Grito do Silêncio
GRITOS EM SILÊNCIO
Sinto-te carente de gente
Com alma viva
Que te dê mais vida
Na vontade
De viver o presente
Como um presente
De conectar com gentes
Que te encostem bem
Na tua costa
Com abraços verdadeiros
Sincronizados
Looongos, quentes
E intensos
Sinto-te, com vontade
De no rio e mar, mergulhar
Despida, de corpo e alma
Na tua intimidade
Deixando que as águas correntes
Te atravessem, abrassando
O teu corpo e arrefecendo
A tua braza 🔥
Na totalidade
Sinto-te, num vazio
Contudo, carregada de amor
Fulgor
Para dar e receber
Abertamente e
Com mente aberta
Sinto-te envolvente
Rodeada de gente
Porém, numa ilha deserta
Com desejo de uma alma
Encontrar, para com ela
Partilhar
Os teus medos
Receios
Vontades
Gritos d'alma
E os barulhos
Grudados no corpo
Poder entrementes
Ultrapassar os teus limites
Politicamente correctos
Expressando a alma
Na sua essência
Sinto-te excitada
De tudo e do nada
Almejando
Ser escutada em silêncio
Sinto-te sedenta
De conexões enérgicas
Que garantem prazeres longos
Sem evadir o que existe
E em silêncio
Te reencontrares
Sendo
Verdadeiramente Tu
Sem tabus
Nem fingindo qualidades
Extraindo dessa dor
O ardor sem pudor
Toda Tu
Dona do teu mundo
Inteiramente
Em gritos de silêncio
Porque tudo que te faz bem
Fazes em silêncio.
Opoetadafogueira 🔥
Hoje eu gritei, e em cada palavra ardente de raiva e ódio, encontrei apenas silêncio e desilusão. No eco das lembranças e promessas quebradas, percebi que uma parte de mim morreu, consumida pela dor, sem jamais entender por que me deixaram gritar.
Já me quebrei em silêncio,
onde ninguém pôde ver.
Carreguei sorrisos no rosto
enquanto a alma só queria chover.
Fui leve — quando o mundo pesava.
Fui calma — quando dentro tudo gritava.
Fui pluma no vento da vida,
mas cada sopro me ensinou a não me perder.
Me disseram pra ser forte,
mas descobri que força é sentir.
É cair e, mesmo em pedaços,
ainda assim, decidir prosseguir.
Não sou feito de aço,
mas de carne que já cicatrizou.
De lágrimas que ninguém viu,
e orações que só Deus escutou.
Carrego dores caladas,
mas também milagres que ninguém notou.
Porque onde o mundo via fraqueza,
Deus via o ouro que o fogo forjou.
Sou feito de fé que não grita,
mas resiste.
De esperança que não se explica,
mas insiste.
Sou suave como a pluma que dança no céu,
mas quando a vida exige…
eu sou trovão.
E faço tremer tudo aquilo que quis me calar
— sem perder o coração.
Muitas vezes o silêncio grita absurdamente dentro de nós e faz ecos profundos e intangíveis num labirinto dentro da alma que se perde pelo caminho...
