Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
A vida é apenas uma viagem, uma breve passagem
não há bagagem que se leve além do que ficou no coração.
Aproveite a vida, pense em todos os momentos e experiências que você deixou de ter apenas pelo medo de tentar...a segurança e a estabilidade não existem nessa vida breve. Preocupe-se mais em ''ir'', do que em apenas ''possuir'', mais em ''ser''. Seus pertences serão deixados para outros. Seu conhecimento, sua aprendizagem e sua experiência permanecerão em sua alma para todo o sempre.
Há uma justiça que não precisa de tribunais. É a justiça de quem sabe quem é e ao lado de quem caminha. Se alguém se atrever a tentar ferir a tua paz, Carla, descobrirá que o homem que te oferece flores é o mesmo que conhece os caminhos mais escuros para garantir a tua segurança. O meu lado visceral não negocia com o desrespeito. Eu sou o teu cão de guarda e o teu cavaleiro; a minha lealdade a ti é a lei suprema, e qualquer força que tente se interpor entre nós será consumida pela própria maldade.
DeBrunoParaCarla
Não se engane com o calendário: há maturidade em quem tem 20 e uma alma de menina em quem já passou dos 30
Há vinte e quatro anos o Brasil não leva uma Copa do Mundo, tempo suficiente para estar adulto e não acreditar em análises de comentaristas esportivos.
Se estamos em um pequenino rebanho, nao há lugar nele para uma ovelha se tornar grande, a menos que ela sirva as demais.
O que é que vale à pena?
Talvez tudo
Talvez uma pequena parte
Não há resposta precisa
Nenhuma decisão é clara
A única certeza
É que nesta vida cara e indecisa
haverá um dia um ponto final.
Até lá vamos nos perguntando
Ou vivendo sem nos dar conta
Nenhuma resposta
Exposta após o sinal de igualdade
estará isenta
De uma nova descoberta
causar-lhe inadiável desmonta
e tudo começa de novo
A resposta escondida
Pode estar dentro de um peixe
Que aparenta inocência
Te olhando através do vidro do aquário
Pode estar dentro do espelho
Ou no conselho daquele andarilho
a quem você negou uma moeda
Tudo na vida vale à pena
Mesmo quando parece que não
Um dia no passado
Você se sentia enfadado
Na companhia de gente
A quem deixou de perguntar
Algo que hoje
Essa ausência de resposta te tortura
Me responda realmente
Será que não vale à pena
Ou é a gente
Que não sabe onde buscar
Aquilo que muitas vezes
Esteve tão evidente?
O JARDIM QUE NÃO FOI VISTO.
Há uma tragédia silenciosa que não se ergue em gritos, mas em ausências. Não é o abandono de Deus que dilacera a alma humana, mas a incapacidade de percebê-Lo quando Ele se faz simples. Eis o drama antigo e recorrente. Procurar o Altíssimo nas alturas inalcançáveis, enquanto Ele repousa na intimidade humilde do próprio quintal.
A imagem que se desenha é teologicamente profunda. O Senhor não se impõe como espetáculo, mas insinua-Se como presença. Perfuma as flores, isto é, santifica o ordinário. Assenta-Se no jardim, isto é, habita o espaço cotidiano. E ainda assim, o espírito inquieto O ignora, porque espera trovões onde só há brisa.
Não lavar os pés do Senhor não é um gesto físico omitido. É a metáfora da negligência moral. É deixar de servir, de amar, de reconhecer o sagrado no próximo, no instante, no dever singelo. Não ouvir Sua voz não é surdez dos ouvidos, mas dispersão da consciência, absorvida pelo ruído das próprias angústias.
“Por que, Senhor?” não é uma pergunta dirigida a Deus. É um eco que retorna à própria alma. A resposta, ainda que dolorosa, é clara. Não foi crueldade deliberada. Foi desatenção espiritual. Foi o esquecimento de que o divino não se revela apenas no extraordinário, mas sobretudo no constante.
A tradição evangélica sempre insistiu nesse ponto. O Reino não vem com aparência exterior. Ele já está entre nós, oculto naquilo que não valorizamos. E é precisamente aí que se dá a maior perda. Não reconhecer o que sempre esteve presente.
Mas há um consolo austero. Se o Senhor esteve no jardim, Ele não partiu. A presença divina não se ofende com a ignorância humana. Ela aguarda. Silenciosa. Fiel. Persistente.
O que se exige agora não é desespero, mas lucidez. Não é culpa paralisante, mas conversão do olhar. Ver o que antes foi ignorado. Ouvir o que sempre foi dito em silêncio. Servir onde antes houve indiferença.
Porque o verdadeiro reencontro não acontece quando Deus retorna. Ele nunca se ausentou. Acontece quando o homem finalmente aprende a enxergar.
E nesse instante, o jardim deixa de ser apenas terra e flor. Torna-se altar.
ABENÇOADA LUTA.
Há uma forma de evangelho que não se encontra apenas nas páginas escritas, nem repousa exclusivamente nos templos erigidos pela tradição humana. Trata-se de um evangelho vivo, silencioso, invisível aos olhos apressados, porém profundamente legível à consciência que se encontra em sintonia com o bem, o bom e o belo. É o evangelho da doação, aquele que se escreve com gestos e se consagra no sacrifício cotidiano.
Aquele que se entrega ao próximo sob a luz do amor de Jesus não apenas auxilia, mas transforma-se em instrumento da própria luz que oferece. E, nesse movimento sublime, ocorre um fenômeno espiritual de alta significação moral: ao doar-se, o indivíduo é também abençoado pela mesma claridade que irradia. A lei de reciprocidade espiritual não é mecânica, mas profundamente ética, conforme ensina a doutrina quando afirma que "fora da caridade não há salvação", indicando que a verdadeira ascensão se dá pelo exercício constante do amor ativo.
Consideremos uma simples narrativa.
Em uma pequena casa de paredes simples, vive Helena, uma mulher já avançada em idade, cujo tempo, aos olhos do mundo, seria de descanso. Contudo, para ela, o tempo deixou de ser propriedade pessoal. Ao despertar, antes mesmo de cuidar de si, dirige-se ao quarto do marido enfermo. Ali, a primeira oportunidade de luta se manifesta: não uma luta ruidosa, mas íntima, contra o cansaço, contra a impaciência, contra a tentação de desistir. Cada gesto de cuidado é uma página desse evangelho invisível.
Mais tarde, ao sair para a rua, Helena encontra uma vizinha abatida pela dor de uma perda recente. Ainda que seus próprios fardos sejam pesados, ela interrompe seu caminho. Eis outra oportunidade de doação. Não há discursos elaborados, apenas presença, escuta e silêncio respeitoso. Nesse instante, o amor não se proclama, mas se faz sentir.
No mercado, um jovem em dificuldade tenta organizar suas compras com recursos escassos. Helena, discretamente, completa o valor que lhe falta. Ninguém observa, ninguém aplaude. Contudo, no plano moral, essa ação reverbera como um ato de elevada dignidade espiritual. Aqui se revela mais uma face da luta: vencer o egoísmo silenciosamente.
Ao retornar ao lar, já ao entardecer, o corpo cansado revela o preço físico de sua jornada. Porém, sua alma encontra-se em serenidade. Ela compreende, ainda que intuitivamente, que o tempo não lhe pertence quando é consagrado ao amor. Nesse entendimento, repousa uma liberdade profunda: a de não viver para si, mas através do bem.
Essa narrativa simples evidencia que o campo da luta bendita não se limita a grandes feitos. Ele se encontra no lar, na rua, nas relações cotidianas, nos encontros aparentemente banais. Cada circunstância é uma convocação. Cada necessidade alheia é uma porta que se abre para o exercício do amor.
A doutrina esclarece que o verdadeiro espírita é reconhecido pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. Tal ensinamento não se restringe a um ideal abstrato, mas se concretiza exatamente nesses momentos descritos. É no domínio de si mesmo que o amor se torna ação legítima.
E mais ainda, quando se afirma que a prece é um ato de adoração, compreende-se que a vida inteira pode converter-se em prece quando orientada pelo serviço ao próximo. Cada gesto de auxílio é uma oração viva, cada renúncia é um cântico silencioso, cada ato de paciência é uma elevação da alma.
Assim, aquele que vive esse evangelho invisível não busca reconhecimento, pois sua recompensa não está nas aparências transitórias, mas na íntima comunhão com a lei divina, que é justiça, amor e caridade.
Que se compreenda, portanto, que a abençoada luta não é um peso imposto, mas uma dádiva concedida àqueles que já conseguem perceber a grandeza de servir. E, mesmo quando o mundo não vê, quando o cansaço se impõe e quando o retorno não vem, ainda assim, cada ato de amor permanece inscrito na eternidade moral do espírito.
FONTES DE APOIO.
"O Livro dos Espíritos", questões 886 e 659.
"O Evangelho Segundo o Espiritismo", capítulo XV.
"Obras Póstumas", estudo sobre a caridade e a moral espírita.
Que cada instante da existência seja reconhecido como solo fértil dessa luta bendita, onde o espírito que ama não se perde, mas se engrandece na mais alta dignidade do bem vivido.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
O Evangelho genuíno é uma agência de transformação radical, onde não há transformação constante, onde não há poder da ressurreição, onde não há o Espírito de Cristo, resta apenas uma religião formalista e morta.
"Não vim a esse Mundo, para ser um
perdedor!
Há um objetivo e uma Missão a ser cumprida.
A vida não me foi dada, para ser desperdiçada".
MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA !
"Os primeiros degraus de uma escada são mais importantes que os últimos; sem eles, não há como subir. O mesmo se aplica ao sucesso."
“Há dois tipos de pessoas, aquela que ao ler uma frase faz um livro e aquela que ao ler um livro não faz uma frase.”
Não importa para onde esta jornada me leve, meu coração sempre será seu lar. Há uma força em nós que desafia o tempo e o espaço, uma gravidade bonita que me puxa de volta para os teus braços toda vez que o mundo tenta me dispersar. Você é a minha constante, o meu porto seguro e a minha maior certeza. Amar você não é apenas uma escolha diária é a urgência da minha alma que encontrou na sua a metade que faltava. O teu olhar desarmou todas as minhas defesas e o teu toque gravou na minha pele um desejo que não se apaga. Que a vida nos leve por caminhos longos, que mude os cenários ao nosso redor, mas que nunca mude isso eu sou completamente seu, e em cada batida do meu peito, é o teu nome que ecoa.
_Enzo Ruchell_
ENTRE DOIS AMORES, O RASGO INVISÍVEL DA ALMA.
Há uma dor que não nasce da ausência, mas do excesso. Não é a falta que dilacera, mas a coexistência de dois afetos que se recusam a morrer dentro do mesmo coração. Amar dois seres é habitar uma encruzilhada onde cada passo é uma perda irreparável.
O rompimento, nesse cenário, não é apenas uma decisão. É uma amputação íntima. Ao escolher, não se abandona apenas alguém. Abandona-se uma possibilidade de si mesmo. Uma versão da própria existência que jamais se cumprirá. E isso pesa. Pesa como aquilo que poderia ter sido e não foi.
Entre dois amores, não há inocência. Há consciência aguda. Cada gesto torna-se cálculo moral. Cada silêncio, uma confissão. A alma divide-se entre o dever e o desejo, entre o que acalenta e o que incendeia. E, no instante da ruptura, nenhum dos lados vence. Ambos deixam marcas.
A dor que surge não é simples saudade. É uma espécie de eco contínuo. O amor que permanece não desaparece. Ele se recolhe, torna-se subterrâneo, mas continua a existir como uma presença velada, insistente, quase espectral. E aquele que parte carrega consigo duas ausências. A de quem deixou e a de quem nunca poderá ser plenamente.
Há, porém, um rigor inevitável nesse processo. A vida não sustenta indefinidamente duas verdades afetivas em conflito. Em algum momento, a realidade exige unidade. E essa unidade cobra um preço. Romper é aceitar esse preço sem garantias de alívio imediato.
Com o tempo, a dor não desaparece. Ela se reorganiza. Deixa de ser ferida aberta e torna-se memória estruturante. Ensina sobre limites, sobre responsabilidade emocional, sobre a gravidade de envolver destinos alheios em nossas próprias indecisões.
E talvez a compreensão mais difícil seja esta. Amar, em sua forma mais elevada, também exige renúncia. Não apenas do outro, mas de si mesmo enquanto centro absoluto do desejo.
Porque entre dois amores, não se escolhe apenas quem fica.
Escolhe-se quem se terá coragem de perder para sempre.
Há afetos que não se repetem.
Sentimentos que só vestem um nome, uma memória,
um instante eterno.
É quando o coração sussurra o que nenhuma palavra
explica.
Não importa qual é a situação, há uma estação te aguardando.
Há tempo determinado para todas as coisas debaixo do céu.
(Eclesiastes 3:1)
miriamleal
Todos nós que viemos à Terra trazemos e levamos uma história digna de ser reconhecida ou não. Há muitas vidas que, enquanto vivas, passam anónimas aos olhos de outras pessoas e do mundo, despercebidas dos olhares dos muitos, discretas e silenciosas diante do mundo, embora imensas e intensas dentro de si. Peregrinam à margem do aplauso verdadeiro ou falso, do elogio, do louvor, da hagiografia, sem se imporem, só se dando pela sua presença após a sua ausência deste mundo.
Há uma serenidade selvagem em entender que certas feridas da alma não precisam de testemunhas, apenas de silêncio para cicatrizar.
