Grito
Eu já morri uma vez. Não teve grito, não teve sangue e quase ninguém percebeu, o que escorria não era sangue, eram lágrimas.
Era uma manhã de sexta e tudo ficou escuro pro alguns instantes.
O silêncio cheio de barulho, foi a causa da minha morte.
E de repente no dia seguinte, eu estava ali, mas ninguém notou minha morte.
Há 4 anos e alguns meses fui embora de mim enquanto sepultava aquela que me deu corpo, alma e ar.
Por pura teimosia voltei a viver.
Por amor voltei a respirar.
E é sobre isso, a mãe da gente não deveria morrer nunca!
Democracia é o eco do grito coletivo de um povo, ressoando em cada decisão justa que molda o destino de uma nação próspera.
Ansiedade: O Grito do Coração Acelerado
Aprender a descansar no tempo de Deus. Como lançar sobre Ele toda a ansiedade.
Versículo-chave:
“Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês.”
— 1 Pedro 5:7
Reflexão
Ansiedade é um coração tentando correr à frente de Deus. É a mente tentando prever, controlar e resolver o que ainda nem aconteceu. É viver hoje como se o amanhã já tivesse estourado suas portas.
Ela se manifesta de várias formas: preocupação constante, aperto no peito, pensamentos acelerados, cansaço que não passa, insônia. É como um alarme interno que soa sem motivo claro — e às vezes, sem parar.
Mas Deus vê. E Deus cuida.
A Palavra nos chama a fazer algo que, à primeira vista, parece simples, mas exige coragem e fé: lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade. Não escondê-la. Não mascará-la com força. Não lutar contra ela sozinhos. Mas lançar. Entregar. Confiar.
Essa entrega é um ato de rendição. Um reconhecimento humilde de que não temos o controle — e nem precisamos ter. Porque Deus tem. E Ele cuida.
O verbo “cuidar”, no original grego do versículo, carrega a ideia de zelo amoroso, atenção contínua e cuidado pessoal. Não é um cuidado distante ou genérico — é o cuidado de um Pai que conhece cada batida do nosso coração e cada lágrima que seguramos antes de dormir.
Descansar em Deus não é negar o que sentimos. É escolher confiar que, apesar do que sentimos, Ele continua sendo bom, fiel e soberano.
A ansiedade pode gritar dentro de nós. Mas acima dela, há uma voz suave e firme que diz: “Eu estou aqui. Eu cuido de você. Deixe isso comigo.”
Oração
Pai amado,
Meu coração está cansado. Minha mente corre sem parar, tentando resolver o que está além da minha força. Às vezes, a ansiedade me domina e eu me sinto sem controle, sem chão.
Hoje, eu escolho Te obedecer e lançar sobre Ti toda a minha ansiedade. Ajuda-me a descansar em Ti. A lembrar que Tu tens cuidado de mim — não de forma distante, mas com amor real, diário, presente.
Sustenta minha mente. Acalma meu coração. E ensina-me a viver um dia de cada vez, confiando que o Teu tempo é perfeito e o Teu plano é bom.
Em nome de Jesus,
Amém.
Ansiedade: O Grito do Coração Acelerado
Aprender a descansar no tempo de Deus. Como lançar sobre Ele toda a ansiedade.
Versículo-chave:
“Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês.”
— 1 Pedro 5:7
Apenas (um) grito inoportuno com uma criança, pode alterar seu destino radicalmente. Eis um mundo radical que lhes gritaram.
Grito silencioso
Ela pediu um drinque no velho bar
Como se fosse remédio para a dor
Fugindo de si mesma, angustiada
Tentando sentir um pouco de calor
Laís não é mais uma garota de 15
E foi iludida de novo por um rapaz
Rodeada de várias amigas falsas
De sobreviver ela quer ser capaz
Os comprimidos estarão à espera
Todos conhecidos de longa data
Em sua infernal e infeliz trajetória
Com a cabeça sem reflexão exata
Por favor, guarde já esse estilete
Você ainda irá descobrir a alegria
Nada de se precipitar em desvario
Sei que lhe fará bem mais um dia.
III. Quando o grito se disfarça de silêncio
Há gritos que ninguém ouve porque se disfarçam de silêncio. E há silêncios tão densos que carregam em si o estrondo de mil tempestades internas. A mente, quando já não suporta traduzir a dor em linguagem, recua. Fecha as janelas. Apaga as luzes. Cria mundos paralelos onde, mesmo distorcida, a realidade se torna suportável.
Nem sempre a loucura é ruído. Muitas vezes, é ausência. Ausência de conexão, de resposta, de chão. É o exílio interior de quem ainda está presente no corpo, mas já não habita a lógica comum. E nesse exílio, o tempo não segue sua ordem. As palavras não obedecem significados. O real se dissolve em fragmentos que só fazem sentido para quem ali está.
A sanidade, do lado de fora, observa, mede, intervém. Mas nem sempre compreende. Porque compreender exige mais do que escuta técnica, exige atravessamento. E poucos suportam atravessar a dor do outro sem se perder de si mesmos.
Talvez a maior ponte entre a lucidez e a ruptura esteja na empatia profunda, que não tenta apagar o delírio, mas se ajoelha diante dele como quem respeita um altar de sobrevivência. Porque ali, naquilo que chamamos loucura, ainda pulsa a centelha de quem resiste, não por desordem, mas por excesso de verdade que o mundo não conseguiu conter.
Diante de Marcas de Desilusão,
Vermelho Sedução,
Um Grito Discreto de Socorro
Numa vasta escuridão
em Busca de atenção e conforto
de uma correspondida Paixão.
Em alguns momentos, há um grito de socorro vindo do subconsciente que não é facilmente percebido, oriundo de assuntos pendentes ou mal resolvidos que causam um infortúnio para mente e outro ainda pior se afetar o viver, mas o bom é que graças ao Senhor não é algo permanente e aos poucos com o devido esforço, podemos ouvir e bucar resolver.
GRITO LITERÁRIO
Na minha cabeça.
Palavras e letras. Misturam-se.
Sem parar, minha arma.
É o livro na mão.
Sociedade
A fuga do instinto no instituindo a não agir, um colapso, um grito, farpas cúspides, é atiradas ao vasto buraco negro que muito protestao é chamam de sociedade, estúpidos São os que reagem, os que esperam ainda sentir que buscam algo mais dessa rotina dessa esteira rolante de conformismo e s- pura ilusão estamos moldados ao fracasso pois não reagimos a grande falha em perde os instintos é que perdemos a identidade perdemos a atitude é não sabemos viver abisorvemos esse conduto e acreditamos que isso é vida quando não passa de uma repetição de pessoas feito máquinas marcando seuns pontos batendo o cartão na máquina da sociedade achando que está vivo quando é um mero mecanismo a sombra da sobrevivência. PauloRockCesar
Quando o grito é muito alto,
sem cessar,
nada mais se ouve,
nada mais se vê...
... histeria ...
Caos!
Ah...pensa que fico?
fico! mas por querer,
fico sim e num só grito: quero ficar longe de você!
Neusa Marilda Mucci
Chegará um tempo em que o silêncio dos sensatos será visto como violência, e o grito dos tolos, como virtude.
Majestosa harmonia,
acordes, grito d'alma
e inquietação,
emoção, bate coração,
nada é mais harmonioso
do que o som das catedrais,
a fé em oração ...
O poeta sempre conseguirá captar a voz do vento, seja num murmúrio de amor ou num grito rouco de saudade...
O que um poeta tem demais?
do coração um grito rouco,
metáforas, fantasias, a ele tudo é mais,
poeta é um ser, digamos, quase louco !
Mas de boa e terna loucura,
segue versejando todos os caminhos,
escreve seus poemas em letras tais
que um manto lindo nos cobre de carinho
O Corpo Sabe Antes: Reflexos da Dor:
.
O corpo é um sussurro antes do grito.
Antes da gente "saber" de algo, ele já fez.
Toca algo quente? A mão já tirou.
A vesícula dói? O Corpo já deu o sinal.
É o reflexo, essa resposta automática
que precede a consciência.
"Como diz a neurociência, o corpo reage
em ~50ms, enquanto a consciência
demora ~200ms para processar."
Então, nesse raciocínio;
O corpo é o primeiro a saber.
A consciência vem depois, como um
segundo passo. Registra a dor, avalia,
decide. Mas, o reflexo já aconteceu.
É como se o corpo "sentisse" primeiro,
e a gente "entendesse" depois.
Sentimos e depois pensamos,
o corpo é o primeiro a reagir.
E essa sensação é a base de tudo:
O corpo é o "eu" antes do "eu penso".
E quando a dor aperta e não tem
remédio? A consciência tenta ajudar:
Respira, distrai, relaxa. O corpo, por sua
vez, solta endorfinas, tenta modular a dor
via gate control theory – aquela "porta"
que pode fechar o sinal de dor.
Juntos, eles tentam dar um jeito.
Estudos mostram que mindfulness e
técnicas de relaxamento podem reduzir
percepção da dor em até 50%.
Mas será que é fuga ou aceitação?
A pergunta filosófica fica: Quem manda?
O corpo que reage, ou a consciência que "administra"? Talvez seja um trabalho
em equipe. O corpo dá o alerta,
e a consciência cuida do resto.
"Como diz Merleau-Ponty,
"o corpo é o veículo do ser-no-mundo"."
O que sei é que Ele nos conecta com o
ambiente antes da gente "pensar".
E talvez seja por isso que, quando
o corpo dói, tudo dói. E se a dor for crônica?
O corpo se acostuma (neuroplasticidade).
E a mente? Como lidar com o incessante
sinal de alerta? A consciência pode
se cansar....Mas, o corpo segue.
É aí que a psicologia entra:
Aceitação, reinterpretação da dor,
foco em valores, estratégias para não
deixar a dor definir a vida.
"Como diz Drew Lanham, "o corpo guarda
histórias que a mente esquece"."
E o que é dor, afinal? Uma sensação,
um aviso, ou um reflexo? Talvez seja,
o conjunto de tudo isso. Por isso que,
às vezes, a gente precisa parar e ouvir
o que o corpo tem a dizer.
Não só ouvir, mas, sentir.
"Como diz Carlos Drummond de Andrade,
"o corpo é a única coisa que não mente"."
Faz sentido parar e ouvir? Ou a gente segue ignorando os sinais, até que o corpo não
aguente mais? A dor vai continuar.
O corpo vai reagir. E a consciência?
Vai tentar entender, administrar, aliviar.
É um ciclo sem fim.
E você, como lida com a dor?
O corpo sussurra, a consciência esculta?
A dor é um idioma que o corpo fala,
e a gente, aprende a traduzir? Ou fica
perdido nas entrelinhas?
O corpo dói, a mente interpreta.
E a alma, o que faz? Ela sente, respira,
some ou transforma tudo em poesia?
O silêncio do corpo é um barulho surdo.
Quando ele fala, a gente treme.
Quando dói, a gente sente.
E quando ele para de doer?
A gente esquece? Ou agradece?
O corpo ainda é um mistério.
E a dor, uma grande lição.
E se a dor for a porta? E se ela abrir para
algo novo? E se o corpo sussurrar "mude"!
E se a gente ouvir? E se a gente sentir?
E se a gente renascer? O corpo sabe antes.
A consciência certamente virá depois.
"Como diz V.S. Ramachandran, "o corpo é
um fantasma que habita o cérebro"."
Eu digo que a dor, É o fantasma que nos
lembra de que estamos vivos.
No exemplo do "membro fantasma",
o corpo "sente" dor em algo que não existe
mais? Será isso? Ou tudo é entregue
a alma para dá o veredicto final?
A dor para nós, também, pode ser
um professor.
"Como disse Buda, "a dor é inevitável,
o sofrimento é opcional". Como no exemplo
de Viktor Frankl em Auschwitz:
É preciso encontrar sentido na dor extrema.
"Maya Angelou, disse "faça o que você tem
medo de fazer, e a morte do medo é certa"."
Se o corpo sente medo, mas a consciência
pode agir apesar dele. Então, a gente,
escolhe sofrer ou aprender?
O certo é: O corpo dói, mas a mente pode transcender. E se a dor for um caminho
para a compasão?
A relação entre corpo e consciência é
como uma dança constante.
O corpo sente, a consciência interpreta.
O corpo reage e a consciência responde.
É um diálogo sem fim.
"Como diz Maurice Merleau-Ponty,
"o corpo é o veículo do ser-no-mundo"
Para mim, o corpo nos conecta com o
ambiente antes de a gente "pensar".
O corpo é o primeiro a saber de tudo,
a consciência vem depois para entender
e agir. E quando o corpo e a
consciência estão em sintonia?
A gente se sente inteiro, presente, vivo.
Mas, quando eles estão desalinhados?
A gente pode sentir o desconforto da instabilidade, que gera ansiedade e dor.
A consciência pode até tentar controlar
o corpo. Mas, o corpo, também
influência a consciência.
"Como disse Antonio Damasio,
"o corpo é a base da consciência"."
Talvez, seja por isso que as sensações
corporais moldam como a gente pensa
e sente. E se a gente parar e ouvir o corpo?
Ele sussurrará necessidades, limites,
desejos. A consciência pode aprender
a escultar esses sussurros e responder
a nós de forma mais harmoniosa.
O corpo sabe antes. A consciência vem
depois. E a alma? Onde fica nesse processo?
A alma sente, respira, transcende.
Ela se encaixa nesse diálogo entre corpo e consciência vivenciando, cada fio de seda,
sendo o elo principal de ligação.
A alma, é o próprio silêncio que vive entre
corpo e consciência, fortalecendo e engrandecendo os laços dos pensamentos,
evoluindo em sua silenciosa jornada.
Diante de tudo isso aqui descrito...
Eu finalizo essa crônica dizendo que;
O corpo é o início e a consciência o
caminho, e a alma, é o destino final.
.
Ademilton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna
DRA03022026.
