Galo
Quenturas
Esse lindo corpo de menina
Tem a chama do fogo eterno
Sendo eu galo de campina
Não estranho esse inferno
para o silêncio do poeta
quando você se cala o silêncio fala
canta o galo zumbe a abelha
mia o gato pia o pinto ruge o leão
quando você se cala o silêncio fala
a baleia bufa o burro zurra
o bezerro berra o bode bala ladra o cão
quando você se cala o silêncio fala
grasna o ganso o rato guincha
o cavalo rincha bate meu coração
quando você se cala o silêncio fala
a cigarra estrila a hiena gargalha
estalo os dedos e canto esta canção.
Lá fora o trupé da bicharada:
Gansos, angolas, galo, cachorro, passarada...
O bezerro querendo manar
A vaca querendo seu úbero esvaziar.
O jeito é levantar e o cafezinho tomar...
Bom dia pra quem acabou de acordar!!!
mel
Dilema de brasileiro que escuta o galo cantar:
De longe eu vi, igual rapina, é irmão nem toda alma aqui é negra ou branca, todas o mesmo valor, só que alguns esquecem da cor... da vida. Igual ao meu primo, só conseguiu ser gente fina porque escondeu bem sua dor.
Sequela da pátria a favela, sua mãe mulher que mata um leão, mais de um por dia, e porquê, se é o que viemos pra ser na selva
Dentro da capoeira de onde irá a matar, o galo canta hinos à liberdade porque lhe deram dois poleiros.
la é feirante e feliz
Ricky Henry
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Antes do cantar do galo...
Ela se arruma toda vaidosa pra batalhar...
Sem eira nem beira, com sol ou com chuva na moleira...
Ela não desanima e sai sem se atrasar...
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Mulher de respeito, amiga e sorridente...
Monta sua banca e vai pondo tudo no lugar...
No dia a dia honestamente, faz seu troco...
Tem dia que nem faz hora de almoço.
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Sexta feira hoje tem feira...
Inspirada atenciosa com as pessoas...
Carismática vende com o brilho no olhar...
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Hoje promete...
Muitas frutas guardou pra Janete...
Pois ela só vem, no fim da feira...
Mais não faz mau, ela é freguesa amiga e parceira...
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É meio dia não parou de anunciar...
Tem cenoura, laranja lima, mexerica, limão taiti e banana prata, da terra e nanica...
A fugi bem doce, pode vir, pode provar...
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Pra dona Maria a couve manteiga, beringela, alface lisa e crespa...
A senhorinha levou rúcula e também hortaliças...
Vai fazer um chá pra filha...
Que está a reclamar de mau estar...
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Aí chegou seu moço, fixou olhar na melancia bem vermelhinha e doce...
É da rajada, não paga pra experimentar...
Já vai dar as 15h...
Os preços começaram abaixar...
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Refrão:
Batendo palmas e grita...
Batendo palmas e grita...
Batendo palmas e grita...
Te fruta fresca, verduras ótimas freguesia...
É com muito energia ela contagia até a banca da vizinhas...
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Ela é feirante sim...
Ela é feirante sim...
Ela é feirante sim...
É hoje a noite que vai pro samba pra distrair!!!
Falar até papagaio fala, cantar galo canta, dançar foca dança,o que Precisamos é de homens de Carater
A luz.
O galo vai pro poleiro
e o sol enfim descansa
a lua vira o ponteiro
e a escuridão avança
sem energia no terreiro
é pela luz do candeeiro
que eu enxergo a esperança.
Meu interior.
O galo vai pro poleiro
e o sol enfim descansa
a lua vira o ponteiro
e a escuridão avança
sem energia no canteiro
é pela luz do candeeiro
que eu enxergo a esperança.
Tem um povo acolhedor
onde a felicidade aflora
quando se planta amor
bem se colhe toda hora
quem nasce no interior
não tem tamanho de dor
que lhe faça ir embora.
Por aqui não tem maldade
povo humilde sim senhor
que sente a felicidade
até quando faz um favor
como é bom a tranquilidade
o amor e a amizade
que existe no interior.
Aqui a tarde passa lenta
o vento espanta o calor
na calçada a gente senta
para ver o sol se pôr
a paz ainda alimenta
o respeito que sustenta
a vida no interior.
O galo canta pela manhã não para nos acordar, mas para proteger o local onde vivem, um galo é como um ser humano, vive por quem ele ama.
Em terra de faz de contas
Enterram os que ainda curtem
O que fazem os que de galo cantam
E bilhões de propina contam
Dando surra de cinto
- nada sucinta -
Nos que também não curtem.
Infância pura!
Por aqui dancei lapinha
nas quadrilhas de são joão
galo brigando na rinha
bola de gude e pião
e a saudade é a espinha
dos amores que eu tinha
nos meus tempos de sertão.
FORTE.
A chuva vem de pouquinha
as vezes nem acontece
mas como um galo na rinha
ninguém aqui esmorece
a terra fica sequinha
no prato só tem farinha
e mesmo assim agradece.
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