tempo em que eu ainda era verdadeiramente feliz, quando sorrir parecia natural e a vida não pesava tanto sobre os meus ombros.

reamar.


Enterro o que fomos sem negar o que fomos,
deixo o antigo amor repousar sem pesar
há coisas que morrem para que, entre os escombros,
duas mãos diferentes se possam tocar.


Não quero o retorno do mesmo começo,
nem repetir promessas que o tempo desfez
se ela vier, que eu saiba encontrá-la de novo,
como quem conhece e descobre outra vez.


Imagino nós dois numa mesa qualquer,
ela contando alguma coisa e eu distraído,
não pelo que diz, mas pelo jeito de dizer
como se o amor tivesse enfim aprendido


que amar não é saber quem o outro será,
é ter curiosidade de vê-lo mudar.


E talvez, quando a tarde cair sobre nós,
eu perceba, sorrindo, uma coisa singela
não foi o tempo que trouxe de volta a nós,
foi o que aprendemos enquanto faltava ela.


Porque ainda seremos estranhos em certas manhãs,
ainda haverá perguntas que não saberemos fazer
e eu quero justamente essas partes humanas:
descobrir sua nova maneira de ser.


Que ela também me encontre sem me procurar, nas versões antigas que um dia conheceu. Eu não quero que ela volte para o homem de lá, quero que ela conheça o homem que o tempo me deu.


E se algum dia estivermos, sem perceber,
em qualquer canto do mundo, sem nada especial, eu quero olhar para ela e finalmente entender


o nosso amor não voltou.


Ele começou de novo.

Quero espaço.
Espaço para mim.
Espaço onde há liberdade
para eu existir.


Quero escrever o que minha alma grita,
sem me preocupar com métrica
ou rima.


As estrelas se alinham
e formam constelações,
mas há um universo de distância entre elas, para que tenham espaço
e brilhem.


Quero espaço para brilhar.
Espaço para respirar.
Espaço para me amar.


Mas sou brinquedo
das suas carências.


Há um mundo fora do meu quarto,
mas não minto quando digo
que há outro dentro dele.


Me dê espaço.


Permita que eu escolha
o filme que vou assistir.
Deixe minha liberdade
existir.


Me dê espaço.

De promessas, há vários milionários.
De realizações, pobres são.

“Há momentos em que obedecer à lei preserva a ordem, mas questioná-la preserva a própria ideia de vida humana.”

As relações abalam-se quando há invasão de privacidade... a discrição é um dom da inteligência.

⁠Toda injustiça social que há é fruto do egoismo humano, tolos governantes e povo alienado, ambos só se interessam pelo que a política pode lhes oferecer como poder e vaidade individual, ninguém se importa com o coletivo, nem políticos nem quem os elegem.

Há acontecimentos na existência que marcam como amor ou paixão avassaladora. E, às vezes, tentamos reescrever essa história — mover o enredo, deslocar o sentimento, transplantar a emoção para outro contexto, outra pessoa, outro encantamento. Mas não funciona.


No universo emocional, certos eventos só acontecem uma vez.
Não é possível reconstruir o que o caos, em sua precisão secreta, nos ofereceu como vivência única.


Há experiências que pertencem a um instante irrepetível, e nenhuma tentativa humana consegue reescrever aquilo que nasceu para acontecer apenas naquele momento — e nunca mais. Evan do Carmo

ROKC DA CICUTA


Quando o céu pesa feito chumbo
e a cidade mastiga meus passos sem piedade,
há vozes nas sombras chamando ao deserto,
prometendo silêncio e descanso no pó.
Em dias ruins,
quem me salvará?
Apenas um rock.
Conheço o truque da noite ferida,
a mentira elegante que veste a dor.
Ela fala em repouso,
em fuga infinita,
e cobra da alma um preço maior.
Uma guitarra rasgando a escuridão,
um grito selvagem cortando o nevoeiro,
um trovão elétrico atravessando a noite
e explodindo dentro do coração.
Ou uma overdose de cicuta,
serena como um lago sem verão,
a velha taça esquecida sobre a mesa,
aguardando o fim de toda revolução.
As ruas estão cheias de reis derrotados,
de poetas vencidos pelo aluguel,
de homens que escondem seus naufrágios
sob gravatas, sorrisos e papel.
A madrugada conhece seus nomes,
conhece o peso de cada ilusão.
Sabe quantos castelos desabaram
antes do último acorde da canção.
Entre a fúria dos amplificadores
e o silêncio mortal da rendição,
a vida dança sobre o fio da navalha,
sem promessas, sem explicação.
E eu sigo escutando os dois chamados,
como quem ouve anjos e vulcões:
de um lado a tempestade das guitarras,
do outro, o descanso das extinções.

Há muito tempo perdi o medo de encarar a vida, de desafiar a sorte, de olhar a morte com a cara suja após um pesadelo. Ao nascer, perdi-me no corredor da vida. Pouco me importam a cadeira elétrica, a injeção letal, a sentença do juiz, o golpe fatal do carrasco ou a lenta caminhada até o cadafalso.


Pouco me importa a espada de fogo à porta do paraíso. Eu quero a alegria desta vida. Quero o sorriso infante e a embriaguez dos delinquentes. Quero a alma aquecida na fogueira ardente que consome a esperança. Quero o risco e a vertigem de estar vivo. Quero encarar o medo com o espanto doce de uma criança.


Quando a morte vier, que me encontre de pé, ainda com a poeira do caminho no rosto e o coração em brasa. Para quem estreou neste palco de loucos, a única vergonha é não ter vivido.

Um processo de mudança só é possível quando há desejo de mudança, comprometimento dos lideres e consenso mutuo entre todas as partes

Eu tenho medo...
Medo da morte? Também.
Ah, mas há outros medos que me dão mais medo...
Esses medos a que me reporto, a história poderá contar.

Há prisões construídas com concreto e há prisões construídas com leis; as segundas costumam durar mais.

Há líderes que se fazem impondo autoridade, enquanto outros surgem e servem pela sua responsabilidade.

Há líderes fracos e medíocres: aqueles que são egoístas e corajosos quando estão nos púlpitos só para mandarem, mas nenhum deles gosta de responsabilidades, só de autoridade.