Grito
Na tensão do meu eu...Sempre acabo me perdendo nesse excesso de sentimentos. Me olho, me grito, choro-me, Extinguo-me até que não tenha desejo de desejar e depois de tanto entrar no meu eu e acabar compreendo sempre... Frusto-me com o fato do imprevisível e quando amanhece... Acontece tudo de novo!!!!
Assim como caíram as muralhas de Jericó, cremos que nenhum obstáculo resistirá a um simples grito de “passa fora”, quando este grito estiver afinado pelo diapasão da fé e da obediência em Deus.
Nenhuma muralha é tão poderosa que não possa cair pelo grito daqueles que, em obediência a voz de Deus, permanecem em silêncio rodeando a sua “Jericó” e esperando o momento certo de soltar o seu grito de vitória.
Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é o que eu vivo em silêncio, e ninguem nunca vai conhecer.
Enquanto sua voz ecoava intimamente em um grito ensurdecedor, calou-se, pediu socorro no seu amargurado silêncio, um sorriso explicíto do sofrimento inexplicável. Havia algo diferente, não compreendido em tempo a tempo de dizer "eu te amo" e não "quanta falta você faz".
Em qualquer situação o feedback à sua ausência existe, pelo silêncio ou pelo grito de socorro. No segundo caso a ação é em vão.
Grito de solidão
É o eco que se perde na noite,
Um vazio que fala sem voz,
Companhia fria, que açoite,
Dos dias em que somos só nós.
Silêncio denso, quase um grito,
Que invade a alma sem pedir,
Um abraço ausente, um infinito,
Onde o tempo custa a fluir.
Nas sombras, dança a memória,
Retratos de quem já partiu,
Cada passo, uma nova história,
De um coração que nunca se viu.
Mas na solidão há um encontro,
Com quem somos, no fundo do ser,
Uma chama pequena num ponto,
Que insiste, ainda, em viver.
E assim, na vastidão do nada,
Há um vislumbre de redenção,
Pois mesmo a dor mais calada
Traz um sussurro de comunhão.
Que sentimento é esse que doí tanto, faz o corpo tremer, corrói a alma, faz o grito morrer no seu interior e tudo perder o sentido?
cada verso era um grito
de tão aflito
e preciso
cada verso era uma declaração
bomba certeira no coração
causando explosão
causando saudade
que batia toda tarde
toda noite todo dia
e não cabia em uma só poesia
o corpo inerte
o sono
parado no tempo
sinto a força
que me leva adiante
o grito da alma
o despertar
seguir
sou retirado do poço
com Deus transformando a tristeza em alegria
e a dor em alívio.
os versos ecoam
um grito por socorro
no fundo do poço.
é tão bonito
o poeta transformando dor em poesia.
Palavras dormentes.
Línguas ferventes.
Da mesma boca, maldição!
Da mesma fala, benção!
Eu grito contras as vozes na minha mente
Desejam meu mal de forma intransigente,
Perdido com pensamentos intrusivos
São tão abusivos,
Não posso deixar me dominar
Preciso parar de pensar
Não posso sucumbir
Preciso escrever para me distrair.
Resistência para minha estética, que num perturbador grito de liberdade provocou minha atitude revelando minha identidade.
