Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la intensamente.
ANALFABETO POLÍTICO BRASILEIRO
Vive na esperança de um dia vai melhorar ...
Acredita que não há dor que com o tempo não cesse ainda que seja pelo misericordioso remédio da morte.
Oremos!!!
Algumas vezes acreditamos que não há mais saída...
Então vem Deus e nos mostra que a saída pode estar no simples amanhecer de um novo dia e que apenas a noite não soube ser boa conselheira... Cika Parolin
Fala, escreve, grita e, ainda assim, é possível não ser ouvido. Não há melhor jeito quando não há mínimo interesse.
Não há dúvida da eloquência do silêncio em muitos momentos. Talvez seja a música o que mais se aproxima de expressar o que é inexprimível.
Tudo passa não há nada que seja permanente. O ser humano é que acredita em sofrimento ou felicidade eterna.
Há poetas que dizem escrever poemas psicografados.
E quais poemas não o são?!
... Quando não descrevemos nosso próprio inconsciente
descrevemos o inconsciente do outro que ousamos
fingir que conhecemos
Poesia e psicanálise.
Bela parceria!
A solidão é dolorida e não há como fugir dela. Estamos sós quando estamos sós, e mesmo acompanhados ainda assim estaremos, pois de nós nunca saberão qualquer suficiente! Eis então o bom Mal de Alzheimer...
Quem Ama
Quem amou sente
ou já sentiu,
e sabe que na vida
coisa melhor não há.
É como se estar
solto no espaço.
sem precisar de asas
para voar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista e Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras o Brasil.
Membro da U.B.E
Quando já não importa....
Há dias, horas, momentos de inércia ou fulgor
Que aprendemos que não temos o controle
Não somos donos de nós, de nossas vidas
Descobrimos ser peças em num tabuleiro
Num jogo de Santos, Milagres e quiçá, solidão
Seguindo em frente num quase sem fim que
Mas aí, já percebemos nós, estarmos quase à margem
Da estrada, do jogo da vida... de nós mesmos
A caminhada é mais que longa e sempre apressada
Quão poucas são as ferramentas prestantes ao alcance
Que cumprem a função de ajudar nesse insano trajeto
Por onde passam também os insones, os lúcidos
Temerosos delirantes ou desatentos de alma pura
Que cansados de cada passo dado nessa rota
Se descortinam, para serem vistos como são
E nada e ninguém: nem sejam Bentos ou "folhas secas"
Caídas de um outono que se impõe na contramão da vida
Os olhos, percebem que há mais passantes que passos
E depois de tanto seguir, vezes ferido, sem descanso
O coração se cansa, desiste por nós, sangra abatido
E se assossega, simplesmente se cala contrariado
E sai de cena sem se importar com a via que vê à frente
Não há mais porque sofrer, se alegrar, ser frio ou quente
Entende, enfim. que quem mais amou nunca esteve presente
Seremos sempre laços de afeto que não se desatam facilmente,
pois o que há entre nós é a mais genuína essência daquilo que se sente.
Há mais ou menos 6 bilhões de pessoas no mundo. 6 bilhões de corações batendo.
Ou não.
Hoje escutei aquele carro da funerária passando, anunciando um falecimento. Estava deitada em minha cama e enquanto escutava o nome de seus filhos sendo anunciados comecei a pensar sobre como esse dia não está sendo bom para eles. Mas não só para eles.
56 mil pessoas morreram hoje, sendo 10 mil de fome. 136 mil estão começando a vida agora. E os números não param de subir. É um número grande. Grande demais para pensar que hoje no mundo há um considerável número de pessoas tendo um dia de luto. E a gente aqui olhando pro teto, muitos de nós vendo a vida passar. Outros reclamando de coisas insignificantes perto de problemas maiores que outros possam estar tendo.
Nesse momento há muita vida em movimento, assim como há muitas vidas sendo perdidas. De muitas formas.
Uns por doenças infecciosas, outros em um acidente de trânsito. Suicídio. Malária. Câncer. Mães morrendo na sala de parto. HIV.
Mas há também aqueles que morrem vendo a vida passar. E quando você vê, já foi. Já era. A vida é todo dia. É cada milésimo de segundo. Quantos já não pararam pra pensar que ontem mesmo estavam planejando a viagem de ano novo e agora faltam 205 dias para acabar o ano. A vida ta passando rápido e a gente nem ta vendo. Muitos não estarão mais aqui até dezembro. Outros passarão o último dia do ano em uma cama de hospital, lutando pela vida. Alguns, em meio a bombardeios.
Um dia seremos parte da estatística.
O que está aqui hoje, pode não estar amanhã. A vida é esse susto que a gente toma quando sonha que ta caindo da cama. É um despertar.
Luto todo dia contra a minha ansiedade, que é a maior culpada pela minha falta de vida. De ânimo. Eu tô vivendo a vida com medo. Consumida pelo medo. Sendo engolida cada dia um pouco mais. Sonhos, oportunidades, mil maneiras de ser feliz hoje, sendo deixadas para depois. Um depois que nunca vem. Que nunca chega. E a vida vai passando e eu vou passando com ela.
Não há nada nesse mundo que nos faça ter segurança a cada passo dado. É um desastre em cada esquina. Mas a certeza de que cada um de nós está aqui apenas de passagem, é a grande segurança interior que possuímos para dar grandes passos para a felicidade.
E o dia que essa vida zerar, que a gente vá com a certeza de que o medo não nos envenenou. Que a gente sinta na alma o prazer de estar vivo. Enquanto houver vida.
O amanhã pode nunca nos pertencer.
Até o término desse texto foram mais 10 mil mortes, sendo 6 mil por fome e 19 mil nasceram.
Não force a poesia
... A poesia não pode ser forçada.
Ou há poesia em ti ou não há!
Já o poema,
ah,
esse sim pode ser escrito há hora que quiseres.
Precisa apenas trabalhar nele como em tua cozinha
ou na casa em que pintas as paredes.
