Graças a Deus
E depois de toda a tragédia, um ilusório graças a Deus, a culpa é do homem por acomodar-se no livre arbítrio.
"Graças a Deus, eu consegui te esquecer.
Já não me recordo mais, quando em nossas brincadeiras, você fazia aquele seu olhar, blasé.
Eu consegui te esquecer.
Já não me lembro mais do seu perfume, meu olfato olvida aquele creme, que presenteei você.
Obrigado Pai, pois consegui esquecer.
Já não lembro mais do nosso primeiro beijo, o primeiro cheiro, me esqueci dos detalhes, que me fez amar você.
Deus, consegui esquecer.
Já não te escrevo mais na madrugada, meu peito já não palpita, ao te ver.
Eu consegui te esquecer.
Ainda bem que já me esqueci, o enlace de nossos corpos, o aveludar da sua tez e o dela em minha boca, o derreter.
Consegui esquecer.
Se foi da minha mente, o negror de cada fio do cabelo, o castanho dos olhos, o sorriso sem jeito e o meu viver.
Arranquei meu próprio coração, pois, cada batida do meu algoz, me lembrava você.
Mas hoje, graças a Deus, cada face, cada farfalhar das folhas, cada brisa do vento, faz com que eu consiga, te esquecer..."
Graças a Deus que não é preciso levar o corpo físico para o Céu, porque o espírito não viverá jamais as mesmas corrupções, as marcas e degenerações da carne.
Ninguém vai para o inferno, graças a Deus; ninguém vai para os Céus, graças a Deus, sem primeiro que a Sua palavra seja pregada no mundo e que cada um escolha com quem quer passar a eternidade.
Graças a Deus que a graça pertence a Cristo, pois a vida mortal dos homens não tem graça nenhuma que o salve.
Graças a Deus que a liderança da igreja, em relação à pregação pública dominical, foi dada à direção de homens sábios. para promover o crescimento do corpo de Cristo.
Todo cristão deve dar graças a Deus quando ele utiliza o melhor de seus dons para edificar a igreja do Senhor.
Graças a Deus que hoje temos 1.189 capítulos da Bíblia para ninguém assistir a nenhum capítulo de novela de qualquer emissora de televisão.
Em todo casamento fala-se de amor, união e fidelidade conjugais, graças a Deus, pois como Autor desta aliança conjugal, a extensão de Suas bênçãos têm formado famílias fortes e felizes.
Graças a Deus que há pessoas que estão no mesmo barco espiritual, onde podemos remar para fora das águas agitadas pelos ventos e pelas tempestades, em busca do refúgio, da bonança e da segurança.
Graças a Deus e ao jornalismo, ao longo da vida — e uma vida bem vivida — tive o privilégio de conhecer o mundo e suas contradições. Convivi com pessoas poderosas, ricas e influentes, mas também com aqueles que vivem na miséria mais profunda. Vi o luxo e o lixo de perto. Vi gente boa e gente má, gente alegre e gente triste. Mas a maior pobreza que já conheci não foi a falta de dinheiro, e sim a pobreza de espírito.
O novo rico, aquele que um dia foi pobre e se esqueceu de onde veio, sempre me causou repulsa. Porque há um ditado sábio que diz: “Nunca peça a quem já pediu, nunca sirva a quem já serviu.” A verdadeira riqueza não está no dinheiro, mas na sabedoria, na elegância da alma, na capacidade de enxergar o outro com humanidade. O que move o mundo não é a ostentação, mas a justiça e a beleza daquilo que é verdadeiro.
Hoje, vivemos uma era em que as redes sociais escancaram a realidade que sempre existiu. O mundo sempre foi assim — com suas belezas e podridões —, mas agora as máscaras caíram. As pessoas se expõem, mostram quem realmente são. E isso, muitas vezes, nos desilude. Durante a pandemia, vimos amigos e conhecidos revelarem monstros que jamais imaginávamos que existiam dentro deles. Foi um choque.
Um dos episódios mais tristes que presenciei foi quando o Papa ficou doente. Católicos, muçulmanos, evangélicos, ateus, budistas e espíritas rezavam pela sua recuperação. E, ironicamente, dentro da própria Igreja Católica, havia católicos desejando sua morte. Fariseus. Hipócritas. Se Jesus voltasse hoje, ele morreria no mesmo dia.
Diante disso, precisamos proteger nossa sanidade e nos afastar daqueles que destilam ódio, inveja, cobiça, soberba e maledicência — o maior pecado, afinal, é falar mal dos outros, espalhar fofocas e julgar injustamente. Aqueles que roubam, que matam, que tiram o pão da boca das crianças, e que se alimentam de maledicência, não são dignos de nosso respeito ou admiração.
Há uma escolha a ser feita: seguir o caminho do ódio e da destruição ou buscar a verdadeira alegria e paz interior. Quem já experimentou o verdadeiro prazer — físico e espiritual — sabe que a felicidade vem de viver a vida com autenticidade, amor e compaixão. Se Deus nos presenteou com o dom do prazer, Ele nos ofereceu também a possibilidade de uma vida plena, onde a maldade cede lugar à generosidade e à solidariedade.
2022, vivi bastante, graças a Deus, infelizmente, para ver certos absurdos, o mais recente foi ver brasileiro torcendo contra a sua própria seleção por questão política.
