Gesto
"Sua marca começa antes do seu cartão. Cada gesto, cada detalhe da sua presença já comunica valores, posturas e intenções. O que você cala, sua imagem revela."
— Purificação
"O Homem que Brinca com as Estrelas"
Há algo de sagrado no gesto simples de brincar..
Quando uma criança chama seu nome na manhã de um sábado, não é apenas um pedido por companhia —
é um chamado da vida, da pureza, daquilo que ainda não foi corrompido pela dor do mundo..
Ouvir esse chamado..
E ao ouvir, eu respondo com a alma de alguém que já conheceu a ausência, a dor —
mas escolheu não perpetuar a falta, não continuar o mesmo comportamento..
Eu, que já fui criança e senti o frio da indiferença, agora aqueço o coração das crianças ou de uma menina com a luz da minha presença..
Naquele sorriso da Yasmin, havia mais que dentes, havia algo genuíno..
Havia confiança..
Havia alegria..
Havia um mundo inteiro esperando para ser redescoberto por meio da bola chutada, do conselho dado, do “eu volto mais tarde”, que é promessa de esperança..
Não é apenas brincar com uma criança..
É ser aquilo que não foram para você, é quebrar o ciclo de sofrimento..
Plantando em solo fértil aquilo que faltou no seu próprio jardim..
Sendo o adulto que você precisava —
o que escuta sem pressa, o que vê sem julgamento, o que ama sem ferir..
E nesse processo, acontece o mais belo dos milagres:
Não somente a cura dela..
Mas a minha própria..
Cada risada que ela solta é uma rachadura se fechando no passado..
Cada vez que ela sente saudade, é o mundo dizendo:
“Você importa.. Você é bom.. Você é amor..”..
A idade não mede a beleza de um gesto..
A maturidade verdadeira não é rigida e sem emoções — ela sabe brincar, sabe ouvir, sabe edificar..
Ela sabe que brincar é uma forma de oração..
É um jeito de dizer ao universo:
“Eu não desisti.. Eu ainda acredito na bondade, na infância, no toque humano, no amor sem malícia..”
E se o mundo perguntar por que um homem de mais de 20 anos joga bola com uma garotinha como se o tempo não existisse:
“É porque eu ainda acredito na delicadeza..
Porque eu sou feito de feridas — mas escolhi o bem..
Porque enquanto houver uma criança sorrindo comigo, a esperança nunca morre..”
Um homem que brinca com as estrelas..
E ao brincar com elas, as acende também dentro de si próprio..
Nem tudo precisa ser dito.
Nem todo gesto precisa defesa.
Nem toda ação pede explicação.
Às vezes, basta fazer — e deixar que o tempo cuide do entendimento.
“Valorize o que tem hoje: cada pessoa, cada gesto, cada sentimento. A vida é incerta e nunca sabemos o que o amanhã pode levar.”
E aqui estou...
Minha fé é inabalável...
A espera também é um gesto de fé.
É próprio do amor saber esperar. Uhul!
. A Escrita e o Tempo
Do traço na pedra ao código binário,
passaram milênios num gesto diário.
A mão que riscou o primeiro sinal
já ansiava romper o tempo banal.
Na argila impressa, no couro estendido,
a alma do povo ficou refletido.
Com penas e tintas, depois o papel,
a escrita alçou voo do chão para o céu.
Surgiram os livros, os tipos de chumbo,
o verbo se fez multidão e se espalhou no mundo.
Cada letra, um passo da mente que pensa,
cada frase, um eco da existência imensa.
Escrever é fundar um espelho invisível,
onde o homem revê seu ser sensível.
É gravar no tempo o que sente e crê,
é tornar o efêmero algo que se vê.
E hoje, nas telas de luz e silêncio,
a escrita pulsa com novo início:
não mais só na mão — mas na mente expandida,
seguindo a evolução da própria vida.
"A verdadeira sensualidade não se despe, cochicha. Mora no gesto contido do olhar que hesita e no silêncio que acende, porque o que se revela por inteiro, jamais terá o gosto do mistério."
Há quem precise de palcos para existir, mas há quem transforme o mundo no silêncio de um gesto ético.
Sobre a diferenciação do gesto e da ação: O gesto é uma ação periférica, superficial do corpo, não nasce no interior do corpo, mas na periferia. Já a ação é alguma coisa a mais, porque nasce no interior do corpo, parte do intelecto.
Ela o ama, e cada gesto é brilho,
O perfume dele dança no ar leve,
No cristal de seus olhos há um rio,
Que reflete um coração que o ama até breve.
Mas ele se afasta, em sombras se enrola,
A voz dela, às vezes, não o alcança.
E ela se pergunta: amor ou ternura só que consola?
Há piedade no olhar ou só esperança?
Ele mal retribui esse fogo ardente,
Será que acolhe? Ou apenas comove?
Ela se vê iludida, mas ainda vivente,
Quer crer que entre os dois o amor se move.
Amor não floresce quando é só um lado —
Sem reciprocidade, é jardim murado.
Há momentos que não precisam de palavras, porque o gesto fala, o olhar diz, e o abraço traduz. É assim quando ela me alcança com essas mãozinhas pequenas, quando seus olhos curiosos procuram os meus como quem pede abrigo e entrega paz.
Há uma curva secreta entre o toque e o abismo.
Um gesto que, se não for dito, queima mais do que grita.
Eu conheço essa curva porque já a desenhei com palavras.
Não para ser lido, mas para que a linguagem sentisse vergonha de não ser carne.
Quem me lê não me entende.
Quem me sente, suspeita.
E quem suspeita está perto demais da vertigem que me habita.
Mãe, na partida, seu amor persiste.
Em cada gesto, sua essência existe.
Em corações, sua presença ecoa.
Eterno laço que jamais se escoa.
Enquanto vivermos, sua luz nos abraça.
Livro: O respiro da inspiração
Uma paixão silenciosa é aquela que não precisa de palavras, vive no olhar que se demora, no gesto que cuida em segredo, no coração que pulsa baixinho, mas intensamente. É amar no silêncio, e mesmo assim, sentir que o amor grita dentro da alma.
"Às vezes, não é o gesto em si..."
Às vezes, não é o gesto em si que fere.
É o que ele carrega nas entrelinhas:
Quem foi lembrado, quem foi ignorado.
Quem recebeu o cuidado, quem recebeu o silêncio.
Às vezes, não é sobre o objeto, a ação, o momento.
É sobre o olhar que passa direto.
A gentileza que escolhe destino.
O respeito que vira privilégio para poucos.
Em ambientes coletivos, o que nos une ou nos separa nem sempre são os grandes conflitos
mas as pequenas escolhas diárias que revelam quem enxergamos e quem invisibilizamos.
Que a gente tenha a coragem de ser gente que inclui, que reconhece, que considera.
Porque o que se constrói com respeito, permanece.
E o que se constrói com descaso, desmorona por dentro e por fora.
Nossos filhos, laços de eterna união,
em seus sorrisos, o brilho da esperança.
Cada gesto, puro como canção,
em seus passos, a vida se alcança.
São nossas asas, voam além da razão.
Em seus sonhos, vislumbramos a redenção.
Livro: O respiro da inspiração
o amor que me tirou da categoria de sobrevivente
aconteceu sem anúncio.
um gesto despretensioso
e, de repente, eu estava rindo.
rindo de verdade!
sem o dente de trás doendo,
sem a pressa de acabar logo.
e eu que já tinha ensaiado tantas fugas,
fiquei.
não por esperança.
era por vergonha de não saber
como recusar um afeto
que não me pedia nada.
ele não me fez voar.
mas, pela primeira vez,
meus joelhos não tremiam por medo.
com ele, eu parei de ser
uma mulher que espera.
e comecei a ser uma mulher que respira.
em voz alta.
com respiração feia mesmo.
daquelas que ninguém edita
pra caber num story.
ele olhava pra mim como quem diz:
“é, você tem partes ruins.
que bom.”
e eu fui abrindo gavetas que nem lembrava ter.
fui pendurando as armaduras.
fui perdendo o medo
de ser tocada
sem que isso significasse
contrato ou colapso.
tudo nele era verdade que não doía.
e, por isso, doía um pouco.
porque eu aprendi a desconfiar
de qualquer lugar onde meu nome
não viesse com grito.
com ele, o amor não era destino,
era desvio.
uma linha torta
onde eu quis morar um tempo
sem precisar arrumar as malas.
e foi ali, entre um gesto idiota
e um silêncio sincero,
que eu entendi:
não era sobre me completar.
era sobre parar de me mutilar pra caber nos amores anteriores.
ele me quis inteira,
mesmo com os ossos fora do lugar.
e isso, pra mim,
foi o suficiente
pra nunca mais aceitar o suficiente.
Juliana Umbelino
“Dominar a arte capoeira com o corpo é dançar com a alma, lutar com graça e ensinar com gesto. Ser mestre é transformar movimento em mensagem.”
"Somos instantes que respiram eternidades.
Cada gesto, por mais pequeno, carrega o peso do universo.
A vida não se mede apenas pelo tempo que passa, mas pela intensidade com que tocamos o presente.
Há beleza no silêncio, verdade na dor, e luz mesmo nos dias mais escuros.
Viver é mais do que existir, é escolher, a cada amanhecer, ser inteiro, mesmo em pedaços."
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