Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Essa história já tem quase onze anos, e sempre me abala muito ver certos casais da ficção. Há cenas que sempre me pegam emocionalmente. Acho que isso nunca vai deixar de ferir.
Meu medo é que nunca mais a veja, porque apesar da gente, tecnicamente, ao menos, ainda se falar, ela vive fugindo, e eu sempre sinto que é a última vez. Que o futuro já não nos tem nessa mediocre e indesejada existência.
- Marcela Lobato
Entre o excesso e o vazio
Gosto do equilíbrio:
nem tanto, nem tão pouco.
Há coisas que não podem perder a cor,
porque o colorido também é uma forma de alegria.
Outras não precisam de excessos.
O minimalismo tem sua própria calmaria,
e não precisa ser ausência de detalhes.
Porque simplicidade também pode ser rica:
em cor, em textura, em calor,
em tudo aquilo que, mesmo sem exagero,
faz os olhos permanecerem.
ATÉ A CHUVA PASSAR
Lá fora, com a chuva a cair,
Sempre há espaço para sentir.
Em meio a esse vento,
Só me lembro dos nossos momentos.
Hoje sinto saudade,
Eu queria estar com você,
Em seus braços me aquecer,
Te amar de verdade.
Mesmo a milhas de distância,
Com uma chuva em nosso caminho,
Sei que sempre há esperança,
Sei que sempre haverá carinho.
Hoje eu só queria te sentir,
Estar com você até a chuva passar.
Tudo bem se você desistir,
Mas sempre vou te esperar.
O ciúme é um demônio a ser aprisionado; há, porém, tolos que insistem em mantê-lo livre como prova de amor.
Há no olhar alheio toda sorte de cadeias, de maneira que, no reflexo de seus olhos, eu me desprezo e me condeno. Eu apenas sou feio porque eles decidiram o que é belo. [...] A sociedade, comparada à consciência do feio, não é tão cruel; ela inventou o chicote, e eu estou apenas me flagelando com ele.
- O Feio
Eu já sabia dessa hipocrisia na Assembleia de Deus há muito tempo. É revoltante ver como exploram os fiéis com a cobrança rigorosa do dízimo, mas, na hora em que o membro está desempregado ou passando necessidade, a igreja não estende a mão; dizem que 'é preciso ter fé' enquanto o prato do trabalhador está vazio. Pelo contrário: escravizam as irmãs para limpar o templo e arrumar cadeiras sob o pretexto de ser 'obra de Deus', enquanto o pastor ostenta um salário de, no mínimo, 10 mil reais, carro do ano e vida de luxo. Nessa hora, o discurso muda e dizem que 'o obreiro é digno do seu salário' e que 'ninguém trabalha de graça'. Engraçado que isso só vale para a cúpula, nunca para quem limpa o chão.
A hipocrisia é sem limites. Usam o nome de Deus para impor medo e exercer um controle psicológico que invade a liberdade individual, vigiando a roupa que a mulher veste e o que o fiel faz em casa, chegando ao ponto de ditarem em quem as pessoas devem votar. Transformaram o altar em palanque político e o dízimo em faturamento empresarial.
Para completar o descaso, muitos templos se recusam a deixar que o corpo de um membro seja velado na igreja, alegando normas internas ou falta de tempo. É um sistema que lucra com o suor dos humildes enquanto eles têm saúde para trabalhar e dinheiro para ofertar, mas nega até o último gesto de dignidade e acolhimento no momento do luto. É uma 'família' que te acolhe pelo que você tem no bolso, mas te descarta assim que você não serve mais para os interesses deles. Pregam o céu, mas vivem um império de ganância aqui na terra. Afinal, para esses líderes, a fé é apenas um meio de vida, e o fiel é apenas um meio de lucro.
Há um universo no olhar dela; brilha com a força das estrelas, mas carrega o peso de um socorro que a boca não consegue dizer.
Há três coisas nessa vida que eu nunca vou esquecer: o seu sorriso, a sua bela voz e o dia em que te conheci.
No dia em que o adeus rasgar a nossa última folha, o teu peito há de sangrar a certeza de que fomos o último enigma que o destino esqueceu de apagar.
Nos caminhos, colhemos silêncios
e os ecos das memórias.
Há caminhos que sabem mais que os teus próprios passos,
e caminhos que se abrem
somente para quem ousa sonhar.
Há algo em ti que puxa-me
mesmo quando tento fugir.
A tua presença cerca toda a minha alma, prende-me, incendeia-me.
E quando penso em ti — é o corpo quem responde. O resto dissolve-se,
até o ar tem o teu sabor.
Não há distância que baste.
O teu nome vibra na minha pele, como se o som trouxesse a tua pele para perto da minha boca.
Fecho os olhos
e o mundo curva-se em mim.
Tudo pulsa — lento, quente —
como se o tempo respirasse ao teu ritmo.
Existe um magnetismo em ti que chama o meu caos, um gesto, um quase sorriso,
uma promessa escondida na respiração.
Fico à beira — de ti, de mim, do abismo — e é ali que o desejo cresce, lento, inevitável.
Cada palavra tua é um fio de fogo que me atravessa em silêncio. E quando te calas,
tudo em mim escuta. E nesse inédito silêncio: deixo queimar, não o corpo — mas a alma, essa parte que insiste em te reconhecer.
