José Nilton Faria

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A caridade não é o que sobra, mas o que se compartilha com amor e atitude.

​Encontra-se o sossego onde o vento sopra, os pássaros cantam e o verde da natureza silencia o mundo.

Amar não é apenas sentir, ou falar palavras bonitas, ou escrever uma poesia, mas amar é não omitir, é não ser indiferente no coração à dor alheia, amar é doar recursos, é comprar é agir, é fazer, é sacrificar, é ter iniciativa para resolver os problemas e se envolver em favor dos necessitados. Amar verdadeiramente com compaixão, assim como nós amou e nós ensinou o senhor JESUS CRISTO.

O homem que sabe rir de si mesmo, encontra a paz interior e é um sinal claro de uma mente sã, madura e livre.

​Sob o manto de um céu infinito, encontra-se na solitude do campo o diálogo mais puro; onde o sopro do vento dita o ritmo e o canto dos pássaros traduz a paz que só o silêncio sabe cultivar.

​O vento é bem-vindo em qualquer lugar, mas no campo ele é especial. Ali, o silêncio nos permite ouvir não apenas o seu sopro, mas também o coro dos pássaros diante de uma vista sem fim.

A engenharia constrói pontes sobre rios, mas a poesia constrói pontes entre corações.

Não conte os anos pela idade, mas pela quantidade de sementes que você lançou ao solo e de palavras que deixou no papel.

O conhecimento é a ferramenta, mas a sabedoria é a mão que a conduz.

​Na solitude da natureza, encontramos as respostas que o barulho do mundo insiste em esconder.

Plantar uma árvore é um ato de fé no futuro; escrever um verso é um ato de imortalidade no presente.

A paz não é a ausência de ruído, mas a presença do silêncio que permite ouvir o canto dos pássaros e a voz da própria alma.

​Toda realidade foi, um dia, uma utopia desacreditada pelo tempo. O impossível é apenas um projeto que ainda não atravessou a fronteira do agora.

​Das montanhas de Minas nasce o que há de mais belo no país: a herança da sabedoria e o dom da humildade.

​Ainda que o tempo nos tire o viço e silencie o passo, a voz do coração jamais envelhece para dizer: meu pai, minha mãe, nossa gratidão é o que nos mantém de pé.

​Enquanto os cães uivavam no topo do morro, o luar trespassava a bruma das nuvens, iluminando a carruagem que seguia solitária pelo vale.

Onde a luz trespassava a fresta, a manhã se fez plena: o verde das árvores trazia o orvalho para perto dos olhos e o mundo se resumia àquela solitude preenchida, harmoniosamente, ao canto suave dos pássaros.

No uivo do cão, vibra o lobo ancestral; a fera que repousa no tapete, mas que ainda persegue a lua em seus sonhos.

Assim que o luar rompeu a trama espessa das nuvens, vimos que nossa bandeira permanecia altiva.

Não se altera a pintura de um entardecer, nem haveria por que tentar: a sabedoria da natureza reside justamente na sua imutável perfeição.

Não façamos do saber um troféu, mas um instrumento. Que a sabedoria humana se converta em ação; para nutrir os famintos, erradicar a pobreza e garantir a perenidade da vida na Terra.

Percebemos que o sol, muito além de ser nossa maior fonte de energia, é o pilar essencial da saúde para todos os seres vivos.

Brejaúba descansa no fundo de um vale, protegida por montanhas, onde o inverno rigoroso e a névoa que abraça o largo da igreja criam um cenário de beleza singular.

No horizonte, sob o mais absoluto silêncio, o astro-rei despede-se do Sul para despertar o Norte. Todavia, em sua incursão pelo crepúsculo, o hemisfério austral guarda a certeza; em poucas horas, o Sol ressurgirá com toda sua exuberância e energia.

​Intercalar o silêncio profundo da natureza com o coro vibrante dos pássaros; sentir a brisa fustigar a pele enquanto as ondas se desmancham na areia; deslumbrar-se com o drapejar das aves e, em prece, reverenciar o mistério inefável da vida e as leis eternas que regem este equilíbrio em absoluta harmonia.