Grilhões
Escrever é rasgar o peito, soltar amarras, quebrar os grilhões que aprisionam as emoções. É permitir que os sentimentos voem para além da masmorra de nós mesmos, ganhem significados distintos e façam ninho na singularidade de outros olhos.
Adquirir o verdadeiro conhecimento liberta-nos dos grilhões, ao passo que a ignorância mantêm-nos acorrentados
A humildade exalta a alma o livra dos grilhões do ego e do orgulho, assim como o passarinho da gaiola que sem as portas que o prendem, decola do seu ninho na imensidão do céus.
Queria me submeter ao tempo.
Ser Érico! Escrever sobre o vento.
Despir os grilhões da cruel armadura..
Ser Coralina! Envelhecer com candura.
Choro por dentro neste momento.
O ar me falta dentro dos pulmões.
Grilhões apertam meu peito sem cessar.
Há uma morsa tentando me prender.
Esta, não é deste mundo.
Enxergo plenamente esta imagem utópica e noto desespero.
Vai de retro!
Dentro de mim nada te pertence!
Leva a todos eles e todas elas, que você usa como ferramentas!
Deixa-me em paz e na paz!
Pertenço ao Rei e sou filha Dele!
Você não perde por esperar.
O seu presente pode ser forte, mas é passageiro.
Toma Tu mesmo o teu veneno.
Não mais perecer...
Do alto da janela
entre núvens e canções
preso em palavras ou grilhões
via o tempo passar.
Cordões em meus braços
mar, rio, espaço ou lago
água zul, barrenta amarelada
brilha sobre a luz dos olhos meus.
Onde o sol se punha
uma luz cintilante escurecia
mostrava-me que o dia jazia
sem os aplausos de quem o mais usufrui.
Na colina sagrada
onde os sonhos não dormem
já não soavam mais as mesmas notas,
não mais perdia-se o sono.
E assim, como o sol que partia e a noite que nascia,
cultivei o tempo...
desejando a todo momento
não mais perecer.
Sabe, o melhor é estar preparado para tudo. É por isso que o cavalho tem todos esses grilhões em volta das patas.
Liberte-se ...
Dos grilhões que aprisionam a alma,
dos temores infundados ou não,
das "mágoas sem remédio",
dos amores sem solução...
Acredite! Nessa liberdade habita
a tão sonhada paz
e é lá que se esconde
a sua mansidão.
Cika Parolin
As senzalas foram criadas e os grilhões da ignorância,
Juntamente a elas para que fôssemos escravos eternos;
Não somente do senhor do engenho como também de nós mesmos.
Os grilhões da libertinagem camuflam-se sob os ímpetos instintuais, seus elos por serem invisíveis dão uma falsa impressão de liberdade.
PRETENSÃO
Desfaço-me do sorriso quando olho os grilhões que limitam meus passos. Perverto meus sentidos para que na inconsistência dos meus atos, eu possa conscientemente fingir minha alegria. Distraio-me das minhas verdades, para que eu não me afogue nas lágrimas vertidas sobre minha pele clara, ou desapareça nas angústias represadas na profundidade da minha alma. Recolho-me a insignificância dessa pretensão poética, que de tão prolixa se perde nesse torpe desejo de algum dia, me revelar em poesia tão límpida, que nenhuma entrelinha haverá mais o que esconder.
- Relacionados
- Se está sob Grilhões Quaisquer
