Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Há momentos em que você parece estar à deriva, até atracar num porto onde a acolhida é maravilhosa, onde a palavra é cantada e vira música, vira poesia, vira vida!
Três são os tipos de homem que caminham sob o sol.
Há aquele que nada compreende;
há aquele que não compreende, mas deseja compreender;
e há aquele que se entrega ao mau caminho e dele faz morada.
O primeiro, ainda que aja, não discerne o fim de seus atos.
Faz por fazer, sem visão nem propósito.
Abomina o crescimento, pois crescer lhe exige esforço;
é lento no espírito, pesado no ânimo
e murmura contra tudo que o cerca.
O segundo é inquieto de alma.
Não entende, mas pergunta.
Não sabe, mas procura.
Refaz o que quebrou, quebra o que construiu
e torna a levantar, ainda sem aplauso nem reconhecimento.
Busca sentido no que faz
e sofre por não ser visto, ainda que siga adiante.
O terceiro é homem de ruína.
Difama com a língua,
calunia com o olhar,
usurpa com as mãos
e envergonha até os próprios dias que vive.
Mas bendito é o homem que não compreende e, ainda assim, busca entender.
Pois ele não se chama sábio,
mas não se considera vazio.
Sabe que lhe falta muito,
ainda que para outros não baste.
Ele tenta se ajustar,
mesmo quando o mundo não lhe concede lugar.
E nessa busca, ainda que imperfeita,
há mais beleza do que em toda falsa sabedoria.
Para todos os lados observo e vejo grandeza, vejo amor, vejo proveito...
Mas alguém há de ver isso em mim?
Vejo olhares arrogantes...
Observo comentários ruins, julgamentos...
Vejo as praças com seus bancos vazios, mas quem há de estar mais vazio? Os bancos ou as pessoas?
Sorrir para não incomodar o outro com a sinceridade é a mentira mais cega da realidade.
Você será odiado e taxado por demonstrar demais.
Será pisado por demonstrar compaixão.
Será condenado por oferecer perdão.
A realidade se dobra ao que parece sólido, mas não transcendente.
Com o tempo, observei algo nos ímpios...
Mesmo que ali pareça não haver mais nada de digno para um bom futuro, eu observei algo que poucos enxergariam: a reparação.
Não observei as falhas, mas compreendo que muitos são vítimas da realidade, já outros escolheram o caminho por se acharem inúteis para oferecer bondade.
O tolo fala, fala, fala... Mas, na sua tolice, ainda há sabedoria, ainda que poucas vezes... Talvez, se ele falasse para si mesmo, compreenderia.
Observo uma mulher que amo indo embora em mais um capítulo da minha vida...
Coisa que não compreendo; porém, digo ser castigo. Eu espero o melhor, mas vem o pior.
O conceito e a finalidade de uma relação começam na compreensão mútua.
A capacidade de se ver no outro e reparar suas dores...
Mesmo que alguém ame ao ponto de enxergar isso, seria tortura ver sua ternura ir embora depois de tudo.
Observei os pais educando seus filhos...
Vejo a criança cair, mas esperar pelo pai e pela mãe para que a levantem. Mas não a ensinam a usar a própria força dos braços para se reerguer e ficar de pé; é uma tolice mimar os filhos sem ensiná-los a resolver suas próprias questões e a ter um senso de justiça.
Observei a impureza...
Para todos os lados, roupas vulgares... Mulheres, em sua carência, mostram o corpo... Homens, em seu desespero, tentam humilhar os outros...
Mas, entre tudo isso, eu me pergunto:
"Onde estão vocês?"
Para onde foi a compreensão das pequenas coisas?
Para onde foi o valor da sensibilidade?
Para onde foi o senso de justiça?
Onde está o amor?
(Cap. V: O Grimório Roseiral)
E, por falar em encanto, há um livro de páginas amareladas, feito de pétalas de rosa, no qual a bruxa Floral lia poções e segredos tão vivos e sentidos que parecia que o mundo parava por um instante de girar para ouvi-los. No entanto, segredos são para ser segredos, e o mundo prometeu a si mesmo que não os contaria a ninguém, a não ser a mim, o narrador. O que posso assegurar a vocês, amigos leitores, é que não sei onde o Grimório Roseira foi escondido. Dizem que ele está em algum lugar esperando ser encontrado, mas, nas bibliotecas vivem tantos livros perdidos que desejam o mesmo destino.
Há dois Brasis: um com 'S', do povo trabalhador, e outro com 'Z', das elites. Lula é Brasil soberano! A mula é o Brazil que zurra!
“Mesmo na rotina do trabalho, o sol se esforça para nos lembrar que há beleza em cada novo entardecer."
Por trás de cada interferência barata, há apenas o medo de ver alguém vivendo um amor que eles nunca tiveram capacidade de sentir.
Há um luto silencioso no peito de quem ainda ama: ver a humanidade rasgar o respeito e transformar o afeto em cinzas machuca mais do que qualquer ferida física.
Larga a vaidade e a ignorância e procura a Deus enquanto ainda há tempo, porque usar a fragilidade mental de alguém para praticar o mal é a maior prova de uma alma perdida na escuridão.
Limpa o teu coração de todo o preconceito e busca a Deus enquanto há tempo, pois tratar a dor mental do teu irmão com crueldade é afrontar a própria graça divina.
AMIZADE: Moeda Universal.
No mercado desta vida há tesouro sem cifrão; vale mais um bom amigo que um cofre cheio na mão. Quem reparte o seu afeto nunca vive nos conflitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Quando a estrada se escurece e a esperança quer partir, surge uma mão estendida para o outro prosseguir. É Deus agindo em silêncio por gestos tão benditos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Há quem chegue sem alarde, sem promessa ou condição; traz no peito a boa palavra e o conforto ao coração. Transforma dor em coragem com abraços infinitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
O impossível se encolhe quando um amigo intervém; o peso torna-se leve quando alguém diz: "Eu também." Dois ombros vencem montanhas nos momentos mais aflitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Não se compra em feira alguma, nem se vende por favor; é tesouro cultivado com respeito e com amor. Quanto mais dela se oferta, mais se colhem bons frutos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
É remédio para a alma, é farol na escuridão; é a ponte que Deus constrói entre um peito e outro irmão. Quem semeia amizades colhe dias mais bonitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Nem o ouro, nem a prata, nem palácio ou posição superam o privilégio de um amigo de coração. Pois a maior das fortunas vive em gestos tão benditos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Que jamais nos falte a graça de estender a nossa mão, de enxergar no semelhante um irmão da criação. Porque o céu recompensa os corações mais contritos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
RIQUEZA DE POBRE
Na riqueza do homem simples
há tesouro sem cifrão;
mora dentro do abraço,
da amizade e do pão.
Quem reparte o que possui
nunca sofre de ilusão.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
Vizinho era quase irmão,
porta aberta o dia inteiro;
um chamava, o outro vinha,
sem convite, sem roteiro.
Na tristeza dividia,
na alegria era o primeiro.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
As brincadeiras de rua
eram festa sem dinheiro:
bola de meia, pião,
pipa cortando o terreiro;
cada riso da infância
valia um mundo inteiro.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
Na panela, o bom cuscuz,
feijão quente e macaxeira,
tira-gosto no alpendre,
café forte na chaleira;
quem comia repartindo
nunca viveu na canseira.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
O contrato era na fala,
aperto firme na mão;
a palavra tinha peso
feito pedra no sertão.
Quem mentisse por ganância
perdia toda razão.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
Compadre era um parente
escolhido pelo amor;
comadre era confiança,
respeito, estima e valor.
Na aflição eram escudo,
na bonança, flor em flor.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
A bênção aos mais velhos
era lei de cada dia;
o ancião era biblioteca
de coragem e sabedoria.
Quem ouvia seus conselhos
colhia paz e alegria.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
Banho bom era na chuva
ou no rio a mergulhar;
cada gota era brinquedo,
cada canto um festejar.
A natureza ensinava
sem jamais cobrar vintém.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
Nas férias, a casa do tio
era um reino encantador;
rede armada no terreiro,
história contada com amor.
Cada primo era um tesouro,
cada abraço, uma flor.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
O futebol na campina
era Copa do lugar;
gol marcado no chinelo,
sem juiz pra apitar.
Quem perdia dava risada,
logo queria jogar.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
Tinha fofoca de esquina,
mas sem ódio ou traição;
mentira sem maldade,
vaidade sem ostentação;
valentia sem braveza,
respeitando cada irmão.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
A fé morava na alma,
na novena e na oração;
Deus entrava pela porta
e habitava o coração.
Quem possuía esperança
nunca viveu na solidão.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
Hoje muitos têm de tudo,
mas lhes falta o essencial;
compram ouro e compram luxo,
sem riqueza espiritual.
O pobre guarda no peito
o tesouro mais real.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
Que não morra essa herança
da mais sábia natureza:
ser humilde, ser honesto,
cultivar a gentileza.
Pois a alma vale mais
do que qualquer riqueza.
Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.
FÓRMULA PERDIDA
No caderno da existência,
De mistério e de beleza,
Há segredos que escaparam
Da maior inteligência.
Foi um deles, certamente,
Que vestiu tanta grandeza.
Quando Deus moldou o mundo,
Com perfeita harmonia,
Misturou luz e esperança,
Cor, perfume e poesia;
Mas guardou um ingrediente
Que ninguém mais descobriria.
Quando passeia no jardim,
As flores a invejam, sem pudor;
Se aparece na janela,
O beija-flor canta de amor.
Até o vento muda o rumo
Só pra sentir seu calor.
Quando vai passear na praia,
Baleias fazem reverência;
Golfinhos saltam nas ondas
Em alegre efervescência.
Como artistas do oceano,
Saúdam sua presença.
Se vai à noite pra janela,
Os meteoritos, em desatino,
Perdem a rota no espaço
Mudando o próprio destino.
Pois até o céu se distrai
Diante de encanto divino.
A lua perde o brilho,
As estrelas a direção;
O arco-íris se pergunta
Qual é sua verdadeira cor então.
Toda beleza do universo
Lhe rende admiração.
Nem os sábios descobriram
A receita da perfeição;
Nem a ciência decifrou
Tão sublime criação.
É um enigma que desafia
Toda lógica e razão.
A natureza perdeu a fórmula
Quando fez minha Bela;
Gastou toda a perfeição
Na mais bonita aquarela.
Depois disso, nunca mais
Criou outra igual a Ela.
A Terra é mãe, e há de nascer algo mais selvagem e devastador do que ela nesse mundo físico?
Essa é a verdadeira energia feminina.
Feliz dia das Mulheres!
Na vida, há quem escolha ser bom, quem tente se tornar bom e quem desista de tentar. Ser transparente também é uma escolha, mas, cedo ou tarde, até quem opta pela clareza encontra alguém disposto a turvar o que era cristalino — e a ocultar, por algum tempo, as consequências das suas escolhas.
Se limite ao dizer certas palavras que podem magoar...
(Há palavras que nos machucam tão profundo que deixam cicatrizes no coração... E ainda não existe cirurgia plástica para limpar mágoas).
A educação se desenvolve quando há parceria entre os envolvidos, e ambos caminham na mesma direção com os mesmos objetivos.
Aceitar migalhas por medo da fome é esquecer que dentro de você há força para conquistar banquetes.
