Gente Mesquinha

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⁠" Eu vejo gente morta
Não no corpo que se perde
Eu vejo gente morta
Na alma que perece
Eu vejo gente morta
Não na falta de pulsar
Eu vejo gente morta
Na ausência do pensar
Eu vejo gente morta
Não na falta de respirar
Eu vejo gente morta
Quando esta deixa de amar"

​"A paz não cai do céu, ela nasce no chão que a gente pisa, através das escolhas que fazemos a cada segundo."

⁠Existem coisas que a gente sente mas não diz. E há coisas que a gente diz mas não sente. Às vezes isso torna a vida mais segura, mas também pode deixá-la menos autêntica.

Há dores que a gente passa que talvez nunca saibamos o motivo. Mas, às vezes, Deus também nos concede a graça de ver o fruto do nosso penoso trabalho.

Às vezes, na pressa de esconder o que está sentindo a gente coloca um sorriso na boca e esquece de secar os olhos.

Sobre nós


A gente não é só corpo e alma
É passado
É presente
É futuro


A gente não só vive
A gente finge
Inventa
Aguenta
Viver é só uma forma de continuar


A gente não morre de repente
Vai se desmanchando aos poucos
Esvaindo-se em saudades
Enchendo-se de tristezas
Entulhado de dores
No fundo,
Bem no fundo
A gente se esforça pra não ficar louco

⁠A gente era feliz e sabia, só não sabia que era a última vez. 🥺🧸"

O “quase” tem esse jeito estranho de permanecer aberto dentro da gente. Não termina completamente. Não vai embora por inteiro. Fica ali… como uma porta entreaberta na alma.

Às vezes, o cansaço não vem do que a gente perdeu, mas de continuar morando em um passado que Deus já deixou para trás.

A causa do olhar
Tem gente que olha os outros como juízes em causa própria e se esquecem deles próprios, mas um dia esse olhar lhes vai bater à porta.

O problema em querer começar as coisas cedo demais é que por vezes a gente se sente perdido...

Gente que entende a gente.

A cura de uma ferida por um atropelamento, para voltar a ter vida de gente

Quando a gente ama,
aparência nada manda,
mas a honestidade...
Pois tudo é ilusão,
só não,
a fidelidade!

A simplicidade é uma janela por onde a gente espia a infância mesmo com ela fechada.

Humildade não é coisa de gente pequena, é coisa de gente grande.

A gente negligencia as pessoas porque as confunde com a paisagem, achando que estarão sempre ali, como as árvores na beira da estrada.

O amor começa
quando a gente para de mendigar espaço
na história dos outros
e começa a escrever,
com coragem,
a nossa própria história.

A gente vive como se tivesse tempo de sobra. E o tempo… anda de fininho, pregando peça na gente. Poucas coisas nos humanizam tanto quanto o luto. É um choque seco, direto. Um corte na ilusão de que tudo pode esperar, de que dá pra deixar pra amanhã. Porque, quando a perda chega, de repente, o amanhã que a gente guardava com tanto cuidado… não existe mais.

A gente passa a vida fazendo planos como se o calendário fosse o nosso aliado, como se o relógio estivesse do nosso lado. E o luto escancara isso sem delicadeza nenhuma. Perder alguém muda o jeito como a gente enxerga o tempo. Você percebe que ele não era tão longo quanto parecia. Que aquela conversa podia ter acontecido. Que aquele abraço podia ter sido dado. Que aquele café não precisava ter esfriado.

É como se o relógio risse da nossa pressa. A gente corre para tudo… menos para o amor, menos para o afeto. E aí, quando não dá mais, a gente entende. Entende tarde. Entende na dor.

O luto humaniza porque tira a gente do automático. Ele quebra essa ideia de controle que a gente insiste em ter. Ele lembra que a vida não é um projeto infinito. É uma travessia. Uma viagem.

O tempo não avisa quando vai acabar. Mas sempre mostra, do jeito mais duro, que ele nunca foi garantido. Zero garantias.

Às vezes, a gente considera uma pessoa especial não porque, de fato, ela seja, mas por ser parecida conosco.