Grito
Quando o grito é muito alto,
sem cessar,
nada mais se ouve,
nada mais se vê...
... histeria ...
Caos!
Ah...pensa que fico?
fico! mas por querer,
fico sim e num só grito: quero ficar longe de você!
Neusa Marilda Mucci
Chegará um tempo em que o silêncio dos sensatos será visto como violência, e o grito dos tolos, como virtude.
Majestosa harmonia,
acordes, grito d'alma
e inquietação,
emoção, bate coração,
nada é mais harmonioso
do que o som das catedrais,
a fé em oração ...
O poeta sempre conseguirá captar a voz do vento, seja num murmúrio de amor ou num grito rouco de saudade...
O que um poeta tem demais?
do coração um grito rouco,
metáforas, fantasias, a ele tudo é mais,
poeta é um ser, digamos, quase louco !
Mas de boa e terna loucura,
segue versejando todos os caminhos,
escreve seus poemas em letras tais
que um manto lindo nos cobre de carinho
Estrela Davi
O amor é um grito de dor;
é um olhar de ternura;
é um infinito maior que outro;
é um sonho;
é um sorriso;
é uma emoção;
é uma forte batida de coração...
É paz!
É um anjo que pousa leve, e abre suas suas asinhas em forma de vitória,
depois de muito arrodear a terra tocando seu flautim...
É magia...
É luz....
É harmonia...
É estrela...
É Davi!
Haredita Angel
28.02.24
Não há mais luto, nem grito, nem morte,
a dor não tem voz onde habita o Forte.
O que estava ferido, agora é curado,
e o choro que foi, será recompensado.
• Apocalipse 21:4 — “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor…”
Grito de Liberdade
Quantas vezes...
busquei no silencio da noite
uma saída...
murmurei para as estrelas
questionei com meu Deus
chorei com a lua
andei até meus pés doerem
pensei até minha cabeça latejar
quantas e quantas vezes...
gritei silenciosamente
só para mim mesma ouvir
esperando algo acontecer
com o rosto escondido
entre as mãos
rezei...a todos os santos
me joelhei e implorei...
muitas e muitas vezes
e não me achei
e nem saída encontrei...
O sonho de liberdade permanece vivo; o grito de Pedro ainda ecoa às margens do Ipiranga... a independência da nossa nação desfalece e murmura por emancipação.
Quando no peito ecoa um grito de revolução,
A mudança acontece,
Independente de platéia contra ou a favor.
O Corpo Sabe Antes: Reflexos da Dor:
.
O corpo é um sussurro antes do grito.
Antes da gente "saber" de algo, ele já fez.
Toca algo quente? A mão já tirou.
A vesícula dói? O Corpo já deu o sinal.
É o reflexo, essa resposta automática
que precede a consciência.
"Como diz a neurociência, o corpo reage
em ~50ms, enquanto a consciência
demora ~200ms para processar."
Então, nesse raciocínio;
O corpo é o primeiro a saber.
A consciência vem depois, como um
segundo passo. Registra a dor, avalia,
decide. Mas, o reflexo já aconteceu.
É como se o corpo "sentisse" primeiro,
e a gente "entendesse" depois.
Sentimos e depois pensamos,
o corpo é o primeiro a reagir.
E essa sensação é a base de tudo:
O corpo é o "eu" antes do "eu penso".
E quando a dor aperta e não tem
remédio? A consciência tenta ajudar:
Respira, distrai, relaxa. O corpo, por sua
vez, solta endorfinas, tenta modular a dor
via gate control theory – aquela "porta"
que pode fechar o sinal de dor.
Juntos, eles tentam dar um jeito.
Estudos mostram que mindfulness e
técnicas de relaxamento podem reduzir
percepção da dor em até 50%.
Mas será que é fuga ou aceitação?
A pergunta filosófica fica: Quem manda?
O corpo que reage, ou a consciência que "administra"? Talvez seja um trabalho
em equipe. O corpo dá o alerta,
e a consciência cuida do resto.
"Como diz Merleau-Ponty,
"o corpo é o veículo do ser-no-mundo"."
O que sei é que Ele nos conecta com o
ambiente antes da gente "pensar".
E talvez seja por isso que, quando
o corpo dói, tudo dói. E se a dor for crônica?
O corpo se acostuma (neuroplasticidade).
E a mente? Como lidar com o incessante
sinal de alerta? A consciência pode
se cansar....Mas, o corpo segue.
É aí que a psicologia entra:
Aceitação, reinterpretação da dor,
foco em valores, estratégias para não
deixar a dor definir a vida.
"Como diz Drew Lanham, "o corpo guarda
histórias que a mente esquece"."
E o que é dor, afinal? Uma sensação,
um aviso, ou um reflexo? Talvez seja,
o conjunto de tudo isso. Por isso que,
às vezes, a gente precisa parar e ouvir
o que o corpo tem a dizer.
Não só ouvir, mas, sentir.
"Como diz Carlos Drummond de Andrade,
"o corpo é a única coisa que não mente"."
Faz sentido parar e ouvir? Ou a gente segue ignorando os sinais, até que o corpo não
aguente mais? A dor vai continuar.
O corpo vai reagir. E a consciência?
Vai tentar entender, administrar, aliviar.
É um ciclo sem fim.
E você, como lida com a dor?
O corpo sussurra, a consciência esculta?
A dor é um idioma que o corpo fala,
e a gente, aprende a traduzir? Ou fica
perdido nas entrelinhas?
O corpo dói, a mente interpreta.
E a alma, o que faz? Ela sente, respira,
some ou transforma tudo em poesia?
O silêncio do corpo é um barulho surdo.
Quando ele fala, a gente treme.
Quando dói, a gente sente.
E quando ele para de doer?
A gente esquece? Ou agradece?
O corpo ainda é um mistério.
E a dor, uma grande lição.
E se a dor for a porta? E se ela abrir para
algo novo? E se o corpo sussurrar "mude"!
E se a gente ouvir? E se a gente sentir?
E se a gente renascer? O corpo sabe antes.
A consciência certamente virá depois.
"Como diz V.S. Ramachandran, "o corpo é
um fantasma que habita o cérebro"."
Eu digo que a dor, É o fantasma que nos
lembra de que estamos vivos.
No exemplo do "membro fantasma",
o corpo "sente" dor em algo que não existe
mais? Será isso? Ou tudo é entregue
a alma para dá o veredicto final?
A dor para nós, também, pode ser
um professor.
"Como disse Buda, "a dor é inevitável,
o sofrimento é opcional". Como no exemplo
de Viktor Frankl em Auschwitz:
É preciso encontrar sentido na dor extrema.
"Maya Angelou, disse "faça o que você tem
medo de fazer, e a morte do medo é certa"."
Se o corpo sente medo, mas a consciência
pode agir apesar dele. Então, a gente,
escolhe sofrer ou aprender?
O certo é: O corpo dói, mas a mente pode transcender. E se a dor for um caminho
para a compasão?
A relação entre corpo e consciência é
como uma dança constante.
O corpo sente, a consciência interpreta.
O corpo reage e a consciência responde.
É um diálogo sem fim.
"Como diz Maurice Merleau-Ponty,
"o corpo é o veículo do ser-no-mundo"
Para mim, o corpo nos conecta com o
ambiente antes de a gente "pensar".
O corpo é o primeiro a saber de tudo,
a consciência vem depois para entender
e agir. E quando o corpo e a
consciência estão em sintonia?
A gente se sente inteiro, presente, vivo.
Mas, quando eles estão desalinhados?
A gente pode sentir o desconforto da instabilidade, que gera ansiedade e dor.
A consciência pode até tentar controlar
o corpo. Mas, o corpo, também
influência a consciência.
"Como disse Antonio Damasio,
"o corpo é a base da consciência"."
Talvez, seja por isso que as sensações
corporais moldam como a gente pensa
e sente. E se a gente parar e ouvir o corpo?
Ele sussurrará necessidades, limites,
desejos. A consciência pode aprender
a escultar esses sussurros e responder
a nós de forma mais harmoniosa.
O corpo sabe antes. A consciência vem
depois. E a alma? Onde fica nesse processo?
A alma sente, respira, transcende.
Ela se encaixa nesse diálogo entre corpo e consciência vivenciando, cada fio de seda,
sendo o elo principal de ligação.
A alma, é o próprio silêncio que vive entre
corpo e consciência, fortalecendo e engrandecendo os laços dos pensamentos,
evoluindo em sua silenciosa jornada.
Diante de tudo isso aqui descrito...
Eu finalizo essa crônica dizendo que;
O corpo é o início e a consciência o
caminho, e a alma, é o destino final.
.
Ademilton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna
DRA03022026.
Minha terra
Sou daqui
Esta é minha terra
Terra de alegria
Terra do grito no riso
Trombetas no choro
Terra cheia de encantos
E repleto de desencantos
Sou da terra do canto do galo
O canto que nos desperta para trabalho
Do canto dos pássaros
Que me serve de terapia matinal
Os morcegos a noite
Falam-nos dos perigos da madrugada
Sou daqui
Aqui há vida
Também há morte
As crianças riem enquanto choram
E choram enquanto riem
A miséria não nos tira o riso
A desgraça não nos tira a vontade de viver
O luto é passageiro
As festas são constantes
Eu sou daqui
Aqui aceitamos a ciência
E não rejeitamos a crença
O cientista é feiticeiro
O feiticeiro é cientista
Aqui há norma há regra
O ancião é o nosso guia
A nossa piscina é o mar
O nosso jacuzzi é o lago
O nosso chuveiro é a chuva
Quando o céu decide nos regar
Esta é minha terra
Ainda vivemos da enxada
E confiamos no braço
E cremos nos deuses
Eu sou daqui
Terra de encantos
Vieram tentar usurpar
Mas esta terra nos pertence
Ela nos conhece e reconhece
Não tinham como prevalecer
Fizeram-se engolir e foram vomitados
Nesta terra andamos descamisados
Pelados e sem calçados
Temos comunhão com o solo
Fazemos amizade com a terra
Com o suor jura-se lealdade
Na morte um buraco abre-se nela
O paraíso na terra
O litoral de todos povos
Terra de sangue e suor
Rimos quando choramos
Choramos quando rimos
Sou daqui!!!
