Ha como eu Queria q ela Soubesse
Estamos presos na jaula do mundo
do lado de fora há loucos em loucuras outras, piores que o cárcere imposto
eles vivem na perversidade de sua loucura
a mentira é seu único discurso
e maldade sua única deusa
prefiro a jaula do mundo, a liberdade com estes perversos ...
São desumanos sarcásticos nascidos de pesadelo
o desespero é seu dia-a-dia e a angústia, sua rotina
São impúdicos, dissipados, dissolutos...
mas tem filhos ...
ora inocentes, ora monstruosos...
sempre eles...
verdugos e algozes
me deixem na jaula do mundo
nela não sou prisioneiro
apenas cativo meu
no claustro de mim
próximo e distante destes outros sem alma
sem lógica
palavra movediças como a vontade de ferir
eu quero minha jaula do mundo
essa minha prisão sem carcereiro
no crime que me deram
por querer um pôr do sol a teu lado longe das grades
seus olhos são minha liberdade e jazigo
Laços de sangue que nos unem,
E não há nada em nossa vida que se arruine.
Irmãos de sangue, irmãos em Cristo.
E não há nada melhor que defina Isto.
Sua presença na minha vida é consoladora,
Me dando conselhos sobre esta vida tentadora.
Sempre que contigo estou, sinto como se fosse minha amiga.
Me incentivando para que sempre eu prossiga.
Por isso, não existem palavras para explicar o tamanho do meu amor por você.
Nem que eu esboce um desenho ao alvorecer.
Anos se passaram desde aquele dia e minhas lembranças ainda me assombram.
Há dias não durmo. Me sinto vazia, cansada e quebrada. Realmente, meu coração foi quebrado, quebrado por um lixo. Agora sou apenas mais uma alma perdida a gritar por socorro.
Não tive herói, muito menos um deus.
Então, me diga, uma alma perdida pode mesmo ser salva?
SENHOR HOJE MORRI
Morri Senhor nos abraços dos anjos
Já não há espera, não há regresso
Não há prendas, não há esquinas
Onde se pode jogar às escondidas
Olho o espelho, olho as flores
Olho os narcisos brancos, que belos
Olho a tarde que cai, aqui à noite
Aqui me esqueço, mas tu que vivo te encontras
Procura entre todas as sepulturas, a minha
Ajoelha-te e reza uma bela oração
Fica, escuta a erva a crescer onde pisas
As lágrimas do que restou de mim nesta vida
É a felicidade que vivi, as dores do que eu sofri
No caminho das sombras em almas nuas
Onde o sol deteve os pontos de luz
Do meu duro coração, insanidade no espaço
Vazio, pois nada quero, nada espero, há muito
Tempo de calvário, em verdade estou aqui senhor
Pois não me recordo do meu corpo, nem de mim
Faço o caminho do destino no terço que guardo
Afinal morri Senhor, espero ter deixado saudades
Nas lágrimas de orvalho e na esperança do recomeço
Não te esqueças de mim, espero estar à altura do teu céu Senhor.
Corações Inquietos -
Há corações indefinidos
a palpitar em muitos peitos
sonhos sem esperança, perdidos,
agonizando em tantos leitos!
Vontades separadas de si
mesmas, à deriva sem amor,
incapazes aqui ou ali
de ver o mundo além-da-dor!
Estou suspenso! Estou incrédulo!
Incapaz de entender o mundo
ou a tristeza deste século
que nos abraça moribundo ...
E passam dias caiados
pelo medo! Casas sem tectos
cheias de sonhos arrasados
por tantos corações inquietos.
Não há "receita de bolo". Quando se trata de afetos, por tão singulares, tão pessoais, recursos para lidar com eles, só são construídos por quem sente, no tempo de quem sente, à maneira de quem sente.
Respeito - esse é o único ingrediente.
Há! O tempo... O tempo e seus caprichos. Há! O tempo. . Reservando_ nos encontros e desencontros. Há! O tempo. Tênue como os meridianos, mas avassalador como os maremotos. Há! O tempo. Intrépido em seu começo. Como uma brisa, passa e deixa em seu rastro, a certeza que a vida, sempre nós reserva um novo recomeço.
Há tempo..
Tempo de nascer...
Tempo de crescer...
De evoluir...
De aprender.
Tempo de sorrir.
Tempo de sofrer...
De chorar...
De ressignificar.
Há tempo de correr...
De caminhar...
Tempo de parar...
De voltar a andar.
Tempo de partir
E de chegar.
É tempo de viver...
De sorrir...
De recomeçar.
Hoje não há poesia que resolva.
Sem Minâncora, Mertiolate ou Mercúrio.
Estamos sem remédios para o tempo e
temos morrido irremediavelmente.
Feito de corações
o monumento se ergue.
Mais uma recordação em luto
outra guerra perdida.
E essa vida segue sem ser vida,
com a gente morrendo sem morrer.
Respirando enquanto pode.
Há pessoas que mudam de casa o tempo todo, sem perceber que o problema não está nas casas, mas dentro delas. Bastava que se olhassem por dentro periodicamente, se desfazendo de toda a mobília inútil acumulada por descuido ou por capricho.
Raul Seixas
sou aquele maluco beleza que nasceu há dez mil anos atrás
no exato Dia em que a Terra Parou e meu amigo Pedro Carpinteiro do
Universo me disse tente outra vez Junte a Gita e um pouco de Ouro de Tolo pegue na Estação Central Trem das Sete sem andar na contramão com o sapato 36, coma uma maçã e não um banquete de lixo, sendo uma
metamorfose ambulante ou Alcapone cantando coisas do coração Eu sei, eu sou egoísta pedindo um s.o.s porque tu és o MDC da minha vida como Vovó já
dizia
Procure a sociedade alternativa, plante Capim Guiné e não tenha medo da chuva, somos como o cowboy Fora da Lei que não come Mosca na Sopa nem vive dizendo, eu também vou reclamar para Quem os Sinos dobram e para o Carimbador Maluco que é choffer da linha 743 diga que não é conversa para boi dormir nem um conto do sábio chinês procure o segredo da Luz num disco voador dos anos 80 assoviando o Rock das Aranhas, porque eu fui o primeiro e já passou tantos janeiros...mas, se todos gostam eu vou voltar...e fim de papo.
O que há de errado com as pessoas, que não enxergam meus limites? O que há de errado comigo, que não consigo impor eles? Porque ninguém me fala nada de um modo que eu possa entender? E eu, fico aqui sentada, olhando para a porta a espera do socorro, ou, do último nascer de sol.
"A plenitude de um bom sentimento são as palavras; então se não há palavras, onde estará o sentimento?"
O REGRESSO
E o regresso ficou para esse tempo
Onde o desalento mora
E a tristeza chora.
Não há canto algum
Que faz rir a alma
Nem rimas de poesias
Nessa calma.
Tudo cessou!
A maresia
Até o mar chorou
E a poesia entristeceu
Junto ao céu
Que apesar de ser seu
Aguardava para outro dia
Dia qualquer!
Não tão breve nem tão logo
Mas como a vida se atreve?
A poesia entristeceu!
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