Ha como eu Queria q ela Soubesse

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Se ela pudesse, sentaria na sua frente e diria o que carrega no coração!
Ela não pode! Porque isso seria simples, e ela não sabe viver o simples da vida!
Ela nunca tentou!
E por você tentar força-la a simplificar, complicou!
Impossivel amar o que alguém não é! Porque aí você ama a pessoa errada, porque aí a decepção logo vem!
E se falar é simples, por que o medo?
Falar estragaria tudo? Tudo o que mesmo?
Ah, aquele ditado..."o que era doce se acabou"
Era tão, mas tão doce, que ainda da pra sentir o gosto!
Mas na vida há outros sabores, tão bons quanto, mas nenhum deles muda o gosto doce do que passou!
Se ela pudesse teria dito a verdade!
Dizer a verdade simplificaria ou complicaria de vez?
E se ela falar? Ela não vai falar!
Se ela tentasse, o máximo que sairia é um "seja feliz..."

Inserida por tabalipa

Apresentando uma menina


Existia uma menina, e o nome dela era Filipa. Ela tinha lá os seus dezesseis anos de idade, quando começou a perceber os pequenos detalhes - e assim, as melhores partes - da vida.

Ela gostava de ouvir música - especialmente as que tocavam dentro da sua cabeça -, de caminhar pela cidade, de morar num prédio de frente para o rio, de tomar banho de chuva, de fica olhando o céu e sentir o vento na pele, de sentir a maresia, de observar alguns bichos, de amar sem medo, se fazer bons amigos, do som de uns instrumentos - os melhores para ela eram a gaita, o violão e o sax - e, principalmente, entre todas as coisas, ela adorava reparar bem nos olhos e no sorriso das pessoas.

Essa menina via vez ou outra, um brilho tão forte nos olhos das pessoas, que ficava hipnotizada. E pelos sorrisos que irradiavam alegria, ela ficava apaixonada.
Só havia uma coisa que a incomodava: o sorriso de que ela mais gostava não queria mais sorrir para ela. O que havia acontecido, afinal? Para ela, tudo sempre foi tão verdadeiro... Cada preocupação, cada abraço, cada sorriso distribuído, cada beijo dado - e recebido -, cada palavra, cada gesto, cada conversa, cada instante. E agora, o que ela faria sem o seu sorriso preferido? Deveria correr atrás dele, abrir o seu coração, falar o que sentia... mas a coragem não chegou. E sem ela, o tal sorriso se foi perdido.

Mas Filipa espera que não o tenha perdido para sempre; ainda resta um pedaço nela - talvez o seu coração - que ainda o espera. Que ainda o aguarda, e conta os dias, as horas, os minutos e os segundos, para que o vazio que ela sente seja preenchido novamente.

Preenchido por um velho sorriso, parcialmente perdido.

Inserida por alinemariz

Guardado


Acho que solidão é uma palavra muito grande. Tão grande, que ela mesma se completa, e deixa os outros viverem nela. E por se completar, deixa os outros sós. E os outros, por sua vez, se calam.

E de tanto se calarem, as pessoas guardam coisas demais dentro de si. Guardam mágoas, sonhos contidos, ideias apagadas, sentimentos esquecidos... e palavras não ditas. E de tanto guardarem, acabam sem ter para quem desabafar depois.

As pessoas se esquecem de como é bom ter alguém para compartilhar a vida. De como é bom ter amigos. De como é bom sentir. De como é bom sorrir. De como é bom amar.
Escondem em si os seus sentimentos, e depois, não tem mais para quem dar. O tempo acaba, e tudo acabou ficando guardado. De que adiantou, afinal, ficar calado? Tudo virou sentimento engarrafado. E de que vale um sentimento engarrafado? Não vai dar para bebê-lo, muito menos sentí-lo. E mesmo que desse, nunca seria a mesma coisa. Sentimento só é bom quando se sente de verdade. E se esse sentimento for amor? aah, o amor! O amor é quando “o coração não quer mais sair de casa”... E a maior burrice é querer engarrafá-lo também.

As pessoas se esquecem do valor de um sorriso. Se esquecem que o sorriso é a ‘manifestação mais linda dos lábios quando os olhos encontram o que o coração procurava’. Se esquecem que o sorriso pode curar feridas. Se esquecem que apenas um sorriso pode acabar com a solidão.
Acho que a solidão nos faz esquecer de muitas coisas importantes de tanto nos fazer guardar. “A solidão é uma ilha com saudade de barco”. É ela que faz com que nós queiramos parar o tempo.

E mesmo assim, mesmo nos fazendo guardar e esquecer, ainda é ela que nos faz querer falar. Ainda é ela que apesar de tudo, ainda nos faz querer viver tudo novamente. Ainda é ela que nos faz querer parar de parar no tempo. Ainda é ela que nos faz sentir saudade, e querer sentir a vida de novo. É ela que acaba fazendo com que a gente queira sentir as pessoas novamente.

E depois de tanto sofrer – de falar mal dela, e de derramar lágrimas -, acabamos agradecendo. Porque no final de tudo, foi ela que nos fez perceber o mundo que estava lá fora e que a gente já não percebia mais.

Foi ela que nos fez ver as cores novamente.

Inserida por alinemariz

A verdadeira beleza transcende qualquer concepção superficialista de "perfeição". Ela é, antes de qualquer outra coisa, um nível superior de envolvimento estético com a 'forma' ou 'formas' em questão, que remete a uma esfera de experiências pessoais ou coletivas e sua contextualização social e cultural. Cabe a nós, aprender a apreciá-la e, principalmente, criticá-la sem a necessidade de negá-la.

Inserida por pamelamartini

Sem medir palavras


E ela disse, sem nem mesmo acreditar no que dizia:

- Já não sou mais igual ao que antes era, porque perdi uma parte de mim: você. Não vou ficar aqui dizendo que doeu perdê-la, porque isso você sabe... Qualquer um sabe a dor de ter que fazer o que não se quer, ainda mais quando se trata se amor. Eu não pedi pro amor chegar, mas ele veio. Eu não pedi para que ele me deixasse com o brilho nos olhos dos apaixonados, nem me fizesse te amar... Mas ele fez. Talvez esse tal amor seja só um sentimento mal educado, e nem sequer valha a pena eu estar falando sobre o próprio, mas graças a ele eu vi o que se passou por dentro de mim, e não vou reclamar – embora eu tenha vontade algumas vezes -, porque ele me fez ver tudo de uma forma diferente. E mesmo que eu não te ame mais, eu ainda quero amar um outro alguém... Porque eu quero poder sentir tudo de novo. Sentir cada frio na barriga, cada brilho, cada pessoa, cada pedacinho do amor! Eu sei, você vai rir da minha cara... Mas pode apostar que um dia eu irei rir da sua, por você nunca ter sido capaz de amar alguém como eu te amei.

Inserida por alinemariz

Para quem fala da vida com paixão, só resta saber que ela é uma grande ilusão.

Inserida por Brunie

A lua nunca vai sumir, ela só gosta de se mostrar para o outro lado do mundo. Mais sabemos que ela sempre volta para iluminar as noites tão escuras e silenciosas.

Inserida por ikazinha

(...) Te voglio bene!
Ela proclamou com seus olhos de pupilas liquidas.
Não significa 'te quero bem'? Então porque me deixas?

Inserida por bellablanco

Foi então que ela se deparou com uma cena que não esperava ver. Até sabia que um dia iria acontecer, mas não esperava que fosse ali naquele lugar, com aquelas pessoas. Ela apenas ficou a observar a garota puxando pela mão o garoto que ela tanto desejava. O garoto pelo qual ela faria qualquer coisa para vê-lo feliz. Ela não sentiu vontade de conversar, não sentiu vontade de dançar e aproveitar a festa. Ela só sentiu uma enorme vontade de beber. Beber whisky, encher a cara, ficar bêbada e se comportar como nunca se comportou antes. Ele estava fazendo ela sentir raiva, tristeza, amor e ódio ao mesmo tempo e isso a deixava confusa e com vontade de ter uma ressaca no outro dia de manhã.

Inserida por DanielaFercas

" Se o poeta precisar explicar o que escreve, ela terá que parar de sentir."

Inserida por MarisaBurigo

Na harmonia da mãe noite chora uma mulher chamada morte,ela canta louvores ao amor trágico.

Inserida por Aidor999

Voltando no final de mais uma canção

Filipa saiu de lá com um vazio. Ela não sabia do que se tratava, mas aquilo doía. Doía dentro. Dentro do nada, dentro do vazio. Como é que um nada podia doer? Até onde ela sabia, coisas que não se tocam não podem doer. Mas doía, o nada doía, e pronto. Talvez não fosse nada. Talvez fosse o coração dela. O velho, bobo, inconstante e fácil coração de sempre; aquele que agora estava machucado, sem saber o que realmente queria. Chovia. Parecia que o tempo queria levá-la para outro lugar, para alguns meses atrás... Talvez o tempo quisesse ajudá-la a decidir como é que as coisas ficariam: se o relógio esquecido na casa de João ficaria por lá mesmo ou se todo o amor deles merecia algo melhor. Talvez ainda existissem muitos "e se" no meio do caminho, mas quem sabe isso não acabaria com um daqueles abraços sem fim?

Como que um jeito de fazê-la pensar, a chuva trazia aquilo que ela tentava não lembrar num momento de raiva desses. A cada gota que pousava em sua pele, Filipa se lembrava de tudo que já passou ao lado de João: o começo, algumas brigas, uma carta dele, a foto que mais gostava, a música que ele fez, as pétalas da primeira flor que ele deu pra ela e que permaneciam coladas na agenda. Depois vinha a briga mais estúpida que tiveram e o seu resultado. Ela odiava lembrar disso. Dava dor de cabeça. Devia ser o coração subindo aos ouvidos e gritando que sentia falta. E como sentia.

Dois dias se passaram arrastando e talvez Filipa nem se importasse mais com o que João havia feito. Ela só tinha medo de que pudesse acontecer de novo ou de que ele não gostasse mais dela tanto quanto dizia. Resolveu que não ia mais ficar sentada na varanda olhando pro céu e lembrando das cores que viveu com João - cada momento junto deles remetia à uma cor diferente, ou várias, ou era tão inconstante e mutante quanto um brilho furta-cor. Decidiu que dali iria sair, e sair atrás dele, como uma criança que procura por seu brinquedo favorito. "Dois dias se passaram! Dois dias pularam no tempo enquanto fiquei aqui! Pensei demais. Tá na hora de deixar meu coração agir, como sempre foi". Saiu de casa correndo com a mente, andando num passo ainda mais apressado, com o coração embrulhado na sua mão. Filipa acompanhava o passo do mundo.

...

Acordou com um daqueles barulhinhos chatos do celular quando se recebe uma mensagem. Era de Filipa. "João, tô chegando aí... Desce. Beijo." Olhou pro relógio, eram 11h da manhã. Num pulo, saiu da cama e foi se arrumar. Contrariando seu jeito de sempre, João demorou. Demorou no banho, demorou pra se aprontar. Ele não conseguia pensar. Sentia. Sentia medo. Sentia o frio na barriga, como se fosse a primeira vez que via Filipa. Sentia o amor bater forte. Sentia seu coração batucar tambores como era no princípio. Desceu e esperou ela chegar.

...


Filipa chegou. Estava no portão, quando viu João. Olharam-se de longe. Ambos correram por dentro, ansiosos pelo o que estava por vir. Acho que os dois sabiam o que aconteceria ali; era óbvio. Filipa quebrou o silêncio.


- Pulando todo o blá-blá-blá, me diga logo de uma vez: você ainda gosta de mim? Digo, você ainda me ama, como tantas vezes já disse e diz?

- Filipa, quando você foi embora daqui naquele dia, eu senti meu coração correr atrás de você naquele seu passo apressado. Me peguei pensando nesses dois dias em como eu amo tudo o que é seu. Sabe, amo até aquilo que possa ser feio, estranho ou sei lá o quê. Eu amo como você fica vermelha quando te faço ficar com vergonha, amo seu jeito pulante de andar, seu jeito de se vestir, seu jeito meio louco de se posicionar sobre alguns assuntos, seu sinal perto da boca, seu beijo pulsante e carinhoso. Acho que o amor é assim, só amar e pronto. O amor deve ser um estado de não saber. A gente não sabe de nada quando ama, a gente não sabe definir o que é que sentimos. Ninguém sabe. Só o que se sabe é que se ama. E é isso. Se amar for sentir afeto por cada pedaço seu, então eu te amo. E acho que esses dois dias só me fizeram pensar mais nisso. Eu senti a sua falta. Talvez sentir falta ajude a pensar melhor. Eu até pensei em como você conseguiu me atingir. Ninguém nunca chegou onde você está hoje. Você está no lugar mais alto de mim. Eu sempre me protegi, nunca quis que ninguém chegasse lá, sempre tive medo. E agora tenho. Tenho medo de te perder, de fechar esse lugar de novo... É tão bom quando alguém chega e fica, sabe? Eu só quero você. Quero que você fique, cada vez mais. Quero que você perdure aqui dentro.

- "Eu não nego, eu me entrego... Você é meu grande amor e hoje eu vou te dizer 'Eu te amo'. Eu imploro, eu te adoro. Você tem meu coração a bater pra você mais uma canção!". Lembra?



Deram um daqueles beijos pulsantes e urgentes, clamando pelo sentimento que quase se perdeu. E aquilo seria eterno, como um abraço que fazem os corações se encostarem. Dali em diante, só o tempo os acompanharia, se roendo de inveja daquele amor.

Inserida por alinemariz

(Criança)

Ela alimenta um sonho:
Sonho feito de Sorvete,
Barbie,
Esconde-esconde,
Amarelinha,
Bola,
Balão,
Figurinhas,
Chocolate,
Macarrão.
Ela acredita na vida colorida
Do Fantasminha,
Pateta,
Margarida,
Príncipe,
Rainha,
Emília e Picapau.

.......................................................

Quando o seu sonho acabar,
A fantasia deste mundo medonho
Vai lhe ensinar o caminho
Que ninguém pode evitar.

Correr?
Ficar?
...
.
,
!


Em um sonho feito figurinha
Terá, então, sua vida:

Príncipe
Sem Princesa,
Rei sem
Rainha,
Pateta sem
Margarida,
Bola sem
Macarrão,
Sorvete sem
Barbie,
Esconde-
esconde
sem Amarelinha,
Bola sem
Balão,
Figurinhas sem
Chocolate,

Quando o balão não voar:
Para onde irão seus sonhos?
Como será sua vida?
(: , ... ! ?)

(Ednar Andrade).

Inserida por EdnarAndrade

O PLEBEU E A BAILARINA



Ele a chama de menina e diz ser ela, bailarina
que dança a vida colorida, revestida de esperança
que sua rima o domina e seu sorriso, lhe fascina
do Cupido, velho amigo, pega flecha e hábil lança

Pensa que a tudo alcança e sem conversa, a domina
versejando canta amor; na contradança, a dor
vai julgando com esmero a verdade que abomina
atrás da mascara sem cor, palavreia com primor

Propagando impropérios, logo vem pisando em cima
curta mente que não sente um passado tão recente
pobre tola apaixonada; equivocada dançarina

Busca sabedoria e vê que o sonho se perdeu
naquele coração de pedra que impetra hipocrisia
a heresia de um infante que só soube, ser plebeu

Inserida por siomarareisteixeira

Se viram pela primeira vez numa biblioteca, muita gente ao redor, ela exausta de tanto trabalho ele lá de pára-quedas tentando ajudar...atarefada nem percebeu nos olhares que ele a direcionava...muito trabalho,olhos inchados de noites mal dormidas,corpo cansado,cabelos mal tratados...como que iria imaginar que alguém notaria ela naquele estado?ele notou...e com tanto empenho que uma fileira de livros derrubou quando ela de relance o olhou.
O tempo passou...E ele na biblioteca nunca mais pisou...’que estranho,cadê o menino da impressora?’(ele havia consertado a impressora dela outrora) perguntava ela ‘sumiu’ respondia seus amigos.
Último dia em Fortaleza, todos malucos para curtir tudo que o trabalho não havia deixado aproveitar...’depois do expediente vamos ao pagode’ ela estava sem ânimo...cansada...com o mundo na cabeça e uma vontade de cai na cama e só acordar depois de três meses mas pensou ‘ah eu vou não tenho nada a perder’ e foi...tentou colocar a melhor roupa(estava se sentindo um caco)se maquiou com o maior empenho pra disfarçar as olheiras entrou no carro e prometeu se fazer feliz naquele dia...
Não demorou muito pra elas e suas amigas notarem o carro que as seguiam, cheio de funcionários e no meio de todos o menino da impressora que ela nem ao menos se lembrava o nome mas que naquela noite ela o achou especialmente bonito...o coração bateu e sentiu aquele frio no estômago...uma sensação estranha de ver na frente tudo que ela sempre quis...
O pagode estava cheio...pessoas afim de se divertir, dançar, azarar...de tudo menos ficar só...E os olhares deles se encontravam como que numa sinfonia...ela ria ele sem jeito desviava o olhar "uma dança ao menos...será que ele dança?"ele não dançava mas seu amigo o convenceu e ela o tirou pra dançar...desajeitado e tímido ela ria de não poder mais ‘eu não sei dançar te avisei’falava ele quando pela quinta vez seu pé pisou ‘não importa eu te ensino’ tentava passar segurança de uma professora de academia de dança... Saíram do pagode e foram pra outra balada...ele de perto dela não saia e a medida que eles conversavam ela se encantava... ela falava de um jeito que o deixava aprisionado,anestesiado ‘que voz doce’pensava ele 'não quero nunca mais parar de ouvi-la'...mas ele foi embora ‘tenho que levar os meninos pra o hotel’ a noite acabou pra ela naquele momento...de manhã foi à praia todos estavam menos ele...queria saber quem ele era não perguntou muito ‘será que seria bobo da minha parte perguntar dele ao seu melhor amigo?’ relutou enquanto pode mas perguntou, entre elogios e rasgação de seda de amigos de infância veio a informação mais importante daquela lista de coisas que ela já sabia só ao olhar pra ele ‘ele vai se casar...falta um mês...’ levou um tombo naquela hora ‘não pode ser’ sentiu uma dor mas suportou...respirou bem fundo e tentou olhar o mar e rir das bobagens dos amigos...
Voltou pra casa e do desejo de tê-lo não se livrou...o fato do coração dele ser de outro alguém não inibiu seus sentimentos que se aprofundavam cada dia que passava, mas enfim decidiu não mais se esconder...vou lutar...é ele quem eu quero ter...não vou deixar fugir essa sensação...entre conselhos e avisos pegou o telefone dele com uma amiga, demorou dois dias até ter coragem de ligar, e numa manhã de terça-feira ligou... ‘oi sou eu lembra de mim?’ ele lembrou...conversaram como dois amigos e nada mais...parecia que dos olhares apaixonados ele tinha se esquecido...mas ela não desistiu e sempre que podia ligava pra saber como ele estava...até que um dia decidiu dizer-lhe o que sentia ‘penso em você todos os dias...sei que não é certo mas não consigo fugir’ o silêncio do outro lado do telefone foi inevitável, foram os 2 minutos mais demorados de toda sua vida ‘também penso em você...desde o primeiro dia que te vi...fugi enquanto pude mas não posso mais evitar...’ nessa noite nenhum dos dois dormiu...a paixão fervilhava a dúvida de ambos ‘que confusão estou me metendo’...
Durante dias dormiam sempre com a voz um do outro desejando boa noite... a paixão parecia não mais caber nas palavras nem nos poemas que ele a recitava...decidiram se ver ‘domingo no shopping da cidade’ antes marcaram um almoço ele não pôde ir mas ela no seu trabalho foi lhe encontrar, estava lindo...de vermelho...com um olhar doce de quem esperou a vida toda pra encontrá-la...ele a viu e não conseguiu parar de abraçá-la a sensação de que ela iria embora pra nunca mais voltar o atormentava...não se beijaram mas se sentiram...se abraçaram incontáveis vezes e se olharam...embriagados de uma paixão que nascera com data e hora marcada pra morrer...
Domingo de sol...Vestido lilás...cabelos cor de mel...olhos negros,fortes...inevitavelmente apaixonados.Às 14 horas lá estava ela no banquinho da praça de alimentação, linda, emocionada...sentindo lá no fundo que poderia sonhar...que hoje o luau que ele a prometera iria acontecer...que hoje os beijos que ele a desejara iria receber...hoje ele iria ser dela e ela dele...Mas o tempo passou...seu olhar começou a desfalecer e no celular uma mensagem veio avisar ‘não poderei ir...acho que o destino não nos quer’ chorou...como uma menina que se perdeu dos pais em pleno shopping em dia de natal chorou...e saiu de lá voando...foi a primeira praça que viu e entre lágrimas prometeu nunca mais ligar...nunca mais nele pensar... Não cumpriu...quando ele a pediu pra ligar não exitou...ligou e se derreteu ao ouvi-lo dizer ‘você não me merece...’ voltaram a se falar e a paixão só fez aumentar...já não conseguia dormir sem com ele falar...sabia que estava perdida mas uma semana antes do casamento dele, marcou o último e derradeiro encontro e disse entre lágrimas ‘depois desse dia acabou meu Deus,mas preciso tê-lo nem que seja pela primeira e última vez...’
Nesse dia saiu cedo do trabalho...foi pra casa e dentro do ônibus chorou...sentiu o ardor de uma despedida inevitável e raiva de si mesmo por nutrir um sentimento que não ia dar em nada só em dor...chegou em casa tomou um banho e da primeira vez que olhou o armário viu o mesmo vestido lilás ‘acho que vou usá-lo’ se arrumou e recebeu uma mensagem teve medo de ler...mas leu ‘liga pra mim agora plis’ ligou...ele disse que iria se atrasar pois iria provar o terno do casamento ela concordou mas quando desligou o telefone se sentiu a mais boba de todas por fazer isso com ela ‘não adianta ele não me ama o suficiente pra acabar com essa farsa mas dessa farsa não vou mais participar’ de ser mera coadjuvante ela cansou...ligou pra ele e como uma última chance perguntou ‘você quer sair comigo?acha que valerá a pena’ o silêncio do outro lado da linha respondeu...’seja feliz’ suspirou com uma dor que não sabia que podia existir... desligou o telefone e se encolheu em sua cama prometeu a Deus não mais chorar mas chorou... No dia do casamento dele colocou o celular pra despertar às 10 da manhã hora oficial do casamento...acordou ligou o som e escutou a canção que tanto os embalaram:
'[...]Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim...
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem...'
Voltou a dormir entre lágrimas e culpa e sonhou entrando numa igreja com decoração de copos de leite...em tons de vinho e prata...ele de terno preto,gravata cinza...ela linda de um vestido que reluzia,brilhava...os olhos de ambos brilhavam como numa noite de lua cheia...'sim, eu aceito'!

Inserida por kamylla23

O COMEÇO DO FIM

Ela andava a meditar
O porquê de sua atitude
Mas agora já era tarde
Mas nada a fazer
Só lamentar...

E sentada no meio-fio
Não agüentava levantar
Como um peso em suas costas
Deixou-se ali como se fosse seu fim

Toda dor parece eterna
Minutos se tornam horas
Um dia... Uma vida.

Envergonhada ali estava
Mas não chorava...

Para que chorar pensava;
Mesmo com uma vontade teimosa
Nada a molhar seu rosto.
Suas lagrimas pareciam correr em seu coração
Como se quisessem esfriar ou afogar-la por dentro

Olhou para o céu, buscava Deus
Todavia a luz não deixava...
Em silencio... Uma paz eterna sentiu
Levantou e seguiu.

Enfrentou-se e foi à luta
- É a vida que tenho

Inserida por Moacontador

Adorei ela sem chinelos no meu divã de madeira.

Inserida por K.Novartes

Se buscais o amor nos espinhos de uma roseira morta,chorais sempre,ela nunca vai dar flor!

Inserida por Aidor999

Ela parava pra pensar, tentar encontrar uma explicação pra tudo aquilo
mais a única coisa que vinha em sua mente eram os sons mais estranhos
os sussurros mais afáveis, as idéias mais loucas, e num momento acabava esquecendo
pra que havia parado pra pensar, mais só por um momento, mais sempre que abria os olhos relembrava a razão de se sentir tão mal, pior que esse sentimento era o fato de saber que quando se estava perto se sentia insegura, inerte, uma completa idiota por não saber bem o que falar, como olhar, como agir.
No fundo ela só queria alguma coisa, que soubessem como ela se sentia, mais não que sofressem como ela sofria, não que passassem as noites em claro como ela passava.
Ela se doava por completo, enquanto não recebia nada em troca, mais isso não importava pra ela, o que importava era estar perto, mesmo que longe e estar longe mesmo que perto, era ouvir a voz, mesmo que indiretamente, era sentir a emoção de mesmo que por alguns segundos receber atenção.
Mais isso já não importa mais, hoje pra ela, isso são coisas tolas, coisas sem sentido, que não tem nexo algum...
Mas isso é só por hoje, pois os seus pensamentos correm como o vento, como a brisa de outono, como as águas de uma cachoeira, como as suas lagrimas.

Inserida por TalitaGomesF

Quando uma pessoa ama a outra, ela o aceita. E só pelo fato de amar ambos começam a caminhar juntos.

Inserida por Adonys