Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
No horizonte há tantas possibilidades e oportunidades, e compreender os mistérios que nos cercam é a única verdade. Pois o mar pode engolir o seu ego dentro de regras simples; tudo o que conhecemos é apenas a equivalência do espírito.
Ignorar a segurança para aprender com cada instante nos faz avançar. Na simplicidade de abandonar o sentido da descoberta, observar e analisar é sábio até que tudo seja infinito dentro do macro mundo — pois o infinito está dentro de nós. Para nós, os limites são apenas linhas no horizonte. O pôr do sol, intensamente, pode lapidar o tempo para a noite, para descansar e sonhar com novos horizontes e ganhar mais conhecimento: uma reminiscência evolutiva. Tudo o que conhecemos torna-se evidência da história que contamos.
O salto de fé dentro da mente acontece quando aceitamos as possibilidades e probabilidades dentro de um contexto maior. Criamos fantasias dentro das alternativas, mas, mesmo assim, olhamos a imensidão, pois somos o próprio universo se observando num vasto mar de consciência.
Esta voz dentro de cada um se conecta na abertura de um livro, nas margens peculiares de um rio ou na imensidão do cosmos, buscando a compreensão e a perfeição da resiliência para entrar no mundo oriundo de si próprio. O que é perfeitamente acessível torna-se parte do destino de cada um, em uma camada de realidade dentro de sua existência.
Mesmo no micromundo, há movimentos que apenas observamos. E, mesmo que não nos lembremos do nosso próprio início, ainda sonhamos acordados até que exista um começo, pois existimos dentro da existência cognitiva.
Podemos nos contemplar, cometer erros e ser até alienados, mas ainda vivemos sob as limitações do tempo. Mesmo persistindo nas aventuras do universo conhecido, carregamos alegrias e tristezas, vagando em nossas mentes pelo extremo vazio. Contemplamos abismos e olhamos para dimensões infinitamente sobrepostas na escuridão dos nossos pensamentos.
O equilíbrio gravitacional dá sentido literário à busca do conhecimento, pois o universo se expande a todo momento até que comece a regredir dentro de suas variáveis infinitas. Somos um pingo que decidiu ser, para ser dentro do "Eu Sou".
— Celso Roberto Nadilo
O Emaranhado Cósmico das Almas.
Por Celso Roberto Nadilo
Há um sentimento de emaranhado quântico nos sonhos que dividimos; estamos ligados por sentimentos, observando uns aos outros em perfeito equilíbrio. As luzes de outros universos nos guiam e nos mostram os moldes de um mundo no qual somos únicos. Sempre tão longe e, ao mesmo tempo, tão perto da compreensão... A ponto de que, se nos encontrássemos ou soubéssemos da existência mútua, ambos deixaríamos de existir. Esta poesia cósmica é voltada para a aurora, como o canto do pássaro a cada amanhecer.
Mesmo que marquemos os nossos destinos e sejamos egoístas e destrutivos, ainda existimos em uma utopia de compreensão e paz — até que o vizinho decida fazer um churrasco e comemorar, até o amanhecer, a futilidade do futebol.
É no sono profundo que temos convicções de outras realidades. Damos livre-arbítrio à alma. Alguns dizem que ela não existe, pois a desilusão da vida religiosa os transformou profundamente em seres frios, realistas e sensatos; contudo, estagnados na profundidade de sua própria evolução. Parecem-se com os alienados pela perspectiva de seu líder político de estimação ou de sua crença religiosa.
Eu vejo tudo com a liberdade de compreender aquilo em que acredito: o limite da criação e a evolução. Afinal, evoluímos sonhando dentro de uma caverna, buscando o mundo espiritual e uma vida melhor para todos. Evoluímos pensando, olhando para outros mundos, indo aonde ninguém foi, descobrindo novos sonhos e horizontes dentro de nós mesmos. Buscamos as estrelas para reencontrar o que fomos em um momento único e surreal.
No escuro do espaço, não sinto medo; vejo descobertas, conhecimento e novas oportunidades de ampliar o ser ou de se conhecer melhor. Quando vejo o incrédulo que não conhece a própria alma diante do universo, enxergo um terraplanista na desilusão do seu ser perante a grandeza universal.
Quando morremos, caminhamos para a escuridão. Quando vi meu desespero refletido no espelho, olhando para o infinito, percebi que olhava para o abismo — e vi que o abismo olhava de volta para mim. Percebi que nada é definitivo ou eterno diante do tempo. As almas existem, e não como as metáforas daqueles que abrem o jornal da mesma forma que abrem suas mentes: moldadas em um conhecimento frio e abstrato.
O cosmos é muito maior do que podemos imaginar para sermos meros joguetes de uma mente que viaja para a morte ou que deixa de existir meramente no curso da evolução existencial. Para continuar além da perspectiva, somos a verdade da equação que mostra o relativismo em sonhos — as respostas que temos hoje porque, um dia, acendemos a luz dentro das cavernas. Nossas almas tocaram os céus, e vimos espíritos que tocam nossas vidas.
"No conforto dos nossos lares, ainda vagamos pelas correntes que carregamos há séculos: a escravidão mental, emocional e os algoritmos que ditam regras. Ainda somos racistas, repressivos, ignorantes e abusivos — legítimos filhos da opressão.
Se é gay, tem que ir para a fogueira.
Se é de religião pagã, fogueira.
Se é bruxa, discriminação e fogueira, sem exceção.
Mas se é burro e alienado, torna-se o 'futuro da nação'.
Queimem os pensadores e ignorem-nos! Pois, para este sistema, eles são os loucos: os ditadores da gramática fundamental da existência."
Minha vida é irrelevante num lugar desse tamanho. Há muita gente com histórias muito mais tristes do que a minha. Aqui sou invisível. Desimportante. Manhattan tem gente demais para se preocupar comigo. E eu a amo por isso.
Eu quero paz... eu busco paz..
mas ha conflitos dentro de mim .
como resolver? como me encontrar?
se a paz que eu busco ..
eu so encontro em voçe....
Há Nudezes Que Revelam a Alma
Há nudezes que revelam o corpo,
mas há outras que revelam a alma.
E foi assim quando te vi:
não foi tua pele que me deixou sem palavras,
foi perceber que, diante de mim,
você havia deixado cair
tudo aquilo que nos protege do amor.
Não havia apenas um corpo despido,
havia uma mulher inteira,
com seus silêncios,
seus medos,
suas delicadezas,
seus desejos
e todas as histórias
que teus olhos ainda não haviam me contado.
E eu te olhei
como quem contempla algo sagrado,
não pela perfeição,
mas pela confiança de poder estar ali,
tão perto daquilo
que o mundo jamais conheceria como eu.
Porque amar alguém
é também aprender a olhar.
É tocar sem possuir,
é desejar sem diminuir,
é contemplar sem transformar
a beleza em coisa.
Naquela nudez,
você estava vestida
da coisa mais bonita que alguém pode oferecer:
a confiança.
E talvez tenha sido por isso
que meu coração tremeu.
Porque percebi
que não estava apenas vendo você.
Estava sendo autorizado
a conhecer uma parte tua
que nenhuma roupa poderia esconder
e nenhuma palavra conseguiria explicar.
Teu corpo era poesia,
sim,
mas tua entrega era ainda mais bonita.
Havia versos em tua pele,
mas havia eternidade em teus olhos.
E quando nossos silêncios se encontraram,
compreendi finalmente
que a verdadeira nudez
não acontece quando as roupas caem.
A verdadeira nudez acontece
quando já não temos medo
de sermos vistos por inteiro.
Por isso,
se algum dia me perguntarem
o que encontrei quando te vi assim,
não direi que encontrei
o corpo que tantas vezes imaginei.
Direi apenas:
encontrei tua alma
sem nenhuma defesa diante da minha.
E naquele instante,
eu também me despi
não das roupas,
mas de todos os meus medos
de amar alguém
tão profundamente.
“A verdadeira força da vida está na amizade sincera, aquela em que há confiança, apoio mútuo e presença constante. É a amizade estreita, construída na lealdade e no cuidado, que sustenta as pessoas nos momentos difíceis e enriquece a caminhada. Mais do que companhia, amigos verdadeiros são pilares, e essa relação é uma das maiores riquezas que se pode possuir.”
TRUMPOSO! Assassino serial. Mata, supondo que eram criminosos. É juiz, júri, executor. E há quem idolatre o psicopata americano. Inversão total de valores.
Que maior vaidade e miséria há no mundo do que abundar em riquezas temporais, mantendo a vida cheia de ilusões e o coração desolado da presença de Jesus?
"Há quem atravesse a ponte e siga seu caminho. Há quem, depois de atravessá-la, volte para reforçar suas colunas, sabendo que muitos outros ainda precisarão passar por ela. É nesse gesto que nasce o legado."
A vida é o bem mais precioso do ser-humano. Vamos viver com responsabilidade e aproveitar o que há de melhor debaixo dos céus!
@nasblor
“Morada nas Palavras”
Há amores que moram numa casa.
Conhecem o barulho das chaves na porta, o café dividido pela manhã, os pequenos desentendimentos, o silêncio confortável de quem já não precisa dizer nada para permanecer.
E há outros que nunca recebem um endereço.
Não porque tenham sido menores. Talvez justamente porque a vida não lhes concedeu espaço suficiente para acontecer.
Então eles procuram outro lugar para morar.
Uma carta.
Uma página.
Uma frase escrita no meio da madrugada.
Kafka e Milena encontraram esse lugar.
Não tiveram uma vida inteira lado a lado. Tiveram distância, espera, desejo e palavras. Muitas palavras. E talvez cada carta enviada fosse uma tentativa de diminuir alguns quilômetros entre dois corações que a realidade insistia em manter separados.
Há algo profundamente romântico e doloroso nisso.
Quando não podemos tocar alguém, começamos a tocar através das palavras.
Escrevemos “saudade” quando gostaríamos de dizer “fique”.
Escrevemos páginas quando desejaríamos apenas alguns minutos de presença.
E colocamos dentro de um envelope aquilo que os braços não conseguiram alcançar.
Talvez por isso certas cartas de amor sobrevivam tanto tempo.
Elas não guardam apenas aquilo que aconteceu.
Guardam aquilo que poderia ter acontecido.
Os encontros imaginados.
As manhãs que nunca chegaram.
Os abraços adiados.
A vida que permaneceu esperando do outro lado da possibilidade.
E existe saudade até daquilo que nunca vivemos.
Essa talvez seja uma das formas mais misteriosas da saudade: sentir falta de uma vida que nunca chegou a existir.
Kafka e Milena partiram.
As mãos que escreveram aquelas cartas desapareceram. Os olhos que esperavam por elas também.
Mas as palavras ficaram.
Continuaram atravessando anos, fronteiras e gerações até chegarem às mãos de pessoas que eles jamais conheceriam.
Talvez porque algumas palavras se recusem a morrer quando foram escritas com sentimento suficiente.
E penso que certos amores sejam assim.
Não encontram uma casa.
Não encontram o tempo certo.
Às vezes nem sequer encontram um final.
Encontram apenas uma página em branco.
E ali permanecem.
Porque quando a vida não oferece lugar para um amor morar, às vezes resta à palavra abrir a porta.
Crônica baseada no livro Cartas a Milena - Franz Kafka
Ensaio
Quantos naufrágios há de esconder este teu olhar oceânico?
Quantos corações terá tragado para teu íntimo profundo?
Quantos mistérios hão de repousar na calmaria de tuas águas?
E quanto sofrimento desaguou o teu peito por este mundo?
Ah, Poeta!
O que será de mim,
consumida por este mar,
n'uma ressaca tremenda de Amor,
que inconscientemente tragou
para dentro de si meu Coração,
e o arrebatou contra as rochas da Vida?
O que será de meus restos naufragados?
O que há de voltar p'ra mim - além da Solidão?
E o que há levar para si - além de meu Amor quebrado?
Diga-me, Poeta!
- O que há de tão profundo e devastador em teu olhar?
Há momentos em que você parece estar à deriva, até atracar num porto onde a acolhida é maravilhosa, onde a palavra é cantada e vira música, vira poesia, vira vida!
