Grito de Protesto
cada verso era um grito
de tão aflito
e preciso
cada verso era uma declaração
bomba certeira no coração
causando explosão
causando saudade
que batia toda tarde
toda noite todo dia
e não cabia em uma só poesia
o corpo inerte
o sono
parado no tempo
sinto a força
que me leva adiante
o grito da alma
o despertar
seguir
sou retirado do poço
com Deus transformando a tristeza em alegria
e a dor em alívio.
os versos ecoam
um grito por socorro
no fundo do poço.
é tão bonito
o poeta transformando dor em poesia.
Palavras dormentes.
Línguas ferventes.
Da mesma boca, maldição!
Da mesma fala, benção!
Eu grito contras as vozes na minha mente
Desejam meu mal de forma intransigente,
Perdido com pensamentos intrusivos
São tão abusivos,
Não posso deixar me dominar
Preciso parar de pensar
Não posso sucumbir
Preciso escrever para me distrair.
Como é ensurdecedor o grito do silêncio daqueles que sofrem e a negligência dos que dizem ser misericordiosos
Paixão é o grito aflito num silêncio profundo;
Amor é o silêncio aterrador daqueles que jamais emudeceram
O abismo me veio em forma de grito,
Aflito eu olhei procurei o infinito
Sonhar é cair na imensidão
Não tenho teto e nem tenho chão...
O meu juízo viaja no rastro de um cometa..
.meu caminho é Alfa e Ômega
Paixão é o meu desvio, minha perdição...
Meu silêncio é um grito de socorro
Minhas lágrimas são solidão
Meus sonhos são feitos de espinhos
Minha realidade é só escuridão.
Me tornei folha ao vento,
sem rumo e sem destino.
Que desatino - de homem a menino
No endereço de todos os perdidos:
Avenida dos Desesperados,
número zero à esquerda.
A dor de estar morrendo por dentro
Por fora, um sorriso disfarçado,
Por dentro, um grito abafado,
A alma em pedaços, sem chão,
Ninguém ouve o eco da escuridão.
Caminha sozinho, sem direção,
Nas sombras, se perde a razão,
O peito, uma tempestade sem fim,
O peso da vida, um fardo ruim.
Olhares que não veem a dor,
Palavras que não tocam o amor,
O silêncio, um abrigo fatal,
A dor de estar morrendo, é surreal.
Se ao menos uma mão se estendesse,
Se ao menos alguém percebesse,
Que viver é um ato de fé,
E que o amor pode ser a única saída de pé.
Mas a dor de estar morrendo por dentro,
É um abismo profundo, um tormento,
Que se esconde atrás de olhos cansados,
E deixa corações quebrados.
Que nunca falte empatia e cuidado,
Para quem está perdido e calado,
Pois às vezes, o maior grito é o silêncio,
E o socorro vem do amor intenso.
Dois Completos
Ela era riso, era vento, era grito, ninguém via além do jeito esquisito.
Menina sonhadora, alma exagerada, feia diziam... só mais uma engraçada.
Vivendo entre tentativas e rejeição, adolescente em busca de aceitação.
Até que um dia, como quem não quer, ele apareceu... em frente à casa, de bicicleta.
Não disse nada, só um sorriso calado, os dias passaram, o silêncio, aliado.
Ela esperava, o coração em festa, mas ele, quieto, "tímido" e como quem ainda não correspondia nada.
Foi na sala, com Djavan no ar, que ela tentou o amor declarar; 1⁰ ela colocou "Oceano", mas ele não entendeu, coitado, ela pôs " Fato consumado", queria apenas ser beijada.
Ela o beijou, ele saiu, e em palavras desdenhou: "Era isso que você queria me falar ?" Ele se foi... ela sem ação, foi a procura dele no mesmo instante...
...Uma pedra jogada, num gesto sem nexo dela , e ele? Seguiu ainda mais perplexo, sem entender.
Mas o coração é bicho sem juízo, ele apaixonou-se assim, sem aviso.
Dois loucos, crescendo em confusão, mas firmes, de mãos dadas na contramão.
O tempo passou, fez deles maduros, superaram medos, encararam futuros.
Os filhos não vieram, mas o amor ficou, e como família, a vida os moldou.
São dois, mas vivem como um só ser, completos, imperfeitos, só pra se entender.
Entre lágrimas, risos, noites em claro, apoiam-se no tudo, até no raro.
Não são metades, são inteiros, sim, amam-se no caos, no começo, no meio e no fim.
Ela: " A boneca doida"
Ele: " O boboyo" Eternos apaixonados.
Porque o amor, quando é de verdade, não precisa de molde ou de metade.
Basta ser dois, com alma e defeitos, dois corações batendo do jeito perfeito de cada um , em prol de um amor que não idealiza, mas é realista.
Não me pergunte o porquê
Nem sei se é por você
Se você insistir, grito:
Não sei… Só sei
Que quero tirar de mim
O que há dentro de mim
Pr'a ti
Que não é amor
- O Que Não É Amor
Da solidão
A solidão era tudo o que eu tinha.
Mantinha um grito sempre aprisionado em minha garganta.
Queria chorar.
Deixar as lágrimas meu rosto lavar... minha alma acalmar.
Uma inundação...
Que tudo de ruim levasse pra bem longe de mim. E que essa dor tivesse fim.
Enfim!
Eu grito por liberdade
de escolher você pra toda a eternidade...
A minha voz não se cala,
busca esse amor sem fim,
que nasceu por você bem dentro de mim...
Eu não calo,
falo, falo e falo...
pela janela aberta,
pelas ruas cheias ou desertas...
eu grito... e meu grito vai
pela estrada, pelos vales e montes,
pelos rios, oceanos e mares...
nos dias - pelos raios de sol -
nas noites - pelo escuro que cobre o mundo com o seu negro véu...
eu suplico ao Pai :)
Quando
Quando o silêncio
Fala mais alto
De que o alarido do grito
Eterno deste amor...
Quando a luz
De um olhar
É mais intensa
Do que o brilho das estrelas...
Quando a singeleza
De um sorriso
Alegra o corpo
E toca a alma...
É momento de reconhecer
Que estou rendido
Por inteiro
Ao teu amor.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Dei-me todo a ti
Sem saber se era para nós dois
Esse amor que não tem fim...
Foi só um grito no infinito
Ecoando sem abrigo
No teu ceio tão vazio.
Soubesse hoje minha amada
De minh’alma desalmada
Se consumindo em meio à dor,
Sei que não me deixaria
Onde a vida é tão fria
Tão distante deste amor...
Edney Valentim Araújo
1994...
O grito
Abra as portas e janelas
E se encha deste brilho,
Da luz que está lá fora
E lhe veio visitar...
O vento da esperança
Já espreita o teu olhar,
Onde as sombras da incerteza
Já não tem nenhum lugar.
Não guarde o grito
Num silêncio tão infindo
De quem esteve tão aflito...
Deixe a luz que te aquece
Toda a alma iluminar.
Edney Valentim Araújo
