Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Há uma sabedoria que não se deixa aprisionar em frases — ela escorre pelas frestas do instante, habita o que não se explica, apenas se percebe.
O silêncio não é vazio — é linguagem sem pressa.
O vento não é apenas movimento — é recado em passagem.
A folha que cai não morre — ensina o tempo a desprender.
Entre uma palavra e outra, há um mundo inteiro acontecendo — e quase sempre é ali que a verdade se revela.
Aprender a perceber — é mais do que ouvir — é afinar a alma para aquilo que não grita.
Porque há, sim, muito sendo dito —
e o essencial… quase nunca faz som.
— Paulo Tondella
Nas relações não observáveis: há uma dor isenta de ódio, dor que não é lógica, dor que sentimos e na tua beleza há desejamos; até quando a dor será dor? Mesmo quando há saudade, será mesmo dor? Quanto tempo até perceber que há beleza na dor do amor? A dor que é amor, sente saudade e deseja a beleza que há na dor, mas parece, que você menti pra você, e quis esquecer, o que não se esquece; até tentou se curar dessa dor, mas não há dor, há o amor que chamou de dor;
Além de não saber como fazer para a lógica compreender e sem perceber que o amor não leva lógica; vou dizer que a dor sem ódio, não requer cura, mas aceitação e gratidão; se quiser, chore pela saudade, descreva teu amor, mas não trate tua dor, como se fosse ódio; pare o observável; perceba o não observável: deixe florescer a dor que é amor, sinta a saudade; se permita sentir, mesmo que chore, deixe sorrir: é a dor mais bela que você pode sentir; uma dor sendo o amor mais especial dê seu viver.
Eu vivi isso, senti as relações não observáveis e me fiz poeta pelo sentir; eu descrevi meu mais profundo conhecer e vi minha vulnerabilidade em relações não observáveis; onde o amor se mistura na saudade e parece dor, mas não é dor; eu não vi, como tantos tentam ver, eu pude sentir e pude na minha vulnerabilidade: apenas aceitar uma dor que me fez poeta do amor sem dor e me tem saudade que não é ódio: mas apenas amor, por quem não volta mais para mim: e me fez abraçar a gratidão de minha eterna saudade.
Há tempos que não podem ser apressados, porque carregam em si uma delicadeza própria. O silêncio, o intervalo e a espera são partes essenciais do viver. Quando atravessamos etapas sem respeitar o ritmo, não apenas desorganizamos o caminho, mas também roubamos do outro o direito de sentir plenamente cada instante. O cuidado, nesse sentido, não é apenas presença ou palavra: é também saber se retirar, dar espaço, permitir que o tempo cumpra sua função. Respeitar o tempo do outro é reconhecer sua humanidade, é oferecer um gesto de amor que não se impõe, mas que acolhe.
Entre aquilo que vejo, ouço, tateio, provo e respiro e o real, há uma distância que não sei medir; mas o desconhecido logo me revela a pequenez do que sei.
A Escuta que Cura
Há uma força que não se impõe —
apenas se oferece:
a escuta.
Não a que responde rápido,
nem a que prepara defesa —
mas a que se inclina,
inteira,
para caber o outro.
Escutar é abrir espaço
onde antes havia ruído.
É suspender o próprio peso
para sustentar o que chega.
Há dores que não pedem conselho —
pedem presença.
E, quando encontram abrigo,
começam, por si, a se reorganizar.
A escuta verdadeira não interrompe —
acolhe.
Não julga —
compreende antes de concluir.
E nesse silêncio habitado,
algo sutil acontece:
o que estava fragmentado
encontra forma.
Porque ser ouvido —
de verdade —
é uma das experiências mais raras
e mais restauradoras que existem.
— E quem aprende a escutar,
torna-se instrumento de cura
sem precisar dizer quase nada.
Ir. Paulo Tondella
Há diálogos que não florescem,
porque uma das partes
já plantou certeza em solo raso.
Como falar de horizontes
a quem se prende
a um único ponto de vista
e nele finca, irrevogável,
o seu veredito?
✍©️@MiriamDaCosta
Há quem pense que morrer é o fim; eu não penso assim!
A morte é uma porta de passagem que se abre para o mundo que escolhemos enquanto vivos estivemos sobre esta terra.
Morrer é apenas passar, passar desta para melhor, ou para pior, quem sabe?!
Nildinha Freitas
Há uma verdade incômoda que poucos têm coragem de encarar: a maioria das pessoas não vive, apenas reage. Seguem padrões, repetem pensamentos herdados, obedecem medos que nunca questionaram. Chamam isso de destino, quando na verdade é ausência de consciência.
Essa visão não pede fé cega exige lucidez.
Ela revela que a luz não vem de fora para te salvar. Ela nasce quando você ousa olhar para dentro sem filtros, sem desculpas, sem máscaras. Quando você encara suas próprias sombras e percebe que o maior cárcere nunca foi o mundo… foi a sua própria mente condicionada.
Ser livre não é fazer o que quer. É não ser controlado pelo que te limita.
A maioria espera um sinal, uma oportunidade, um “momento certo”. Mas o momento certo é uma ilusão confortável para quem teme agir. O poder real sempre esteve no agora na decisão consciente, firme, inegociável.
Não é sobre rebeldia vazia. É sobre a ruptura com a ignorância. É sobre recusar viver no automático. É sobre assumir a autoria da própria existência, mesmo que isso custe o conforto de pertencer ao comum.
Isso exige algo raro: responsabilidade total.
Sem culpar o passado.
Sem terceirizar o futuro.
Sem negociar com a própria consciência.
Você não é vítima do mundo.
Você é reflexo daquilo que tolera, alimenta e repete.
E aqui está o ponto que transforma tudo:
Tudo o que você não domina… te domina.
Seus pensamentos.
Seus hábitos.
Suas emoções.
Suas decisões adiadas.
O caminho não é externo. Nunca foi.
É interno, silencioso e muitas vezes solitário.
Mas é nesse caminho que você deixa de ser espectador da própria vida… e se torna criador.
Então a pergunta que permanece não é espiritual, filosófica ou abstrata.
É direta:
Você vai continuar sendo conduzido…
ou finalmente vai assumir o controle?
Há uma beleza que não se deixa pisar; ela apenas mergulha para mudar de cor.
Enquanto o mundo pisa no que cai, a água acalenta o que afunda; a planta não vira pó, vira segredo submerso.
Ética é o caráter da alma: é agir pelo bem porque é o certo, não porque há uma recompensa. É ter a visão de um império e a simplicidade de um aprendiz.
"Não há nada mais triste do que uma mulher que usa sua voz para tentar calar outra que está lutando para estender a mão aos necessitados."
Onde Mora a Leveza
Há uma leveza rara naquele espaço,
daquelas que não se explicam bem,
vem do jeito delas, do cuidado,
da paz que cada gesto tem.
Nada ali é só aparência,
tudo carrega intenção,
desde o toque mais simples
até uma risada em tom de brincação.
A cabeleireira, com mãos seguras,
trabalha com calma e atenção,
e a assistente, sempre presente,
traz leveza em cada ação.
Elas trabalham com alegria,
e isso muda tudo ao redor,
porque quando a energia é boa
o simples se torna maior.
E talvez seja esse o segredo
que faz tudo ser como é:
corações alinhados ao bem,
e uma base firme em Deus e na fé.
Ha...Se acha que vou desistir esta enganado,
eu sou sangue quente, não gosto de perder
uma luta, posso me machucar, cair, ralar o
joelho, mais eu não me dou por vencida, sei
o que quero e onde quero ir. E a melhor parte,
eu sei que você também não quer que eu desista.
Há uma poesia silenciosa no deságue das águas, um ritmo que não se apressa, mas que nunca para.
No abraço da tarde, a cascata se torna um véu de luz, onde cada gota que cai carrega consigo a promessa da renovação.
Olhar esse movimento é aprender com a própria natureza: o segredo da vida não está em reter, mas em deixar fluir com a força da queda e a serenidade do destino.
Que a gente saiba ser água — forte o suficiente para moldar caminhos e leve o bastante para refletir o brilho do sol.
“Nunca vou desistir, porque dentro de mim há uma voz que não se cala, mesmo quando tudo desaba ao redor. Já caí, já perdi, já chorei — mas cada dor que enfrentei construiu a minha força. Aprendi que o caminho dos fortes não é o mais fácil, é o mais verdadeiro. Desistir seria apagar tudo o que lutei para conquistar, seria renunciar ao propósito que me move. Então sigo, mesmo cansado, mesmo sem aplausos, porque a minha vitória não está em chegar primeiro, mas em nunca parar de caminhar.”
“Há uma parte de mim que ninguém conhece, porque ela vive escondida nas lembranças que eu não tive coragem de contar para o mundo — nem para mim mesmo.”
— Anderson Del Duque
Há momentos em que sinto tanta felicidade que não cabe em mim.
Em outros instantes, uma tristeza de meio mundo.
Emoções que não pertencem a mim.
Existem dias de dor e sofrimento, amargura e tristeza, alegria e paz. Não há uma ordem para isso; podemos chorar hoje e nos alegrar amanhã, e ainda assim Deus irá nos amar e continuar nos amando.
