Grito do Silêncio
Meu Grande e Único Amor
Eu não te amo em silêncio,
te amo com grito, com alma, com pele,
com a urgência de quem espera
uma vida inteira por um toque teu.
És meu começo, meu meio, meu fim.
Não existe outro, nunca existiu.
Desde que te vi, o mundo mudou de cor,
e tudo em mim passou a ser… teu.
És meu desejo mais sincero,
minha saudade preferida,
a razão dos meus olhos brilharem
e do meu coração bater em poesia.
Sei que amores vêm e vão,
mas o teu... o teu ficou.
Cravou-se em mim feito chama,
e incendiou tudo o que sou.
Não quero metade, não quero talvez.
Quero teu corpo colado no meu,
tua alma dançando na minha,
teu nome sendo o único que faz sentido.
Te declaro agora, sem medo algum:
És meu grande e único amor,
meu tudo, meu para sempre,
meu destino e meu lar.
Chegará um tempo em que o silêncio dos sensatos será visto como violência, e o grito dos tolos, como virtude.
Sua dor não pode desprezar a minha, seu silêncio não pode calar o grito da minha alma.
A distância que se cria só serve para atenuar a cicatriz de uma ferida aberta em nós dois.
Percuciente, eu reflito, sobre meu silêncio e grito: vivemosum esdrúxulo sentimento que não faz nenhum sentido. Por este motivo, quando a vejo rixosa, desdenho meu olhar do dela, pois, sei, que ela não passa de um devaneio em minha vida!
Não sei viver sem o silêncio
O silêncio é o grito mudo
É no silêncio que encontro o som da mariposa
É no silêncio que o som do coração se expande
O silêncio é transformador
É a inquietude inteira
É a paz de espírito
É o encontro com Deu
É a pausa
A força do silêncio não é limitação
É necessidade
A Paz e o silêncio andam juntos
O silêncio é o céu
Não existe cura se não for o silêncio
A calma é o silêncio
O silêncio é a voz que ouço
É o encontro da consciência
Divina alma imutável
Tudo muito louco
O silêncio suspirou
O grito sufocou
A música esqueceu
A poesia queimou
O verbo venceu
E ninguém percebeu;
Que o sol floriu
Que a flor fugiu
Que o mundo parou
Enquanto a criança sonhou...
O adulto se escondeu
O jardim virou rio
O mar deu lua
A borboleta virou tartaruga
A rua partiu sem mapa
A pedra ficou sem casa
É a força do tempo
Rumo a Dezembro
Sem rima, rimou
Será uma sina?
Sinal que o mundo encurtou
Ou que o adulto desencantou
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 18/11/2021 às 20:35 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Camões as avessas
O silêncio que mais fala
A ardência que gela
A dor que adormece
O grito que se cala
A perda de algo que ainda tem
A saudade do que ainda não se foi
A sensação de ter o coração partido mas ainda estar inteiro
O silêncio parece um refúgio, quando a alma teima em gritar, quando mesmo calado o grito é apenas um eco do pensar, com a esperança que tudo dê certo de novo e de novo!
E no final das contas, estamos todos à procura de um amparo que nos libertem de nossos mundinhos paralelos de solidão mesmo rodeado de pessoas vazias de si.
Cada um se droga com algo ou algo, que as façam esquecer, mesmo que por pouco tempo, de suas próprias vidas em momentos, intempéries vivendo migalhas…
A voz do silêncio
Meu grito é mudo
Grito enquanto penso,
E grito quando me desiludo
Meu grito é sem voz
Grito em silencio,
E grito quando eu penso em nós
Meu grito é sem socorro
Só grito quando eu penso
E nao penso em levar esporro
Meu grito é sem ajuda
Grito por dentro
Enquanto pensam que eu sou
muda.
Sina -
Na minha boca há um grito
que é feito do teu silêncio
nem sei amor o que sinto
se a noite vem em segredo
como uma onda que agito.
Nas asas brancas do vento
não há vida nem morte
que o nosso amor não tem tempo
pois sinto que a nossa sorte
é filha do sofrimento.
E como uma rota traçada
tracei a sina na mão
esperei tanta madrugada
vesti tanta solidão
de ti não tive mais nada.
Leme -
Na rua do meu silêncio
há um grito de saudade
é como o Céu tão cinzento
nos dias da tempestade.
Quando sopra qualquer vento
na minh'Alma há muita dor
pois na raiz do pensamento
sempre baila o nosso amor.
E no cais de qualquer porto
há sempre alguém que se demora
bailam saudades no meu corpo
como as dores de quem chora.
Alguém chora e não agarra
este meu sentir tão louco
sou como um barco sem amarra
que se afasta pouco a pouco.
Não é que eu não goste do teu inteiro.
Só não entendo o teu ser perdido em um silêncio grito, tentando achar explicações em seus giros.
Sua preguiça me causando ânsia.. os meus olhos sangram.
Não é o teu começar é você consegui poder concluir, caminhar, sem uma babar! crescer e finalmente evoluir. Pelo meu bem me libertar de mim.
Meu silêncio incomoda mais do que meu falar.
Incomoda por ser forte seu grito. Esse meu silêncio, incomodativo, é o grito mais alto que há em mim.
Meus dias são como uma chuva triste, que cai em silêncio.
Não tem grito e nem soluços, apenas o sentimento.
Ando em busca de contentamento, mas o que tenho são as
nuvens no pensamento.
nasci no carnaval e por isso minha vida se tornou banal,
minha mente está sempre dando sinal, criatura estanha essa
cida, que ora chora, ora sorri, mas sempre consegue viver simplesmente
em busca da sua origem e semente.
Martin Luther King disse: "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons".
A grande verdade é que ser um herói, ser corajoso, é difícil, e a única coisa que lhe traz é consciência limpa e a crença de que você fez a diferença. Essa crença de ser um bom homem tem que ser o suficiente, pois não espere elogios nem comemorações. O mais difícil é que as chances de algo mudar para melhor é praticamente zero, é a realidade. Continue sendo apenas você, cuidando de você da melhor maneira e, talvez, só talvez, isso possa ser o suficiente a você.
Acenei com um grito!
Tudo surgiu em forma de silêncio!
Emudeci meus gestos e gritei para ficar com a minha solitude!
Poeta Balsa Melo
GRITO
Há feridas dentro de mim, invisíveis mas vivas, que sangram em silêncio. Elas tingem a minha alma de uma cor cinzenta, um vazio que ecoa como um abismo sem fim. Sinto-me aprisionada por minha própria existência, como uma linha frágil, prestes a romper, suspensa sobre um abismo. Observo aqueles que celebram a vida, e me pergunto: "O que eles têm que eu não tenho?"
Minha autoestima é um fio tênue, quase rompido, e o mundo parece ter se esquecido de que eu também sou feita de carne e osso. Eu não me encaixo nos moldes sociais, nas métricas de beleza e sucesso que nos são impostas desde o berço. Meu corpo é grande, mas o meu coração também é. E nele, apesar de tudo, ainda ressoa uma canção silenciosa de amor.
Vivo arrastando-me pelos dias, como quem carrega o peso do mundo nos ombros. Noite após noite, meus pensamentos são uma maratona sem fim, correndo freneticamente em busca de uma resposta, de um motivo para continuar. Ainda assim, nunca desisto. Agarro-me à vida como quem se segura à última corda de um precipício.
É nesses momentos, quando o silêncio ensurdecedor toma conta de mim, que pego minha caneta e deixo que ela deslize pelo papel, como um grito mudo. Escrevo não apenas com tinta, mas com a essência do meu ser, com toda a força e vulnerabilidade que habitam dentro de mim. A caneta é a extensão da minha voz, e o papel, o único ouvinte de minha alma.
Nesse instante, faço do meu grito um poema, uma sinfonia silenciosa que ecoa nas páginas em branco. E, mesmo em minha solidão, em meu isolamento autoimposto, eu sinto como se alguém, em algum lugar, pudesse ouvir a minha dor.
